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GM pensa em nova fábrica de automóveis – em SC

26/02/2013
Complexo da GM e seus sistemistas em Gravataí, RS. Foto: Vitor Kalsing

Complexo da GM e seus sistemistas em Gravataí, RS. Foto: Vitor Kalsing

Fiquei sabendo há pouco da possibilidade da GM abrir nova montadora de automóveis no Brasil mais especificamente no estado vizinho dominado pelo crime organizado Santa Catarina. A cidade seria Joinville.

Não creio que isso se concretize. Ter uma fábrica de motores é um bom sinal, mas seria muito mais óbvio a GM pensar em uma nova ampliação da planta de Gravataí. A não ser que eu esteja errado e seja estratégia da empresa descentralizar a sua produção no Brasil.

Será que Santa catarina estaria em condições atualmente de atrair um empreendimento deste porte ?

E o nosso governador? Não vai tomar um estratégia para que a GM invista novamente aqui no Estado?

Aliás, o que o atual governador fez de positivo para o RS desde que assumiu há mais de 2 anos???

Obs.: este post cita apenas pelo lado econômico da possível perda de uma nova montadora de automóveis. Não entramos no mérito da importância ou não dos carros em detrimento de outros sistemas de transporte. Afinal a fábrica será no Brasil mesmo. O foco é o local da fábrica.

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50 Comentários leave one →
  1. Sigmund Link Permanente
    26/02/2013 20:52

    Incentivo fiscal para montadora? Pra não gerar quase nada de emprego, proporcionalmente? Para remeter lucros para a matriz? Tô fora…

    # Indústria automobilística teve isenção de R$ 1 milhão por emprego criado (Estadão)
    .
    (Link: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,industria-automobilistica-teve-isencao-de-r-1-milhao-por-emprego-criado-,894467,0.htm)

    .

    # Montadoras remetem US$ 2,44 bi em lucros
    .
    (Link: http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/16117/montadoras-remetem-us-244-bi-em-lucros)

  2. Guilherme Link Permanente
    26/02/2013 21:25

    Bom pra SC.

    Os gauchos não iriam querer esse monstro americano, simbolo do capitalismo malvado.

  3. Gerson LDN Link Permanente
    26/02/2013 21:37

    Ja somos o 2o polo automotivo do Sul do pais…daqui a pouco passaremos a ser o 3o…..hummmmmmmm.

  4. Gerson LDN Link Permanente
    26/02/2013 21:38

    ^^
    2o (segundo) e 3o (terceiro)

  5. fmobus Link Permanente*
    26/02/2013 21:44

    Eu confesso que não consigo entender comemorações por mais fábricas de veículos, ou pelos sucessos produtivos das já existentes. Se tem uma coisa que a mobilidade urbana nas metrópoles não precisa é MAIS e MAIS carros. Ao contrário, poderíamos gerar tantos (ou mais) empregos com o desenvolvimento de indústrias relacionadas a outros meios de transporte, como montadoras de trens/bondes/aeromóveis, fabricantes de bicicletas, montadoras de ônibus e etc.

    A cereja desse bolo dos valores invertidos é você ler ainda que a fábrica vêm com belos arregos fiscais, quase como se fosse um favor ao país, como se os arregos fossem essenciais à viabilidade do negócio. Ora, todo mundo tá careca de saber que o brasileiro paga um dos preços mais caros no mundo pelos carros mais xexelentos e, ao contrário do que todo liberal cego gosta de dizer, a culpa não é do governo. No Brasil incidem tantos impostos sobre veículos como outros países, mas as montadoras brasileiras são campeãs disparado do lucro líquido sobre a venda.

    Ou seja, o Estado que se omite nos investimentos de infraestrutura de transporte, forçando as pessoas a comprar carros a preços mais caros é o mesmo Estado que dá arregos fiscais obscenos para quem fabrica os tais carros. Isso é um assalto escancarado a nossa economia e a sanidade de nossas urbes, mas todo mundo aplaude porque agora estamos fabricando mais carros, e carro todo mundo quer ter.

    Claro, vão rebater em seguida com o argumento de que esta fábrica gera empregos. Isso é correto, mas é uma análise demasiado rasa. Vocês já pararam pra pensar quantos empregos a mais uma rede de transporte de qualidade decente abre pra um cidadão? Vocês já pararam pra pensar no custo de oportunidade do dinheiro que as pessoas gastam nos caríssimos carros brasileiro? Quantas outras coisas você poderia fazer com o dinheiro que empenhou no financiamento do bólido?

    • Leonardo M. Link Permanente
      26/02/2013 22:08

      Bah Mobus! Deleta esse comentário já.
      Até onde sei tu é engenheiro, deveria ficar no teu ramo pra não passa vergonha.
      “No Brasil incidem tantos impostos sobre veículos como outros países, mas as montadoras brasileiras são campeãs disparado do lucro líquido sobre a venda”.
      Pelo jeito tu não tem absoluta noção do tamanho da bobagem que tu falou nessa frase aí acima.

      • fmobus Link Permanente*
        26/02/2013 22:23

        Desculpa, eu não tenho por hábito ceder a pressões de censura, principalmente quando elas vêm de gente DESINFORMADA. Faz um favor a ti mesmo, e a tua saúde financeira, e assiste essa didática explicação de porque só um OTÁRIO compra carro zero no Brasil hoje.

      • fmobus Link Permanente*
        26/02/2013 22:29

        Pra ficar numa explicação com menos palavrões: Lucro Brasil faz consumidor pagar o carro mais caro do mundo, especial ênfase em “A margem de lucro é três vezes maior que em outros países” e “Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos[...],”.

        E não, eu não sou engenheiro. Eu podia ser um mendigo analfabeto que a minhas observações continuariam pertinentes, pois elas se sustentam em FATOS que podem ser verificados por QUALQUER leitor.

    • Felipe X Link Permanente
      26/02/2013 22:55

      Concordo contigo, o melhor seria que usassem o dinheiro destas isenções para abrir fábricas, por exemplo, do aeromóvel. E instalar kms dele aqui em POA mesmo, viraríamos uma referência.

      O fogo é que não vão dar a insenção para as montadoras nem para a GM nem para o aeromóvel.

    • Guilherme Link Permanente
      27/02/2013 0:42

      Em qualquer lugar do mundo se comemora uma fabrica de automoveis.

      Carros tem impostos absurdos, mais dametade do valor deles são de impostos, claro que quem mais se ferra é o consumidor, ja que as montadoras tem lucros absurdos, e o governo ganha esse dinheiro e não gasta em nada de util, tanto para o transporte individual como o transporte publico.

      • fmobus Link Permanente*
        27/02/2013 0:51

        De acordo com dados da ANFAVEA (linkados várias vezes nessa discussão, procura aí), os tributos correspondem a 27% do preço final dos carros vendidos no Brasil. Metade, se não me engano, é quando é tipo 50%. O grosso é lucro das montadoras.

        Agora, eu quero entender porque “no mundo todo” se comemoraria uma indústria com lucro exorbitante se instalando na tua cidade – principalmente em se tratando de uma montadora multinacional, que remete o grosso dos lucros pra fora, principalmente quando o produto que ela vende causa tanta externalidade às cidades, principalmente quando o emprego que ela gera é tão especializado que o grosso da mão-de-obra bem-paga da planta vem de fora.

        É comemorar ser colônia. Traz o espumante aí, também quero comemorar.

  6. trapysho Link Permanente
    26/02/2013 21:56

    Primeiramente, essa fábrica de motores da GM já está sendo construida a alguns anos, na verdade já foi acertada que a fabrica seria em Joinville a muito tempo, só que demorou a construção. Quanto a questão da violência não acaba se tornando empecilho para tal fabrica ser montada por lá

  7. Maurício Cardozo Link Permanente
    26/02/2013 22:12

    Enquanto o RS nega incentivos às grandes empresas, outros estados o fazem e vão crescendo e dinamizando suas economias. Esse governadorzinho Tarso só faz viajar. Já repararam como o hominho gosta de um embarque para outras terras. Para fazer o quê? Enquanto isso o RS perde o bonde do desenvolvimento e só faz comer poeira, daqui a pouco vai ficar abaixo economicamente até mesmo de Santa Catarina. Que humilhação! Que absurdo!

  8. Guilherme M Link Permanente
    26/02/2013 22:34

    Claro que o Tarso Genro vai incentivar a expansão da fábrica da GM aqui, assim como o ex-governador Olívio Dutra incentivou a vinda da Ford…

  9. Leonardo M. Link Permanente
    26/02/2013 22:36

    Mobus, eu me dei ao trabalho de ver esse vídeo, que aparentemente é a tua fonte de informação, vou te dizer uma coisa: faz um esforço e procura dados de impostos de outros países no Google, mas em fontes sérias, tipo FMI, ONU, CIA, OCED.
    Cara, e censura é se eu tivesse poderes para impedir tu de te manifestar; não é PEDIR para que tu delete um comentário, o que por sinal fiz, ainda que de uma maneira pouco polida, com intuito de te alertar para uma bobagem que tu escreveu.

    • fmobus Link Permanente*
      26/02/2013 22:39

      Leu o segundo link?

      • Leonardo M. Link Permanente
        26/02/2013 22:57

        Não, por dois motivos: tu postou após eu ter replicado; segundo porque tinha tanta besteira e dados errados ditos no vídeo que tu postou como sendo sério, que tu perdeu credibilidade comigo por ter acreditado nele.

        • fmobus Link Permanente*
          26/02/2013 23:34

          Lê os outros links então, eles continuam demonstrando extensivamente o meu ponto. O grosso do preço do carro no Brasil é o LUCRO das montadoras.

          Agora, se serve para reformar minha credibilidade, vou dar um argumento básico de economia: um produtor só consegue manter altas taxas de lucro quando o mercado consumidor é INELÁSTICO e (em geral) o produtor tem poder de monopólio ou oligopólio. Pois bem, a condição de oligopólio é evidente, resta-nos saber de onde vem a inelasticidade dos consumidores: a elasticidade do consumo é função de 1) benefício marginal oferecido pelo consumo do bem, 2) disponibilidade de bens substitutos e 3) qualidade intrínseca do bem. O último item, evidente, podemos deduzir da equação, pois nossos carros são um lixo. O benefício marginal vem caindo no sentido prático da coisa (engarrafamentos), mas continua lá no sentido “de status” da coisa (afinal, todo macho alfa metafórico realizado precisa de carro). Agora, é indiscutível que os substitutos (transporte público) simplesmente NÃO SÃO opção no Brasil para muita gente. O resultado é o consumidor disposto a pagar QUALQUER coisa, se endivididar se for preciso, para se livrar do ônibus lotado.

          Aí você vai ver a resposta do governo brasileiro? Vamos alargar as ruas! Vamos construir viadutos! Vamos garantir o benefício marginal do motorizado, mesmo que o custo marginal dessas obras seja cada vez mais caro! Vamos também dar um arrego generosíssimo pras mondatoras, essas grandiosas instituições de caridade da humanidade! Ônibus? Metrô? Nah, que isso, o povo tá podendo agora, todo mundo de carro djá!

      • Felipe X Link Permanente
        26/02/2013 23:04

        Bem, leonardo, nossa carga tributária é alta mas não explica a diferença absurda no preço do veículo.

        http://www.vrum.com.br/app/306,19/2012/08/16/interna_noticias,45109/carga-tributaria-e-lucro-elevado-fazem-o-brasileiro-pagar-pelo-carro-mais-caro-do-mundo.shtml

        Mais uma fonte.

      • Felipe X Link Permanente
        26/02/2013 23:06

        Outra (da câmara) https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:7q9Oncf5UPUJ:www2.camara.leg.br/documentos-e-pesquisa/publicacoes/estnottec/tema10/2010_1328.pdf+&hl=en&pid=bl&srcid=ADGEEShhOo_5SrUhwv97iJldXfpQNW6w2hkkceOfTJAqRSlRWT7YU_EOL5vI2c567QSssKh1NYPWxh2rcvGfIOsm5s-89JpRsK8HjS4bnAu89GWyo8As1z8Al0Er2sC8TtWaj9LEfp-c&sig=AHIEtbRMSZzGXcH9miq-8ZzBkmGZwGJvjA

      • Leonardo M. Link Permanente
        26/02/2013 23:54

        Cara, faz o que eu te falei pra fazer (pesquisa no Google), que isso da muito menos trabalho, do que abrir um manual de introdução a economia na parte de micro e depois postar algumas teorias que você não entende, ou entende apenas superficialmente. Boa noite.

        • fmobus Link Permanente*
          27/02/2013 0:21

          Não não, não precisa, eu tô apenas aplicando Micro II, aulas do genial Sérgio Modesto. Mas estou interessado em ver tua teoria que demonstra a inexistência de externalidades e a inexistência de inelasticidade de função demanda.

      • Leonardo M. Link Permanente
        27/02/2013 0:53

        Mobus, com o boa noite que te desejei eu pretendia encerrar a minha participação nesse debate. Mas não resisti. Que eu posso te dizer. Bom, primeiro: se tu frequentou uma aula de micro II, mesmo que tu tenha te esforçado muito pra aprende e tenha tirado um A, tu realmente apenas entende superficialmente microeconomia, há muito mais teoria; segundo eu não sou louco de nega a existência de externalidades, mas eu sei (não sei se tu sabe) que isso não tem nada a ver com taxa de lucro; quanto a inelasticidade da demanda, vou ficar esperando tu me passa o trabalho fundamentado em econometria que comprova isso, porque é assim que se faz afirmações em economia e não, com pressuposto tirados da própria cabeça como quando tu afirma que não há substitutos ao carro. Eu mesmo sou a prova viva do contrário: tenho carro, que fica parado na garagem uns 330 dias por ano; vou para o trabalho de ônibus e faço festa de taxi.
        Além do que, tu é incoerente: o vídeo mesmo que tu postou já contradiz a tua afirmação em relação a impostos; tu usou alguns fundamentos econômicos que estão exatamente na base das teorias contrárias ao teu ponto de vista.
        Mas cara, não faz o que eu te falei para fazer, segue tua vida, vestindo muito bem a carapuça do personagem satirizado pelo Vargas Llosa naquele livro, O Manual do Perfeito Idiota Latino-americano.

        • fmobus Link Permanente*
          27/02/2013 1:36

          Primo, é evidente que a presença de externalidade tem ligação com taxas de lucro. Quando o preço de um bem não internaliza os efeitos deletérios de seu consumo para a sociedade, os indivíduos vão optar por cestas de consumo que têm mais unidades do bem; quando isso ocorre em conjunto com um cenário com produtores oligopolistas (caso evidente dos carros), a inexistência de concorrentes entrando para “aproveitar” esse “boost” de consumo apenas faz exacerbar o excedente do produtor. No limite, esse lucro extra dos produtores só existe porque a sociedade se dispôs a “cobrir” os custos dos efeitos deletérios do consumo do bem. Se os consumidores pagassem diretamente esses custos, teríamos uma demanda menor e, por consequência, menor excedente para os produtores.

          Segundo, tu me acusas de não ter sustentação econométrica para a hipótese de consumo inelástico de carros e apresenta UM contra-exemplo (pessoal) como argumento. Em inglês diriam “the plural of anecdote ain’t data”. Além disso, distorceste meu argumento, pois eu não afirmei que não há substituto ao carro, e sim que a qualidade do substituto é tão baixa que as pessoas simplesmente se veem “obrigadas” a optar pelo carro. Contigo pode ser diferente[1], mas faz aí uma amostra de conveniência com pessoas que andam de carro pra saber se elas largam o osso (ie. vendem) se a opção for um serviço de ônibus cada vez pior. Aí bota todas essas pessoas da tua amostra num país com transporte público decente e pergunta “abre mão do carro?”. Ora, estar “obrigado” a optar pelo carro e estar disposto a “abrir mão” dele em favor do transporte público são manifestações bem óbvias de inelasticidade e elasticidade. Quando você é “obrigado” a consumir algo, acaba aceitando preços maiores; quando você “abre mão” fácil de um bem, é porque você precisa de maior queda no preço para passar a consumir. Isso é precisamente elasticidade de consumo.

          Quanto ao vídeo: ele é apenas um exercício exploratório do autor do mesmo e, em verdade, ele não me contradiz na parte dos impostos; o vídeo faz todo um cálculo (provavelmente impreciso, mas vale o exercício) em cima do custo do produção, coloca um chute de 100% de imposto em cima e ainda assim obtem um lucro que é equivalente ao dobro do custo de produção para o produtor. Ou seja, 25% de produção, 25% de imposto e 50% de lucro[2]. Sim, os impostos de 25% são altos se comparados a outros países, mas como você explica os 50% de lucro?

          Em que outros países as montadoras veem tais taxas de lucro? Será mesmo que o oligopólio explica sozinho esse lucro? Mas ora, os outros países também tem oligopólio no mercado de carros e nem por isso as suas montadoras lucram tanto – o que mudou então? Ora, só pode ser alguma diferença na demanda…. qual a diferença que duas curvas de demanda podem ter para gerar taxas de lucro diferente? Só se elas tiverem tcha-nan-nan elasticidades diferentes. Bingo, senhora de azul, segunda fileira.

          E eu estou curioso pra saber quais são os fundamentos econômicos que estão em oposição ao meu ponto de vista. Temo que tu tenhas me tomado por um comunista safado, mas cabe advertir que não sou um. Eu sou partidário do equilíbrio pela eficiência, deixando o mercado atuar onde der e intervindo onde ele degringolar. Eu sou um partidário de não ser cego em prol de “só o mercado salva” ou “só o Estado resolve”. Eu sou um partidário de aprender com os países que fazem certo.

          Aliás, vou fazer uma perguntinha pra quando tu acordares: tu és a favor de pedágio urbano?

          [1] Aliás, tua estratégia de deixar o carro na garagem 330 dias por ano é bastante questionável do ponto de vista financeiro – é muito mais negócio vender ou usar. Tu sabes disso né?
          [2] pr’um chute até que tá bem parecido com a informação da ANFAVEA né?

      • Leonardo M. Link Permanente
        27/02/2013 2:41

        Cara, eu não vou te da uma aula de economia e disseca cada argumento equivocado teu, já me estendi demais no último comentário.
        Agora eu não fiz afirmação nenhuma sobre a elasticidade do consumidor brasileiro de carros, apenas cobrei que tu fundamentasse a tua e citei um exemplo para mostrar como era muito fácil questiona o teu raciocínio. Aliás, eu não o distorci, dizer que não há e dizer que as pessoas são obrigadas a usar o carro é mesma coisa cara, simplesmente uma maneira de dizer diferente. Sobre esse teu argumento das inelasticidade fundamentando altas taxas de lucro no Brasil, tu já parou para pensar no mercado americano, eles são muito mais carrólatras (pra usar uma neologismo do blog) que os brasileiros, porque será que lá se vende os carros mais baratos do mundo?
        Não te tirei para comunista, apenas apontei teus erros e contradições, Não vou te conta os fundamentos que te contradizem, isso exigiria muito tempo e só valeria a pena se tu tivesse bem mais modéstia.
        Por favor, abstenha-se de me dar lições de como gasto meu dinheiro.
        Sobre o vídeo, vou te apontar dois erros que eu achava que qualquer pessoa desse blog fosse perceber, aparentemente me enganei: uma conta ridiculamente errada feita foi a de considerar que a diferença entre o valor do carro no México e no Brasil é simplesmente o frete. Por exemplo, há o ICMS que sobre exportação não incide. Essa é uma informação que eu supunha notória para qualquer um que lesse a ZH e o CP, o que não é muita coisa. Também não tem imposto de 30% de importação no México, mas nem a pau, muito menos para carros brasileiros.

      • 27/02/2013 11:33

        Bah, não entendi porquê o Mobus perdeu tanto tempo neste debate. O Leonardo M., embora se diga especialista, não defendeu tese alguma, além de não justificar porque o argumento do Mobus estava errado. E o mais ridículo é que ainda se acha o maioral…
        Tipo, se há um erro, ou se aponta onde o erro está ou não se entra na discussão. Se tu achas que somos ignorantes demais para entender o brilhantismo do teu argumento, para que discutir? No final o Leonardo perdeu um temão atacando o oponente de graça… Não quer dizer que ele não possa ter até argumentos válidos, mas se não os apresentar não serve para nada…

      • Felipe X Link Permanente
        27/02/2013 12:21

        Ahhhh a velha estratégia de atacar o outro, ou seus argumentos, em vez de mostrar argumentos ou usar dados.. Alguém abriu o link que postei da câmara? Ali compara inclusive o Brasil com países da Europa, que tem impostos parecidos e ainda assim os carros são mais baratos.

      • Tiago Velasquez Link Permanente
        27/02/2013 13:07

        Certamente. É muito fácil discordar e dizer “Procura no google”. Entendi que o Leonardo resolveu pagar de galo, se arrependeu mas não quer voltar atrás.

  10. 26/02/2013 23:01

    Pessoal, vamos manter o nível por favor, TODO MUNDO. O próximo leitor que utilizar palavrão será banido. Será possível que não da pra manter o nível tche ???

  11. 26/02/2013 23:43

    Que curioso… pois uma fábrica brasileira de carros está se mudando para o Ceará por causa da guerra fiscal

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/tac-guerra-fiscal-faz-utilitario-stark-trocar-santa-catarina-pela-bahia/

    Por que será que a GM decidiu por SC?

    • 26/02/2013 23:44

      Ela não decidiu ainda Pablo. Por enquanto só funciona a fábrica de motores da GM nos arredores de Joinville. O resto são só especulações. Eu não coloquei fonte no post por isso…

  12. RicardoUK Link Permanente
    27/02/2013 0:02

    O consumidor que compra um desses lixos de bicicletas disponiveis no Brasil por duas ou tres vezes o preco de uma no exterior tambem e’ um otario; aquela camera que ele usou pra gravar o video e que custou o dobro da similar no exterior tambem fez dele um otario; o terno lixo sem procedencia que ele ta’ usando pelo dobro do que custa um de melhor qualidade no exterior, da mesma forma, faz dele um otario; todos brasileiros sao otarios, se levar por esse lado. Qual e’ a alternativa, levar a familia de onibus para a praia? Tambem estara’ sendo um otario, porque o valor da passagem e’ bem maior que no exterior, e o servico pior.

    • fmobus Link Permanente*
      27/02/2013 0:32

      Contexto é tudo, e generalizações são apenas burras. O mercado de uma classe de bens é sempre muito diferente do mercado de outra classe. Em alguns desses mercados, o consumidor está sendo otário (caso dos carros), em outras o imposto excessivo fode tudo (caso dos eletrônicos), em outras a presença de oligopólios fode tudo (caso das telecomunicações).

      • RicardoUK Link Permanente
        27/02/2013 8:56

        Raciocinio seletivo, tem muito por aqui. E sim, o video serve pra bicicletas, eletronicos e muito mais.

      • Felipe X Link Permanente
        27/02/2013 12:22

        É… o raciocínio seletivo sempre é dos outros :P

        Honestamente não sei por que as bicicletas são caras aqui, mas adoraria saber! Saberia me dizer, Ricardo?

      • johnnie Link Permanente
        27/02/2013 14:12

        Mas o que não é caro no Brasil, Felipe X?
        Falam de impostos, mas na verdade os fornecedores já colocam o “custo BR” porque sabem que tem gente que compra.

        Mentalidade dos US: vender muito por pouco
        Mentalidade do BR: vender pouco por muito

      • Felipe X Link Permanente
        27/02/2013 16:07

        Talvez seja, não sei. Teria que fazer uma análise mais profunda.

  13. 27/02/2013 1:51

    Presídio privado, tarso não quis eduardo campos quis= 84% aprovação . Meritocracia no ensino tarso não quis porque madastra do cpers não deixou, eduardo campos quis =84% . Rs 010 tarso não quis por beiço do pont, eduardo campos tá fazendo um monte de ppp= 84%,. Nova fábrica da fiat no nordeste= + 84%. Enquanto nosso governador e covarde, um faz o que ele devia ter feito e nada de braçadas.

  14. 27/02/2013 2:58

    Reblogged this on Py3cvsclaudio's Blog.

  15. 27/02/2013 7:32

    O maior incentivo que se poderia dar a cadeia automotiva seria um bela linha de trem de Caxias a Rio grande com alimentadores em Canoas e Gravatai.

    Isso facilitaria a chegada de componentes das zonas industriais da regiao metropolitana e saida de caminhoes e onibus da Randon e Marcopolo.

    • Felipe X Link Permanente
      27/02/2013 12:23

      Sem falar que beneficiaria outras indústrias :)

  16. 27/02/2013 8:56

    Cara, quando um assunto é defendido fervorosamente é porque tem alguma coisa errada….

  17. 27/02/2013 9:45

    Acho errado dar incentivos fiscais para montadoras
    Acho certo criar um ambiente favorável à montadoras, com infraestrutura adequada.

  18. Marcelo Oliveira Link Permanente
    27/02/2013 11:48

    O ideal (puxa como o cara é sonhador…) é que o Brasil tivesse não montadoras, mas fábricas de veículos.
    Quantos países no mundo tem a “patente” para montar, criar talvez seja a palavra mais adequada, motores de veículos ? 10-12 ?
    EUA, Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Rússia (?), Japão, Coréia do Sul, China, Índia. Talvez seja por aí. Continuamos exportadores de matéria prima e compradores de tecnologia.
    Enquanto o Brasil não investir em pesquisa pra valer, não sairá da m…. nunca.
    Dois exemplos: um clássico, no qual o Presidente Franklin D. Roosevelt, na década de 40, preocupado com a dependência dos EUA em relação a borracha natural importada, mandou empresas petrolíferas e universidades desenvolverem projetos para aumentar a produção da borracha sintética,, que saltou de 70 e poucas toneladas em 1940, para mais de 250 mil toneladas em 1945.
    E agora, claro, o petróleo e o gás do xisto. Ou vocês acham que eles iam ficar dependentes do pré-sal ? ou do Chaves ? ou da dupla Irã-Iraque ?
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/05/120501_petroleo_geopolitica_rc.shtml
    http://online.wsj.com/article/SB10001424127887324894104578115563127139912.html

    Mantendo-se como está, o Brasil será apenas um caudatário dos países desenvolvidos.

    • 27/02/2013 12:04

      Pois é, se é para dar incentivo, que se dê incentivo para empresas nacionais como a TAC ou a Agrale. Tudo bem essas empresas são inexpressivas, mas é o que temos e qualqeur incentivinho já é uma super ajuda.

  19. Carlos Fernando Link Permanente
    27/02/2013 16:17

    “Aliás, o que o atual governador fez de positivo para o RS desde que assumiu há mais de 2 anos???”

    Olha, dos últimos 20 anos é o primeiro que vejo fazer esforços pra atrair investimentos. Veio a refinaria, a fábrica coreana de elevador, a outra de chip, fábrica de caminhões, expansão do polo naval pro Jacuí, tentaram várias outras que perdeu-se. Fora o esforço pra desamarrar a confusão do Cais que o governo anterior tentou fazer de qualquer jeito e gerou vários problemas burocráticos, e depois ainda o governo federal trancou, e a empresa licitada não tinha o dinheiro que prometeu (mas a culpa é do Tarso e do PT que odeia investimento!!!).

    O problema é que o RS não é muito atrativo mais, e tem pouco que o governador possa fazer com a restrição das contas públicas, seja ele de que partido for.

  20. fmobus Link Permanente*
    26/02/2013 22:34

    Eu sempre fui contra meios de transporte ineficientes que externalizam custos para toda sociedade. Só tornei-me mais abrasivo nos comentários ultimamente porque a coisa não melhora, e os governos cada vez mais se dobram às montadoras, e o povo cada vez mais acha bonito.

  21. fmobus Link Permanente*
    26/02/2013 22:54

    Assistiu o vídeo?

  22. Felipe X Link Permanente
    26/02/2013 23:07

    heheh cara, o vídeo é do site “canal do otário”… take it easy.

  23. 26/02/2013 23:09

    Deixa ele Felipe. Uma pessoa pra estar irada assim, deve ter tido problemas em casa … ou esqueceu de tomar o gardenal.

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