Para onde olha Porto Alegre

 

O epicentro é AQUI

A grande polêmica da semana, a votação do Pontal do Estaleiro; a inauguração do maior shopping center do Sul do país; Museu Iberê Camargo e futuro eixo museu-Pontal-shopping-hotel, e as principais obras viárias da cidade decretam: Porto Alegre está acontecendo aqui.

Um sucessão de empreendimentos imobiliários está transformando o Cristal em um bairro de parada, e não só de passagem. A constatação é de Jefferson Azevedo Terra, 30 anos, morador do Cristal há quatro anos:

– O bairro era familiar, de ruas tranqüilas, era só de passagem mesmo. Agora, quem mora aqui já sente a mudança no dia-a-dia. Por causa das obras (construção da Fundação Iberê Camargo e do shopping) falta leite, falta pão nos mercadinhos do bairro ao final do dia. O Cristal nem sequer é nome de linha de ônibus. Tem só uma lotação, a Cristal/Otto Niemeyer, com o nome do bairro.

Primeiro foi a Fundação Iberê Camargo que emergiu imponente às margens do Guaíba. Na próxima terça-feira, uma curva adiante, será a vez de o BarraShoppingSul abrir as portas, trazendo consigo a duplicação e o alargamento de ruas e avenidas. Ainda há o polêmico projeto do Pontal do Estaleiro Só, aprovado na Câmara de Vereadores na semana passada, que nos próximos anos pode se tornar realidade.

Desde 2000, a Zona Sul vive um processo de verticalização. Do Cristal ao bairro Camaquã, onde o plano diretor permite, multiplicam-se lançamentos de prédios, afirma Carlos Alberto Aita, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado (Sinduscon-RS).

Gerado com a chegada do shopping e do museu, o aumento do interesse pela região está alterando também o perfil dos imóveis mais recentemente construídos. Até 2005, as construtoras apostavam em unidades de dois dormitórios com preços que variavam de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Agora, os lançamentos têm sido de apartamentos de três quartos com valores entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, constata Aita.

Gilberto Cabeda, vice-presidente de comercialização do Sindicato da Habitação (Secovi), identifica valorização no preço das moradias novas e usadas. Para as primeiras, a estimativa é de um aumento de 20% a 30%. Já as construções mais antigas devem ter um acréscimo de 5% a 10%. Na opinião de Cabeda, a região, no entanto, ainda é carente de um grande estabelecimento de ensino.

– Com mais empreendimentos à vista, como o Pontal do Estaleiro Só, o número de consumidores deve aumentar e uma grande escola se tornará imprescindível na hora do comprador decidir se muda ou não para o bairro – prevê Cabeda.

Zero Hora

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Que assim seja. O epicentro citado, traduzindo bem, é o epicentro das NOVIDADES da cidade.  Novidades que pareciam não existir mais aqui.

Depois de décadas falando em brique, em em Bonfa, Cidade Baixa e Goethe, em Parcão ou pôr do sol no Gasômetro, enfim a cidade está apresentando coisas realmente novas.

Novidades não só urbanísticas ou arquitetônicas, mas novidades nos hábitos da cidade, na ampliação das perspectivas, no aumento de opções, em atrações que possam atrair não só o pacato provinciano com seu chimarrão como o turista em busca de belezas e opções, além do portoalegrense em busca de algo mais do que as coisas de sempre , tendo opções que uma metrópole merece ter.

Antes que me ataquem por eu estar supostamente criticando tradições portoalegrenses como o Bonfa, Gasômetro ou brique, aviso: de forma alguma estou desmerecendo todas essas coisas que são tradições da cidade. Apenas estou saudando o novo, pois metrópole que se preze, além de preservar suas tradições, não pode ficar vivendo eternamente e onanisticamente do mesmo: também precisa do novo.

Viva o novo, viva os novos hábitos, os novos paradigmas, a abertura de mentalidades e a possibilidade de recepção de cidadãos do mundo em nossa Porto Alegre.

Ricardo Haberland



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