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Fortunati: “Estávamos vivendo uma guerra civil na Cidade Baixa”

17/08/2012

Samir Oliveira

“Desregramento estava gerando confusões, incompreensões e discussões”, diz prefeito e candidato à reeleição em Porto Alegre | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

O prefeito José Fortunati (PDT) considera que o decreto 17.766, que estipula regras específicas para o funcionamento dos bares da Cidade Baixa, pacificou as disputas que estavam ocorrendo entre moradores do bairro, frequentadores, empresários e trabalhadores. Nesta entrevista ao Sul21, o pedetista diz que havia uma “guerra civil” na Cidade Baixa e avalia que a atuação da Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (SMIC) foi correta em fechar estabelecimentos que estavam irregulares.

Nesta entrevista, Fortunati explica os projetos em andamento na prefeitura e a plataforma de sua candidatura à reeleição. Em relação às obras viárias, o prefeito garante que irá discutir os casos específicos, como o túnel da rua Anita Garibaldi, que enfrenta resistências por parte da população. E anuncia que está negociando com os proprietários a inserção do sistema TRI nas lotações.

Fortunati ressalta a política de monitoramento eletrônico, por meio de câmeras, como forma de combater a violência e cobra do governo do Estado o aumento do contingente de policiais militares na cidade. “Há um descompasso. Deveríamos ter mais de cinco mil brigadianos em Porto Alegre e temos apenas 2.600″, critica.

A entrevista com José Fortunati faz parte da série especial feita pelo Sul21 em razão das eleições. O prefeito recebeu a reportagem no dia 1 de agosto e é o quarto – entre os sete candidatos – a ter uma entrevista publicada, seguindo a ordem alfabética dos nomes.

Sul21 – Há uma queixa muito grande, especialmente por parte dos jovens, quanto ao fechamento de bares em Porto Alegre, principalmente na Cidade Baixa, onde a SMIC realizou a Operação Sossego em novembro de 2011 e fechou 22 estabelecimentos.

Fortunati – Tenho acompanhado as discussões. Teremos uma assembleia hoje à noite (a entrevista foi realizada no dia 1/8, antes da última reunião do grupo de trabalho da Cidade Baixa, que decidiu tornar permanente o decreto de regulamentação dos bares). Estamos dialogando com moradores, empresários e músicos. Estou convencido de que estamos chegando a um bom termo no que diz respeito à Cidade Baixa. Não podemos perder a visão de que a Cidade Baixa é um bairro boêmio e cultural extremamente fortalecido, mas que, como qualquer zona da cidade, precisa ser regrado. O desregramento estava gerando confusões, incompreensões e discussões. Estávamos vivendo uma guerra civil na Cidade Baixa. Depois de adotarmos o decreto com medidas especificas para a Cidade Baixa, conseguimos que alguns bares e músicos voltassem a trabalhar. Criamos um novo conceito, tanto que agora há o movimento Cidade Baixa em Alta, que é para revalorizar o bairro, e nós somos parceiros. Temos interesse que a Cidade Baixa seja um bairro boêmio e que os moradores saibam das regras que norteiam as atividades noturnas. Estou convencido de que o que fizemos em relação à Cidade Baixa, com amplo diálogo em todos os setores, foi extremamente positivo pra cidade.

Sul21 – Há uma crítica muito forte sobre a SMIC que diz que a secretaria estaria atuando no fechamento dos bares, ao invés de orientar os estabelecimentos a se regularizarem. Qual a orientação dada pelo senhor à SMIC?

Fortunati – Em alguns casos da Cidade Baixa, o Plano Diretor não permitia a regularização, porque prevê uma distância mínima entre bares. Criamos uma exceção que permitiu aos bares se regularizarem. Infelizmente, alguns vereadores desconhecem a lei ou fazem um discurso eleitoreiro nesse período. Era impossível que a SMIC fechasse os olhos para bares irregulares, ela tinha que cumprir sua função. Mas buscamos uma solução. O decreto normatizou isso e a SMIC ajudou a construir essa solução, tanto é que a condução do processo está sendo feita pelo secretário Omar Ferri Júnior. A SMIC não está na Cidade Baixa só para punir. Está lá para buscar soluções. Obviamente que os agentes da SMIC têm que autuar. Não podem fazer de conta que as irregularidades não existem.

Sul21 – Quais são os seus projetos para melhorar a mobilidade urbana em Porto Alegre?

Fortunati – Nenhuma cidade de médio e grande porte consegue resolver o problema de mobilidade sem um forte investimento no transporte coletivo. Porto Alegre tem um sistema de ônibus que é bastante razoável e muito qualificado. A frota tem uma vida média de 4,5 anos, a menor vida média do país, e há enraizamento em todos os bairros. Mas o sistema já começa a mostrar a incapacidade de atender plenamente a população.

Sul21 – E o que fazer para tornar o sistema de transporte público mais eficiente?

Fortunati – Estamos preparando uma licitação para o próximo ano que irá procurar operar melhor a distribuição das linhas de ônibus em toda a cidade. Paralelamente a isso, estamos trabalhando em obras nas avenidas Protásio Alvez, Bento Gonçalves, Tronco, Padre Cacique, João Pessoa, Salgado Filho e Borges de Medeiros, onde colocarmos os BRTs. É um sistema moderno que vai permitir que esses corredores de ônibus tenham somente BRTs.

Sul21 – Como esse sistema se ligará com o metrô?

Fortunati – Com o metrô, estaremos cobrindo especialmente a Zona Norte. Teremos uma estação de acolhimento do metrô logo após a FIERGS que fará a integração dos ônibus que vêm de Alvorada, Cachoeirinha e Gravataí. Não será mais necessário que venham até o Centro. E os ônibus que vêm da Região Metropolitana pela BR-116 ou pela BR-448 irão até a estação Cairú e também farão conexão com o metrô. Assim, os ônibus que cobrem a Zona Norte servirão como fonte alimentadora do metrô. Por isso não havíamos feito ainda a licitação dos ônibus, porque não havia a definição do metrô. Essa licitação terá que prever uma ligação direta entre o sistema de ônibus na Zona Norte e o metrô.

Sul21 – Com essas ações, o número de ônibus no Centro tende a diminuir?

Fortunati – Hoje são mais de 30 mil viagens de ônibus para o Centro histórico de forma desnecessária. Com os BRTs e com o metrô evitaremos que venham até o Centro e daremos melhor qualidade, conforto, segurança e rapidez para que o usuário possa se deslocar até o Centro e do Centro para os bairros.

Sul21 – Como as lotações se inserem nessas mudanças?

Fortunati – As lotações de Porto Alegre são um modelo para o país. Fizemos um acordo com a ATP e a ATL para que até o final do ano as lotações aceitem o sistema TRI.

Sul21 – Inclusive com os descontos para estudantes?

Fortunati – Isso ainda estamos discutindo. O problema é que, diferente do sistema de ônibus, as lotações basicamente pertencem a um único proprietário. Então é muito mais difícil essa discussão.

Sul21 – E quanto às bicicletas? É um meio de transporte com cada vez mais usuários em Porto Alegre.

Fortunati – Quando falamos em mobilidade urbana, obrigatoriamente estamos falando em bicicleta. Nos próximos 30 dias passará a funcionar o sistema de aluguel de bicicletas. Será o mesmo adotado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Começará com 30 pontos de aluguel. As pessoas não precisarão devolver a bicicleta ao ponto de origem. E será tudo por meio de parcerias, o poder público não irá gastar um centavo.

Sul21 – Como está a construção de ciclovias na cidade? O senhor foi bastante criticado por ter inaugurado apenas 400 metros na avenida Ipiranga.

Fortunati – Inaugurei a ciclovia da Restinga há mais de 30 dias. Na Ipiranga, estamos com um novo trecho em obras, que vai da avenida Praia de Belas até o Beira Rio. O Zaffari já informou que começará outro trecho no início de setembro. Então acreditamos que até o final do ano a ciclovia da Ipiranga esteja concluída. Estamos concluindo o projeto executivo da avenida Sertório, que deve ficar pronto em mais de 60 dias, e já temos recursos próprios para começar a obra. Todas as vias novas que estão sendo feitas para a Copa do Mundo terão ciclovias. Procuramos atender ao máximo essa grande demanda da população, que é extremamente legítima. Eu tenho bicicleta e constato que houve um aumento bastante razoável de ciclistas na cidade, o que é muito bom. Na medida em que aumenta o número de ciclistas, os motoristas passam a ter maior envolvimento com eles e, consequentemente, começa a mudar a cultura da falta de respeito com a bicicleta.

Sul21 – Como estão as grandes obras viárias em curso na cidade, em função da Copa do Mundo de 2014?

Fortunati – Não podemos deixar de considerar o sistema de transporte privado. Temos uma das maiores médias na relação veículo/habitante do país. Estamos fazendo obras viárias importantes que servem para o transporte coletivo e para o privado. São dez grandes obras e, para mim, a principal é a duplicação da avenida Tronco, porque envolve a remoção de 1,4 mil pessoas que vão para o programa Minha Casa, Minha Vida, o que vai dar uma nova qualidade de vida a essas famílias. Temos também a duplicação da avenida Beira Rio e cinco obras na 3ª Perimetral: são dois viadutos e três trincheiras, mais a Severo Dullius, que vai desafogar toda a Zona Norte na passagem por trás do aeroporto Salgado Filho.

Sul21 – A trincheira da rua Anita Garibaldi enfrenta fortes resistências dos moradores locais.

Fortunati – Estamos negociando. No que diz respeito às árvores, estamos fazendo todo um processo de remanejo junto a SMAM. Não tenho duvida de que hoje aquele cruzamento é uma fonte altamente poluidora, ambientalmente e em ruídos, que causa congestionamento e stress nas pessoas. A retirada de 30 árvores pode ser considerada uma agressão. Mas não tenho dúvida de que é uma boa obra, pois faremos o remanejo das árvores e plantaremos muitas outras como medida compensatória. Eliminaremos um dos piores entroncamentos da cidade. Mas vamos fazer isso de forma discutida e negociada com a comunidade.

Sul21 – Quais são os projetos para a área da saúde? Há uma meta de aumentar o número de postos de Saúde da Família?

Fortunati – Quando assumi em março de 2010 deixei claro que a prioridade absoluta seria a saúde. Começamos a fazer um grande processo de choque de gestão na saúde pública, que passa pela criação do Instituto Municipal de Saúde da Família (IMESF), que já fez concurso público. Estamos chamando os profissionais para que possamos ir ampliando gradativamente os postos. Já estamos com 170 e até o final do ano chegaremos a 200. A ideia é que possamos continuar crescendo. Além dos postos, estamos investindo na informatização da área da saúde e isso está trazendo dois ganhos muito sensíveis. O primeiro deles é permitir que o sistema dialogue de forma ágil com o Estado.

Sul21 – Sua principal adversária, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) tem dito que Canoas presta um atendimento muito melhor que Porto Alegre em termos de saúde pública.

Fortunati – As pessoas têm comparado Porto Alegre com Canoas, mas não tem comparação. É só apanharmos o índice de desempenho do SUS. Porto Alegre está no grupo 1, que reúne as administrações com melhor infraestrutura e condição de atendimento. Somos a quarta capital do país e a sexta cidade a ter o melhor atendimento pelo SUS. Canoas, com todo o respeito, está no nível 2, que tem média administração, infraestrutura e condições de atendimento. Estão em 33º lugar no país. É para Porto Alegre que as pessoas vêm quando precisam de atendimento em saúde. De cada 10 pacientes que do SUS, cinco não são de Porto Alegre.

Sul21 – Como está o processo de informatização da área?

Fortunati – Tivemos que fazer uma grande parceria de informatização com o governo do Estado para que todo o sistema de consultas do Interior e o nosso estejam conectados. É um grande avanço e vamos aprimorar para que tenhamos todo o processo de informatização de consultas em todas as unidades. A segunda vantagem disso é a regulação de leitos. A prefeitura é responsável pela coordenação do SUS no que diz respeito aos leitos. Em 2010, quando assumimos, tínhamos a coordenação de apenas 2% dos leitos. Ou seja, para cada 100 leitos, só sabíamos quem ocupava dois. E com isso tínhamos fraudes e a prática do “Quem Indica”. Não era só de deputado que indicava pacientes. Era o médico que furava a fila, era o dono do hospital, era o empresário influente que fez doações ao hospital… Agora estamos com 45% dos leitos regulados, numa parceria com as instituições, e vamos chegar ao final do ano com 100%. Isso vai tornar o sistema muito mais justo e dar uma transparência maior.

Sul21 – Nos últimos anos, Porto Alegre tem sofrido com o fechamento de hospitais e, consequentemente, a diminuição no número de leitos.

Fortunati - Historicamente, o Rio Grande do Sul e Porto Alegre têm fechado hospitais e leitos. Neste ano estamos fazendo o caminho inverso e reabrindo 354 novos leitos. Com a reabertura dos hospitais Independência e Luterano, e com a construção do Hospital da Restinga, chegaremos a 1.077 leitos em 2014. É um número fantástico. Hoje há em torno de 5 mil leitos na cidade. Essas medidas como um todo, junto com o ponto eletrônico, que foi uma briga que compramos e até hoje há uma certa tensão. As pessoas iam para algumas unidades de saúde e não encontravam o profissional atendendo porque ele não cumpria horário. Implantamos o ponto em todas as unidades e agora as pessoas estão cumprindo horário. Isso qualifica o atendimento, queremos prosseguir com esse choque de gestão.

Sul21 – Há também as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Seus adversários têm dito que o senhor não está captando recursos federais para construí-las.

Fortunati – Temos quatro UPAs em funcionamento e estamos com mais quatro em projeção. A primeira será construída na Zona Sul numa parceria com o governo do Estado. Os recursos serão estaduais e quem irá administrar a unidade será o Grupo Hospitalar Conceição (do governo federal). São as três esferas de governo atuando em conjunto. A segunda UPA ficará ao lado do Palácio da Polícia, onde hoje há um estacionamento. Precisamos que o governo do Estado libere aquela área para conseguir a unidade. A terceira será no bairro Humaitá, perto de onde faremos a grande estação Cairú. E a quarta UPA será na Zona Sul. Com um total de oito UPAs, estaremos atendendo a toda a Região Metropolitana 24h por dia. Iremos desafogar as emergências, porque as pessoas poderão ser atendidas nas UPAs e somente em casos de alta complexidade elas irão para o hospital.

Sul21 – Na área da segurança pública, parece que a principal linha do seu projeto é a vigilância por meio de câmeras.

Fortunati – Nesta área, não podemos esquecer da responsabilidade do governo do Estado. Tenho dialogado muito com o governador Tarso Genro e sei que não é um problema só do governo atual. De alguns anos pra cá a população de Porto Alegre tem crescido e o número de policiais militares na cidade tem diminuído. Há um descompasso. Deveríamos ter mais de cinco mil brigadianos em Porto Alegre e temos apenas 2.600. O policiamento extensivo realizado pela brigada é necessário e insubstituível. Estamos tomando algumas medidas como a substituição de toda a iluminação pública de Porto Alegre, que já foi concluída. Uma cidade mais iluminada é uma cidade mais segura. Substituímos 80.500 pontos de luz, aumentando a capacidade de iluminação em 35% e reduzimos os custos em 30%. E estamos iluminando também os parques. Dos 608 parques, 250 estão iluminados. Se os parques estiverem às escuras serão utilizados por pessoas não desejadas.

Sul21 – E os projetos de monitoramento eletrônico?

Fortunati – Estamos trabalhando no Centro Integrado de Comando, que está sendo construído. Faremos a ligação das 80 câmeras da EPTC – que até o final do ano passarão para 100 – com as 25 câmeras da Guarda Municipal – que ampliaremos para 50 –, além da conexão com as câmeras da Brigada Militar. Além disso, estamos instalando gradativamente câmeras na área externa das escolas municipais. O Centro Integrado de Comando terá técnicos de 18 secretarias e também a chamada Sala da Crise, para eventos como enchentes ou grandes acidentes. O prefeito poderá se deslocar para lá junto com seus secretários para tomar decisões de forma conjunta.

Sul21 – O senhor está bem colocado nas pesquisas, aparecendo tecnicamente empatado com Manuela em quase todas. Tem esperança de vencer no primeiro turno?

Fortunati – Não. Estou trabalhando para ser vitorioso no primeiro e no segundo turno. Respeito muito meus adversários. O processo eleitoral é decidido no dia 7 de outubro e depois no dia do segundo turno. Quero reconhecer a potencialidade dos meus oponentes e dos partidos aos quais eles pertencem. Certamente teremos um debate bastante interessante neste processo. Não conto com uma vitória no primeiro turno. Conto, sim, com uma disputa muito acirrada no primeiro turno.

SUL 21

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11 Comentários leave one →
  1. Guilherme permalink
    17/08/2012 11:33

    Depois que vi que a gurizada ta fazendo campanha politica por causa da cidade baixa, falando que vai votar em outro politico pelo que fizeram na CB, vi o nivel que ta a politica do RS… haha

    Deu pra ver os interesses mesmo..

    Educação, saude, segurança que é bom, ninguem da bola em não ter, mas por fecharem os bares, ja querem fazer uma revolução… haha Situação triste..

    E ainda falam que somos um povo diferenciado.

    • 17/08/2012 14:10

      Guilherme, disso discordo de ti. As pessoas podem fazer campanha por qualquer motivo. Isso se chama liberdade de expressão e liberdade de escolher o quem deseja. Onde não se pode escolher é em Cuba. E o fato da Cidade Baixa ser um bairro boemio, como toda grande cidade tem, se a prefeitura está de certa forma dificultando a atividade econômica deste bairro, acho muito justo que as pessoas que frequentem e os próprios donos de estabelecimentos do bairro e seus familiares e amigos não votarem no atual prefeito.

      • Guilherme permalink
        17/08/2012 14:28

        Eu tambem quero que a cidade baixa volte a ser o que era antes, só acho um absurdo as pessoas resolverem tomar uma atitude sómente quando cortam a bebedeira. Existem tantos problemas, mas vão tomar uma atitude por causa disso?

        E as pessoas que eu vi divulgando isso, não eram donos de bares, e sim, pessoas que iam la cheirar um pó e beber…. não quero generalizar, mas quem eu vi divulgando isso, são pessoas que sei que fazem isso.

      • Luiz Felipe permalink
        18/08/2012 21:17

        Votas-te no Cristóvão? Então não se pode falar nada!
        É “só” questão de Educação!

      • Felipe X permalink
        18/08/2012 9:35

        Gilberto, elas podem mesmo, por isso estão fazendo. Mas deixar de votar no Fortunatti por causa disso e, daqui há pouco, reeleger o Olívio eu acho de chorar também.

      • Lau permalink
        20/08/2012 10:24

        Gilberto, as pessoas que frequentam estabelecimentos no bairro podem continuar fazendo isso, já que nem todos os bares foram fechados, apenas os que tinham irregularidades.

        Antes, se fazia vistas grossas para esse tipo de coisa. O único que Fortunati fez foi autuar estabelecimentos irregulares…

  2. Lau permalink
    17/08/2012 11:56

    Pois é, as pessoas acabam priorizando a “vida norutna” ao invés da segurança. O fechamento dos bares que estavam irregulares foi necessário. Quanto aos que possuiam documentação e estavam regularizados, todos continuam funcionando.

    As pessoas precisam rever suas prioridades. A segurança na Cidade Baixa melhorou muito após as medidas implantadas por Fortunati.

    • Felipe X permalink
      18/08/2012 9:36

      O problema é que depois da ditadura entramos numa fase de adolescência social, achamos que nada pode ser proibido. Até entendo como a coisa foi para esse lado, mas tá na hora de superar.

  3. JULIÃO permalink
    17/08/2012 12:18

    Sobre essa aí de que “Deveríamos ter mais de cinco mil brigadianos em Porto Alegre e temos apenas 2.600″, é um absurdo mesmo. Mais absurdo ainda é uma cidade do tamanho de Porto Alegre não possuir uma polícia própria, devido a esse nosso sistema federativo mal pensado (mais uma vez).

    Ao meu ver até poderíamos ter uma Polícia estadual, mas as regiões metrópolitanas ou grandes cidade brasileiras deveriam ter uma polícia própria, e recursos para manté-las, é claro, mas enquanto continuar esse centralismo fiscal em Brasília, nada vai funcionar nesse país, nem segurança pública, muito menos educação, saúde, transporte público e saneamento.

    • Julian Gritti permalink
      17/08/2012 16:21

      Tenho esse mesmo pensamento, num pais onde todos só pensam no seu próprio umbigo (bolso), é difícil as coisas funcionarem com um poder centralizado.

      • Felipe X permalink
        18/08/2012 9:37

        O resultado é que o poder central fica com quase todos impostos e o local faz o que pode com a migalhas que tem.

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