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ARTIGO: O Mercado dos radares móveis em Porto Alegre e a EPTC

20/05/2012

Por Eduardo Zottis

Inicialmente, antes que alguém venha tentar me crucificar, deixem que eu esclareça algumas ponderações: Não sou contra a EPTC ou tão pouco contra o DETRAN, apesar da minha notória antipatia com relação a esta autarquia, muito em função dos inúmeros escândalos e das taxas absurdas cobradas contra quem possui um veículo automotor no Brasil.

Igualmente esclareço que não acho bonito alguém conduzir um veículo a 80 km/h em uma via residencial, e também não fico aplaudindo quando um ser dirige bêbado, e, empregando velocidade excessiva, culmina fazendo um “strike” em uma parada de ônibus. Acho tudo isto revoltante, como qualquer pessoa minimamente sensata.

Desta feita, creio como necessárias as fiscalizações, as barreiras, a aplicação de multas e etc., mas deve haver pelo menos um bom senso, fato que tristemente não tem se percebido neste rincão.

Indubitavelmente, o trânsito no Brasil caracteriza-se como um grande redutor populacional, muito em virtude do grande número de pessoas brutalmente assassinadas por ano nas suas ruas e rodovias.

Porto Alegre não foge desta estatística cruel, mas percebe-se que grande parte desta tragédia possui duas características centrais e comuns: As madrugadas e o uso de álcool em excesso.

A justificativa da EPTC para a implementação dos radares móveis é muito bonita, pois publicamente afirma que tal medida ajuda a combater a violência e os excessos no trânsito, pois naturalmente o condutor, com receio de tomar uma multa, passa a dirigir com maior cuidado, através do “peso no bolso” e nos pontos da CNH.

Todavia, acho que a EPTC não age de maneira correta em Porto Alegre no que tange ao uso desta tecnologia, sendo míster citar o ditado popular que, “de boa intenção o inferno está cheio”, ainda mais no Brasil, um país imerso em uma cultura de corrupção e abusos com o dinheiro público.

Neste sentido, algumas coisas devem ser questionadas em Porto Alegre, como por exemplo, o uso de radares móveis em grandes e largas avenidas, onde não existem sinaleiras próximas, nem pessoas atravessando, nem escolas, nem comércio, NEM NADA, com largas faixas, vias essencialmente com a função de fluir e aperfeiçoar o trânsito, dando agilidade e locomoção para a cidade, como é o caso da Ipiranga, de boa parte da Terceira Perimetral, ou até mesmo a própria Av. Juca Batista, aqui, na zona sul.

Parece-me claro que as via supramencionadas deveriam ter um limite de velocidade maior, algo como 70 km/h. Desta forma, teríamos um trânsito mais ágil, sem este engodo que causa confusões, com carros trocando de faixa o tempo todo, o que na minha visão concorre para a produção de inúmeros acidentes.

O grande “massacre” causado pelo trânsito não esta no limite de velocidade estabelecido para vias essencialmente rápidas, pois não se defende que se possa conduzir um carro a 140 km por hora nestes lugares, mas sim a 70 km por hora. Trata-se de uma velocidade bem razoável, que terminaria reduzindo o número de acidentes assim como a quantidade vertiginosa e vergonhosa de multas aplicadas, que na sua imensa maioria não possuem qualquer caráter punitivo ou educativo. Mas o estado realmente quer isto?

O fato é que, lamentavelmente a EPTC preocupa-se muito mais em multar um motorista que trafega na av. Diário de Notícias a uma velocidade de 68 km/h, ao passo que não fiscaliza pessoas que estacionam em fila dupla, ou em vagas para deficientes, ou aquelas que ultrapassam pela contramão em vias como a av. Oscar Pereira, isto de modo imprudente a muito corriqueiro. Juro que nunca vi a EPTC agir por ali, pelo menos não no dia-dia, fato que é necessário.

Neste diapasão, há de ser mencionado um fato peculiar: Ainda neste ano testemunhei muitas vezes agentes da EPTC escondidos com um radar móvel na av. Ipiranga durante a manhã e a tarde, com o trânsito pesado daquela via.

Porém, no período da noite e da madrugada, não havia qualquer tipo de fiscalização, e todos sabemos que é neste momento que bêbados conduzem seus veículos imprimindo alta velocidade, fato que de regra não ocorre às 17h, com fluxo intermitente e contínuo, onde é óbvio que há muito mais lucro para esta empresa pública.

Assim, não há como dissociar deste tema a seguinte conclusão: Os radares móveis são utilizados como máquinas de “fazer dinheiro”, e não possuem qualquer função social. Não há quem consiga me convencer do contrário, não do jeito como está.

Barbaridades no trânsito ocorrem todos os dias, o tempo todo, mas parece-me mais conveniente e lucrativo para a EPTC quedar-se inerte em uma via rápida a espera de motoristas desavisados, geralmente em locais onde obviamente a velocidade máxima permitida de 60 km/h é incompatível com a própria dinâmica do local, fazendo um circo com as finanças públicas, preocupando-se unicamente em arrecadar fundos, ao invés de efetivamente cumprir a sua função de policiar o andamento da cidade, o vaivém frenético de carros e pessoas.

Se houvesse uma real preocupação com o combate a violência no trânsito os agentes utilizariam estes mecanismos durante a madrugada, pois este é o momento onde ocorrem as maiores atrocidades no trânsito na cidade, a exemplo dos “rachas”. Igualmente é nesta hora onde pessoas trafegam comumente a mais de 130 km/h em locais como na av. Diário de Notícias, ali no bairro Cristal.

Afirmo e volto a repetir: Sou totalmente a favor ao uso de barreiras nas madrugadas, com a ação conjunta entre a EPTC e a Brigada Militar, principalmente no intuito de combater roubos de carro e uso de drogas e álcool.

Inclusive, defendo maior rigor por parte do poder legislativo no sentido de que crimes de trânsito passem a ter penas mais rigorosas (a exemplo do que ocorre no caso do dolo eventual), ainda que Código Brasileiro de Trânsito seja muito mais atual e justo que o patético e caduco Código Penal.

Mas a EPTC não pode valer-se de premissas falsas para angaria recursos de condutores desavisados, principalmente utilizando-se de má-fé, como é o caso dos radares escondidos em grandes avenidas, sem qualquer função ou propósito social.

Assim, percebe-se que a sistemática adotada pela EPTC em Porto Alegre constitui uma grande “máquina caça-níqueis”, onde não há uma real preocupação com o terrível número de acidentes, e sim, com o perverso e recorrente hábito do estado de extorquir dinheiro dos contribuintes, de maneira repetitiva e covarde.

* Eduardo Zottis é colunista do Porto Imagem

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58 Comentários leave one →
  1. Eliseu permalink
    20/05/2012 22:46

    Eduardo, também não gosto da autarquia, mas não concordo com sua frase “constitui uma grande “máquina caça-níqueis”, … ” acho que tem que continuar multando gente que anda a 68km/h, para mim o erro esta que a noite e na madrugada nunca tem radar móvel, regras são para serem cumpridas em qualquer horário pela manhã, a tarde, a noite e na madrugada, não vejo os agentes da EPTC atuando em carros estacionados em paradas de onibus em lugares de carga e descarga, a um tempo atrás quando eles atuavam de verdade jamais se via carros particulares estacionados em vagas para carga e descarga, certa vez chamei os agentes da EPTC, pois estava estacionado um veiculo em frente a minha garagem, o agente achou que eu deveria fazer uma manobra arriscando bater meu carro em um poste, ele não queria multar o veiculo estacionado, nem chamar o guincho. Acho que eles precisam ser mais atuantes.

    • Felipe X permalink
      20/05/2012 23:05

      Exato, a maioria das multas aplicadas pelos radares móveis estão certíssimas, só falham em multar só o que é fácil de pegar. A crítica sobre não multar fila dupla, sinal vermelho furado, etc está certa, mas nada justifica fazer vista grossa para as multas de hoje.

      E honestamente, aumentar o limite da Diário, ao meu ver, só faria o povo chegar um pouquinho antes na tranqueira mais à frente, não vale a pena.

      • Pablo permalink
        21/05/2012 12:25

        Em relação ao sinal vermelho eu tenho uma crítica… durante a noite tem lugares que são muito perigosos para parar no vermelho.

      • Felipe X permalink
        21/05/2012 14:26

        Até concordo, mas o sinal é desrespeitado mesmo na hora do rush.

  2. André permalink
    20/05/2012 23:00

    A EPTC carrega a nefasta herança de Luíz Afonso Senna. Tem sono pra fazer tudo. Então escolhem que é mais fácil …

  3. Guilherme permalink
    20/05/2012 23:34

    A brigada militar quando tem fiscalização e outras coisas, ela pega mais leve, ja a EPTC ferra com a vida do condutor por 5 quilometros.

    Andar a 70km/h numa Ipiranga não é nada, mas a EPTC pega, enquanto isso, tem neguinho andando a 60 em ruas que a maxima é de 30km/h.

    Eu moro numa rua assim e vejo diariamente isso, sendo que tem uma creche e uma praça bem em frente…

    Mas isso não gera multa, é muito mais perigoso para as pessoas, principalmente para as crianças (ja vi cada quase atropelamento)…. mas como é um ou outro né…

    • juliana staudt permalink
      21/05/2012 15:45

      Quem ferra o condutor por cinco kl é o próprio condutor que não respeita a sinalização.

  4. Pablo permalink
    21/05/2012 0:00

    As multas de velocidade são do tipo tocaia, quando errou vai saber depois de meses. As multas de estacionamento irregular são na hora, e muito mais efetivas.

    Teve uma época que a EPTC multava muito os motoristas com celular e teve alguns agentes agredidos, talvez seja por isso que a EPTC tenha abandonado as multas convencionas para não ter que entrar em contato com motoristas e serem agredidos.

    Teve uma vez que um fui conversar com uma agente da EPTC sobre um parquímetro que engoliu minha moeda e não deu o tíquete. Cheguei para conversar e expliquei a situação de forma muito tranquila, mas ela estava extremamente nervosa! Devia estar sob constante medo de ser agredido por algum espertinho que queria estacionar ou não pagar ou estacionar em vagas especiais.

    De qualquer forma eu acho que a EPTC presta um péssimo serviço, não tem autoridade nenhuma e as multas são propositalmente não educativas.

    • Eliseu permalink
      21/05/2012 0:12

      Eu realmente não entendo, as pessoas insistem em reclamar das multas, se foi multado é porque infringiu a lei ou regra, eu acho que quem fere a regra ou a lei tem que ser punido sem excessão, é nesta excessão que os politicos tomam por base.

      • Pablo permalink
        21/05/2012 12:20

        Acho que não deixei claro a minha posição. Não sou contra as multas, sou contra o sujeito demorar um mês para saber da multa, mais uns 2 para recorrer e um ano para pagar, podendo ainda parcelar. Isso é muita mamata para infratores.

      • Guilherme permalink
        21/05/2012 12:49

        A questão é a seguinte, as multas não são feitas para educarem, são feitas nos lugares queg eram dinheiro, onde andar mais rapido não teria problema.

        É aquela coisa, por um pardal numa Free Way da vida, enquanto isso tem neguinho morrendo nas curvas da serra por que se perdeu em alta velocidade em alguma curva.
        Não é mais util um pardal na serra?
        Iria salvar vidas.

      • Eliseu permalink
        21/05/2012 13:59

        Na serra tem pardal e como tem.

  5. RicardoUK permalink
    21/05/2012 0:41

    Essa ideia de que “se foi multado, e’ porque infringiu a lei” parte do pressuposto risivel de que todas as multas sao corretamente aplicadas e, mais, que a EPTC e seus agentes sao perfeitos e nunca erram. Seria piada se nao fosse fato: meu pai, ja’ aposentado e dirigindo muito pouco (o carro chega a ficar com a bateria descarregada na garagem), certa vez recebeu uma multa por estar dirigindo na contra-mao em uma localidade da cidade em que ele nunca esteve. Algum azulzinho com a cabeca cheia de crack deve ter se confundido e anotado a placa errada. Meu pai recorreu da punicao e, obviamente, acabou pagando, sem choro. Como esse, deve haver milhoes de casos semelhantes. E’ um “servico publico” que, simplesmente, nao e’ confiavel.

    • Pablo permalink
      21/05/2012 12:23

      É bem esse o problema! Se a multa fosse bem aplicada ninguém estaria contra. A EPTC é terrivelmente ineficaz e isso beneficia o desonesto e pune o honesto, como o teu pai.

    • Guilherme permalink
      21/05/2012 12:50

      Sera que não clonaram a placa do teu pai?

      Fica de olho nisso, pode acontecer…

  6. 21/05/2012 2:01

    Aviso geral:
    Estamos procedendo verificação de endereços de e-mail.
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    Apenas a equipe do Blog vê os e-mails. Não ha problema algum colocar o e-mail verdadeiro.
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  7. 21/05/2012 9:17

    “Neste sentido, algumas coisas devem ser questionadas em Porto Alegre, como por exemplo, o uso de radares móveis em grandes e largas avenidas, onde não existem sinaleiras próximas, nem pessoas atravessando, nem escolas, nem comércio, NEM NADA, com largas faixas, vias essencialmente com a função de fluir e aperfeiçoar o trânsito, dando agilidade e locomoção para a cidade, como é o caso da Ipiranga, de boa parte da Terceira Perimetral, ou até mesmo a própria Av. Juca Batista, aqui, na zona sul.”
    CONCORDO PLENAMENTE, PARABENS PELO ARTIGO!

  8. Carlos permalink
    21/05/2012 9:27

    A velocidade máxima nas ruas e avenidas é 60 km/h…. passou desse limite é infração….tem que multar mesmo!!!!!

  9. Adriano permalink
    21/05/2012 9:53

    Concordo. Em frente o MP Estadual pessoal estaciona em placa de proíbido parar E estacionar, atrapalham todo o transito da avenida e nada da EPTC agir..e isso ocorre TODO o dia. Não possuem critérios.

  10. Felipe X permalink
    21/05/2012 10:01

    Ontem não havia luz perto do viaduto Obirici e nada de azuizinhos nas sinaleiras desligadas, típico!!

  11. Marcos permalink
    21/05/2012 11:18

    Muitas coisas sobre o trânsito são questionáveis, debatíveis, polêmicas.

    Mas uma coisa tem que ficar clara: a EPTC não faz nada além de sua obrigação, que é cumprir a lei. Se o limite na via é de 60km/h (e esperamos que a via seja bem sinalizada quanto a isso), é obrigação do condutor estar dentro dessa velocidade. As pessoas podem reclamar de uma multa a 70km/h nessas vias, o choro é válido como eu disse acima, mas devem em primeiro lugar admitir que infringiram a lei. E não adianta culpar a EPTC. Não adianta reclamar que eles ficaram escondidos atrás de arbustos, o fato é que o motorista foi contra a lei.

    Dito isso, não adianta questionar a EPTC quanto à lei. Quem devemos questionar é o LEGISLATIVO MUNICIPAL, que deve alterar a velocidade das vias. Concordo que vias como a Ipiranga poderiam ter o limite aumentado para 70km/h, mas para isso vou procurar um vereador, não a EPTC. O caminho é esse…….

    O vereador Brasinha tentou aumentar para 70km/h as vias onde hoje a velocidade é 60km/h, isso em fevereiro. Alguém tem notícia do que deu?

    • 21/05/2012 14:28

      Limite de velocidade na área urbana somente os deputados e senadores federais podem alterar o CTB. Vereador municipal não tem essa competência.
      O projeto do Brasinha acho que nem transitou pq é inconstitucional.

    • Marcos permalink
      21/05/2012 18:44

      Leandro, ninguém aqui quer “alterar” o CTB. Veja o que está escrito no §2º do Art. 61: “O órgão ou entidade de trânsito ou rodoviário com circunscrição sobre a via poderá regulamentar, por meio de sinalização, velocidades *superiores* ou inferiores àquelas estabelecidas no parágrafo anterior.”
      O limite de 60km/h para as vias arteriais, conforme o §1º do mesmo Artigo, diz o segunte: “Onde *não existir sinalização regulamentadora*, a velocidade máxima será de:” “b) sessenta quilômetros por hora, nas vias arteriais;”
      Ou seja, pode sim o Legislativo Municipal, por meio de seus vereadores, mudar a velocidade de uma via, desde que isso seja corretamente sinalizado.

  12. Eduardo Zottis permalink
    21/05/2012 11:45

    Bueno..em primeiro lugar agradeço ao Gilberto Simon pelo espaço destinado.

    Em segundo lugar, pondero desde já que escrevi este texto como uma forma de mostrar as prioridades da EPTC, que certamente não estão em consonância com o bom senso e com padrões éticos – eis que possuem cunho ARRECADATÓRIO, ao passo que tal autarquia deveria zelar pelo bom funcionamento do trânsito – e não o faz.

    Falar em direito e não falar em ética é inviável.

    Exemplo: Está na lei, o limite é de 60 km/h. Devemos seguir as regras.

    MAS, vou ilustrar dois bens jurídicos distintos para medir o grau de importância dos mesmos:

    O que é mais importante para vocês?

    CENÁRIO 1: Veículo ultrapassarem a 100 km/h na contramão em plena av. Oscar Pereira…uma das vias que mais mata em Porto Alegre;

    CENÁRIO 2: Pessoas estacionando em vagas para deficientes nas cercanías do Fóro Central da capital;

    ou

    CENÁRIO 3: Veículos trafegando a 67 km/h na av. Diário de Notícias???

    ESSE É O PONTO..há uma clara inversão de valores, pois condutores cometem atrocidades durante o dia inteiro e não há repreenda ou fiscalização. NÃO HÁ!

    Mas os radares móveis estão ali..as vezes com uma equipe de seis, sete azuizinhos.

    O debate não versa acerca da lei e da forma como atua o legislativo municipal – evidente que não é a EPTC que cria tais regras, mas certamente é ela que as conduz na prática.

    O que de fato espanta, é a atitude da EPTC frente as problemas do nosso trânsito, que de anda um pesadelo

    Mas só vemos o poder público preocupar-se em multar com esses radares pra lá de mal intencionados..e MUITO bem localizados..

  13. Eliseu permalink
    21/05/2012 13:56

    Leio muito pouco este blog, mas fiquei muito satisfeito com o resultado até o momento das pessoas que manifestaram-se, quase todas a favor das multas, isto quer dizer que o povo clama por obdiência e quer fiscalização, alguns poucos insistem em falar em cunho arrecadatório, se não houvesse infrações não haveria arrecadação, porque existe ladrão? porque existe quem compra do ladrão. Por favor senhores vamos acabar com a arrecadação da EPTC, vamos respeitar a velocidade máxima.

    • Eduardo Zottis permalink
      21/05/2012 14:36

      Lamentavelmente pessoas incentivam esse tipo de ocorrência:

      http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1653283-15605,00.html

      É..e não me surpreenderia se daqui a pouco a ETPC figurasse no rol de escândalos.

      Tem gente que ainda não aprendeu a dissociar o que significa cumprir regras e o que significa roubar, extorquir o dinheiro dos contribuintes com a justificativa do cumprimento de regras.

      Não questionar a legalidade de uma regra imposta que parece injusta é extinguir a essência da democracia. É consentir com o que está errado, com o desvio de finalidade.

      Mais uma coisa: Algumas lombadas eletrônicas sequer possuem o indicador da velocidade máxima permitida (como por ex. uma situada próxima ao Hospital Divina Providência). ISSO TAMBÉM PODE?

      Mas sempre aparece um aplaudindo..ATÉ QUE ACONTEÇA COM ELE, quando ele receber uma multa por dirigir em alta velocidade em um local onde jamais esteve.

      E adiante recorrer administrativamente?

      Piada.

      • 21/05/2012 15:11

        As multas por radar são as mais faceis de identificar. Erro acontece, mas como tem foto é fácil verificar o erro.

        O que pode ocorrer é carro clonado. E a multa ajuda a identificar. Acho que ninguem quer que tenha outro carro com a mesma placa (e as vezes o mesmo modelo) por ai, pq se der acidente vai se incomodar. Logo a multa ajuda muito a identificar no inicio (o cara que está com o carro clonado passa sempre em alta velocidade pq ele não recebe as multas).

        Certamente nas lombadas eletronicas que não tenha velocidade informada não está multando. Se tiver é só comunicar ao MP que tenho certeza que eles vao fazer a lei ser cumprida. Já para os pardais isso não vale. Pq agora não precisa ser informado com placa. Mas pelo que sei, sempre tem uma placa do limite de velocidade antes.

      • Eliseu permalink
        21/05/2012 15:21

        Já fui multado por estacionamento injustamente recorri documentei e a multa foi extornada.

      • Felipe X permalink
        21/05/2012 15:35

        O que eu sei é que ninguém acha que merece ser multado e arranja uma racionalização em cima da infração.

  14. 21/05/2012 14:32

    Se fosse ciclista pedalando na Diario de Noticia que é via simples vc dirá:

    - 60km/h já é muito
    - andar a mais de 60km/h em fila dupla onde não é permitido pior ainda
    - nem falar que tem que reduzir velocidade e manter 1,5m de distancia

    Se fosse pedestre tentando cruzar a faixa (mesmo em cima da faixa de seguranca – acho que tem 3 em toda a extensão da orla) dirá:

    - 60km/h já é muito
    - andar a mais de 60km/h em fila dupla onde não é permitido pior ainda
    - e o pessoal não vai parar caso o pedestre já esteja atravessando (ou passando na faixa de segurança)

  15. 21/05/2012 14:40

    Eu não vejo sentido a andar a mais de 50km/h em POA. Simplesmente impossível transitar com segurança a cima dessa velocidade.

    Em todas as vias que as pessoas acham que pode ser de 70km/h existem:

    - Faixa de segurança que não tem sinaleira (impossivel parar o carro para o pedestre passar)
    - Mesmo onde tem sinaleira com a faixa em baixo, o carro tem que parar (visto que o pedestre está errado em passar no vermelho dele, mas o motorista não muda a obrigacao de parar para o pedestre que tem prioridade)
    - Na Ipiranga tem conversão a esquerda.
    - A cada esquina tem semáfaro. Não tem logica correr a 70km/h e ficar parado logo adiante.
    - É via urbana, logo se pedestre estiver atravessando, o motorista é obrigado a parar. É dele a responsabilidade.
    - Tem que ter 1,5m de distancia do ciclista (ou seja, mudar de faixa), e reduzir velocidade. Pra quem tem alguma noção, sabe que acima de 60km/h (inclusive) você não consegue proteger o ciclista. A responsabilidade é do motorista pela segurança do ciclista.

    Em POA somente a Castelo Branco é de via rápida. Óbvio, pq não tem pedestre na via. Bicicleta é inclusive proibido de trafegar em via rápida municipal. Claro, depois da ponte do guaíba, começa a rodovia BR/290, onde pode pedalar e existe muitos transito de pedestre (e a velocidade aumenta para 110km/h para o azar de quem tem que atravessar a via).

  16. Georgeano permalink
    21/05/2012 15:12

    Porto Alegre é umacidade grande e precisa de vias rápidas e expressas emalgumas partres dela. Não digo que todas as avenidas tem que ser assim. Mas umas 3 ou 4 avenidas poderiam ser mais ligeiras. Mas aqui nunca se pensa um pouco mais ousadamente, em assunto nenhum.

    Isso não quer dizerque significa dar prioridade para os carros. Porto Alegre precisa de transporte público muito melhor, pois a soução é essa, transporte público. Mas uma coisa não exclui a outra.

    Várias capitais tem várias avenidas de 70 por hora, ou mais. Mas claro, Porto Alegre é superior e o mundo inteiro está errado, esqueci disso.

    • Felipe X permalink
      21/05/2012 15:42

      Favor listar as capitais com estas avenidas e se as mesmas não são congestionadas.

    • 21/05/2012 15:43

      Qual avenida por exemplo tem que ser de transito rápido ?

      Só pra lembrar, existem normas tecnicas para o municipio mostrar que é de via rápida. Mas pelo meu conhecimento de cidade, somente a Castelo Branco tem esses requisitos em POA.

      Lembrando que a prefeitura não é capaz de aumentar o limite para 70km/h mas sim fazer a via ser de transito rápido (obedecendo claro as normas).

  17. Georgeano permalink
    21/05/2012 15:21

    Lógico que vias mais rápidas tem a ciclovia a uma distância bemm ais segura, tem locais especiais para a travessia de pedrestres, e pricipalmente, a avenida tem que ser sem acesso direto a lotes lindeiros. Ninguém é imbecil de botar avenida de 80 por hora em avenidas comuns que não comportam isso. Mas é isso que muitas pessoas assustadas estão escrevendo aqui no blog.

    Uma cidade grande tem que incvestir muitissimo em transporte puvlico. Mas tambem que ter algumas soluções de porte para o transito,ao menos am alguns locais. Uma coisa não exclui a outra.

    Uma coisa só exclui a outra quando começamos a pensar filosoficamente, emocionalmente e ideologicamente. O que estou vendomuito aqui.

    Em tempo: eu sou cliclista. Desde sempre. E tambem ando de onibus.

    • 21/05/2012 17:02

      Georgeano,

      Me dá um exemplo de avenida que possa ser rápida aqui em POA ?

      O CTB diz bem claro: pedestre é obrigado a usar a faixa de segurança e/ou passarela caso essa esteja a 50m. Em outras palavras, “locais especiais para a travessia de pedrestres” para via rápida tem que ser poucas, entao a via nao pode ter muitos pedestres usando.

      Pega o caso da maior parte das rodovias aqui do estado que atravessa a via urbana, todas elas são 60km/h o limite. tudo por causa da população que mora na rodovia que tem que ter segurança tb. Passarela não adianta muito (em rarissima ocasião), mas aí é outro problema.

      Já falou que a solução é transporte público. Via rápida nenhuma cidade evolui com essa ideia.

      Acho que quase todos andam ou alguma vez andaram de bicicleta. Acho que esse é teu caso. Mas pelo que eu conheco (vou todos os dias trabalhar de bike do Teresopolis até o centro), todos os ciclistas não gostam de locais que os carros ficam a 60km/h. Aumentar a velocidade vai ser extremamente perigoso para essa parte da população.

      “Ciclovia” em POA somente da ipanema e aquela bosta do Barra Shopping. Agora tb da icarai e da restinga. Se nao tiver sorte de morar e transitar so nesses locais, vai ver que se quiser usar a bicicleta em POA vai ter que usar a pista. E com velocidade alta e bicicleta não combina.

  18. Felipe X permalink
    21/05/2012 15:40

    Essa discussão da velocidade máxima é inócua por que poa não é muito espalhada, é bastante densa. Boa parte das pessoas ganharia muito pouco ou nada com o aumento do limite pois o problema real é congestionamento.

    Mas é claro que tem sempre algum político tentando capitalizar votos assim em de resolver o problema realmente, que é bem mais difícil.

  19. Pablo permalink
    21/05/2012 16:35

    Se dividirmos o total de multas por todas os recursos que a EPTC perde (se perdeu é porque a EPTC estava errada) tem-se o índice de acertos das multas da EPTC. Alguém sabe esse índice?

  20. Fernando permalink
    21/05/2012 17:45

    É só o condutor andar dentro do limite (inclusive há uma tolerância de 10%) que não será multado. Simples.

    E o aumento da velocidade como uma maneira para diminuir o congestionamento chega a soar como algo inocente, já que o problema está muito mais na quantidade de veículos na vias do que simplesmente a velocidade permitida.

  21. 21/05/2012 19:43

    Na União Europeia inteira (inclusive na Alemanha das AutoBahns), não se pode andar a mais de 50km/h em NENHUMA área urbana.

    Cidade não é lugar para correr. Ponto.

  22. Enrico Canali permalink
    21/05/2012 19:49

    Boicote a “indústria da multa”: respeite o limite de velocidade.

    • JULIÃO permalink
      21/05/2012 22:14

      Apoiado!

      Em pouco tempo esses radares móveis (e fixos) seriam desnecessários e a EPTC poderia utilizar seu efetivo para outras funções de trânsito.

  23. Cleto Guedes permalink
    21/05/2012 23:20

    Tenho certeza absoluta de que se fizesse um estudo no perfil das multas da EPTC, concluiríamos que 95% delas são durante o horário comercial, onde as pessoas usam o carro para a locomoção, e o limite excedido é muito pequeno.Em compensação, nos horários em que os “malucos” saem pra rua há pouca fiscalização.

    • Adriano Silva permalink
      22/05/2012 0:35

      Tu captou a essência do problema que está pessimamente exposto no post principal. Outro problema é que a maior parte dos acidentes graves ocorre com motos, mas os radares móveis não multam motos pois elas não tem placa na frente.

      Minha sugestão: com a lei de acesso as informações, poderíamos pedir os laudos técnicos que basearam a escolha dos locais dos radares móveis e pardais. Basta isso para verificarmos se realmente a única intenção é evitar riscos à vida.

      Olhando no maparadar.com, dando zoom para pegar a maior parte da cidade, a impressão é que os radares foram espalhados pela cidade de forma a interceptar o maior número de motoristas possível, como se estivessem colocados de forma que cada motorista sempre acabasse se deparando com pelo menos um deles no seu caminho diário. Se a característica do local fosse critério predominante, imagino que teríamos uma distribuição menos uniforme de radares.

      Eu apoio termos só radares móveis, sem aviso de local, com abordagem do motorista para que sua carteira seja anotada na hora e ele então seja plenamente educado. Perto de escolas acho que o ideal são os quebra-molas mesmo.

      • Miguel Luis permalink
        22/05/2012 12:01

        Pessimamente exposto? Só se você tem algum problema cognitivo..

  24. Enrico Canali permalink
    22/05/2012 2:35

    Além de quebra-molas, que são incômodos para quem dirige, há outras estratégias de moderação de tráfego (“traffic calming”) que poderiam ser mais usadas, conforme a situação. Essas estratégias levam os motoristas a instintivamente aliviarem o pé, como por exemplo ruas com faixas um pouco mais estreitas, mais sinuosas, com vagas de estacionamento alternando os lados (três vagas de um lado, depois mais três do outro, e assim por diante), e o próprio pavimento feito de blocos intertravados de concreto em vez de asfalto (como na Santa Teresinha, entre a Venâncio e a José Bonifácio), que passam a mensagem subliminar de que ali não é lugar para correr.

  25. Georgeano permalink
    22/05/2012 8:56

    Portoalegrenses deveriam conhecer mais outras cidades fora deste mundinho.
    Perguntaram se tem no Brasil vias urbanas com velocidade maior que 60 km/h.

    Algumas:

    - Avenida da orla de Salvador – parece que a velocidade é 70

    - Avenida Sernambetiba, da orla da Barra da Tijuca, no Rio – 70 por hora

    - avenida da orla do Leblon e Ipanema – 70 por hora

    - Avenida Atlantica, em Copacabana – 70 por hora

    - Avenida das Americas, que anda dentro da Barra – 80 por hora

    - Todos os grandes tuneis do Rio – 90 por hora

    - Aterro do Flamengo – 90 por hora

    - Avenida Epitacio Pessoa, que circunda a Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio – 70 por hora

    - Beira Mar Norte, em Florianopolis – 70 por hora

    • Enrico Canali permalink
      22/05/2012 12:12

      Agora cita UM exemplo na Europa que seja a mais de 50km/h.

    • RicardoUK permalink
      22/05/2012 12:34

      Ciclista falando bobagem acima. Em Londres, por exemplo, ha’ vaaarias avenidas onde o limite e’ 40mph (ou 64km/h), o que ja’ acaba com tua teoria. Alias, as arterias principais tem limite de 50mph, ou 80km/h (seriam equivalentes ao que e’ a Terceira Perimetral em POA, com a diferenca que nao ha’ sinaleiras a cada 200m igual os jumentos fizeram em POA). Eu sei porque eu dirijo em Londres e tive que fazer o teste pra tirar a carteira, decorar o Codigo de Transito e tudo e, portanto, o que tu falou e’ “nonsense”. Em outras capitais (Berlim, Paris) o limite tambem e’ maior que 50km/h nas principais avenidas da area urbana. E’ bem verdade tambem que, nessas avenidas de 80km/h o trafego de bicicletas e’ proibido. Deveriam fazer o mesmo em POA, porque a Perimetral, por exemplo, nao e’ lugar pra andar de bicicleta.

  26. Enrico Canali permalink
    22/05/2012 15:20

    RicardoUK, minha fonte é a página oficial da Comissão Europeia, no link transportes -> segurança de tráfego.

    “(…)The general speed limit for rural roads in EU Member States is mostly 80 or 90 km/h and for urban roads 50 km/h.”

    http://ec.europa.eu/transport/road_safety/specialist/knowledge/speed/speed_limits/current_speed_limit_policies.htm

    • RicardoUK permalink
      22/05/2012 20:04

      O termo “general” da a entender claramente que esses limites nao sao regras, como tu supos, ao afirmar “agora cita UM exemplo na Europa”. Foi o que eu fiz, citei UM exemplo, no caso Londres, onde ha’ limites de mais de 50km/h (bem mais).

  27. Henri Breton permalink
    22/05/2012 16:04

    Como me causa desconforto alguém defender aumento de velocidade em Porto Alegre. No passado associava isso a uma suposta redução de escolaridade de quem emitia esse tipo de opinião. Depois vi que não, vinha em especial de pessoas com melhores condições sócio-econômicas. Dói ver minha mãe tentando atravessar a Felipe Camarão, rua estreita e num bairro residencial do Bom Fim. O esforço que ela faz para atravessar uma rua daquele porte é comovente. Ela sequer é tão idosa, tem 70 anos. Para aumentar a velocidade do deslocamento na cidade a solução passa pelo transporte público de boa qualidade. Não falo em níveis europeus, isso é demais para nós, brazucas. Mas copiar sistemas de países pobres como Equador, Colômbia e México já seria de boa monta. Tenho certeza que o nosso prefeito não se deu ao trabalho de ver como é excelente o sistema de Quito, bom e barato. Lá, tu te deslocas por USD 0,25 em alta velocidade média ( em torno de 45km por hora, quase padrão metrô) no seu bem modelado sistema de BRT mixto – diesel e trólebus. No México vi dois sistemas excelentes de BRT, na capital Federal e em Guadalajara. Em Cartagena e Lima vi a construção de outros. Em Bogotá, mega cidade vi um excelente sistema de BRT, muito inteligente, embora tenha gente demais naquela cidade…acho que deveriam ter feito pelo menos uma linha de metrô no trecho de maior densidade. Porto Alegre é pequena, e não tem previsão de crescimento populacional O metrô será um erro, pois será caríssimo para construir, demorado e oneroso para manter. É um mito dizer que a manutenção do sistema de transportes de passageiros por trilhos é mais barato que o de pneus. Para rentabilizar o sistema, tem que haver muitos passageiros. O modelo do metrô prpoposto não transportará 150.000 pessoas por dia. Um excelente BRT pode transportar com folga 45.000 por hora. Bons sistemas de BRT com 4 ou 5 terminais estrategicamente posicionados certamente dariam um salto de qualidade no transporte público de Porto Alegre; aquele cara que prefere o conforto do seu carro, poderia, aos poucos, optar pela rapidez e redução de custo do sistema público. Mas do jeito que é nosso transporte público entendo o cara ficar no conforto do carro mesmo que num engarrafamento, do que migrar para o desconforto do ônibus com horários que não te dão confiança. Aumento de velocidade média de deslocamento é a mudança revolucionária do sistema público de transporte. Porto Alegre poderia conhecer o BRT, com o custo entre 2 e 3% do metrô subterrâneo, conforme várias publicações da Revista Ferroviária ( http://www.revistaferroviaria.com.br). Mas somos porto alegrenses e gaúchos…..somos brasileiros……..gostamos de gastar….e mal. Enfim!

    • André permalink
      22/05/2012 18:38

      Engraçado os contra-tudo em Porto Alegre.

      O que o colunista defendeu foi aumento do limite de velocidade em vias rápidas, o que não é o caso da rua Felipe Camarão.

      Certamente existe uma máfia de multas em Porto Alegre..mas este povo manso acaba aceitando.

      Os opositores da idéia parecem que sequer digirem.

      Eu sou taxista, e sei da importancia do aumento da velocidade.

      No mais..talvez alguns prefiram carroças circulando por Porto Alegre..

      • Henri Breton permalink
        22/05/2012 18:48

        Um adendo…sei que interpretar textos nem sempre é o forte das pessoas…..aliás, o que menos quis foi vincular a Felipe Camarão na solução proposta…..quanto a vias rápidas, atravessar uma rua do porte da Juca Batista é um martírio com carros vindo a 60Km……se vierem a 70km, será bem pior……10 km/h representam acréscimo de 16,66 na velocidade……tomara que nossos vereadores, que custam caro demais para a sociedade, diga-se de passagem, não adiram a essa absurda idéia…..oremos!!!

      • Eliseu permalink
        22/05/2012 23:13

        Não são todos eu até acho que deve ser uma minória, mas aumentar a velocidade, imagine alguns taxistas vão se sentir donos das vias, em Porto Alegre, em qualquer dia até em dia que as pessoas deveriam estar passeando(domingo) é impossivel andar a 40km/h em lugar que a velocidade é 40km/h é uma missão dificil.

      • Eliseu permalink
        22/05/2012 23:19

        Vou dizer uma grande bobagem para o momento, mas em um futuro não tão distante as pessoas vão voltar a andar de carroça, se alguem em 1980 falasse que em 2012 haveria tanta gente andando de bicicleta muitos diriam que seria uma besteira.

      • Fernando permalink
        23/05/2012 10:09

        Olá, André. Você entende muito mais da vivência do trânsito do que eu, certamente. Mas acho que você está confundindo velocidade com fluidez. Não adianta a velocidade ser mais alta se o trânsito não flui.

        Eu também questiono alguns limites de velocidade. Onde moro, existe uma avenida de grande fluxo local em que a velocidade permitida é de 40 km/h. Acho pouco. Pelas condições da via, poderia ser tranquilamente 50 Km/h.

        Agora o caso da Juca Batista e de outra grande avenidas, como Protásio Alves, Bento Gonçalves, Assis Brasil… o aumento de 60 para 70 é, na minha visão, muito temerário. São vias que não tem condições até de segurança pra suportar esse aumento. Acho que só a Ipiranga e a Perimetral teriam condições. Mesmo assim, ressalto que o problema maior é a fluidez.

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