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Dmae instala última tubulação do emissário subaquático do Pisa

31/07/2012

Emissário é composto por 22 tubos numa extensão de 11 quilômetros Foto: Luciano Lanes/PMPA

O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) realiza nesta quarta-feira, 1º, às 11h, a instalação no leito do lago Guaíba do último tubo do emissário subaquático do Projeto Integrado Socioambiental (Pisa). Esse tubo, em polietileno de alta densidade (PEAD), tem 1m60cm de diâmetro e 500 metros de extensão. Com esse procedimento, o Dmae conclui a implantação desse trecho do emissário, composto por 22 tubos numa extensão de 11 quilômetros, entre o bairro Cristal e a Estação de Tratamento de Esgoto da Serraria, na zona Sul da cidade. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O evento vai ocorrer na avenida Diário de Notícias próximo à Estação de Bombeamento de Esgoto do Cristal, onde está localizada a chaminé de equilíbrio e o mirante. Após a instalação do tubo, ficarão faltando apenas realizar pequenas interligações para concluir totalmente o projeto do emissário subaquático.

Diferenciais da obra do Emissário Subaquático

A produção dos tubos – No Brasil não existiam empresas que produzissem tubulações com o diâmetro necessário. A empresa contratada pelo Dmae, via licitação, importou a tecnologia para produção e, com isto, o Brasil passou a dispor da possibilidade de atender a este mercado.

A logística – As tubulações foram produzidas em São Paulo e transportadas por rebocadores via marítima desde São Vicente até Rio Grande e, depois, de Rio Grande pela Lagoa dos Patos até o Lago Guaíba

A instalação – Para submergir as tubulações do emissário subaquático, foi necessária a intervenção de mergulhadores e dragas dentro do lago.

Construção da Estação de Tratamento de Esgoto da Serraria

A obra da Estação de Tratamento de Esgotos Serraria, localizada na zona Sul da cidade conta com cerca de 700 trabalhadores. São mais de cinco hectares em obras. É neste local que serão tratados os esgotos coletados nas bacias do arroio Tamandaré (parcial), do arroio Dilúvio, do arroio Cavalhada, do arroio Capivara e do arroio do Salso. O sistema de tratamento será em nível terciário, o que vai garantir que após o tratamento a água seja devolvida ao Guaíba em condições muito superiores àquela em que foi captada. A capacidade de tratamento da ETE corresponderá a 4.100 l/s.

Sobre o Projeto Integrado Socioambiental

O que é – Projeto da Prefeitura de Porto Alegre que tem como principal objetivo elevar o índice de capacidade de tratamento dos esgotos na cidade, dos atuais 27% para 77%. Isso significa resgatar gradativamente a balneabilidade das praias do lago Guaíba, proteger as nascentes e recuperar os arroios de Porto Alegre. É a maior obra de saneamento da história da cidade.

População atendida – Serão atendidas diretamente 800 mil pessoas, mas indiretamente toda a população de Porto Alegre será beneficiada com a retomada da balneabilidade do lago Guaíba e com o tratamento do esgoto cloacal, melhorando a qualidade de vida e a proteção do ambiente.

Investimento – R$ 586 milhões – total; R$ 383 milhões – em obras de esgotamento sanitário.

Fontes de Recursos – Financiamento BID – R$ 203,4 milhões; Financiamento CEF – R$ 316,2 milhões; Contrapartida do Dmae/PMPA – R$ 67,1 milhões.

O que muda com a conclusão do Projeto em 2012

  • O percentual de esgoto cloacal tratado em Porto Alegre será elevado de 27% para 77% e contará com o sistema de tratamento terciário.
  • 800 mil pessoas serão beneficiadas diretamente com a coleta e o tratamento do esgoto cloacal.
  • Haverá melhorias no sistema de abastecimento de água de Porto Alegre, com a redução do uso de químicos para tratar a água bruta.
  • Haverá aumento de 30 hectares de áreas de proteção ambiental e lazer nas regiões de abrangência do Projeto.
  • Haverá aumento de 10% no Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (Idese) medido pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) na Capital.
  • Haverá melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da população diretamente beneficiada.
  • Haverá geração de emprego e renda.
  • Haverá melhoria nas habitações da população que vive às margens do arroio Cavalhada.

 Prefeitura de Porto Alegre

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11 Comentários leave one →
  1. Jeclecler permalink
    31/07/2012 23:41

    Baita obra. E raramente elogiam.
    Parabens!

  2. JULIÃO permalink
    01/08/2012 8:01

    Concordo, ainda mais que dificilmente vemos um cidade aplicar quase 600 milhões em uma estrutura que não aparece, mas que é vital para a melhoria da qualidade de vida urbana.

    Agora, o próximo passo é chegarmos a 100% de recolhimento e tratamento do esgoto.

  3. Guilherme permalink
    01/08/2012 9:05

    Baita noiticia….

    Pra torrar a paciencia sobre qualquer besteirinha eles torram, mas na hora de falar de uma das maiores e mais importantes obras dessa cidade… um sileeencio….

  4. Lau permalink
    01/08/2012 11:34

    Uma obra incrível e que certamente vai melhorar a vida de muitas pessoas! Fico feliz com esse investimento e parabenizo Fortunati pela estrutura!

  5. Mateus Berg permalink
    01/08/2012 11:44

    Até que enfim se tomou uma atitude quanto à esse tema, essa obra é incrível pelo seu tamanho e ainda mais incrível quando paramos para pensar quanto tempo a falta de investimentos e esse assunto foi ignorado na cidade. Agora: acho que já passou da hora de tratarmos a região como a metrópole que é, e imaginar um plano completo de tratamento de esgoto das cidades da região metropolitana toda. Amigo meu biólogo me relatou verdadeiros crimes cometidos no vale dos sinos e no rio Gravataí.

  6. Adriano permalink
    01/08/2012 12:31

    Melhor obra da década de Porto Alegre, até agora.

    • Carlos Fernando permalink
      01/08/2012 15:03

      Obra que durou a década inteira e mais um pouco, diga-se, sem contar os estudos preliminares.

  7. Alex permalink
    01/08/2012 15:33

    Com certeza, uma excelente notícia!

    Agora só falta as outras cidades da Região Metropolitana seguirem o mesmo exemplo (salvo casos que já estão fazendo, como Cachoeirinha).

  8. 01/08/2012 15:59

    Realmente, é uma obra muito importante; mas as ligações domiciliares ao sistema têm que ser feitas, sob pena de não funcionar. Por analogia, é uma situação parecida com a das estradas principais, asfaltadas – se os pequenos trechos de acesso municipal não forem feitos, as estradas perdem muito em sua eficácia. Assim, a PMPA tem que dar continuidade ao processo garantindo a plenitude das ligações domiciliares ao sistema principal.

  9. RicardoUK permalink
    02/08/2012 9:38

    Se o PT tivesse feito seu trabalho direito la’ atras no seu primeiro governo, ja’ poderiamos estar com o Guaiba limpo em varias regioes…

    • 02/08/2012 9:46

      As vezes tu fala coisas muito certas Ricardo!

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