Estaremos com o ritmo reduzido no últimos dias do ano e primeiros dias de 2010 devido a férias.
No dia 4 de janeiro retornamos com os posts normais.
Os editores.
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Estaremos com o ritmo reduzido no últimos dias do ano e primeiros dias de 2010 devido a férias.
No dia 4 de janeiro retornamos com os posts normais.
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A orla de Ipanema é pouco visitada aos finais de semana por pessoas de cidades fora da Região Metropolitana. O maior número de usuários da área é de porto-alegrenses moradores de bairros da própria Zona Sul. Aos domingos à tarde, quando se registra o maior pico do movimento junto ao Calçadão, eles representam 63% do público no local, ao lado de 23% de moradores e 14% de pessoas de outros bairros da Capital.
As informações foram apuradas pela primeira pesquisa sobre o perfil do visitante da orla de Ipanema aos finais de semana, realizada pela Secretaria Municipal de Turismo. A pasta ouviu 160 pessoas, em dois turnos, nos dias 25 e 31 de outubro. O objetivo foi reunir dados que indicassem as características dos que transitam pela orla. Em fevereiro, o órgão deve desenvolver um novo estudo para analisar se o perfil do visitante se modifica durante o verão.
– A partir dessa identificação, é possível embasar os comerciantes locais e buscar novos empreendedores para Ipanema – sustenta o secretário Municipal do Turismo, Luiz Fernando Moraes.
Para Moraes, o dado mais surprendente é o que indica que o local costuma ser predominantemente procurado pelo pessoal da própria região.
– Percebe-se que os porto-alegrenses de outras zonas não costumam frequentar a orla de Ipanema, a mais preparada em se tratando de estrutura turística na Capital – expõe.
Zero Hora
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“Moradores das ruas Pinheiro Machado e Gonçalo de Carvalho mobilizam a comunidade da região contra as pretensas alterações no trânsito que estão sendo gestadas pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). Já existe, inclusive, um processo aberto por um morador contra tais modificações, que implicam, inicialmente, na abertura da Pinheiro Machado para a Independência, conforme ofício da EPTC assinado pelo diretor de Trânsito e Circulação, Sérgio Marinho Lopes da Silva.
Segundo informações que conseguimos apurar junto à ex-presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Independência (Amabi), Ana Lucia Vellinho Dangelo, há mais duas alterações sendo preparadas pela EPTC de modo a dar vazão ao movimento de veículos em função da ampliação do Shopping Total: a abertura ao trânsito da saída do shopping pela Gonçalo e a inversão de mão da rua. Constaria até mesmo a possibilidade de um posterior asfaltamento. A pacata Benjamin Flores também passaria a ser utilizada como saída do trânsito do shopping.
O movimento busca coletar o maior número possível de assinaturas para pleitear uma audiência pública junto à prefeitura e reverter a situação. O assunto é bastante polêmico, pois a Gonçalo é uma rua tombada e há temor dos moradores que, com o aumento do fluxo, a via vá perdendo suas características. Deve-se lembrar a polêmica que foi a tentativa de instalação da Ospa (Orquestra Sinfônica de Porto Alegre) no Shopping Total, tema que foi refutado à época pela Amabi e que acabou não se concretizando.
– Essa inversão da Gonçalo já foi feita no passado e revelou-se um profundo fracasso – afirmou uma moradora cuja família reside há mais de 50 anos na Rua Gonçalo de Carvalho e que pediu para não ser identificada.”
Zero Hora
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O secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, destacou que o financiamento foi obtido graças ao saneamento das finanças públicas municipais, a partir de 2005, que garantiram a condição da prefeitura para captar recursos junto a organismos internacionais. “Com a aprovação do empréstimo a Câmara de Vereadores reafirma seu compromisso com os projetos de interesse da cidade e do seu desenvolvimento, como já havia ocorrido no caso da revitalização do Cais Mauá”, saudou Magalhães.
O secretário estima que a implantação do projeto comece ainda no primeiro semestre de 2010, com conclusão prevista para 2013. O custo total é de 210 milhões de dólares, incluindo a participação de investidores privados e contrapartidas da prefeitura. Na primeira quinzena de janeiro chega a Porto Alegre a primeira missão da CAF para avaliar o andamento do projeto.
Fonte: www.portoalegre.rs.gov.br
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O Estudo Viabilidade Urbanística (EVU) para a reciclagem de uso dos prédios e construção de quatro edifícios na área da antiga fábrica de tecidos Fiateci foi entregue, nesta terça (22), pelo secretário do Planejamento de Porto Alegre, Márcio Bins Ely, à Rossi Residencial.
O projeto prevê a reciclagem de uso dos quatro prédios da fábrica, com a construção de lojas, um supermercado e estacionamento. No imóvel de 36 mil m2, situado na avenida Voluntários da Pátria esquina avenida São Pedro, também serão erguidos três edifícios residenciais e um de escritórios, além do Memorial do Tecido para resgatar a trajetória da Fiateci e a história do 4º Distrito.
Segundo o diretor regional da empresa, Gustavo Kosnitzer, o empreendimento está orçado em R$ 72 milhões, sendo que a primeira etapa! será a construção de um centro comercial. Segundo o secretário Márcio Bins Ely o projeto será um marco para revitalização do 4º Distrito. A Fiateci é de 1891.
www.affonsoritter.com.br
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Aprovado o projeto de revitalização do Cais Mauá de Porto Alegre, já é hora de acabar com a sucata de navios, que enfeia tremendamente a bela paisagem do Guaíba.
www.affonsoritter.com.br
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ZH
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Aleluia! Aleluia! Ontem, finalmente, foi aprovado o projeto que permite a revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre. Com isso, os visitantes poderão deixar enfim de fotografar a velha ponte do Guaíba e o Laçador.
Se há um motivo para festejar, o principal, senão o único é o fato de Porto Alegre ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Premidos pela circunstância, os vereadores ficaram com a obrigação de aprovar o projeto.
Mas fizeram questão de registrar o quanto são doentes e atrasados: proibiram a possibilidade de utilização da área para moradia.
Creio que só a psicanálise pode explicar porque razão os porto-alegrenses não têm o direito de morar na orla do Guaíba. É a única cidade do mundo que não admite isso. Pode?
José Luiz Prévidi
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Discussões acerca do projeto de revitalização do Cais Mauá Na foto: Vereadores Valter Nagelstein, Tarcísio Flecha Negra Airto Ferronato, Fernanda Melchiona, Sofia Cavedon e Bernardino Vendruscolo
Os vereadores Carlos Todeschini (PT), Sofia Cavedon (PT), Maria Celeste (PT), Lúcio Barcelos (PSOL) e Fernanda Melchionna (PSOL) votaram contrários à proposta.
O projeto, que entrou em discussão na Casa no início de setembro, mobilizou no plenário grupos favoráveis e contrários a construções e intervenções próximas à orla do Guaíba.
Os empreendimentos previstos para a área do Cais Mauá deverão ser realizados por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A expectativa da prefeitura é de que as obras sejam concluídas até 2014, ano em que Porto Alegre será subsede dos jogos da Copa do Mundo de Futebol.
No texto votado é identificada como Macrozona (MZ) 01, Unidade de Estruturação Urbana (UEU) 02 a região do Cais Mauá objeto das discussões. O projeto estabelece regras e parâmetros para o uso e a ocupação do solo – definindo densidade, atividades, índice de aproveitamento, volumetria (altura e taxa de ocupação) e outros dispositivos – das Subunidades 2, 4 e 5, bem como altera os limites das Subunidades 1 e 2 e cria as Subunidades 4 e 5.
A área do Cais Mauá em questão tem 1,8 quilômetros quadrados e 3,3 quilômetros de extensão, abrangendo o trecho que vai da Usina do Gasômetro até a terceira doca, na altura da Rua Coronel Vicente esquina com Avenida Mauá, nas proximidades da Estação Rodoviária. Dos 12 armazéns instalados nesse trecho, 11 são tombados pelo patrimônio histórico do Município. Com investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões, a revitalização do Cais Mauá prevê a criação de áreas para comércio, turismo, lazer e cultura.
Emendas
Na lista de emendas apresentadas ao projeto, foram aprovadas pelo plenário as de números 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12, 14, 15, 16, 17, 20, 22, 24, 25, 27, 28, 29, 30, 31, 35, 36, 37 e 38. Já as emendas 6, 7, 8, 9, 18, 21 e 33 foram rejeitadas e as de números 13, 19, 26 e 32 foram retiradas de tramitação.
Obs: Números e situação de cada emenda sujeito à confirmação pela Diretoria Legislativa (3220 4192 / 3220 4335).
Câmara Municipal
___________________________
Guardem bem estes nomes:
Carlos Todeschini (PT)
Sofia Cavedon (PT)
Maria Celeste (PT)
Lúcio Barcelos (PSOL)
Fernanda Melchionna (PSOL)
ELES SÃO CONTRA A CIDADE ! VOTARAM CONTRA O PROJETO DO CAIS!
VAMOS BOICOTÁ-LOS NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES EM QUE PARTICIPEM
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Era para ser uma reunião destinada a aprovar o orçamento do ano seguinte. Mas a presença de diretores da OAS, empresa que irá erguer a Arena no bairro Humaitá, mudou tudo. Sócios que se contrapõem ao contrato assinado pelo Grêmio com a construtora tentam organizar um abraço simbólico do Olímpico, em protesto. Em resposta, os defensores do projeto divulgaram manifesto assinado por nove movimentos.
ZH
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Às 16h45, com o quorum necessário para ingresso na Ordem do Dia, os vereadores iniciaram a discussão do projeto do Cais Mauá. Até o momento a proposta recebeu 37 emendas. Todas estão com pedido de destaque, o que significa que deverão ser avaliadas e votadas pelo plenário uma a uma.
No momento os vereadores revesam-se na tribuna avaliando a proposta principal. Logo após, com o inicío da votação, deverão começar a ser feitas as discussões sobre as emendas. A previsão é de que todo o projeto seja votado nesta segunda-feira (21/12) mesmo que para isso haja a necessidade de realização de sessões extraordinárias durante o final da tarde e noite.
As discussões e votações podem ser acompanhadas pela páginawww.camarapoa.rs.gov.br, pela Rádio Câmara ou TV Câmara. Na mesma página pode ser conferido o texto do projeto, com as primeiras 24 emendas. As demais foram encaminhadas durante a sessão desta segunda-feira e por isso ainda não estão incluidas no sistema.
Câmara Municipal
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Os vereadores de Porto Alegre deram início, às 16h45min da sessão ordinária desta segunda-feira (21/12) da Câmara Municipal, à discussão e votação doProjeto de Lei Complementar do Executivo (PLCE) que trata da revitalização da área do Cais Mauá. Das 37 emendas ao Projeto apresentadas até o início da tarde, 36 tiveram solicitação de destaque para discussão e votação em separado.
Se a matéria não for vencida na sessão ordinária, que se encerra em torno das 18h30min, o presidente Sebastião Melo (PMDB) pode convocar sessões extraordinárias consecutivas de quatro horas de duração cada, avançando as discussões e votações até a noite de hoje.
O PLCE nº 004/09 entrou em discussão na Casa no início de setembro deste ano e vem sendo tema de polêmica entre grupos contrários a construções próximas à orla do Guaíba e aqueles que defendem a parceria entre governo e empresas privadas que tenham interesse em realizar investimentos para revitalização da região.
A aprovação do projeto de lei pela Câmara Municipal é pré-requisito para que o Estado elabore o edital de licitação internacional para arrendamento ou concessão da área. O empreendimento deverá ser realizado por meio de Parceria Público-Privada (PPP) e a expectativa da prefeitura é de que as obras sejam concluídas até 2014, ano em que Porto Alegre será subsede dos jogos da Copa do Mundo de Futebol.
Além de instituir o regime urbanístico para a área, que tem 1,8 quilômetros quadrados e 3,3 quilômetros de extensão, o projeto Cais Mauá estabelece os parâmetros para o uso e ocupação do solo, densidade, índice de aproveitamento, de volumetria (altura e taxa de ocupação), definindo também as atividades a serem implementadas no local. Com investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões, a revitalização do Cais Mauá prevê a criação de áreas para comércio, turismo, lazer e cultura.
Câmara Municipal
_____________________________
Os do NÃO, ou chamados CONTRA-TUDO entram em ação novamente. Eles são contra o progresso da cidade, contra o aumento do número de empregos, contra o desenvolvimento econômico da cidade de Porto Alegre. São contra qualquer projeto que qualifique a orla, o porto. Querem deixar tudo como está. Querem manter o porto abandonado. Querem que a cidade continue estagnada. Querem o NADA !
TUDO POR MOTIVOS POLÍTICOS ! A cidade que se dane !
CHEGA DISSO !
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Reforma do Estado – o muro que o RS não consegue transpôr
O pacote do governo Yeda Crusius para brigadianos e professores não tem um nome de efeito, mas lembra, pela resistência que sofre, experiências de gestões anteriores, como Quadro de Pessoal por Escola (QPE) e calendário rotativo.
Na terra em que o povo valoriza seu espírito combativo e politizado, uma outra face desse perfil – com contornos de conservadorismo, corporativismo e polarização política – barra tentativas de reformas.
Na semana que passou, o governo Yeda Crusius enfrentou uma realidade contraditória: embora tivesse maioria no Legislativo para aprovar os projetos de reforma, o Piratini esbarrou no poder dos interesses organizados.
Mesmo controlando a maior parte das cadeiras na Assembleia, o Executivo não segurou em plenário número suficiente de parlamentares para aprovar projetos de reajuste e de cobrança previdenciária para a Brigada Militar. Quem assustou os deputados? As entidades de classe da BM, que lutam por índice maior de aumento.
– As galerias cheias mudam a opinião das pessoas – disse o líder do governo na Assembleia, Pedro Westphalen (PP), na terça-feira, para explicar a falta de apoio dos aliados.
A briga deve se repetir a partir de segunda-feira, quando o foco estará no pacote do magistério, já enfraquecido pela descrença do Piratini na aprovação do projeto que institui o 14º salário. A resistência vem do Cpers, um dos maiores sindicatos do Brasil, com um histórico de greves que tiraram o sono dos últimos governadores. Para a entidade, o prêmio por desempenho cria um clima de competição na comunidade escolar. A corporação diz se tratar de uma medida neoliberal e tem o respaldo da oposição.
Num sinal de que o tema ultrapassa os limites ideológicos, o cenário é diferente em Pernambuco, Estado administrado por um governador filiado a uma sigla de esquerda e tradicional aliado dos petistas, o PSB. Lá, Eduardo Campos premia os professores com um 14º salário em caso de melhoria no aprendizado.
No Rio Grande do Sul, a resistência dos sindicalistas do magistério contra tentativas de mudança na gestão ganha a simpatia de parte dos gaúchos por conta de uma dura realidade, composta pelos baixos salários da categoria e pela falta de investimentos no setor.
– Essas corporações (de servidores públicos) não estão numa situação ideal, mas para elas parece que o cenário atual é melhor do que qualquer outro desconhecido. Sequer consideram a possibilidade de negociar alternativas. Sempre o melhor é boicotar – diz o cientista político da PUCRS Hermilio Santos.
Britto teve de se afastar da política após impor reformas
O poder das corporações já conseguiu até reverter lei aprovada. No último ano do governo Antônio Britto (1995-1998), sob fogo cerrado, o Piratini aprovou alterações no plano de carreira do magistério. Com relações estreitas com o sindicato, o governo seguinte, de Olívio Dutra (1999-2002), revogou o plano de Britto. Sociólogo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Léo Peixoto Rodrigues crê que o compromisso de entidades de classe com o ideário da esquerda alimenta a velha polarização que caracteriza a política gaúcha. No RS, governo e oposição parecem ser inconciliáveis, tornando mais frágil a posição do Estado em relação ao resto do país.
– A cultura gaúcha valoriza o ato de se colocar contra. E as corporações se colocam contra o Estado, reproduzindo essa dinâmica de antagonismo entre dois lados – explica Rodrigues.
Com menos evidência que o pacote que está na Assembleia, outra luta é travada entre a Secretaria Estadual da Justiça e o sindicato de servidores Semapi. Mentor da lei que permite a transferência de serviços para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o secretário Fernando Schüler defende a iniciativa como forma de melhorar a gestão de órgãos públicos. Já o Semapi argumenta que Schüler quer tirar responsabilidades dos ombros do Estado.
O corporativismo não se manifesta apenas em casos de reforma. A defesa dos altos salários no poder público exibe uma lista de argumentos jurídicos para fundamentar a legalidade dos vencimentos. Judiciário e Ministério Público se autoconcedem reajustes baseados na sua independência e autonomia em relação ao Executivo. Como no caso das corporações anteriores, as defesas são legítimas – o problema é que o cofre para tudo é o mesmo e insuficiente.
O enfrentamento das corporações cobra um preço alto. Pioneiro nas privatizações, Britto buscou reformar a máquina pública. Foi uma decisão do seu governo que conseguiu estancar a incorporação das funções gratificadas (FGs) – benefício que dava base legal à formação de supersalários. Com tantas brigas, Britto não conseguiu se manter na política.
– A gente tinha um pacto de consertar o Estado, independentemente do custo eleitoral disso. No fundo, a gente também apostava na maioria silenciosa da população, mas não deu. A força das corporações é descomunal aqui – diz o deputado federal Nelson Proença (PPS), ex-secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais.
De onde vêm a resistência e a polarização
A oposição sistemática a reformas no Estado se alimenta do conservadorismo do gaúcho. Para resistir a iniciativas que mexam com seus interesses, as corporações contam com uma característica da população: a aversão a mudanças.
O espírito conservador no RS é um processo histórico de formação cultural ligado à economia, na visão do cientista político da Ulbra Paulo Moura. Em sua tese de doutorado, Moura constatou que o desenvolvimento econômico no Estado ocorreu tendo a influência externa como ameaça. Isso desde que os produtos agrícolas gaúchos passaram a competir com os da Argentina e do Uruguai. O fenômeno alcançou o século 20, quando os frigoríficos vindos de fora desbancaram a produção artesanal do charque.
– A modernização econômica produziu a sensação de que a mudança é um processo que vem de fora e nos ameaça. Aí, nos apegamos ao que é tradicional – argumenta.
O apego às raízes aparece com destaque no tradicionalismo. Moura alega que os CTGs são “tentativas de reproduzir na cidade a memória de um suposto purismo cultural perdido, de um passado pujante que se perdeu por causa da modernidade capitalista”.
Já o economista Luiz Augusto Faria, da UFRGS, culpa a classe política, que não consegue propor um projeto que seja visto como superior a interesses localizados. Após o fim do modelo que funcionou até a década de 1980 e das reformas neoliberais, acredita Faria, é preciso repensar o papel do Estado:
– As corporações são fortes porque do outro lado não tem alguém dizendo: vocês são menos do que o nosso projeto e vocês têm de se enquadrar nele. Vocês são meio para uma política pública, e não a finalidade do Estado.
Em um ambiente extremamente corporativo, não é possível que o governo desconsidere a posição das entidades de classe, reflete o cientista político Hermilio Santos. As negociações teriam menor desgaste se o governo ouvisse, já na elaboração da proposta, a opinião das categorias, sem esperar pelo embate na Assembleia ou pelo boicote da greve.
leandro.fontoura@zerohora.com.br
LEANDRO FONTOURA
Embates na história
PRIVATIZAÇÕES E EXTINÇÃO DE ORGÃOS
Antônio Britto (1995-1998) foi pioneiro nas privatizações no país, porém, com muita resistência. Houve até invasão da Assembleia por sindicalistas para tentar barrar a venda da CRT. Numa reforma, o governo conseguiu extinguir órgãos como Caixa Econômica Estadual e Companhia Intermunicipal de Estradas Alimentadoras (Cintea). Outros que estavam na mira de Britto, como Corag e CRM, existem até hoje porque, à época, o PDT impediu a votação dos projetos.
QUADRO DE PESSOAL POR ESCOLA
Tentativas de mexer com o funcionalismo, extinção e privatização de órgãos estatais geraram os mais ferrenhos debates no Estado.
Em 1988, no governo Pedro Simon (1987-1990), a implantação do Quadro de Pessoal por Escola (QPE) retardou o início das aulas e prejudicou 25 mil alunos. A intenção do então secretário da Educação, Bernardo de Souza, era remanejar professores para corrigir casos de desvio de função e transferir excedentes. O Cpers era contra o projeto, mas o maior adversário da proposta foi a desorganização na implantação.
MUDANÇA NO PLANO DE CARREIRA
Na gestão Antônio Britto (1995-1998), o governo conseguiu aprovar mudanças no plano de carreira do magistério. Mesmo com a ferrenha oposição do Cpers, Britto conseguiu votos na Assembleia para alterar o regime de trabalho, as férias e os critérios de promoções. Não durou muito, porém. Sensível aos apelos do sindicato, o governo Olívio Dutra (1999-2002) revogou o plano.
CALENDÁRIO ROTATIVO
O projeto do governo Alceu Collares (1991-1994) previa três calendários escolares ao longo do ano com o objetivo de maximizar o uso dos colégios e acabar com a falta de vagas. Apesar da boa intenção, o calendário rotativo foi rechaçado pelo magistério e pelos pais de alunos. Ninguém queria ver alterada a tradicional rotina escolar que previa férias no verão. A secretária da Educação, Neuza Canabarro, foi criticada pelos adversários e só voltou à vida pública em 2005, como vereadora da Capital.
PLANO PARA O MAGISTÉRIO
A mais ousada reforma pretendida pelo governo Yeda Crusius derrubou uma secretária da Educação. Desde o início da gestão, Mariza Abreu planejava reformular o plano de carreira do magistério. Até um especialista americano, o professor James Fishkin, da Universidade de Stanford, foi chamado para conduzir uma pesquisa que comprovaria o apoio da população à proposta. Não deu certo. Diante das resistências e sem apoio dentro do governo, Mariza desistiu do cargo e voltou para Brasília, onde atua como servidora concursada do Congresso.
O espírito conservador
NA SOCIEDADE
- No final de 2004, o publicitário Miltinho Talaveira lançou o Movimento da Glamourização do Litoral. Inspirado pela orla catarinense, Miltinho defendia a transformação da estrutura das praias gaúchas. O publicitário acreditava que parte dos veranistas gostaria de beber espumante na areia e não refrigerante e cerveja. Para muitos, a proposta foi vista como ofensiva.
NO CONSUMO
- Sócio da DCS, Roberto Callage afirma que o gaúcho médio é conservador em relação ao consumo de produtos mais sofisticados. Para o empresário, esse comportamento representa zelo às próprias economias e ao consumo consciente, mas resulta em pequena abertura para inovações e pouca exigência. Da mesma forma, o gaúcho é fiel a produtos e serviços. A propaganda, diz ele, tem de cuidar ao tratar dos valores e da tradição locais.
NO COMPORTAMENTO
- O consultor em comunicação Dado Schneider ri ao lembrar do esforço que fez para desfazer a resistência de colegas gaúchos à contratação do trio elétrico de Ivete Sangalo para o lançamento da Claro, em 1999. “Foi mais fácil convencer os canadenses”, conta.
NA MODA MASCULINA
- Até 2006, segundo o publicitário Miltinho Talaveira, os jovens porto-alegrenses penavam para comprar roupa de alfaiataria não tradicional.
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“A sociedade consegue criar iniciativas, mas não implementá-las”
Gustavo Grisa, EconomistaAos 35 anos, o economista Gustavo Grisa acredita que o Rio Grande do Sul trava uma luta tímida contra o corporativismo. Para mudar esse cenário, defende ele, seria preciso pressão da sociedade civil e renovação dos líderes políticos e empresariais. Grisa, que já passou pela Fiergs, Brasil Telecom e Vale, é autor do livro RS – Sem Medo do Futuro. Atualmente, é sócio-diretor da Agência Futuro, consultoria especializada em desenvolvimento regional. A síntese da entrevista:
Zero Hora – Por que o senhor classifica o Rio Grande do Sul como uma mistura de França com Argentina?
Gustavo Grisa – A França tem perdido espaço na economia da Europa, não fez as grandes reformas, tem um Estado pesado e sofre de imobilismo. Já a Argentina tem condições educacionais e bom índice de desenvolvimento humano, o IDH. Mas isso não tem efeito se não houver modernização da economia. A Argentina insiste numa matriz econômica conservadora, dependente do agronegócio. Como resultado dessa mistura, no Rio Grande do Sul, as despesas do setor público cresceram e a economia não acompanhou. O maior exemplo é a queda da participação do Estado na economia do país.
ZH – Qual a origem do conservadorismo gaúcho?
Grisa – Uma das causas é a baixa renovação de líderes políticos e empresariais. A geração que continua a fazer a cabeça do gaúcho é formada pela mentalidade das décadas de 60 e 70. Nos apegamos também ao apelo do gauchismo e do triunfalismo, que faz parte da cultura gaúcha e tem um lado bom, mas, ao mesmo tempo, nos levou a uma certa autossuficiência e uma postura arrogante. Isso nos faz ter uma menor abertura para o Brasil e para o mundo. Ficamos fechados, com uma visão estreita do mundo, muito local e apegada às mesmas raízes. O problema é que altivez sem acompanhamento da economia é decadência.
ZH – Como é possível estabelecer consensos passando ao largo da disputa política?
Grisa – A concertação é um pacto mínimo. É óbvio que cada governo terá seu perfil, mais à esquerda ou mais liberal. Mas a sociedade consegue criar iniciativas como o Pacto pelo Rio Grande e a Agenda 2020, mas não consegue implementá-las. Há competência em formular, mas não em cobrar
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Eles querem vetar o projeto cais do porto. Querem o atraso da cidade. Querem o NÃO a tudo. NÃO ao desenvolvimento da cidade. SIM ao retrocesso. SIM aos marginais. SIM ao lixo. SIM ao abandono.
VOCÊ QUER O ABANDONO DO PORTO ???
VOCÊ QUER LIXO NA ORLA, LIXO NO PORTO ????
VOCÊ FREQUENTA O CAIS HOJE ?
VOCÊ FREQUENTA COM SEGURANÇA A ORLA HOJE ? (TIRANDO IPANEMA QUE É O ÚNICO LUGAR DECENTE DA ORLA)
VOCÊ QUER CONTINUAR COMO ESTÁ ?
E DEPOIS ? DEPOIS VAI PRA MIAMI, PUNTA DEL ESTE, BUENOS AIRES E OUTRAS CIDADES COM ORLAS MARGNÍFICAS. MAS PORTO ALEGRE NÃO. PORTO ALEGRE TEM QUE SER LIXO, ABANDONO, MARGINALIZADA, JOGADA.
QUEM NÃO QUER O DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO E ECONÔMICO DA CIDADE ????
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Continuam com esse mesmo papo medíocre e provinciano.
Sinto muito, mas Poa está cansada do retrocesso e da mente pequena e bitolada de vocês.
Caiam na real, vocês são uma minoria idiotizada, cada vez mais odiada por crescente parte do povo dessa cidade.
Vocês tem um largo histórico: No passado mandaram a Ford embora….mandaram o Pontal do Estaleiro fora (bom mesmo é orla cheia de lixos, escombros, ratos e bandidos né), tentaram derrubas os belíssimos projetos da dupla Grenal, e agora querem lutar contra a vontade de todo um estado em recuperar o Cais.
Eu não posso negar que vocês despertam os meus instintos mais primitivos.
Por culpa de pessoas como vocês, Poa ficou tanto tempo a mercê de vagabundos, sendo uma cidade decadente e atrasada (até emplacaram carroças, vocês fizeram), com um centro abandonada a deus-dará, com camelôs por todos os lados.
Bom, Porto Alegre mudou, está mudando.
Preparem-se para uma cidade C-O-S-M-O-P-O-L-I-T-A, com belos edifiícios ALTOS, com belos mobiliários urbanos, e a orla com USO REAL DA POPULAÇÃO, com bares, cafés, hotéis, residenciais, como a cidade TEM DIREITO.
Vocês querem a orla para quê? Pra fumar maconha? Pra serem assaltados? Ou pra vêr aquele lixo que se apresenta?
Vem aí o Fórum Social Mundial..que vocês tanto veneram. A cidade de Poa pegou nojo desse evento que clama pelo arcaico, pela política cega e xiita (como vocês, ecoxiitas, ecoabobados, ecoretardados, ou como bem entenderem).
Nesse fórum inútil, quando forem receber turistas sei lá da onde, apresentem a orla, e se envergonhem do lixo que vocês mesmos estão promovendo.
Quando qualquer um de vocês, for ver o “Pôr-do-Sol” do LAGO Guaíba, e forem assaltados (se não forem mortos), eu juro que vou rir aqui.
Quero vêr se vocês tem CORAGEM para publicar esse meu comentário..
ou se vão fugir, se enconder atrás de grupos de baderneiros, como sempre fizeram…
fico com a 2ª opção…não tem homem nessa comunidade com capacidade de rebater o que eu disse.
cambada de covardes desocupados..
Este foi um comentário realizado pelo leitor Eduardo, que vale estar aqui na parte principal do Blog.
Arquivado em: Cais do Porto, Opinião | Etiquetado: bitolados, Cais do Porto, cais maua, comentário, covardes, desocupados, ecochatos, ecoxiítas, idiotas, maconheiros, marginais, mente pequena | 3 Comentários »
A intenção de defender a orla do guaiba, as areas culturais, evitando a total privatização das áreas públicas é muito boa e positiva.
Entretanto, quando se fala em ser contra os espigões ocorre é a manipulação das informações, possivelmente, com interesses partidários, algo bastante característico dos portoalegrenses bairristas, tradicionalistas e atrasados.
Vamos ser realistas:
1. O poder público não vai investir na revitalização da orla do guaiba tão cedo. Pelo menos não nas próximas décadas. É importante exigir? Sim, mas com os pés na rocha, sendo realistas.
2. A iniciativa privada está interessada em lucrar com a privatização das áreas públicas? Claro, isso é óbvio. Quem vais investir milhões se não tiver certeza do lucro?
3. O lucro é algo ruim? Deve ser para aqueles que não sabem lidar com o dinheiro, que acham que lucro é pecado, que o lucro é exploração. São idéias criadas por aqueles que desejam manipular o povo ignorante.
Então como privatizar sem prejudicar os interesses da população? Simples, jogando as regras do capitalismo.
Em vez se serem contra os espigões, exijam das incorporadoras áreas de lazer abertas ao público, livre de muros, onde todos tenham acesso. Podem ser praças, parques, calçadões com boa iluminação, fontes e espaços para bares e restaurantes.
Qual o problema de um shopping ao lado do Gasômetro? Em vez de serem contra, exijam que o projeto fique bom, com um design mais artistico, integrado à paisagem, que o público sinta-se bem.
Repito: é manipulação política ser contra os espigões, ser contra a privatização. Sim, defendam a Orla do Guaiba, isto é importantíssimo. Mas defendam com inteligência. O foco não deve ser contra os “espigões”, mas contra os projetos mal formulados, segregadores da população.
Gabriel, Porto Alegre
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“Querem mudar seu regime urbanístico para permitir a construção de espigões com até 100m de altura, demolir galpões que não são tombados, construir mais um Shopping Center, bem ao lado do Gasômetro e ainda criar cerca de 5.000 vagas de estacionamento no porto. Claro que também querem residências lá… afinal esse é o filé mignon da construção civil. A desculpa para isso é a criação de lojas, bares, restaurantes disponíveis para o povo. Mas nem se fala em usarem os galpões e prédios majoritariamente para uso CULTURAL, que é o que o povo quer e precisa. Pois isso não dá lucro para os que querem sempre privatizar os espaços públicos.
Nós temos posição: NÃO AOS ESPIGÕES NO CAIS MAUÁ !
O Cais tem que ser recuperado e preservado para usufruto Público e acesso universal, com espaços culturais, lazer e gastronomia a toda população.”
Fonte: http://poavive.wordpress.com/

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O Distrito Federal decidiu dar um upgrade na orla de seu lago, e permitir que os moradores da cidade possam ter acesso, e qualificado.
E Porto Alegre, tem planos para sua orla ???
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Margens do lago de cara nova
Governo local pretende retomar o Projeto Orla, que tem como essência democratizar o acesso ao espelho d’água.

Para visualizar em tamanho real, clique aqui: http://i243.photobucket.com/albums/ff170/pesquisadorbsb2/pri-0811-conchag.jpg
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Três áreas de lazer estão previstas, ao custo de R$ 20 milhões
Os brasilienses ganharão três novas áreas de lazer à beira do Lago Paranoá até o fim de 2009. O GDF pretende retomar o Projeto Orla, que se arrasta governo após governo há 12 anos. Para isso, contratou uma empresa de arquitetura que reestudou o projeto e propôs novas soluções para a democratização do acesso ao espelho d’água. Em dois anos, sete pólos serão construídos, mas três deles foram eleitos como prioridade: a Concha Acústica, que será revitalizada, o Parque Anfiteatro Natural do Lago Sul, entre as QLs 12 e 14, e o Beira Lago, um espaço gastronômico ao lado da Ponte JK.
http://www.correiobraziliense.com.br/impresso/
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E Porto Alegre, tem algum plano para a sua orla ???
RicardoH
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