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Morar na “natureza”

14/10/2009

alfavileGuia

A moda agora é morar na “natureza”. Veja nos classificados de imóveis, nos jornais dominicais: More na “Natureza”. Condomínio “Floresta”. Tenha uma vida junto à “Mata”… e assim os chamativos publicitários desses empreendimentos vão fazendo a cabeça dos pseudo-ecológicos de plantão…

Aqui do lado do meu sítio começou mais um empreendimento desses: o Alphaville Porto Alegre. E começou da pior forma possível: asfaltando a Estrada das 3 Meninas, uma bucólica via rural entre fazendas. Quando eu precisava me descarregar da carga de fluídos negativos da cidade, eu voltava para o sítio por esse caminho. Mas agora, não mais! Vai ter centro comercial ao invés de produtos artesanais, carrões em vez de fuscas e charretes e trânsito ao invés do sossego.

As pessoas não entendem que cidade e natureza não se misturam. Pelo menos na maneira do entendimento que as pessas tem de cidade e de natureza. Repetir o modelo das cidades na zona rural é um erro. Sinto declarar que “natureza” NÃO é aquilo que é mostrado nas fotos publicitárias desses empreendimentos.

Um modelo de ocupação coerente do espaço rural pelas populações deveria basear-se em conceitos permaculturais. Nada de asfalto, tratores alterando o relevo com terraplanagens, redes de esgoto (que só vão poluir a natureza “mais alí na frente”), 3 carrões por casa, e toda a porcaria correlacionada com este modelo. O mundo tem muito espaço para todos morarem bem no mato e saírem das cidades. Mas temos que realmente morar na Natureza e não nesta “natureza” que os anúncios mostram.

Porto Alegre é a capital com a maior zona rural entre as capitais brasileira.Quem quiser realmente morar na Natureza, aconselho comprar um sítio, ao invés de botar grana em loteamentos.

Alphaville Barueri

Alphaville Barueri

Para quem acha que eu exagero, usarei de minha experiência para afirmar que já ví esse mesmo filme antes. Alphaville São Paulo, na bucólica (na época…) localidade de Barueri. Há mais de 20 anos atrás esse era o lema do novo empreendimento lá na capital dos bandeirantes: “Venha morar na natureza”… “trilha ecológica”, “valorização do patrimônio ecológico”, etc etc etc… Sabem o que aconteceu? O Alphaville de lá virou uma cidade. Tem prédios com sedes de multicionacionais, faculdades, shoppings e todo o resto. Puseram pedágio na estrada que vai para lá. O anúncio de “more a 15 minutos do centro” agora é motivo de revolta para quem acreditou que natureza era aquilo e hoje amarga horas num congestionamento sem sentido.

Vai acontecer o mesmo aqui. Já começou com o asfalto na Estrada 3 Meninas!

Meu sonho de morar na Natureza junto aos Amigos cada vez mais fica dificultado neste planeta. Estou com saudades de casa: ET Rúbis phone home.

Este post foi transcrito 100% do Blog MondoVR (http://www.mondovr.com/2009/10/morar-na-nature.html)

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16 Comentários leave one →
  1. Filipe Wels permalink
    14/10/2009 18:10

    Concordo que morar em uma regiao urbana não é morar na natureza coisa nenhuma, assim como é importante ter uma região rural próxima da cidade para oferecer, mas que tal regiao rural se situe na região metropolitana e não dentro da mancha urbana. A Vila Nova fica mais próxima do centro do que bairros urbanizados como Gurujá, Ipanema e a Serraria ( essa última uma favela num lugar lindo).

    Não vejo sentido em evitar a expansão da área urbana da cidade. Vai fazer o que, bloquear o crescimento da cidade? “Não, nao queremos prédios altos aqui, e também não queremos urbanizar as zonas rurais. A populacao não pode crescer mais, não tem mais espaço, vão morar todo mundo na RM!”. Não dá pra pensar dessa forma, não dá pra impedir o crescimento e o desenvolvimento da cidade.

    É uma das maiores capitais do Brasil, e isso de querer ter zona rural enorme ( nesse caso, 30% da cidade) é um atraso e um disperdício de espaço. Sou totalmente favorável ao Ecoville, e que regiões rurais se mantenham em Viamão ou Eldorado do Sul, bem próximas da “civilização” , para quem quer ter essa opção. Mas mesmo assim, sítio de verdade, e só no interior. A poluição atmosférica chega nas regioes rurais, bem como a violência. O verdadeiro sossego de morar na natureza é bem mais difícil de se obter dentro de uma metrópole.

  2. Filipe Wels permalink
    14/10/2009 18:14

    Além disso, vão fazer o que, colocar um muro ao redor da zona rural e falar “aqui é minha propriade, vou ficar morando no meu sítio de 200 hectares, onde poderiam caber mil pessoas, e ponto final, não pode urbanizar”? O espaço urbano deve ser bem distribuído. Do que adianta ter buracos no meio da cidade, aumentando as distâncias de quem mora atrás deles, quando poderia ter acesso a empregos e serviços mais próximos, tendo um espaço menor de vias de trânsito devido ao fato de não deixarem asfaltar as ditas vias rurais?

    O grande problema desses condomínios é serem murados, criando enclaves. Eles podem e devem sim serem construídos, mas devem ser abertos, integrados à cidade, sem que se tornem pequenas ilhas dentro dela.

  3. Georgeano permalink
    14/10/2009 21:27

    Não acredito que o Alphaville daqui vá ganhar espigões como o de Barueri. A lei do plano piloto não permite. E a cultura de porto alegre tem aversão a espigões em todos os lugares. E a cidade não cresce mais há muitos anos: só há crescimento vegetativo em Porto Alegre. Crescimento de verdade, não existe mais aqui. todos esses fatores não farão com que exista espigões no Alpha ville.

    Mas se há algo condenável na cidade, é a proliferação de condominiozonhos horizontais na zona sul. Mil vezes um predio de 15 andares único em um quarteirão inteiro, com na Barra da Tijuca, verdíssima e cheia de lagoas e florestas, do que a praga de condominiozonhos horizontais, que devastam tudo e ocupam área muitíssimo maior.

  4. Gil Vicente permalink
    14/10/2009 22:09

    Para mim, quem constrói condomínios fechados deve ser obrigado a contruir uma praça para a comunidade.
    E depois, açoitado em praça pública.

  5. 15/10/2009 10:33

    > Mas se há algo condenável na cidade, é a proliferação de condominios
    > horizontais na zona sul. Mil vezes um predio de 15 andares único em um
    > quarteirão inteiro, com na Barra da Tijuca, verdíssima e cheia de lagoas e
    > florestas, do que a praga de condominiozonhos horizontais, que devastam
    > tudo e ocupam área muitíssimo maior.

    De acordo. A nossa Zona Sul é a versão brasileira do Suburban Sprawl americano. Lá, a classe média foi toda morar nos subúrbios maravilhosos, no melhor estilo “american way”. Só que estes subúrbios são zoneados de forma exclusiva para residências unifamiliares. Resultado: comércio, escolas e trabalho ficam a quilômetros de distância, e todo mundo precisa de carro, pois falta densidade para o transporte público funcionar.

  6. Norton permalink
    15/10/2009 11:55

    A estrada que está sendo asfaltada e duplicada será a principal via de acesso entre a Restinga/ Centro e Restinga/ Barra Shopping. O tempo de demora pra chegar a Restinga será bem mais curto. O asfaltamento da via será bom pro moradores da estrada que hoje comem poeira e tem que caminhar bastante na lama pra pegar um ônibus em dia de chuva. Proprietário de sitio não tem esse problema pois tem carro.

  7. 19/10/2009 22:34

    Pois é: vocês me convenceram! Não dá mesmo para segurar o progresso. Afinal, o diferencial positivo de morar numa capital onde a zonz rural é enoooorme agora é argumento para lotear uma fazenda, asfaltar vias rurais, dimunuir o tempo de trânsito entre a Restinga e o Barra Shopping (para quê?) e outros posicionamentos que levaram o mundo ao lugar onde ele está hoje.

    Vocês me convenceram! Vou fazer o mesmo com o sítio onde moro, um aprazível terreno de 8 hectares de mata nativa. Vou primeiro asfaltar minha rua, pois meus vizinhos detestam pó. Depois vou murar, desmatar tudo e ficar rico. Assim quando eu quiser respirar ar puro, ouvir pássaros ou talvez passear nas matas, eu simplesmente pego um avíão e tento achar um lugar igual onde eu vivo hoje.

    Não sou contra o progresso. Mas sou a favor da Natureza. Entre o progresso e a natureza, o planeta já mostrou para os conscientes qual a escolha adequada.

    Temos que bloquear o crescimento das cidades sim! Pergunto e você responde: o que é melhor? Cada um “fazer” na sua moita, ou todo mundo “fazer” na mesma moita? Ahahah… É isso o que acontece com esses loteamentos rurais. Então a partir de agora nomeio tal empreendimento de AlphaphaVille. Todo mundo na mesma moita.

    Saudações Universais

    Rúbis
    mondovr.com
    (autor do artigo desta página)

  8. Filipe Wels permalink
    20/10/2009 15:23

    Imagina se esse tipo de pensamento predominasse quando foi aberta a avenida Ipiranga, asfaltando uma região entao rural. Ou quando o Iguatemi foi construído nos então rurais Chácara das Pedras e e Três Figueiras.

    A cidade hoje seria restrita então ao centro, não poderia crescer além disso para não “estragar as regiões rurais”.

    Por que diabos ter 60% da zona sul, que é simplesmente metade do centro do 4o maior centro urbano do Brasil, ruralizado, enquanto se concentram cada vez mais as pessoas rurais porque uma meia dúzia ( e é meia dúzia, mesmo! ) não quer asfalto perto dos seus sítios, impedindo que se criem novos acesso numa cidade que tem provavalmente o pior trânsito do Brasil inteiro?

    Áreas rurais podem até existir, mas que fiquem próximas da Reserva Ambiental do Lami e adjencias. E não ocupem mais que 15% da área total da cidade. Porto Alegre tem 10 mil habitantes em regioes rurais e 1,44mi em regiões urbanas. Um planejamento urbano tem que privilegiar justamente o bem comum, para que o espaço seja aproveitado de forma adequada e – e a cidade invadir o campo é uma consequencia natural disso. Como que cara um prefeito vai dizer ” seguinte, pessoal, tem que x pessoas com sítios ainda na cidade, eu vou construir um muro em volta deles para que ninguem construa nada lá, e para que 10 mil pessoas continuem ocupando 1/3 de uma cidade com 1,4 mi de pessoas”.

  9. 20/10/2009 16:06

    Quem passa pela Ipiranga constata que aquilo é o lugar mais feio da cidade. E perigoso. Se esse pensamento (permacultural) tivesse predominado na época, com certeza a Ipiranga não seria como é hoje.

    Eu morava no Bairro Boa Vista, no tempo que se acordava com galos e havia vacas pastando solenemente. As casas não tinha grades. Mas veio o Iguatemi (progresso) e tudo hoje é aquilo que lá está.

    A questão não seria perguntar “por que diabos”, e sim, “Por que, Deus?!?!”, numa confissão que esse modelo de urbanização de hoje é o fator de destruição no meio ambiente!

    Quando se afirma que “Áreas rurais podem até existir”, esquece-se que elas EXISTEM , já estavam lá antes do poder econômico decidir que a mata é apenas uma fonte de recursos monetários. Soa-me profundamente triste uma frase como essa.

    Mas afinal, quando se pensa que somos o resultado de “memes”, que não temos livre-arbítrio, que a expressão máxima de Deus, a Natureza, não é relevante, abrimos mão daquilo que pode fazer a cidade realmente melhorar.

    E o que é pode fazer a cidade melhorar? Olhe para dentro de si mesmo.

  10. Norton permalink
    21/10/2009 7:46

    dimunuir o tempo de trânsito entre a Restinga e o Barra Shopping (para quê?) Quando tu souber o que é ficar durante uma hora dentro de um ônibus como sardinha, não vai mais fazer essa pergunta. A população da cidade cresceu, e está crescendo. Não tem como acomodar milhares de pessoas sem que haja novas construções. Proibi-se de construir alto por que barra o vento, proibi-se de construir baixo porque ocupa-se áreas rurais. Onde então as pessoas irão morar, trabalhar e fazer seu lazer?

  11. Filipe Wels permalink
    21/10/2009 16:20

    Norton, eu nunca falei que a natureza não deve ser relevante. Apenas falei que a cidade é um espaço URBANO, e como tal, ela deve ser planejada de forma a atendar de melhor forma possível a maior parte de sua população, e não pensar em interesses de minorias. Nao quero dizer que interesses de minorias não devem ser levados em conta. Dizer que só a maioria que manda é abrir espaço para posturas radicais e autoritárias. Mas sim que deve-se procurar conciliar, entre interesses individuais, o que se sobressaia no interesse coletivo.

    Sempre quando posso, eu vou tirar férias no campo. Eu moro em São Paulo ( por enquanto ) e sinto falta de poder ver céu azul de dia e estrelas no céu de noite. O céu não é cinza por causa da poluição ou da urbanização , como comumente se pensa ( o que nao quer dizer que isso nao influencie) mas sim porque está sempre nublado. Além disso, os lugares em que vc ouve pássaros cantando são pouquíssimos, vc nao vê nenhuma estrela no céu a noite e a falta de verde nas ruas ( tirando 5 ou 6 bairros, e não mais do que isso) faz com que dê até dor de cabeça andar nas ruas. Mais do que isso, a quantidade de mendigos e miseráveis nas ruas te pedindo esmola é tão grande que, se vc atender os pedidos e der uma moeda para cada um, em um ano vão-se tranquilamente uns mil reais que seriam bem melhor aplicados em instituicoes de caridade sérias.
    O que temos aí? Um urbanismo ao extremo, onde não perder seus valores humanos e não se tornar frio e indiferente, vivendo num meio tão individualista e egoísta é um desafio que não derruba poucos.

    Por outro lado, o que as cidades possibilitaram? O intercambio de informações, como a cultura, a música, a arte, o desenvolvimento das ciências. Vc falou em olhar para dentro de si mesmo ,e é justamente o tipo de relacionamento interpessoal que as cidades propiciam que dá essa oportunidade- afinal, nosso maior espelho são as outras pessoas. Temos contato com todo tipo de gente, de toda origem, etnia e forma de pensar num grande centro urbano. É outra grande vantagem.

    Não acho que alguém esteja certo ou errado em preferir meior rurais ou urbanos para se viver. Isso é questao de afinidade e gosto pessoal. Eu prefiro viver no meio urbano ( que seja razoavelmente humano, não individualista como São Paulo) e tirar férias no campo.
    Agora, dentro da quarta maior cidade do Brasil, o que cabe fazer? Ter uma postura de planejamento urbano adequada que aproveite melhor o espaço que a cidade oferece. Se você quer tanto assim morar no campo ( o que eu não acho, de jeito nenhum, que esteja equivocado, alías, eu até gostaria de ter um sítio próximo a cidade para que possa ir pra lá mais vezes) e não quer que a cidade alcance seu sítio, estaria mais seguro no interior ou numa cidade menor da RM POA. Agora, o que vc não pode querer fazer é que a cidade se planeje para atender os interesses dos moradores das regiões rurais, 0,06% da população da cidade. O astaltamento e alargamento da Estrada das Três Meninas estava sendo analisada pela própria prefeitura. O Alphaville está poupando dinheiro público para fazer isso.

    Não seria razoável deter o crescimento da cidade. Nenhuma cidade séria faz isso. Qual metrópole criou leis para não deixar a cidade crescer? Você está no meio do quarto maior centro urbano do Brasil, e o mais sensato ao meu ver não seria barrar seu crescimento ( eu gostaria inclusive de incentivá-lo) mas sim trabalhar para que ele ocorra da forma mais adequada possível.

    Dizer que a mata é “apenas uma fonte de recursos monetários” não é um pouco de simplismo? Será que ver a mata apenas como uma fonte de recursos monetarios não é algo limitado apenas a uma certa parte de pessoas?

    Ah, temos lívrio arbítrio, sim. Mas ele é bastante limitado. E, no seu lugar, eu o usuaria para ir em alguma cidade menor da RM POA, onde pudesse ter meu sítio sem ficar muito longe da cidade, podendo ir até ela sem muitos problemas, quando precisasse.

  12. Filipe Wels permalink
    21/10/2009 19:01

    Ah, uma última coisa: se você for andar pelas zonas rurais, vai ver que a mata nativa existe muito pouco. O desmatamento ja ocorreu, não se trata de acabar com a mata, mas sim de substituir a plantacao por casas ( ou prédios). A Barra da Tijuca é um exemplo de lugar interessante que foi urbanizado mantendo uma natureza linda.

    Se o pensamento “vamos barrar o crescimento da cidade” tivesse perdurado há várias décadas, hoje POA seria uma Tucunduva, Putinga, Ilópolis ou Bossoroca. Talvez até vc prefira assim. Mas, no momento que uma cidade se torna uma metrópole, ou ela cresce, ou fica para trás. Como uma empresa: você pode ter um armazenzinho e supreviver. Mas, se virar um supermercado, se parar de crescer, um concorrente te engole. Se a cidade quer se desenvolver e aumentar sua projeção nacional e internacional, é algo que não cabe entrar no mérito se é bom ou ruim, porque muita gente quer que ela seja provinciana e não se pode julga-los por isso, já que o que certo pra uma pessoa é errado pra outra. Mas, se ela resolve assumir esse caminho, não pode querer criar entravemos ao seu crescimento, mas sim faze-lo com planejamento.

    Bom, por mim, já disse o que tinha que dizer. Um abraço pra vc e obrigado por ter comentado aqui ( sem demagogia!)

  13. Danuza e Maicon - Gravataí permalink
    22/10/2009 1:35

    Ainda bem que uma minoria pensa como o autor do artigo. Fala sério….. Uma coisa é pavimentar uma via e levar crescimento PLANEJADO a um certo local, e levar desenvolvimento através de um bairro novo, ou condomínio. Isso é bom, é positivo. Eu daria o maior apoio a ele se ele fosse mais uma vítima dos espigões que crescem na cidade de São Paulo, em bairros que até anos atrás, tinham predominância de casas. Bairros em que as casas já não têm nem mais sol no quintal, pq ao lado construíram um enorme prédio, sem avaliar o impacto. Agora, querer frear o desenvolvimento, aí tenha dó né! Só uma pergunta ao autor do artigo: Tu anda á pé, de ônibus ou de jipão importado na estrada das 3 meninas? Por acaso tu come poeira e gosta? Ou afunda o pé no barro e acha legal?

  14. Norton permalink
    27/10/2009 8:02

    Como iremos barrar o crescimento da cidade? Vamos colocar guardinhas na entrada da cidade e proibir as pessoas de virem morar aqui. Vamos proibir as pessoas de terem filhos, pois depois os filhos crescem e vão querer morar sozinhos, isso iria precisar de novo imovel na cidade. Quem desobedecer isso seria expulso da cidade. É fácil pra quem já é proprietário de imóvel proibir construção de novos imóveis.

  15. Norton permalink
    28/10/2009 8:02

    Postando notícia sobre as vendas dos Terrenos
    O gramadense Poty Castilhos Ferraz foi um dos coordenadores da equipe de vendas que comercializou 100% dos lotes do AlphaVille Porto Alegre, no último sábado. Em apenas cinco horas, foram vendidos 455 terrenos residenciais e 16 lotes destinados a estabelecimentos comerciais, gerando um total de vendas de aproximadamente R$ 100 milhões.
    O resultado é recorde na região Sul para a AlphaVille Urbanismo, que realizou o pré-lançamento de vendas no showroom localizado no próprio local do empreendimento, no bairro Vila Nova, em Porto Alegre.

  16. 21/04/2011 1:21

    Gostei do artigo acima. Porto Alegre tem sim um Cinturão Verde. Ele está localiado na região sul e extremo sul da cidade e cumpre diversos papéis para a área urbana e isso é incontestável.
    O fato é que temos diversos vazio0s urbanos na cidade que devem ser ocupados assim ficaria muito mais fácild e planejar a cidade como um todo.
    O Alfha vilee tras sim o asfalto para a região, mas precisava dele para isso ocorrer???
    Não temso como “segurar o progresso”, mas a nossa cidade pode sim limitar esse crescimento até o bairro Lageado pro exemplo?
    A prefeitura municipal pretende remover mais de 30 mil familias paraa região extremeo sul da cidade com o intuito de deixar a cidade bwem bonita para os gringos verem os jogos ou quem tiver disposto a pagar 3 mil reais por um ingresso. Quem não tiver vai ficar limitado a uma área de 5 a 10 km de distãncia dos estáddios… Isso mesmo o hospital Mçae de Desus ficará nessa área de 5 m que só se acessa com ingresso…PIADA!
    É facil ficar “arrotando” e morando em Sp ou em bairros da classe alta sem conhecer a realidade a região afetada pelos empreendimentos e pela Copa.

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