Projeto Onix prepara lançamento de 2 modelos. O hatchback já começou a ser fabricado, já o sedan irá rodar ainda em 2013

Capacidade instalada da montadora passará para 380 mil unidades ao ano Crédito: JOÃO ALVES / DIVULGAÇÃO / CP
Com obras civis 100% concluídas em janeiro passado, o projeto Onix, de expansão do complexo automotivo da General Motors (GM), em Gravataí, prepara-se para lançar, no último trimestre do ano, o primeiro de seus dois novos modelos de veículos: um hacthback (compartimento de passageiros e porta-malas integrados). O modelo já começou a ser fabricado em caráter experimental. O outro, um sedan, irá rodar em 2013. Ambos são complementares aos já produzidos no RS, o Celta e o Prisma. Até o final do processo, 6,2 mil pessoas estarão com carteiras de trabalho assinadas, entre a fábrica da GM, fornecedores sistemistas e terceiros. Dessas, mil vagas são do Onix.
Vai crescer também o número de empresas fornecedoras. Passará das atuais 17 para 19. Entrarão nesse time, com localização dentro da área do complexo, a Denso (sistemas de arrefecimento e aquecimento) e a Android (montagem de subconjuntos). Assim, serão finalizados os R$ 1,4 bilhão em investimentos do projeto Onix, iniciados em julho de 2010. Além desse valor há mais R$ 600 milhões aplicados em outras operações da GM no Brasil, centros de design, engenharia (laboratório e campo de provas) e na unidade do RS.
Quando os dois modelos forem produzidos em série, a capacidade instalada da montadora, que hoje elabora 930 carros por dia, ou 53,5 por hora, irá das 230 mil unidades/ano atuais para 380 mil unidades/ano, mas o mercado consumidor fará o ajuste da quantidade final. Até o lançamento, a fábrica da GM passará por estruturação. Significa adaptação da sua linha de montagem, além da instalação de novos equipamentos. Em matéria de robôs há hoje, por exemplo, 240 em operação. No final do processo serão adicionados mais 240 robôs. Os 17 sistemistas passam também por etapa de expansão da sua capacidade produtiva no complexo industrial de Gravataí.
Por enquanto, a General Motors não revela muitos detalhes do seu projeto por questões de estratégia e competitividade. Por isso, não dá qualquer precisão sobre a chegada dos carros ao mercado consumidor.
No que se refere aos novos empregos, uma seleção tem sido feita pela Azeredo Consultores & Associados – RH, empresa recrutada pela GM. Sua página de acesso na Internet é www.azeredoconsultores.com.br. Na última sexta-feira eram aceitos currículos para vagas de operador de produção e eletricistas e eletrônicos de manutenção, entre outras especializações. Conforme a GM/RS, 95% dos trabalhadores no complexo são gaúchos. O percentual deverá se manter.
Serão 1,9 milhão de veículos em julho

Estão em operação hoje 240 robôs no complexo. Mas o número irá dobrar Crédito: JOÃO ALVES / DIVULGAÇÃO / CP
Inaugurada em 20 de julho do ano 2000 com potencial instalado para produzir 120 mil veículos (Celta) por ano, após ter recebido investimentos de 600 milhões de dólares, a montadora da GM/RS em Gravataí atingirá em julho próximo saldo acumulado de 1,9 milhão de veículos fabricados (Celta e Prisma). À época, o projeto do complexo automotivo era denominado de Blue Macaw (Arara Azul). Entre os anos de 2004 e 2006, a capacidade da fábrica foi duplicada com a aplicação de 240 milhões de dólares para a criação do segundo modelo da GM/RS, o Prisma.
Depois que for concluída a expansão, a produção da montadora gaúcha poderá representar mais da metade da fabricação total de veículos Chevrolet no Brasil – terá capacidade para montar 380 mil veículos/ano. Mas trata-se de informação estimativa, sujeita ao comportamento do mercado. Em 2011, por exemplo, as vendas da marca foram de 632 mil unidades – se a GM/RS já estivesse expandida, a estimativa seria confirmada.
As novas obras civis acrescentaram 74 mil metros quadrados de área construída aos antigos 216 mil metros quadrados. A fábrica foi projetada em um modelo capaz de absorver expansões prediais sem a necessidade de a produção ser interrompida. A ampliação contempla os principais setores: estamparia, funilaria, pintura e montagem geral. Quase toda a produção da GM/RS atende ao mercado interno.
Em sua totalidade, os veículos da General Motors do Rio Grande do Sul são transportados por rodovias. O Porto de Rio Grande é utilizado, preferencialmente, para as operações de importação. Hoje, a montadora se utiliza do terminal para desembarcar os modelos Camaro (Canadá), Sonic (Coreia do Sul), Captiva (México), Agile (Argentina), Omega (Austrália) e Malibu (EUA).
Correio do Povo
Previsão é de que a obra seja concluída em seis meses
A Trensurb e a empresa Rumo Engenharia Ltda assinaram, nesta segunda-feira, o contrato para a construção das duas estações da linha do Aeromóvel. O projeto ligará a Estação Aeroporto ao Terminal 1 do Salgado Filho, na zona Norte de Porto Alegre. A proposta prevê duas edificações: uma com 430 metros quadrados, junto ao aeroporto, e uma com 170 metros quadrados, junto à estação do metrô de superfície. A obra teve a ordem de início de serviço dada nesta segunda-feira e tem um prazo de seis meses para execução.
O acordo foi assinado entre o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper; o gestor do contrato, Eduardo Mallmann e os representantes da Rumo Engenharia, Joares da Silva e Rogério Araújo Balle.
Atraso da assinatura se deu em função da abertura de uma nova licitação
No início de novembro de 2011, foi firmado contrato para a construção das duas estações do Aeromóvel. Porém, após um mês da ordem de início das obras, a empresa contratada não deu seguimento ao cronograma de construção. Com isso, o contrato teve de ser cancelado, uma nova licitação precisou ser realizada e o cronograma da obra foi revisto.
O Aeromóvel da Capital deve se tornar a primeira linha da tecnologia em operação comercial no mundo. O projeto é 100% nacional. Os veículos suspensos, movidos a ar, permitirão integração e acesso rápido e direto dos usuários ao terminal aeroportuário. O trajeto de um quilômetro deve ser percorrido em um minuto e meio, com velocidade de até 60 km/h, funcionando como uma segunda linha da Trensurb. Por isso, o acesso vai ser liberado na faixa de integração.
Sócios privados, que detém 75%, e representantes do governo uruguaio (25%), que mantêm parceria na companhia aérea Pluna, concluíram, em reunião, sábado, que precisam cortar pessoal (são 900 funcionários), diminuir as rotas e também a frota de 13 aviões para que a empresa sobreviva.
Ela necessita uma capitalização de US$ 30 milhões para continuar voando. Caso contrário, quebrará.
Se isso acontecer, a alemã Lufthansa está interessada em comprar a bandeira para voar na região, segundo o site America Economia.
Peças com mais de três toneladas já foram retiradas dos navios
A empresa que arrematou os navios paraguaios General Bernardino Caballero e Mariscal José Félix Estigarríbia intensificou nesta semana a retirada das duas embarcações. Nesta quinta-feira (31), o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Obelar, acompanhou a operação no Porto de Porto Alegre.
O superintende explica que a ideia é retirar as peças sem prejudicar o meio ambiente. “Há uma preocupação muito grande com a preservação ambiental. O desmanche desses dois navios é uma operação complexa e não pode ser feita com pressa”. Pedro destaca que o trabalho exige cuidado e depende de licenciamentos ambientais importantes para causar danos ao meio ambiente.
A empresa também reforça o cuidado com o armazenamento dos resíduos sólidos, utilizando recipientes adequados para cada tipo de material. Por todo o convés do navio Bernardino Caballero se espalham tonéis com fragmentos de metal. “Este é um cuidado necessário para que o material não caia no rio”, disse.
O diretor da Riosul Comércio de Aços e Metais, Ricardo Souza, disse que a empresa cumpre rigidamente os prazos e exigências legais, mas destaca que a demora nos licencimantos impediu o início dos trabalhos. A retirada das embarcações do Cais Mauá acontecerá em setembro, cumprindo o prazo de 120 dias estabelecido no edital do leilão. “Alguns documentos demoraram quase 40 dias para serem liberados. Não poderíamos correr riscos de iniciarmos o trabalho sem a documentação necessária”.
O trabalho é acompanhado por uma equipe de engenheiros, entre os quais o engenheiro Naval, Jorge Pena, que assinou o laudo sobre as condições das duas embarcações. O engenheiro Orlando Sanchez, da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), designado como fiscal da obra, também integra a equipe.
Remoção de material
Conforme levantamento feito nesta quinta-feira (31), já foram removidas cerca de 200 toneladas de material do navio. Conforme o superintendente, Pedro Obelar, entre as peças já retiradas estão parte dos guindastes, tampas dos porões, dois paus de cargas, e bobinas de cabos de aço.
Análise
A empresa responsável pela coleta e análise das amostras da água contaminada que estão nos porões dos navios – e foram coletadas na quarta-feira (30) – informou que, depois de vencidas e sanadas as etapas junto à empresa Cetraliq e Pró-Ambiente, o material foi encaminhado para o laboratório para a realização de testes. O engenheiro de segurança, Paulo Ody, repassou a informação à SPH, alertando que “os procedimentos foram adotados, mas que a demora na realização dos ensaios independe dos proprietários das embarcações”.
As embarcações foram abandonadas pelo governo paraguaio no Porto de Porto Alegre há 15 anos, após a Marinha do Brasil detectar problemas na segurança para navegação. Para evitar danos ao meio ambiente, o secretário de Infraestrutura e Logística (Seinfra), Beto Albuquerque, encaminhou em 2011 projeto de lei à Assembleia Legislativa propondo o recebimento dos navios, por parte do Estado, em troca das dívidas. Após negociação entre os governos do Estado e do Paraguai, os navios foram entregues ao patrimônio da SPH em troca de uma dívida de quase R$ 5 milhões, e leiloadas no dia 30 de março deste ano.
Texto e foto: Cristiane Franco
Fonte: http://www.rs.gov.br/
O Dmae realiza cerca de 4 mil análises diárias, em 500 amostras de água coletadas em vários pontos, desde a captação até as ligações domiciliares, associado ainda a um plano de controle de qualidade caracterizado por 288 pontos ao longo da rede de distribuição do município, em locais como escolas, hospitais, clinicas de saúde, creches, rodoviária e aeroporto. O objetivo é garantir a qualidade da água distribuída em Porto Alegre, dentro do padrão de potabilidade estabelecido pela Portaria 2914/11 do Ministério da Saúde.
Os dados são encaminhados para o serviço de vigilância da qualidade da água da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), e estão disponíveis em nosso site. Anualmente, as informações são encaminhadas a todos os usuários, em relatório com os resultados médios obtidos para cada um dos sistemas de distribuição.
Do monitoramente diário da água tratada distribuída pelo Dmae, podemos afirmar:
- Os parâmetros microbiológicos da água para consumo humano são plenamente atendidos;
- As substâncias químicas que possam vir a representar risco à saúde, e que constam da referida Portaria, ficam abaixo dos valores máximos permitidos, o mesmo ocorrendo para as cianotoxinas;
- Quanto ao gosto e odor, o padrão organoléptico de potabilidade também é atendido.
Todos os processos de captação, tratamento e distribuição da água, praticados pelo Dmae, estão certificados pela Norma ISO 9001:2008 e seus laboratórios possuem sistema de gestão da qualidade, conforme os requisitos especificados na NBR ISO/IEC 17025:2005.
Desta forma ratificamos que a água fornecida pelo Dmae é perfeitamente potável e não oferece riscos à saúde.
Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae)
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Esta matéria do DMAE é um contraponto a matéria publicada na Zero Hora neste domingo:
Vila Floresta: Famílias vão à futura moradia
Um grupo de moradores da Vila Floresta, perto do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, visitou sábado as obras do Residencial Camaquã. A expectativa é de que as 42 famílias que ainda residem na vila sejam transferidas, por meio de uma parceria entre governo do Estado, prefeitura e Infraero. A remoção é um dos passos para viabilizar a desocupação de área que será utilizada para a ampliação da pista.
A moradora Cátia Sabrina Geiger aprovou o empreendimento. “Esse é um local diferente, um pouco afastado da zona Norte, mas bem agradável”, afirmou. Para Ana Cláudia dos Santos Rodrigues, a única preocupação é em relação ao tamanho dos apartamentos. Mesmo assim, ela acredita que tudo é uma questão de adaptação. “Pelo menos será a nossa casa. Isso que importa.”
O residencial deverá ser entregue até o final do ano. Localizado na travessa Escobar, na zona Sul, os imóveis têm dois quartos, sala, cozinha e banheiro, além de área de lazer interna.

































