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Quanto valem os 20%?

17/04/2014

O governo municipal vêm se desgastando e se debatendo há dois anos para tentar revogar os 20% das multas de trânsito que a lei do Plano Cicloviário obriga que sejam investidos em campanhas educativas e em construção de ciclovias. Primeiro tentaram eliminar completamente esta garantia de investimentos, agora apresentam uma emenda que mantém os 20%, mas deduz deles toda obra cicloviária que o governo é obrigado a executar ao duplicar avenidas. Por que essa insistência em remover recursos do Plano Cicloviário? Qual a importância do valor de 20% das multas para o governo e para o município?

20% das multas, levando em consideração os últimos quatro anos, dá uma média de cerca de R$6 milhões por ano. Para os defensores da bicicleta como meio de transporte, esta é uma soma importante, já que equivale a 15km de ciclovias por ano (se utilizarmos o valor de R$400 mil por km, estimado pela EPTC). Se esse dinheiro tivesse sido utilizado desde 2010, Porto Alegre já teria 60km de ciclovias, sem contar as obras de contrapartidas e em duplicações de avenidas – ou seja teríamos uma malha cicloviária muito mais ampla do que a que temos atualmente, que é de apenas 20,5 km.

Por outro lado, o orçamento municipal para 2014 ultrapassa os R$6 bilhões, o que quer dizer que os 20% das multas equivalem a apenas 0,1% da receita do município ─ mas vale lembrar que o dinheiro das multas nem é considerado parte do orçamento e não está nessa soma. A Prefeitura está construindo sete novos viadutos e trincheiras na capital e a soma total dessas obras ultrapassa os R$200 milhões, somam-se a isso outros R$182 milhões das duplicações das avenidas Voluntários da Pátria, Tronco e Edvaldo Pereira Paiva, fechando um total de R$382 milhões em obras que atendem prioritariamente os automóveis particulares. Comparado a isso, os R$6 milhões em ciclovias são pouco, 1,57%.

É uma quantia pequena proporcionalmente, mas traria benefícios enormes para a cidade em médio e longo prazo: praticamente dobraria a malha cicloviária em um ano, possibilitando que cada vez mais pessoas utilizem a bicicleta com segurança para seu transporte diário, isso traria ao município economia em saúde, redução dos congestionamentos, redução da poluição e por aí vai. Além de conquistar a simpatia da população, que quer usar a bicicleta, mas tem medo de compartilhar a rua com os automóveis.
Me pergunto, esse dinheiro, seis milhões de reais por ano, vale todo o desgaste que a Prefeitura e os vereadores da base aliada estão sofrendo? Vale o desentendimento com a população?

É possível que a questão seja apenas o dinheiro ou tem algo mais que nós não estamos sabendo?

Reblogado de Vá-de Bici

Publicado em 17 de abril de 2014 por Marcelo

Obras de arte: artistas apresentam alternativa a projeto

16/04/2014
Vereadores da Cece receberam as sugestões à proposta de Vendruscolo,  Foto: Desirée Ferreira

Vereadores da Cece receberam as sugestões à proposta de Vendruscolo, Foto: Desirée Ferreira

Representantes da comunidade artística de Porto Alegre apresentaram, nesta terça-feira (15/4) pela manhã, na Comissão de Educação, Cultura, Esportes e Juventude (Cece), uma proposta alternativa ao projeto de lei do vereador Bernardino Vendruscolo (PROS) que disciplina a instalação e a retirada de obras de arte colocadas em locais públicos da cidade. O presidente da Associação de Escultores do RS, Vinícius Vieira, elogiou a disposição demonstrada por Vendruscolo em dialogar com a sociedade e ressaltou que a proposta alternativa poderia ser apresentada como projeto de lei substitutivo ou por meio de emendas ao projeto original. “Esse documento tem as mesmas intenções do projeto original, mas com texto diferente, valorizando a participação da sociedade.”

Pela proposta alternativa, o Poder Executivo Municipal ficaria responsável pela manutenção, conservação e restauração das obras de arte públicas espalhadas pela Capital e por autorizar ou não a instalação permanente de monumentos e obras de arte em logradouros públicos. Essa autorização, no entanto, ficaria condicionada à avaliação prévia por uma comissão paritária composta por técnicos da prefeitura e representantes da sociedade civil e do meio acadêmico. No texto original do projeto de Vendruscolo, o Executivo, antes de aprovar ou não a instalação da obra de arte, teria de submeter projeto de lei à análise da Câmara. “Entendemos que não caberia aos vereadores decidir sobre esse tema. A comissão que estamos propondo teria mais legitimidade para avaliar essas obras”, avaliou Vieira.

No documento apresentado pela classe artística, a aprovação da instalação de obras de arte nas ruas da cidade ficaria condicionada à apresentação e avaliação dos seguintes itens: indicação de local proposto para a instalação, com aprovação do órgão competente; projeto do monumento ou obra de arte, memorial descritivo e informações sobre o artista e profissionais envolvidos; e Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) ou Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) das estruturas e fundações para obras de arte e monumentos de grande porte. Tornado patrimônio cultural e artístico do Município, os monumentos e obras de artes localizados em espaços públicos de Porto Alegre poderiam ter sua preservação garantida por meio de parcerias ou convênios entre o Executivo e empresas públicas ou privadas.

A proposta alternativa prevê ainda que o Executivo poderá determinar a transferência ou retirada de obras de arte ou monumentos existentes em casos de nova destinação de área pública na qual estiverem instalados ou de risco à integridade física dos transeuntes. Nesses casos, no entanto, a comissão paritária também deverá ser previamente consultada.

Debate aberto

O vereador Bernardino Vendruscolo reiterou estar aberto a debater o tema e a modificar o projeto original. “Tenho sido muito criticado de todos os lados, mas tenho certeza de que, ao final desse processo, terá valido a pena, com ganhos para a população e para os que fazem a cultura.” Vendruscolo adiantou que só não aceita negociar a retirada do projeto e disse que há um compromisso entre as partes envolvidas no debate para que seja feita uma visita ao prefeito José Fortunati e ao Ministério Público, a fim de saber os critérios utilizados para interdição de obras de arte. “Resolvi enfrentar o debate sobre esse tema por constatar o desleixo existente em relação às obras espalhadas pela cidade.”

Coordenando a reunião, a vice-presidente da Cece, vereadora Sofia Cavedon (PT), ressaltou que a proposta alternativa apresentada pelos artistas poderia manter a autoria do vereador Bernardino Vendruscolo, caso seja transformada em um projeto substitutivo. “O projeto atual tem discordância generalizada da classe artística”, disse.

O vereador Kevin Krieger (PP) e a vereadora Any Ortiz (PPS) se dispuseram a intermediar negociações com a base aliada e o governo municipal, desde que se chegue a um acordo com Vendruscolo. “Os vereadores devem estar abertos ao diálogo. O objeto do projeto original não está sendo modificado nesta proposta alternativa”, disse Kevin. Ele destacou que seria importante que houvesse um consenso para que a proposta final fosse aprovada por unanimidade em plenário. “É um projeto importante para a cidade, e a aprovação de um substitutivo representaria um avanço”, declarou Any.

A artista plástica Kátia Costa, presidente da Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, e o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Paulo Roberto Guimarães, manifestaram apoio à proposta alternativa apresentada na Cece. Também estava presente ao encontro o presidente do Conselho de Estado da Cultura, Neidmar Roger Charão Alves.

Câmara Municipal

Olímpico ganha sobrevida e é reformado para Copa. Grêmio gasta R$ 200 mil

16/04/2014
Estádio Olímpico passa por reformas para treinamentos da Copa do Mundo

Estádio Olímpico passa por reformas para treinamentos da Copa do Mundo

Marinho Saldanha
Do UOL, em Porto Alegre

O Olímpico é, de fato, ‘imortal’. Honrando o apelido do Grêmio, o estádio substituiu o Centro de Treinamentos do Humaitá e entrou na lista dos campos de treinamentos para Copa do Mundo. E de quebra ganhou ainda reformas. O Tricolor pagará R$ 200 mil para dar ao Velho Casarão melhores condições de uso.

Serão obras para colocação de espaços para cadeirantes, reformas em bares, montagem de um lounge e cobertura da parte que já foi desmontada para demolição do estádio, que foi substituído pela Arena nos jogos do Grêmio.

Atualmente o Olímpico recebe apenas treinamentos do time gaúcho e a data para implosão não está definida. A assinatura de um novo contrato de parceria com a empresa OAS, que construiu a Arena e ficará com o estádio antigo para demolição e construção de um empreendimento imobiliário, impede a definição dos últimos dias da casa tricolor. E esta negociação também ocasionou a entrada do estádio no calendário da Copa.

Como ainda não entrou em acordo com a parceira, o Grêmio não recebeu os R$ 5 milhões previstos em documento e assim não concluiu as obras do Centro de Treinamentos do Humaitá, localizado em frente ao estádio. O CT estava previamente na lista de campos de treino para Copa do Mundo, mas foi substituído.

A opção de fazer estas reformas no Olímpico também dá ao clube a tranquilidade de tocar a obra do CT sem pressa. Serão R$ 200 mil empregados na melhoria do estádio que se prepara para deixar de existir, mas ainda ocupa posto importante.

UOL Copa

Mitsui pode instalar regaseificadora de gás no RS

16/04/2014

Desde o governo Rigotto vários grupos estrangeiros e nacionais falam sobre este tipo de terminal, mas nada avançou, até mesmo porque tudo depende da Petrobrás, a quem cabe o monopólio pela importação de gás via navios propaneiros. Nada avançou até hoje. Ninguém garante que este novo anúncio não seja outro fogo fátuo. Um terminal de regaseificação exige investimentos superiores a US$ 1 bilhão, valor que pode ser multiplicado por 2 e até 5 vezes, caso inclua usina térmica e gasoduto para a região e Porto Alegre. A Mitsui só falou em regaseificadora, mas ela nada adiantará se não tiver como levar o gás adiante.

A implantação de um terminal de regaseificação no Rio Grande do Sul é objeto de um memorando de entendimento assinado nesta terça pelo governador Tarso Genro e representantes das empresas Mitsui e Petrobras. Pelo documento, as empresas, em parceria com o governo do Estado, se comprometem a elaborar um estudo de viabilidade técnica, econômica e financeira para a implantação de um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL). Será formado um comitê com representantes das empresas e do Governo, que dará início ao projeto, cuja vigência é de 12 meses, podendo ser prorrogado.

De acordo com o diretor de Gás e Energia da Petrobras, José Alcides Santoro Martins, o estudo viabilizará uma solução otimizada adequada ao perfil do Estado e apontará potenciais âncoras para a viabilidade do projeto, mercados, capacidade e viabilidade técnica e econômica.

A Petrobras, que já participava de um projeto no mesmo segmento, integrará o novo estudo.

Políbio Braga

Beira-Rio terá anfiteatro para até 13 mil pessoas atrás da goleira

16/04/2014

beira-rioA BRio não reformará o Gigantinho. Fez proposta ao Inter, já que o ginásio ficou de fora do contrato de remodelação do Complexo, mas não houve acerto. Cumpriu a preferência, conforme o previsto, mas na verdade gostou do desfecho.

O plano do presidente da empresa criada para administrar as novas áreas do estádio colorado, Marcelo Flores, é tocar adiante um de seus grandes projetos para transformar o estádio em multiuso de fato: o Anfiteatro Beira-Rio

O plano é inaugurá-lo ainda em julho, depois da Copa. Atrás de uma das goleiras, com o palco voltado para as cadeiras, camarotes e skyboxes, será criado um espaço móvel com capacidade para 12 mil pessoas. O local pode aumentar para 13 mil, se uma área de pista for criada com mais cadeiras ou lugares em pé. O anfiteatro teria condições de receber um espetáculo no sábado e um jogo no domingo, já que a desmontagem é rápida — e não envolve o campo de jogo.

O plano da BRio é inaugurá-lo com a gravação de um DVD de um artista com penetração no mercado gaúcho. O formato circular do Beira-Rio facilita a criação de um espaço assim atrás das goleiras, de público médio. O anfiteatro seria uma alternativa aos megaeventos da Arena (capacidade de 60 mil) e do Beira-Rio inteiro (55 mil), sem necessidade de superestruturas de produção.

Blog Beira-Rio.com

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Vale a pena ler os comentários na origem da matéria, ou clicando aqui.

Hyundai inaugura fábrica de elevadores em São Leopoldo

16/04/2014

Três tipos de equipamentos devem ser produzidos no Rio Grande do Sul

p_SB5AS3QYCom investimento de R$ 65 milhões, foi inaugurada nesta quarta a fábrica de elevadores da Hyundai em São Leopoldo. A partir de agora, três tipos de equipamentos devem ser produzidos no Rio Grande do Sul, com previsão de 3 mil unidades por ano, podendo chegar a 4 mil até 2019, quando a empresa deverá reavaliar o mercado e pensar em uma ampliação na estrutura.

Segundo o presidente da Hyundai Elevadores do Brasil, Jeong Ho Jean, a intenção é nacionalizar até 80% das máquinas em três anos. Atualmente, 60% do que será produzido na planta é considerado brasileiro e o restante, importado. A ideia é desenvolver fornecedores locais. Alguns podem, inclusive, aprender sobre a tecnologia da empresa na Coreia do Sul, onde fica a sede. Jean disse que já existe um contrato de entrega de 900 elevadores para o Brasil. “O maior projeto é para a Vila Olímpica no Rio de Janeiro, no total de 150 unidades”, declarou. O negócio está na ordem dos R$ 25 milhões. Ele projetou que a fábrica atenda a aproximadamente 10% da demanda nacional.

A Hyundai estima que o Brasil necessite de 18 mil a 20 mil elevadores por ano. O segmento mais forte para absorver a produção é o residencial, mas a diretoria aposta também nos prédios comerciais, segundo o presidente da Hyundai Elevators Coreia, Sangh-ho Han. O grande diferencial é a tecnologia, que permite equipamentos de alta velocidade, a 300 metros por minuto. Han destacou que a vinda da empresa para São Leopoldo contou com o apoio da Unisinos. Ele lembrou que a universidade incentiva intercâmbios de alunos para a Coreia, o que contribui para a colaboração de conhecimento.

Para o governador Tarso Genro, que participou da abertura da fábrica, a atração de investimentos estrangeiros como esse, é resultado do esforço do governo em diversificar a economia para escapar dos efeitos da crise nos Estados Unidos e na Europa. “Organizamos as estruturas para que a diversidade seja uma virtude”, salientou. A Hyundai Elevadores está enquadrada no Fundo Operação Empresa do Estado do. Rio Grande do Sul (Fundopem) e receberá abatimentos em tributos quando começar a gerar Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Correio do Povo

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O Correio errou o nome da empresa na matéria, aparecendo como Hyndai em todas as citações. Já efetuamos a correção aqui no Blog.

Que tal deixar o carro em casa e caminhar ?

16/04/2014

caminhada

Jornal Metro – Porto Alegre – 16/04/2014

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