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Dificuldade de ir e vir atormenta quem mora nas grandes metrópoles – pesquisa MOBILIZE

07/11/2011

Na pesquisa sobre mobilidade, que levou em conta o impacto ambiental e bem estar da população, SP ficou em último lugar entre 9 cidades avaliadas

Autor do vídeo: Jornal Nacional

O que era um ponto perdido na paisagem agora é um movimento. A partir deste sábado (5), é das bicicletas a faixa vermelha inaugurada na Zona Sul de São Paulo.

A ciclovia jogou para o meio da rua o estacionamento dos carros. Foi invadida por motoqueiros no dia da estreia e provocou discussão.

“O risco de acontecer um acidente e atrapalhar mais o trânsito que já está atrapalhado”, afirma uma mulher.

“Aonde que eu vou colocar as minhas clientes que são milionárias, que andam de carro importado. Você acha que as minhas clientes vão andar de salto alto de bicicleta?”, reclama a comerciante Carolina Maluf.

A polêmica é sinal da disputa cada vez maior por espaço, cada vez maior nas cidades brasileiras. Se com a melhora da economia, milhões de carros chegam às ruas a cada ano, a preocupação com meio ambiente e qualidade de vida está obrigando as cidades a repensar os meios de ir e vir.

Apesar de ter ampliado as ciclovias, São Paulo ainda tem poucas em relação ao tamanho da cidade, segundo uma pesquisa sobre mobilidade que levou em conta impacto ambiental e bem estar da população. Entre nove cidades avaliadas, a capital paulista ficou em último lugar, com nota 2. Segundo o levantamento, é lá que as pessoas usam mais carros e motos para se deslocar.

“Automóvel está associado a congestionamento, a perda de tempo, que prejudicam no final de contas a qualidade de vida das pessoas”, diz Thiago Guimarães, coordenador do estudo.

A pesquisa aponta as ciclovias como ponto fraco de Belo Horizonte e Porto Alegre. Em Salvador e Cuiabá, o maior problema é a tarifa de ônibus, considerada cara.

Natal tem poucos ônibus acessíveis a deficientes, um ponto forte de Curitiba. Brasília foi elogiada pelas ciclovias e criticada pelo número de mortes no trânsito.

E o Rio de Janeiro foi considerada a cidade onde há menor impacto ambiental porque mais pessoas usam transporte coletivo.

O mais difícil em São Paulo é convencer o motorista a deixar o carro de lado. Em um ponto, todo mundo concorda. Do jeito que está não dá. “Não há um meio de transporte que vá resolver a situação. Incentivar a combinação de viagens por bicicletas e por meios coletivos de transporte seria uma boa saída para São Paulo”, avalia um morador.

Como não está presente em todas as capitais analisadas, o metrô não foi avaliado nesta pesquisa.

ESTATÍSTICAS

 

Quadro Geral

Mortes no trânsito

Mortos em acidentes de trânsito(por 100 mil habitantes) por ano

Estrutura cicloviária

Extensão de vias adequadas ao trânsito de bicicletas em relação à extensão do sistema viário

Tarifa de ônibus

Razão entre a renda média mensal e a tarifa simples de ônibus urbano* *Número de bilhetes que podem ser adquiridos com o valor da renda média mensal

Viagens motorizadas

Razão entre viagens por modos individuais motorizados de transporte e total de viagens

Ônibus acessíveis

Porcentagem de ônibus municipais acessíveis a pessoas com deficiência física

www.mobilize.org.br

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2 Comentários leave one →
  1. Paulo Roberto permalink
    08/11/2011 1:29

    Gilberto, por falar em ranking, olha esse aí do link, amplamente divulgado pela mídia neste início da semana:

    http://www.firjan.org.br/IFDM/download/IFDM_2009.pdf

    Foi divulgado um ranking referente à 2009, onde POA está em 11º lugar entre as capitais, atrás de capitais como Teresina, Palmas e Campo Grande, além de ficar atrás também de SP, Rio Vitória, Florianópolis, Curitiba, BH e Goiânia. (Veja a página 23 do referido arquivo em pdf do link). POA caiu na 9ª posição em 2008 para a 11ª, estando atrás de, além das já famosas Curitiba e Floripa, também de capitais como Teresina/Piauí e Palmas/Tocantins.

    Já no ranking dos estados (pg. 25 do arquivo em pdf) o RS está em 6º, atrás de SP, PR, RJ, SC e MG.

  2. Paulo Roberto permalink
    08/11/2011 1:32

    Esse índice, conforme o primeiro parágrafo da página 4 do arquivo, ou seja, o “Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) acompanha três áreas de desenvolvimento:
    Emprego&Renda, Educação e Saúde e utiliza-se exclusivamente de estatísticas públicas oficiais”.

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