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Arquiteto apresenta projeto de revitalização da Orla do Guaíba

15/02/2012

Imagem ilustra como deverá ser o projeto DIVULGAÇÃO/PMPA/JC

Um espaço qualificado, que aproxima Porto Alegre do Guaíba e possibilita o uso da Orla durante as 24 horas do dia. Esta é a proposta do projeto apresentado na tarde desta quarta-feira (15) pelo arquiteto Jaime Lerner. Durante a reunião da Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento (Cauge), que teve a participação do prefeito José Fortunati e de secretários, Lerner detalhou a proposta que reúne espaço para quiosques, deques, ciclovia e marina pública.

De acordo com o arquiteto, a proposta é fazer uma revitalização que tenha baixo custo de manutenção e poucos elementos que bloqueiem a vista para o Guaíba. “Criamos um projeto de ecoarquitetura, que aproxima e as pessoas da água e fortalece a ideia de um parque no local”, enfatizou Lerner em nota divulgada pela assessoria de imprensa.

Entre as novidades apresentadas está a utilização do relevo natural para uma arquibancada com vista para o Guaíba. O piso de concreto receberá bolas de gude que, em contraste com a iluminação inclinada, darão um efeito que o arquiteto classificou como “chão de estrelas”. A vegetação será adequada para que, ao nível da rua, não haja interferência visual.

Apresentação do Arq. Jaime Lerner do Projeto da Orla. Foto: Cristine Rochol / PMPA

O esboço apresentado traz diretrizes do projeto e serve para iniciar a liberação do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) para a primeira etapa de revitalização da orla, que compreende 1,5 mil metros a partir da Usina do Gasômetro. A previsão é de que a prefeitura abra licitação para executar a iniciativa até o final deste semestre. A revitalização total será até a foz do arroio Cavalhada, na avenida Diário de Notícias, abrangendo 5,9 quilômetros de margem do lago Guaíba.

Para Fortunati, o projeto contempla o uso da Orla pela população, proporcionando utilização diurna e noturna. “Hoje, após o pôr-do-sol, as pessoas acabam saindo da orla. Com a revitalização, poderemos desfrutar das quadras de esportes e do parque em qualquer horário”, afirmou o prefeito.

Jornal do Comércio

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25 Comentários leave one →
  1. Adriel permalink
    15/02/2012 20:55

    Tomara que façam um gramado com grama esmeralda (de folha fina)… fica muito mais bonito que com grama São Carlos.

  2. Felipe X permalink
    15/02/2012 20:59

    Parece bonito. Mas realmente se não houver alguma estratégia de policiamento ostensivo e/ou muito mais comércio que “coreto flutuante” não vai ser 24hs nunca.

  3. Andréé permalink
    15/02/2012 21:00

    Gostei muito das bolinhas de gude no calçadão, formando o “chão de estrelas”… ideia simples e barata que ficará bem bonita.

  4. Joao permalink
    15/02/2012 21:57

    Sinceramente, esperava mais…

  5. 15/02/2012 22:05

    Gostei bastante. Tá equilibrado com a paisagem plana do Guaíba e orla e tb tem um espaço com uma vegetação que parece ser a nativa da orla. legal isso.

    • Felipe X permalink
      16/02/2012 10:01

      Que vegetação nativa? Isso não existe há tempo…

      • 16/02/2012 14:22

        Só se forem uns pés de maconha em meio aos maricás.

      • 16/02/2012 15:20

        Não me refiro a vegetação existente hoje. Mas a que já existiu um dia. Há descrições de que a vegetação da orla era próxima à ilustrada nessa imagem do projeto: http://portoimagem.wordpress.com/imagens-projeto-revitalizacao-orla/imagem81266/

        Posso estar errado, pois não sou biólogo ou coisa do tipo. Mas imagino que aquele espaço na ilustração tenha essa intenção de preservação ou de estímulo ao bioma natural.

        Não que a vegetação gramínea cause danos ao bioma, mas é bom ter um espaço, ainda que pequeno, de vegetação mais “avançada”. Nesse sentido achei, também, o projeto equilibrado.

      • 16/02/2012 15:32

        Nunca existiu vegetação aí, pois é um aterro, bem largo por sinal. Portanto, qualquer vegetação que se coloque aí é válida. Desde que não impeça que se veja o Guaíba. A não ser que se queira “simular” como seria esta área se tivesse sido uma área natural. Não esqueçam, isso é um aterro artificial, feito pelo homem.

      • 17/02/2012 18:52

        Devo ter me expressado mal. Me refiro a vegetação natural da ORLA, que algum dia existiu, ANTES do aterro. Há descrições próximas a ilustrada na imagem que citei do projeto, principalmente onde foi a antiga foz do arroio Dilúvio. Por exemplo, aquele tipo de vegetação é bom para a procriação e saúde de tartarugas, entre outros animais aquáticos. Acho interessante essa tentativa de “simulação”.

  6. RicardoUK permalink
    15/02/2012 22:14

    Gostei. Mais ou menos isso que eu esperava para aquela area. Quem quiser frequentar bares ha’ o Cais ao lado.

  7. 15/02/2012 22:20

    Eu, sinceramente, estou gostando até agora.
    Precisamos considerar duas coisas, na minha opinião:

    1. A prefeitura não tem dinheiro pra fazer muito mais que isso. Contratou o escritório do Jaime Lerner para criar um projeto para um parque na orla, com orçamento limitado, com certeza. Considerando isso e o que é a nossa orla hoje, é um salto ESTRATOSFÉRICO ao meu ver.Estas imagens são apenas o que será feito pelo Jaime Lerner: dar uma outra cara a orla, nestes 5,9 Km.

    2. Quem disse que após realizado este projeto, não pode haver mais tarde um aperfeiçoamento, um acréscimo de equipamentos? E naturalmente haverá uma revalorização de toda a região ao longo da orla. Eu espero, pelo menos, que a cidade se volte mais pra esta área toda. Com base nisso, espero ver um crescimento de prédios modernos e bonitos ao longo das avenidas da orla. E com o tempo a própria população vai exigir mais. E nada é totalmente fechado. Pode-se construir, num futuro próximo, um museu, como o proposto outro dia pela Arq. Luisa Konzen. Pode-se construir outros tipos de equipamentos, como bares, e até casas noturnas, de frente para a orla. Tudo isso vai compor a nossa orla no futuro. Não simplesmente o parque em si.

    Muito mais está por vir. Gostei bastante do projeto e estou muito confiante que, inclusive, até 2014 todo ele esteja pronto, para que os visitantes que vierem para a Copa, e depois dela, ao longo do tempo, tenham uma outra visão de Porto Alegre.

    Veja o projeto do MIS, da Arq. Luisa Konzen. Ele poderia sair na orla num segundo momento: http://portoimagem.wordpress.com/2012/02/10/uma-proposta-na-orla-mis-museu-da-imagem-e-do-som-do-rio-grande-do-sul/

    • Felipe X permalink
      16/02/2012 10:04

      Aí que está, esse projeto deveria ter todos estes equipamentos, e a prefeitura poderia optar por fazê-los em fases. Este projeto não é executivo e poderia ser mais ousado.

      Em relação a prédios modernos, gosto do otimismo, mas sequer há muita área para construí-los. De qualquer maneira, com a revitalização do centro a tendência é que novos prédios por ali sejam melhores sim.

  8. Gil Vicente permalink
    15/02/2012 23:44

    Só tenho uma crítica: os caminhos são muito estreitos, ainda mais por serem para pedestres e ciclistas!

    Alarga esses caminhos, Lerner!

  9. Georgeano permalink
    16/02/2012 6:41

    No G1 RS de hoje o Fortunati diz: “após o por do sol, as pessoas iam embora da orla. Agora vão poder continuar lá, pois haverã uadras de esportes”. Que declaração tosca, provinciana e preucupante !
    As pessoas tinham que continuar lá também porque deveria haver bons quiosques, bons bares, ou até bons restaurantes.

    A propria comunista Manuela declarou um dia: “hoje não é possivel nem tomar uma Coca-Cola na beira do Guaiba”

    • Felipe X permalink
      16/02/2012 10:11

      Exato, sem comércio e/ou policiamento vai continuar igual. A não ser que as bolinhas de gude afastem os traficantes e outros bandidos.

  10. Georgeano permalink
    16/02/2012 6:43

    É verdade. Com excleção do bar inclinado, não é possivel nem tomar um refrigerante na beira do Guaiba. INADMISSIVEL isso !

    Só em Porto Alegre, mesmo. TRIste.

  11. Muller permalink
    16/02/2012 8:42

    Na média está bem interessante, também não esparava mais que isso pelas próprias limitações de custos como já sabemos, mas esse coreto?? ficou lembrando demais o terrivel bar flutuante atual, não precisava, poderia ter mudado o estilo dessa aberração, com um traçado totalmente novo. Garanto que vai ficar inclinado, torto do jeito que está passando apenas por uma pequena reforma, com a desculpa de evitar custos…Já mensionei isso na primeira imagem que apareceu do projeto aqui, espero que eu esteja enganado com minhas observações. Somente essa é a minha crítica ao projeto.

  12. Jefferson permalink
    16/02/2012 12:30

    Será que é só coincidência com o projeto do Internacional apresentado em 2007??

  13. Mbv-POA permalink
    16/02/2012 20:00

    Sobre o projeto da Orla, do Jaime Lerner, eu gostei bastante, dentro das possibilidades.

    Dentro do que a Prefeitura pode disponibilizar de recursos, achei bem digno. Não adianta ficar viajando em projetos mirabolantes que nunca sairão do papel..

    O que a orla precisa, minimamente, é urbanização, e é isto a que o projeto se propõe: paisagismo, equipamentos, quiosques fixos e mais decentes, deques de madeira, passeios e, principalmente, iluminação. A matéria da ZH foca bem nisso: o investimento será bem importante em iluminação. Além disso, haverá um calçadão de concreto com “bolinhas de vidro” incrustradas, para refletir a iluminação natural e artificial (Jaime Lerner disse que gostou muito do por-do-sol da cidade, e quis enfatizar isso). Será um parque 24hs, segundo a matéria.

    Pode ser simples, mas será relativamente barato, viável, e fará uma pequena revolução, considerando a situação atual. E ouvi numa entrevista que, na segunda fase, novos equipamentos podem ser feitos tb nessa primeira parte.

    A escadaria tb achei uma boa solução: creio que qualquer projeto teria que contemplá-la, pois o desnível é grande. Aliás, já há uma obra de arte da Bienal (acho que do Mauro Fuke) que é uma espécie de escadaria que já é usada pelas pessoas para apreciar o por-do-sol e tomar chimarrão, p. ex. Como não creio que uma escadaria normal não possa ser alvo de direito autoral, não vejo nenhum problema em fazê-la.

    O IAB/RS criticou a contratação sem licitação do Lerner. Podem até não gostar, só que esquecem que, neste caso, o procedimento é absolutamente legal e lícito (a não ser que alguém diga que o arquiteto não tem notório saber na área). Trata-se de discricionariedade do poder público, a Lei 8666/93 permite (art. 25). Na prática, a reclamação do IAB só iria atrasar uma obra que, finalmente, a Prefeitura se propõe a fazer.

    Por falar em IAB, sempre tão cioso em apontar supostas falhas e desvios do poder público (mesmo quando este resolve “se mexer”), algo INACREDITÁVEL ocorre em POA. A sede do IABRS é um antigo e lindo palacete na Riachuelo, o Solar Conde de Porto Alegre, a umas 4 quadras do Gasômetro.

    Pois bem, trabalhei naquela quadra durante uns 2 anos. Quando comecei a trabalhar na região, o Solar estava sendo totalmente reformado (uma parte estava pronta, com entrada pelo General Canabarro), super bonita, em uso pelo IAB. Só que a parte da frente, que dá para a Riachuelo, estava em obras ainda.

    Meses depois, a obra PAROU (possivelmente por falta de $$$, pois parecia ser uma obra vultosa). O que considero INACREDITÁVEL é que o PRÓPRIO IAB não respeita as normas de acessibilidade, porque esta parte da Riachuelo está com tapumes HÁ ANOS, com uma calçada pífia, toda esburacada, obrigando os pedestres a passar na frente do prédio PELO MEIO DA RUA, à mercê dos carros que passam pela Riachuelo.

    A obra PAROU, ficou ali, abandonada, os tapumes permaneceram, o IAB não se dignou a fazer uma calçada decente (só tem terra, com buracos que enchem d’água e dificultam a locomoção), obrigando os pedestres a passar pelo meio da Riachuelo. Tb, a situação de abandono da obra permitiu que mendigos procurassem abrigo na então entrada da obra (que ficava fechada, depois da paralisação), e, pela manhã, era preciso cuidar para não pisar nas pessoas que ali dormiam, nos excrementos destas, e tb para não ser atropelada pelos carros na Riachuelo.

    Muito me admira que O PRÓPRIO IAB/RS descuide destas questões, fora o fato de deixar uma obra inacabada se degradando. Tb me admira o fato de esta obra paralisada, e da dificuldade de acessar o que DEVERIA ser a calçada em frente, nunca ter sido alvo de questionamentos da imprensa ou dos próprios associados do Instituto.

    PS: faz mais ou menos um ano que não vou naquela região. Sinceramente, espero que a obra tenha voltado a andar, ou que, pelo menos, o IAB tenha tomado vergonha na cara e feito uma calçada decente, que permita o trânsito seguro das pessoas, desobrigando-as a passar pelo meio da Riachuelo. Apesar de torcer para que o Solar esteja em obras novamente (o prédio é lindíssimo, e a parte pronta está ótima), não parecia estar perto de uma solução na última vez que passei pela frente.

    Resumindo: CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU. PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO.

    Quem quiser conferir o que estou relatando é só passar na Riachuelo, esquina com Gal. Canabarro (rua que liga a Duque a Riachuelo) e ver a obra, até então com aspecto de abandonada. Vejam o estado do que deveria ser uma calçada, e notem as pessoas se arriscando pelo meio da Riachuelo.

    Com certeza isto não afeta o bom trabalho que, em alguns casos, presta o IAB/RS. Mas é, no mínimo, CURIOSO, que o Instituto dos Arquitetos do Brasil DESCUIDE de questões tão básicas como uma calçada decente, além de zelar pelo cuidado com o dinheiro público (pois obra parada é dinheiro posto fora, e certamente o IAB conta com deduções fiscais para tocar a obra, i.e., dinheiro público). Talvez um planejamento financeiro mais razoável não faria mal ao órgão que com tanta valentia aponta as – inúmeras – falhas dos poderes públicos.

  14. Eliana permalink
    16/02/2012 21:01

    Caramba,Cara,mcomo são todos ingênuos… Pagaram 2 milhões para propor plantar grama, botar bolinha de gude no chao e copiar o projeto de 3 jovens arquitetos locais? E isso mesmo? Vamos se respeitar… Notório saber de um arquiteto que há muito ta mais ligado em política? Fora tudo, ainda posto minhas criticas técnicas no post do blog http://cubbos-consultoria.blogspot.com/2012/02/nova-orla-de-porto-alegre-para-quem.html

    • Jefferson permalink
      16/02/2012 21:36

      Tambem achei estranho isso. Sou torcedor fanatico do Internacional e acompanho de perto o projeto Gigante para sempre. Quando vi as imagens do projeto da orla de Porto Alegre notei na hora a “semelhança”. Aliás, achei o projeto do hype studio muito melhor.

  15. Eliana permalink
    17/02/2012 8:23

    Pois e… Jefferson… Sou gremista mas também achei o projeto da hype melhor… E pior, tenho certeza de que ia ter saído mais barato… E na lógica da prefeitura, se eles fizeram o projeto da orla do beira rio, por que não fazer mais um pedaço da orla… por que a justificativa da contratação do Jaime lerner e ele estar fazendo o cais… Preferia pagar a hype e deixar o ISsqn por aqui….infelizmente não vi nada que justificasse o tal notório saber!

  16. guilherme permalink
    21/02/2012 11:38

    É um pouco diferente do que eu imaginava mas até que não ficou feio.

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