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Rio Grande do Sul e Uruguai definem elaboração de mapa eólico conjunto

13/01/2012

A energia eólica é um dos temas estratégicos para os projetos de desenvolvimento

A missão gaúcha, liderada pelo vice-governador Beto Grill foi recebida na manhã desta quinta-feira (12) pelo vice-ministro da Indústria, da Energia e da Mineração (MIEM) do Uruguai, Edgardo Ortuño. Os integrantes de órgãos do Governo do Rio Grande do Sul puderam conhecer a matriz energética do Uruguai e políticas voltadas para o setor energético, em especial aquelas relativas ao setor de energia elétrica.

A energia eólica é um dos temas estratégicos para os projetos de desenvolvimento do Rio Grande e do Uruguai. A missão do RS veio com o objetivo de debater estratégias com os uruguaios e propor um cronograma de ações para 2012. A partir desse encontro ficou definido que as políticas do Uruguai e do RS estabeleçam uma convergência a partir de interesses comuns. A ideia fundamental é a de que a ação conjunta permita uma grande escala de produção de energia eólica, com a ampliação dos parques existentes e a criação de novos, com a perspectiva de atração de investimentos da indústria de equipamentos para a região.

Para o vice-ministro, esse é mais um passo no caminho de aprofundamento dos laços de amizade e cooperação efetiva com projetos concretos entre o Rio Grande do Sul e a República Oriental do Uruguai. “E isso se dá em áreas importantes e estratégicas para os dois territórios, como o setor energético no desenvolvimento de energias renováveis alternativas que, além de melhorar a capacidade de energia no Brasil e no Uruguai, contribuem para o cuidado com o meio ambiente”.

A partir do conhecimento do modelo uruguaio, ficou acertada a elaboração de um atlas eólico conjunto Rio Grande do Sul-Uruguai, viabilizando o compartilhamento de informações e compatibilização de metodologia de dados existentes junto a órgãos brasileiros e uruguaios. Segundo o coordenador de Energia e Comunicações da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Eberson Silveira, para o RS trata-se de uma atualização do atlas existente, desta vez com dados medidos a 100 metros de altura. “Quando o Atlas Eólico do RS foi criado, há 10 anos atrás, foi feito com 50 metros de altura. Hoje, as tecnologias atuais nos colocam a necessidade de ventos com 100 metros de altura. Com isso trabalharemos com dados reais e não só estimativas”, disse Silveira.

O vice-governador Beto Grill salientou a importância deste compartilhamento de dados. “É importante que o Governo uruguaio nos subsidie com informações para que possamos caminhar conjuntamente. Estamos fortificando acordos definidos em encontros anteriores e essa visita a Montevidéu representa a retomada das agendas construídas durante todo o ano de 2011 e consolidadas no decorrer da missão presidencial do Uruguai, em novembro do ano passado”, afirmou Grill.

Durante três dias de missão, têm sido abordados temas que voltados ao aprofundamento do processo de integração nas áreas de economia solidária, energia, hidrovias e turismo.

Integram a missão o presidente da CEEE, Sérgio Dias, o coordenador da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais (Acri), Tarson Nuñez, o diretor-presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Investimento (AGDI), Marcos Coester, o diretor de Infraestrutura e Energia da AGDI, Marco Aurelio Franceschi, o secretário-adjunto e a diretora de Economia Solidária da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa, Everton Braz e Nelsa Nespolo, os gerente executivos da Secretaria de Infraestrutura e Logística, Ayres Apolinário e Rui Dick, a chefe de Infraestrutura e Saneamento e a chefe da assessoria jurídica da Fepam, Clarice Glufke e Gabriele Gotlieb.

Texto: Clélia Admar

Foto: Camila Domingues/Palácio Piratini

Portal do Governo do Estado

One Comment leave one →
  1. 16/01/2012 13:30

    Começou a improvisação. Para fazer um atlas eólico correto é necessário no mínimo cinco anos de observação dos ventos, pois há variações da intensidade dos mesmos ao longo de períodos mais longos do que um ou dois anos. Estes senhores deviam ouvir a opinião de climatologistas (não são meteorologistas, é bem diferente) pois se não fizeram isto poderão ter resultados que não colam com a natureza.
    Há oscilações no clima dependentes por exemplo da Oscilação Multi-Decadal do Atlântico (Atlantic Multi-Decadal Oscillation – AMO) que aquece mais ou menos o Atlântico, modificando o regime de chuvas e de ventos na nossa costa. Agora se quiserem simular isto em modelos matemáticos é necessário um período mínimo para captar a dependência do regime de ventos desta oscilação, por exemplo.

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