Porto Alegre não influi mais – II

A matéria  “Porto Alegre não influi mais” rendeu um ótimo comentário de um leitor, que vale a pena destacar aqui:

Acho que Porto alegre já se tornou a capital mundial do não.

Triste saber que ja estavamos entre as melhores cidades do Brasil. Curitiba acaba de lançar um prédio de 156m no centro. Um aqui, assim, seria o Armagedon para os ecoxiitas, já que parece que eles passaram a ditar as regras nesse cidade.

Não consigo entender, já que a maioria é a favor do progresso dessa cidade, lutem contra eles, vão até as ultimas consequências, PRECISAMOS ACABAR COM ESSA CULTURA DO NÃO !

Valmor, Outubro 27, 2008 às 10:14 pm   

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Agora um comentário falando mais especificamente sobre o Pontal do Estaleiro, mas finalizando com a mesma conclusão do comentário acima :

Prezados,

Venho acompanhando o trabalho de vocês e gostaria de parabenizá-los pela iniciativa.Como estudante de Economia, posso dizer que o Pontal do Estaleiro é um empreendimento “inteligente”. Os bens públicos em geral acabam fadados ao abandono e à marginalização, justamente porque, como nenhuma pessoa pode apoderar-se deles e usufruir de seus benefícios com exclusividade, ninguém tem incentivos para conservá-los e utilizá-los da melhor maneira.

 

Contudo, no caso do Pontal do Estaleiro, os estabelecimentos privados compreendidos pelo empreendimento terão fortes incentivos para conservar a orla e todo o espaço público no seu entorno, pois, do contrário, os próprios imóveis ali situados perderão valor. Ora, se construírem um parque no lugar, quem irá mantê-lo? A AGAPAN?

Na teoria, a idéia de um parque é boa. Mas, na prática, essas áreas acabam degradadas e marginalizadas (a não ser que sejam “adotadas” por alguma empresa). Quando o poder público não tem recursos suficientes para manter áreas públicas de qualidade, é indispensável o investimento do setor privado e o alinhamento de incentivos para que os interesses privados coincidam com o interesse público. Estou de saco cheio desse discurso vazio que define o projeto como “elitista” e “privatista”. Parece que, nessa cidade, é moda cultuar aquilo que é ruim e subdesenvolvido.

Um grande abraço,

Diego Carvalho

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