Porto Alegre já não é mais a mesma !

São famosos os exemplos de cidades como Rio e Florianópolis, tidas e havidas como localidades que apenas sugam as riquezas produzidas no interior, já que se ocupam das funções de governo, privilegiando o ócio e as demandas corporativas e patrimonialistas. 
 
Gente que se ocupa apenas do próprio umbigo.

E Porto Alegre ?

A se depreender da pesquisa que a CDL de Porto Alegre encomendou há um ano atrás ao IPDM, Porto Alegre já desembarcou nesta pior das partes da terceira onda.

Um dado ?

Este ano, Porto Alegre chegará ao final do ano com uma massa de 680 mil trabalhadores com carteira assinada (23 mil novos postos de trabalho sobre 2007). E daí ? Daí que 71,2% dessas carteiras estão em mãos de servidores públicos. Sobram 15,6% para o comércio, quase todo voltado para o público anterior, 10% para a indústria, 2,9% para a construção civil e apenas 0,2% para a agropecuária. Novas empresas pipocam na região todos os dias. São 45 mil no momento. É a maior cidade por concentração de empresas nos casos de localidades com mais de 1,2 milhão de habitantes
 
Porto Alegre, além disto, virou cidade dormitório para trabalhadores e empreendedores industriais da região metropolitana.

Claro que a CDL não mandou o IPDM fazer a pesquisa para saber isto, mas é o que interessa ao editor.

A capital gaúcha possui 1,4 milhão de habitantes, seu PIB é de R$ 33 bilhões (1,3% do Brasil), quase todo formado no setor de serviços (77%) e o PIB per capita é de R$ 23.456,.00, pouco superior à média nacional de R$ 24.224,00.  (esse dado, de 24.224 está errado)

– A população de Porto Alegre cresce a taxas médias anuais de 0,62%, ou seja, praticamente não cresce. Esta taxa é inferior a da França e Inglaterra. A capital gaúcha já deveria ter começado uma campanha para aumentar o tamanho das suas famílias.

Polibio Braga, 24/11/2008



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