Prefeitura apresenta proposta de revitalização do Centro da Capital

Técnicos da prefeitura de Porto Alegre apresentaram ontem a proposta preliminar do Plano de Reabilitação da Área Central, conjunto de diretrizes para nortear a revitalização do Centro Histórico. Realizado no Hotel Everest, o encontro foi aberto pelo secretário do Planejamento Municipal, Márcio Bins Ely, que destacou a importância do trabalho.

“A recuperação da área central é um dos desafios de nossa administração. Já demos um importante passo nesse sentido, com obras de recuperação do patrimônio histórico e a retirada dos ambulantes dos arredores da Praça XV”, afirmou o secretário.

A proposta preliminar do Plano de Recuperação da Área Central começou a ser elaborada em 2006 e contou com a participação da comunidade, urbanistas do Brasil e exterior e técnicos do Município. Foi realizado um diagnóstico dos problemas e potenciais. A partir desses dados, foram sugeridos caminhos para intervenções com a finalidade de humanizar e recuperar a área.

Durante vários encontros, foram ouvidos relatos de exemplos bem sucedidos em outras cidades, opiniões de moradores, comerciantes, frequentadores e pessoas que trabalham no Centro Histórico, especialistas em trânsito, transporte e segurança. A análise de todas essas informações gerou a proposta preliminar que foi detalhada pelo gerente do programa Cidade Integrada e coordenador do projeto Viva o Centro, Glênio Bohrer.

“O objetivo é dar uma dimensão estratégica à atuação do município para tornar o centro um pólo de atração turística, cultural, comercial e de serviços em nível nacional”, destacou.

Segundo o arquiteto, essa mudança será possível com a qualificação do espaço urbano, em especial com as mudanças que serão promovidas pelo projeto de revitalização do Cais do Porto e a implantação dos Portais da Cidade, projeto que pretende reduzir o número de ônibus que chega na região central.

Essas medidas darão continuidade às melhorias já implantadas pela recuperação de prédios históricos e praças. As obras nas praças Conde de Porto Alegre e Revolução Farroupilha foram concluídas. Ainda neste ano, iniciará a recuperação das praças da Matriz, Alfândega e XV de Novembro.

Porto Alegre Notícias (http://portoalegrenoticias.com.br/)

Frente quer Centro Cultural Gaúcho no Parque Harmonia

A Câmara Municipal aprovou ontem, por unanimidade, a instalação da Frente Parlamentar do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. De autoria do vereador João Pancinha (PMDB), a proposta visa potencializar o uso da área com a implantação de um Centro Cultural Gaúcho que funcione o ano inteiro, e não apenas durante a Semana Farroupilha. Entre outras atrações, o Centro Cultural, segundo Pancinha, contaria com churrascaria, museu, hotel e aulas de dança.

“Turistas, tanto nacionais quanto internacionais, quando vem a Porto Alegre acabam indo a alguma churrascaria, fazendo uma ou outra visita, mas não tem um centro voltado para o conhecimento da cultura gaúcha. E o objetivo é justamente este, que a gente estude uma forma de o Parque Harmonia abrir o ano inteiro e que mostre, realmente, o que é a cultura gaúcha. E em setembro, resguardado aquele período do Acampamento Farroupilha, que já é tradicional há mais de 20 anos aqui em Porto Alegre”.

Além de vereadores, a Frente Parlamentar do Parque Harmonia vai contar com a participação de representantes do Executivo, do Orçamento Participativo (OP), do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e de piquetes. A idéia é promover uma ampla discussão sobre as atrações e empreendimentos que devem integrar o Centro Cultural Gaúcho. A primeira reunião da Frente deve ocorrer até a primeira semana de dezembro.

Fonte: Porto Alegre Notícias (http://portoalegrenoticias.com.br/)

Cooperação técnica garante 1 milhão de dólares aos Portais

portais-da-cidade4Será assinado na segunda-feira, 16, o convênio de cooperação técnica entre a prefeitura e a Corporação Andina de Fomento (CAF) que destina 1 milhão de dólares para qualificar o projeto Portais da Cidade. O recurso foi aprovado pelo comitê interno da CAF em outubro. O ato ocorrerá no salão nobre do Paço Municipal, às 14h30, com a presença do prefeito José Fogaça e da diretora da CAF em Brasília, Moira Paz-Estenssoro, que representa o presidente executivo do organização, Luis Henrique Garcia.

A cooperação técnica visa complementar o desenho e o plano de implantação do projeto, com foco nos componentes de engenharia, ambiental, socioeconômico, operacional e de negócio, e tecnológico, comunicação e marketing. A conclusão dos trabalhos da cooperação técnica conduzirá à assinatura do contrato de financiamento de 100 milhões de dólares da CAF para os Portais, prevista para ocorrer no início do próximo ano. O custo total da implantação do projeto está estimado em 210 milhões de dólares, incluindo investimentos privados e contrapartidas da prefeitura.

De acordo com o secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, o recurso oferecido pela CAF confirma o grande interesse do agente financeiro no projeto dos Portais. “A cooperação técnica representa um avanço importante porque, dessa forma, poderemos desenvolver um projeto mais estruturado e cumprir o nosso compromisso com a população, proporcionando um sistema de transporte mais qualificado e reforçando a condição de cidade sede para a Copa de 2014”.

Os Portais
portais-da-cidade3O projeto Portais da Cidade vai representar um novo sistema de circulação e transporte para Porto Alegre, que funcionará assim: os ônibus procedentes dos bairros e da região metropolitana chegarão nos Portais, onde os passageiros farão uma transferência integrada para veículos mais modernos, mais rápidos, mais seguros e menos poluentes, que farão a conexão entre os portais e mais 18 terminais na região central, por meio de uma linha especial, que circulará pelos corredores exclusivos. É um dos projetos especiais visando à preparação da Capital para a Copa de 2014. A proposta com a CAF prevê a construção de três grandes portais, que contarão com operações comerciais e de serviços, para garantir a sustentabilidade:  Cairú (confluência com a av.  Farrapos),  Princesa Izabel (Azenha), e Zona Sul (proximidades do estádio Beira-Rio). O Centro Popular de Compras – CPC (Camelódromo) e o Terminal Parobé ao lado do Mercado Público também estarão integrados à operação.

Melhorar as condições de acessibilidade ao centro, oferecendo mais portais-da-cidade1segurança, agilidade e conforto, além de contribuir para a revitalização da região, também são desafios do projeto. Os Portais estão sintonizados com experiências importantes na área de transportes, conhecidos como Bus Rapid Transit (BRT), a exemplo do Transmilênio (Bogotá) e, ainda Curitiba, Santiago, Sidney, Beijing, que já utilizam bem sucedidos projetos semelhantes. Mais de 80 cidades em todo o mundo estão implantando seus BRTs.

portais-da-cidadeEntre as obras previstas está o complexo de obras de arte para solucionar o X da rodoviária, que permitirá o acesso direto a Castelo Branco, priorizando também o sistema BRT no acesso a Avenida Farrapos.

 

Entretanto, para compatibilizar o projeto com a Linha 2 do Trensurb, foi descartado o túnel sobre a Esquina Democrática, uma vez que está previsto ali um túnel também do futuro Metrô. Isso significa também que o projeto dos Portais será compatibilizado com a Linha 2 do Metrô.portais-da-cidade2

 

Fonte: www.portoalegre.rs.gov.br

Shopping Floresta terá hotel com 324 aptos

Prosseguem em ritmo acelerado as obras do novo hotel da rede Master, em Porto Alegre.

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Shopping Floresta em construção. Foto: Gilberto Simon

O Cosmopolitan Master Palace Hotel contará com seis andares e 324 apartamentos e deverá estar concluido no segundo semestre do próximo ano, quatro anos antes, portanto, da Copa do Mundo no Brasil.

O hotel vai dividir espaço com o novo Shopping Floresta, em plena avenida Cristovão Colombo.

O Floresta abre duas portas no final de 2011 e terá mais de 200 lojas distribuidas em três andares e 8.000 vagas rotativas de estacionamento por dia.

Os dois empreendimentos são do Grupo Isdra, que está investindo em suas obras cerca de R$ 45 milhões.

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Norte-americanos conhecem transporte público da Capital

Especialistas em trânsito e transporte de 15 estados norte-americanos, como Texas, Ohio, Califórnia, Washington e Nevada, estarão em Porto Alegre até amanhã, 13, conhecendo o sistema de transporte coletivo e o trabalho da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) na gestão da circulação. A visita faz parte da missão internacional Transit Studies Program (TRCP), que chegará a outras duas cidades da América do Sul, Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile.

Porto Alegre foi a única cidade do Brasil escolhida porque, além de sede da Copa do Mundo de 2014, é considerada pelos técnicos um exemplo de qualificação de transporte público, com destaque para os corredores exclusivos. O que também chamou a atenção dos norte-americanos foram as parcerias que a EPTC têm com a cidade alemã de Stuttgart e com a rede global Road Safety Partnership, que busca reduzir a violência no trânsito.

“Porto Alegre tem uma reputação muito boa. Aqui, vocês trabalham com um número de 1 milhão de usuários de ônibus por dia. Nos Estados Unidos, isso é muito raro. Temos 1 milhão de habitantes e só 40 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente”, afirmou o Chefe Executivo da Autoridade Regional de Transporte do município de Tampa, no estado da Flórida, David Armijo.

Os técnicos relataram que diversas cidades dos Estados Unidos enfrentam dificuldades de tráfego. As vias, mesmo que bem projetadas, começam a apresentar congestionamentos. As principais razões são o baixo preço dos carros e dos combustíveis. De acordo com os norte-americanos, uma das soluções para amenizar os problemas de deslocamento é melhorar o atendimento do transporte coletivo, criando corredores exclusivos, como os que existem em Porto Alegre.

Armijo acredita que, em um futuro próximo, o ônibus será a melhor alternativa de transporte para os norte-americanos. “O ônibus vai ajudar a melhorar a fluidez da circulação das cidades. Vai aliviar os congestionamentos, principalmente com a implantação de corredores exclusivos, além de um sistema de integração, como o TRI de Porto Alegre. Creio que essas serão as ideias que levaremos daqui”, disse.

A passagem unitária de ônibus custa, em média, U$ 1,75 nas cidades americanas. Se transferido para nossa moeda, o valor seria de R$ 3.

Prefeitura de Porto Alegre

Moinhos terá hotel da bandeira VIVERONE

Viverone Bento Gonçalves, 14 andares

Viverone Bento Gonçalves, 14 andares

O grupo Investidores Associados, de Bento Gonçalves, está investindo R$ 60 milhões na abertura das duas primeiras unidades de hotéis de alto padrão com a bandeira Viverone no RS.

Serão R$ 33 milhões na abertura do Viverone Moinhos, em Porto Alegre, e R$ 27 milhões no Viverone de Bento Gonçalves, que entrarão em funcionamento em 2010.

A administração dos dois hotéis será da GJP Hotéis e Resorts, que possui uma rede de oito hotéis no Brasil, sendo dois em Gramado.

O hotel de Porto Alegre terá 130 suítes. e ficará na Rua Dr. Vale a partir de uma casa do início do século passado, preservada e usada como recepção, restaurante e spa. O imóvel até agora foi lar da família Micheletto.

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A Casa da família Micheletto

Informações: ZH e Affonso Ritter

Concentração da energia

A usina de Itaipu continua gerando 20% da energia elétrica do Brasil, mas já foram 35%, revelou nesta quarta (11) seu diretor- geral, Jorge Samek, ao Jornal Gente da Bandrs. Mesmo assim, sua paralisação ainda gera um impcto muito forte no país como aconteceu no blecaute da madrugada de quarta. Até porque ela tem 110 mil quilômetros de linhas de transmissão. Mas, só as três usinas em construção ou em projeto acrescentarão 28 mil megawatts (MW), o dobro da capacidade de Itaipu, que gera 14 mil MW. Menos mal que as barragens das usinas estão todas cheias, o que permitiu desligar todas as térmicas. Até o Rio Grande do Sul exportou energia.

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O Rio Grande do Sul possui atualmente o maior índice de municípios sem asfalto no País

O Rio Grande do Sul possui atualmente o maior índice de municípios sem asfalto no País, segundo o diretor-geral do Daer, Vicente Pereira.

Isso é uma vergonha que a gente tem que resolver. Vamos resgatar essa lacuna na vida produtiva social desses municípios”, adiantou.

A propósito, nesta quinta à tarde (12), os voluntários que integram o Grupo de Logística da Agenda 2020 terão um encontro com Pereira para uma apresentação da situação atual dos projetos e o planejamento da instituição que prevê, até o final desse ano, iniciar 30 acessos municipais, sendo que outros 20 já estão em andamento. A previsão para 2010 é trabalhar em todos os 114 acessos municipais sem asfalto, investimento de R$ 350 milhões. Os voluntários da Agenda 2020 estão organizando um grupo de técnicos para acompanhar 38 trechos de obras rodoviárias apontadas como prioritárias para desenvolver o Estado.

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Pontal do Estaleiro terá novo projeto antes do Natal

Antes do Natal  o projeto do Pontal do Estaleiro será reapresentado na Smov.

Agora, terá versão exclusivamente comercial. 

Em breve aqui, novas informações sobre o futuro do Pontal.

Aguardemos ….

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Repercussões sobre o Novo Plano Diretor

1) Márcio Bins Ely, secretário de Planejamento Municipal

“A Macrozona 1 é uma área de ocupação intensiva. A adaptação do Plano Diretor é para melhorar o adensamento. Diminuir as alturas de toda a Macrozona 1 servirá para que as regiões adensadas não sejam sobrecarregadas ainda mais. Já as alturas maiores servirão para desenvolver regiões.”

2) Beto Moesch, vereador, ex-secretário do Meio Ambiente

“Está para surgir um Plano Diretor pior que o atual. Na prática, ele vai permitir mais permissividade aos projetos especiais. A proposta reduz ainda drasticamente a necessidade de vegetação em lotes urbanos.”

3) Raul Agostini, presidente do Moinhos Vive

“A revisão é altamente prejudicial. É devastadora. Para as Áreas de Interesse Cultural, não respeita nem aspectos de cultura ou história, liquida com as Áreas de Interesse Cultural. Com esse Plano Diretor, o Moinhos será uma continuação do Centro.”

4) Ibirá Santos Lucas, presidente eleito do Fórum Regional de Planejamento 1

“A grande preocupação é o transporte e alargamento de ruas. Lotes serão cortados para deixar passar ruas. Outro problema é a redução das Áreas de Interesse Cultural, o que também vai gerar impacto.”

5) Claudio Ferraro, dirigiu a criação do Plano Diretor de 1979
“Houve uma revisão muito superficial em relação às alturas dentro da Macrozona 1. Os projetos especiais permitirão acrescer em um ou dois pavimentos as alturas máximas se comprar cem metros quadrados de solo criado. Aumenta horizontalmente para aumentar verticalmente. Acabaram com a zona rural e as alturas cresceram mais do que o necessário. As emendas são remendos de Frankenstein. Repete erros e acrescenta outros. Na região do Moinhos, as alturas não vão ser reduzidas. O que vai melhorar são os afastamentos laterais, que dão uma folga entre um prédio e outro. As áreas de preservação cultural serão mantidas, com regras restritivas. Mas não vai melhorar a qualidade de vida. ”

6) Rita Chang, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre

“Em vez da altura, devia se ter uma preocupação muito maior com a qualidade dos empreendimentos. Cada imóvel que se constrói é um patrimônio da cidade. Cada vez mais, deve haver a preocupação de realizar projetos interessantes que venham a acrescentar alguma coisa ao patrimônio histórico da cidade. As alterações no Plano Diretor certamente vão contribuir para melhorar, mas em relação às Áreas de Interesse Cultural, podia ser melhor discutido. “

7) Paulo Garcia, presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado (Sinduscon)

“Uma pena é que termina se reavaliando apenas a volumetria, enquanto poderia envolver a mobilidade urbana, a sustentabilidade econômica. O sindicato gostaria que as alturas, ao contrário de reduzirem, aumentassem. Porque nós entendemos que a qualidade das obras e dos projetos ficam melhores. Na região do Moinhos, por exemplo, vamos rebaixar a altura. O que acontece? A procura começa a ser muito maior do que a oferta. Logo, os preços sobem. Não é esse o nosso interesse, e sim que a cidade diga onde pode construir.”

Algumas mudanças ALTURA DOS PRÉDIOS
> Como é: 20 bairros podem ter prédios com até 52 metros de altura
> Proposta: foram definidos três limites de altura, conforme o perfil da região. Na maior parte da cidade, a máxima prevista é de 42 metros.
DISTÂNCIA ENTRE OS PRÉDIOS
> Como é: 18% da altura do edifício
> Proposta: aumenta para 25%
SACADAS
> Como é: não há previsão de tamanho máximo
> Proposta: desde que não ultrapassem 20% da área adensável do apartamento, até o limite de 2,5 metros de profundidade, em relação à face externa do peitoril
ÁREA LIVRE VEGETADA E PERMEÁVEL
> Como é: há liberdade para fazer a pavimentação no entorno do prédio
> Proposta: exigência de que 20% da área livre tenha vegetação em contato direto com o solo
SOLO CRIADO
> Permite a ampliação da altura de prédios acima do limite da região, em até 50% (sem passar de 52 metros), mediante compra de solo criado junto à prefeitura. Os valores seriam investidos em habitação popular.
PROJETOS ESPECIAIS DE IMPACTO URBANO
> Determinados projetos poderão ter alterados os padrões previstos para os recuos de ajardinamento, os regimes de atividades e volumétrico, os de parcelamento do solo e os de garagens e estacionamentos

 

ZH Moinhos de Vento

Novamente o metrô de Porto Alegre

O governo federal do PT produziu dois factóides (fatos divulgados com sensacionalismo pela imprensa, podendo ser verdadeiros ou não) de peso por ocasião do desenho das obras de metrôs que queria bancar com vistas à Copa de 2014.

1) Em Porto Alegre, pela voz autorizada da deputada Maria do Rosário, do PT,  ela reclamou na campanha eleitoral do ano passado da inação do prefeito José Fogaça e jurou que o metrô sairia caso ela fosse eleita.

2) No Rio, até computação gráfica foi usada para desenhar o traçado da linha ligando a Barra do Tijuca/Recreio à Zona Sul do Rio.

O que aconteceu:

1) Maria do Rosário não se elegeu em Porto Alegre. É claro que ninguém mais quis falar no metrô.

2) O ex-prefeito César Maia, ontem, no seu blog, disse que a linha nova do metrô carioca sumiu até do caderno de encargos das Olimpíadas 2016 levado ao COI.

Metrô é obra federal. No caso de Porto Alegre, é obra do Trensurb, que é estatal federal. Nem projeto existe, embora os debates desta semana entre políticos e empresários parecem fazer crer que é só começar a obra de 14 kms e tratar de investir R$ 2,5 bilhões para ter o metrô até a Copa de 2014.

MAS:

1) O Trensurb avisa que só com PPP terá metrô, mas o governo do PT nunca criou uma só PPP e não gosta de PPPs.

2) O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse para quem quisesse ouvir, na semana passada, em Porto Alegre: “Esqueçam. Fiquem com os Portais”.

3) A ministra Dilma Roussef já adiou por três vezes a reunião que teria com Fogaça para discutir a questão do metrô.

Informações retiradas da Newsletter de Políbio Braga

Aparados da Serra ameaçado de fechar

Carências podem inviabilizar parque localizado na divisa do Estado com SC

Berço dos cinco maiores cânions do Brasil, entre eles o do Itaimbezinho, o Parque Nacional dos Aparados da Serra, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, agoniza. Por falta de recursos, paisagens de tirar o fôlego de qualquer visitante espalhadas por mais de 10,2 mil hectares poderão ficar só na memória por tempo indeterminado.

O chefe da unidade de conservação, Deonir Zimmermann, confirmou ontem que o parque corre o risco de ser fechado em dezembro se não houver o repasse urgente de verbas para manter o atendimento aos visitantes. Segundo ele, não há dinheiro nem para fazer a limpeza básica do centro de visitação.

A falta de manutenção já deixa marcas. Segundo o coordenador técnico do Instituto Curicaca – ONG ambiental gaúcha – e conselheiro dos Parques Nacionais, Alexandre Krob, a precariedade no funcionamento é visível. Os visitantes não recebem há meses o bilhete de ingresso, pois os tiquetes ainda não chegaram. Nos banheiros é preciso usar papel higiênico para secar as mãos – enquanto, do lado de fora, visitantes se amontoam em volta do único bebedouro.

Com mais de 50 mil visitantes por ano, o parque é apontado pela Secretaria Estadual de Turismo como um dos trunfos para atrair mais turistas para o Rio Grande do Sul.

ZH

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Um estado que tem aspirações turísticas de primeiro mundo não pode se dar ao luxo de não aproveitar um espaço maravilhoso, ímpar, como o Parque Aparados da Serra. O Parque, na verdade, é Nacional, portanto da competência do governo federal. Mais uma vez estamos em segundo plano por termos uma governadora de partido diferente do federal ?

Vejam esta foto, tirada em 2009, pelo fotógrafo Thiago Pes.

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Maravilha que ficará sem ser visitada. Foto: © Thiago Pes

Porto Alegre estará entre as 150 mais ricas em 2025

É para ficar de olho. São Paulo, a 5ª maior cidade em população, pode se tornar a 6ª mais rica do planeta até 2025, mostra ranking da PricewaterhouseCoopers. Hoje na 10ª posição, a capital paulista (foto) deve crescer em média 4,2% ao ano até 2025, ultrapassando Paris e Osaka. Com um crescimento semelhante, o Rio de Janeiro deve passar da 30ª para a 24ª posição. Outras sete (Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Fortaleza e Salvador) devem figurar entre as 150 com maior PIB no mundo.

Mumbai, centro financeiro da Índia, deve ser a que mais subirá posições entre as 30 primeiras, saindo da 29ª para a 11ª. E o ranking das com o maior crescimento até 2025 será liderado pelas vietnamitas Hanói e Ho Chi Min.

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Técnicos estudam nova rota para garantir metrô

Com a verba federal ameaçada, Trensurb estuda restabelecer traçado antigo e buscar novas parcerias

Resignados com a falta de perspectivas para a construção do metrô de Porto Alegre antes da Copa de 2014, técnicos da Trensurb começam a reestudar o traçado, que havia sido modificado para passar mais próximo do Estádio Beira-Rio.

Em vez de percorrer a José de Alencar, o itinerário pode ser desviado para a Marcílio Dias, retomando o plano feito antes da eleição da Capital como cidade-sede dos jogos. A chamada linha da Copa foi criada a partir de reivindicações para que o metrô atendesse à demanda do Mundial, e aumentaria de 13 para 15 quilômetros o traçado previsto.

Agora, como a tendência é de que o projeto seja desvinculado dos preparativos para os jogos, os técnicos avaliam qual dos dois trajetos teria maior demanda de público a longo prazo. Em duas semanas, uma consultoria contratada pela Trensurb deve finalizar o estudo sobre a demanda que teria a via pela José de Alencar. Análises anteriores feitas no traçado pela Rua Marcílio Dias indicam um fluxo de 290 mil passageiros ao dia.

– Temos de ter certeza de que haverá demanda pela José de Alencar mesmo sem a Copa. Vamos calcular e comparar – afirma o engenheiro Rubenildo Ignacio, assessor técnico da Superintendência de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb.

A mudança no enfoque se deve às manifestações ouvidas nas últimas semanas de representantes do governo federal. Após um encontro para discutir os preparativos da Copa, em 18 de setembro, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou que a execução seria “complicada” porque exigiria alto volume de recursos em um cronograma apertado.

Obra exige investimento de mais de R$ 2,5 bilhões

Para que fosse concluída antes de 2014, a obra precisaria ser iniciada no máximo em 2011– o que exigiria a abertura dos processos de licitação e de licenciamento ambiental no início de 2010. O custo é estimado em pelo menos R$ 2,5 bilhões, um valor semelhante a todo o orçamento da prefeitura da Capital do ano de 2009.

– Acreditamos que o governo federal pode rever a posição, mas o que nos disseram até agora é que o governo federal vê a obra com seríssimas restrições – analisa o vice-prefeito.

O diretor-presidente da Trensurb, Marco Arildo Cunha, vê o cenário com mais otimismo. Apesar do indicativo do governo federal de que o metrô não será incluído no chamado PAC da Copa, que prevê um investimento inicial de R$ 5 bilhões nas 12 cidades-sede, ele acredita que a obra possa ser financiada por meio de parcerias público-privadas (PPPs).

Nesse caso, o governo federal entraria com R$ 500 milhões e o restante seria investido por empresas, que depois explorariam o serviço em sistema de concessão. Segundo Cunha, investidores internacionais de países como China e Espanha já mostraram interesse no projeto.

– Se o governo der o aval, podemos lançar a licitação em março, para começar a cavar os buracos em janeiro de 2011 – acredita.

Consultada por Zero Hora, a assessoria do Ministério das Cidades afirma que os investimentos ainda estão sob análise.

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Pergunto: Por que, já que vão estudar um novo traçado para a Linha 2, não fazem a linha na área que mais precisa na cidade, que é a zona norte, sob a Farrapos / Assis Brasil ?
 
Por que insistir em construir um metrô, caríssimo como é, numa área que não precisa tanto ainda ?
 

Futuro da obra será decidido no dia 17

A próxima terça-feira será decisiva para o futuro do projeto do metrô de Porto Alegre.Após uma reunião entre a comissão interministerial que trata do assunto e representantes gaúchos, em Brasília, o governo federal decidirá se incluirá a obra entre suas prioridades de investimento para a Copa de 2014. Caso a resposta seja negativa, como sugerem manifestações feitas em setembro pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, as probabilidades de se construir o metrô até o Mundial se tornarão remotas.

O vice-prefeito de Porto Alegre e secretário Extraordinário para a Copa, José Fortunati, considera impossível manter o projeto sem o investimento da União.

– O dia 17 é o dia D. Não tem nenhuma alternativa sem a participação do governo federal. Se ele disser não, a obra não sai – diz.

Veja a proposta de trajeto do novo metrô

 

Os obstáculos
Confira cinco desafios que a obra enfrenta para avançar:
1) Alto custo: é o principal. Somente os estudos para realização do projeto consumiram R$ 2,5 milhões.
2) Exigência de integração: para que o projeto saia do papel, é preciso a integração das esferas municipal, estadual e federal. O plano é discutido há mais de cinco anos entre municípios, Estado e União, e os estudos exigiram a integração de todos os antigos projetos viários existentes.
3) Cronograma apertado: uma obra desse porte corre o risco de não ficar pronta até a Copa do Mundo de 2014 se houver atrasos em licitações e licenciamentos ambientais.
4) Canteiro de obras gigantesco: o projeto prevê a construção de 37 quilômetros pela cidade, ao longo de 30 anos.
5) Promessas eleitorais: a cada nova votação, os candidatos prometem, mas o projeto não poderia ser concluído em apenas uma administração
ZH

 

O metrô fora da Copa 2014

metro2Resignados com a falta de perspectivas para a construção do metrô de Porto Alegre antes da Copa de 2014, técnicos da Trensurb começam a reestudar o traçado, que havia sido modificado para passar mais próximo do Estádio Beira-Rio, segundo o portal Zero Hora. Em vez de percorrer a José de Alencar, o itinerário pode ser desviado para a Marcílio Dias, retomando o plano feito antes da eleição da Capital como cidade-sede dos jogos.

A chamada linha da Copa foi criada a partir de reivindicações para que o metrô atendesse à demanda do Mundial, e aumentaria de 13 para 15 quilômetros o traçado previsto. Agora, como a tendência é de que o projeto seja desvinculado dos preparativos para os jogos, os técnicos avaliam qual dos 2 trajetos teria maior demanda de público a longo prazo.

Em duas semanas, uma consultoria contratada pela Trensurb deve finalizar o estudo sobre a demanda que teria a via pela José de Alencar. Análises anteriores feitas no traçado pela Rua Marcílio Dias indicam um fluxo de 290 mil passageiros ao dia.

“Temos de ter certeza de que haverá demanda pela José de Alencar mesmo sem a Copa. Vamos calcular e comparar”, afirma o engenheiro Rubenildo Ignacio, assessor técnico da Superintendência de Desenvolvimento e Expansão da Trensurb.

A mudança no enfoque se deve às manifestações ouvidas nas últimas semanas de representantes do governo federal.

Após um encontro para discutir os preparativos da Copa, em 18 de setembro, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, afirmou que a execução seria “complicada” porque exigiria alto volume de recursos em um cronograma apertado.

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Prédios inacabados e abandonados, vizinhança indesejada na cidade

O que fazer com os prédios inacabados e abandonados que se destacam na paisagem urbana de Porto Alegre?

Usar, demolir?

As duas decisões são adequadas, dependendo da situação de cada caso, sugerem os técnicos, legisladores e urbanistas consultados pelo Jornal da Capital, sobre o problema desses esqueletos de concreto espalhados por vários bairros da cidade à espera de uma solução definitiva do poder público.

Um caso emblemático de obra inacabada é o da Galeria XV de Novembro, na Rua Mal. Floriano, nº 72, no Centro Histórico. Conhecido como “esqueleto”, o imóvel tem mais de quatro décadas, a contar do início da sua construção em 1963. Em 1965, a obra foi paralisada e, desde então, o imóvel foi se deteriorando ao longo do tempo. Hoje, o “esqueleto” apresenta graves problemas na sua estrutura, que podem inviabilizar projetos de recuperação e a melhoria arquitetônica da Capital.


Foto: Gilberto Simon

De acordo com a última vistoria feita pela Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecomdh), da Câmara Municipal de Porto Alegre, em abril de 2009, o prédio oferece risco à população. Com 372 salas, distribuídas em 23 andares, a parte térrea tem lojas e outros estabelecimentos comerciais funcionando.

A Procuradoria Geral do Município (PGM) aguarda o resultado de um laudo que deverá ser feito pela SMOV e a Cientec no sentido de saber as reais condições de infraestrutura da edificação inacabada da galeria.

O prefeito José Fogaça determinou também à Cientec para que elabore um laudo estrutural para fazer a reciclagem do prédio e destiná-lo à utilização residencial.

A decisão sobre o destino do imóvel cabe ao Executivo Municipal. Além da falta de segurança, a obra é periodicamente destruída, segundo a Associação de Proprietários e Inquilinos das lojas do Andar Térreo, por invasores que residem em outros andares.

A Comissão constatou ainda que o prédio vem sendo ocupado por moradores de rua, enquanto que outras pessoas usam salas para depósito de mercadorias ilegais. Na época, a Smic fez uma interdição do segundo ao oitavo andar do imóvel, mas o órgão não pode interditar o prédio em si, somente reprimir as atividades comerciais ilegais e bloquear o acesso às salas para esses fins, o mesmo acontecendo com outros órgãos, como a Smov, Fasc e a Brigada Militar.

Para o vereador Adeli Sell (PT), um dos integrantes da Codecomdh, a prefeitura tem os instrumentos legais para dar uma solução definitiva para o “esqueleto” da Galeria XV de Novembro e outros prédios inacabados e abandonados da cidade, embasada no Estatuto da Cidade, que ordena o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana em prol da coletividade.

“A construção, que pretendia ser um dos prédios mais altos da cidade, domina no cenário que se tem da Praça XV e do seu entorno. Criadouro de ratos, baratas e todo tipo de insetos, com suas estruturas corrompidas por repetidos incêndios, infiltrações e desgaste do tempo, é uma bomba pronta a explodir no local, “um dos mais movimentados do Centro”, frisa Adeli Sell.

Também em plena zonal central está o mais famoso caso de prédio abandonado da cidade. Localizado na av. Sete de Setembro com a rua João Manoel, o imóvel se tornou irregular há mais de 20 anos. O palacete abandonado que serviu de moradia para a Baronesa do Gravataí hoje é um cortiço sem as mínimas condições de habitabilidade.

Segundo o diretor de Controle da Smov, Paulo André Machado, a prefeitura ainda não tem um estudo sobre o número de prédios inacabados e abandonados na Capital. Sobre o caso específico do prédio da Galeria XV de Novembro, ele disse que houve a aprovação de um projeto na década de 90 para reforma do imóvel, com lojas e salas, até o quinto pavimento, mas as obras não foram concluídas. “Atualmente o local abriga atividades e ocupações irregulares, e está em litígio”, acrescenta Machado.

As interdições da prefeitura ocorrem somente se uma vistoria confirmar risco de desabamento, e as inspeções são feitas a partir de denúncias à Smov.

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) também não tem responsabilidade sobre a propriedade particular, a entidade certifica-se de que todas as obras iniciadas tenham um responsável técnico e que o profissional seja habilitado.

Histórias de urbanidade

No bairro Belém Novo, zona extremo sul, as ruínas do Restaurante Polleto ou antigo Bar Leblon espelham um cenário decadente que não condiz com a beleza da orla do Guaíba, muito menos com o glamour que o local exerceu na sociedade porto-alegrense na época em que a praia do Leblon era muito frequentada em função de sua balneabilidade.

Instalado na beira do rio, o restaurante, inicialmente, foi administrado pela Associação dos Funcionários da Prefeitura. Em 48, o estabelecimento foi adquirido pelo comerciante aposentado Amandio Santana, que conta: “Eu deixei de ser vendedor ambulante e fiquei cerca de três anos por lá caprichando no atendimento à freguesia. Botei azulejos nas paredes, fiz balcão novo e torneiras na cozinha. Segundo Amandio, ele vendeu o bar em 51 para o Polleto, que promoveu uma ampla reforma no prédio, colocando uma pista de dança, piano no salão, e envidraçou o local, além de outras melhorias no estabelecimento até meados dos anos 70, quando também vendeu o restaurante.

Desde 2002, o local agoniza lentamente à espera de uma decisão do Executivo Municipal. Segundo o coordenador do Projeto Guaíba Vive, Rodrigo da Cunha, o processo de demolição ainda está em tramitação na Procuradoria Geral do Município, porém a liberação não deverá demorar, porque a prefeitura pretende iniciar em 2010 o projeto de reurbanização da orla do Guaíba em Belém Novo, com a construção de um calçadão e o ajardinamento no entorno do restaurante Polleto, além de outras melhorias na orla.

Na opinião da arquiteta Maria Beatriz Medeiros Kother, que é Conselheira do CREA, essas construções inacabadas e abandonadas, de certa forma, são testemunhos da decadência econômico-financeira da sociedade. “Elas iniciam e depois há uma perda, como se fossem uma cicatriz no tecido urbano da cidade. É como o sonho que não foi cumprido, que ficou interrompido pelo caminho, e isto não significa apenas investimento monetário, mas um trabalho de vida que ficou no percurso, seja para o construtor, o proprietário particular, ou para o patrimônio público”, salienta.

Segundo explicou, o ideal é que se busque um certo equilíbrio na tomada de decisão quanto à preservação desses imóveis, e que tais tipos de ocupações não descaracterizem a paisagem urbana, que deve ser espontânea na cidade. “Estas estruturas merecem uma atenção mais apurada da sociedade, principalmente no aspecto de recuperação e reutilização destas edificações nos planos da cidade”, completa Maria Beatriz.

Prédios inacabados numa cidade são como cáries urbanas, não tratadas elas provocam uma série de problemas. A avaliação é da arquiteta Maria Izabel Marocco Milanez, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo UniRitter, que considera a questão das obras inacabadas e abandonadas na Capital uma preocupação que deveria envolver toda a comunidade porto-alegrense, num debate aberto na busca de solução para esses espaços vazios. Ela também destaca as discussões sobre o Cais do Porto, que é um caso de patrimônio público inacabado — o prédio não tem função há anos, portanto, deve merecer uma atenção prioritária do poder público. “Quando o porto-alegrense puder abrir as ‘janelas’ do Cais, que emolduram a cidade, ele ficará fascinado com a descoberta. Será um acontecimento fantástico”, observa a arquiteta.

Jornal da Capital, agora na INTERNET

capa

O Blog Porto Imagem ja se referiu a este assunto em outros posts:

Há 50 anos, enfeiando a cidade…

Moradores da Capital lamentam abandono de prédios

O PIB gaúcho, versão rabo do cavalo

A reação da Assembléia Legislativa gaúcha quanto ao pacote do governo Yeda Crusius que dá reajustes aos servidores e institui prêmios por desempenho, dá razão aos que acham que o Rio Grande do Sul é bananeira que já deu cacho. A oposição ser contra não é novidade, mas parte da bancada governista também torcer o nariz para esta chance de ouro para melhorar a eficiência do serviço público, é dose.

Este episódio mostra bem como são os ânimos neste Estado e porque temos apenas 6% do PIB nacional, crescendo para baixo como rabo de cavalo.

E o Cpers quer fazer greve porque o governo quer dar um aumento não solicitado de 56% para o magistério beira o grotesco. Assim somos nós, orgulhosos das glórias do passado mas sem nenhum compromisso com o futuro.

www.fernandoalbrecht.com.br

Urbanismo e turismo sustentável é tema de seminário amanhã (10) na Capital

Pensar os processos urbanos e sua interatividade com o turismo, atividade que movimenta grupos sociais e promove o encontro de culturas, etnias, gêneros e procedências diferentes e distintas no território das cidades, transformando-as em espaços não apenas para seus residentes, mas para o mundo inteiro.

Este será o pano de fundo do Seminário França-Brasil Urbanismo e Turismo Sustentável – Pensando a Cidade para o Mundo, que ocorrerá na Capital na próxima terça-feira, 10, e terá como palestrantes os arquitetos Eric Lengereau, Doutor pela Universidade de Paris-Sorbonne e Chefe do Escritório de Pesquisa Arquitetural, Urbana e Paisagística no Ministério da Cultura e da Comunicação da França, e Paulo Bicca, Doutor em Urbanismo pela Universidade de Grenoble (França) e Coordenador do Departamento de Projetos da  Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUCRS. O evento será no Hotel Everest (Duque de Caxias, 1357), às 19h.

O seminário integra a agenda do ano da França no Brasil 2009 e tem como objetivo a troca de conhecimentos e de experiências entre os dois países no campo da arquitetura e do urbanismo, focalizando a reflexão sobre Porto Alegre e sua preparação para a Copa 2014. A iniciativa é uma promoção conjunta da Secretaria de Turismo de Porto Alegre, do Serviço de Cooperação e de Ação Cultural da Embaixada Francesa e da PUCRS dirigida ao trade turístico e aos profissionais e estudantes de Arquitetura e Urbanismo.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelos telefones

(51) 3289.6735 / 3289.6717

ou pelo e.mail fernandawg@turismo.prefpoa.com.br.

urbanismo-e-turismo

Enquanto isso, em Belém do Pará

maiorana-center-belem

Uma capital que deseja evoluir e ficar melhor

Embora esse blog seja de Porto Alegre, essa matéria é pertinente, pois trata de mais uma capital brasileira que deseja sofrer um verdadeiro upgrade: se reinventar, melhorar, ousar, agir, mudar.

A cidade em questão é Brasília, que deixou o orgulhosismo de lado e chamou Jaime Lerner, o autor de outra grande reinvenção brasileira, em Curitiba.

Cinqüentona, Brasília terá reforma geral

Às vésperas de completar 50 anos, Brasília está prestes a passar por uma revolução urbana. Será a maior intervenção na capital da República desde que as linhas de Lucio Costa e Oscar Niemeyer saíram da prancheta e ganharam forma no planalto central do país. Mas sem alterar a proposta original do Plano Piloto, considerado patrimônio cultural da humanidade.

 Um projeto saído da prancheta do arquiteto Jaime Lerner, também ele transformado numa referência mundial em planejamento urbano, depois de converter a cidade de Curitiba  em sinônimo de qualidade de vida, em meados dos anos noventa.

A intervenção urbana é profunda porque não vai se limitar ao Plano Piloto de Brasília, assim conhecidas as duas asas (Norte e Sul) e os bairros residenciais chiques Lago Sul e Lago Norte. A idéia é integrar Brasília e suas cidades-satélites a partir de uma via urbana chamada de Interbairros – não por acaso, o mesmo nome e modelo adotado em Curitiba. Em torno dela e nas bordas das áreas verdes e dos lagos é que devem surgir novos aglomerados urbanos. Na estimativa de Jaime Lerner e do governo de Brasília, a cidade deverá somar mais 300 mil habitantes à sua população.

“Hoje, nas grandes cidades, o problema principal é reduzir ao máximo o número de veículos”, disse Niemeyer ao Valor, por e-mail. Segundo ele, é isso o que Lerner pretende alcançar ao criar “um sistema de transporte coletivo tão eficiente e econômico que em pouco tempo será aceito pela grande maioria dos seus habitantes”. Para Niemeyer, “quem examinar o seu projeto verificará como o traçado adotado para o novo sistema de circulação é simples e lógico, servindo a todos em qualquer ponto da cidade”.

A avaliação básica de Lerner é que ocorre um esvaziamento paulatino do Plano Piloto e a ocupação espontânea cresce “afastando as funções de vida e trabalho, essenciais a uma boa tessitura urbana”. O eixo de articulação será a avenida Interbairros, às margens da qual devem surgir aglomerados (bairros) verticais – Brasília, especialmente o Plano Piloto, é uma cidade virtualmente horizontal – com 12, 15 e até 18 pavimentos.

“Originalmente, a Interbairros seria uma rodovia”, diz o secretário de Obras Cássio Taniguchi, também ele, a exemplo de Lerner, um ex-pefelista que governou Curitiba. “Mas ela tinha que ser uma via urbana, até porque faz a ligação entre o Plano Piloto e as cidades-satélites, sua característica é urbana – mesmo que ela seja paralela ao metrô, junto às estações dá para fazer grandes complexos habitacionais, de serviços, geração de emprego e renda. Esse é o conceito dessa via Interbairros: ela tem que ter adensamento e ocupação.”

Na apresentação que escreveu do projeto, Jaime Lerner explica:

A maior intervenção de Lerner no projeto original de Lúcio Costa será na W3 Sul. Na realidade, as obras se estenderão até o início da W3 Norte e se constituirão fundamentalmente na construção do VLT, ou “bonde moderno”, como diz Taniguchi. Em frente ao shopping Pátio Brasil, talvez a área onde é maior o conflito entre o trânsito e o pedestre, a idéia é criar um grande calçadão (Curitiba também tem o seu) – só o VLT circularia por cima, pois o projeto prevê a construção de um túnel para o trânsito de veículos, nessa área. Algo parecido será construído no início da W3 Norte, em frente a outro shopping center.

Até 2014, o projeto prevê a extensão do VLT para o restante da Asa Norte e para um dos cartões postais de Brasília – o Eixo Monumental, para os brasilienses, a Esplanada dos Ministérios, como é mais conhecida do restante do país, tendo num dos extremos a sede do governo do Distrito Federal (que há um ano já se mudou para uma cidade-satélite) e no outro o Palácio do Planalto, as cúpulas invertidas do Congresso e seus anexos na forma da letra “H” e o prédio do Supremo Tribunal Federal. No lado local fica o estádio Mané Garrincha, que o governador quer reformar para oferecer como palco para jogos da Copa do Mundo de 2014.

A idéia por trás da revitalização da W3 Sul é recuperar antigas atividades de animação que caracterizavam a avenida, quando a cidade foi inaugurada. Para uma cidade que vive sobre rodas, a falta de locais para estacionamento fez minguar a avenida W3. O comércio migrou para as entrequadras, que deveria ser vicinal, que passaram a enfrentar os mesmos problemas. O governo pensa em oferecer incentivos de natureza tributária para restaurantes, por exemplo, mudarem-se para a nova W3, com seus boulevards, bonde (VLT), estacionamentos subterrâneos e tubos como pontos de ônibus no melhor estilo curitibano.

Fonte: ABIN –  Agência Brasileira de Inteligência

Veja o texto completo em http://www.abin.gov.br/modules/artic…le.php?id=2137