TRAVESSIA DO GUAÍBA: Uma cara para a nova ponte

Governo federal autoriza estudo de viabilidade para construção de nova travessia sobre o Guaíba

Cinqüentenária desde ontem, a Ponte do Guaíba pode ser aposentada nos próximos anos. O governo federal analisará a viabilidade de uma nova estrutura para substituir a Travessia Getúlio Vargas. No aniversário do cartão-postal, Zero Hora teve acesso à maquete  de um dos possíveis projetos para o futuro da principal ligação entre Porto Alegre e a metade sul do Estado.

Além dos problemas diários causados pela demora nos içamentos do vão móvel, os investimentos nas estradas federais no Rio Grande do Sul e no porto de Rio Grande e a Copa do Mundo em 2014, para a qual Porto Alegre é candidata, são pontos destacados por aqueles que defendem a urgência de uma nova travessia. A princípio, os estudos do governo federal devem ser iniciados no começo de 2009 e custar R$ 10 milhões.

– O ideal seria que, se os estudos de viabilidade técnica começassem em janeiro ou fevereiro, a ponte estivesse pronta em 2011 ou 2012 – afirma o senador Sérgio Zambiasi (PTB), um dos políticos gaúchos que lidera a reivindicação em Brasília.

Após esse levantamento, haverá duas possibilidades para a execução da nova ponte: a obra pode ser incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou o governo federal pode negociar com a Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre (Concepa) a construção da estrutura. A empresa opera o vão móvel e já tem um projeto para a nova travessia.

Nos planos da concessionária, seria construída uma ponte, orçada em R$ 250 milhões, com cerca de 2,3 quilômetros, da interseção da Rua Dona Teodora com o quilômetro 95 da BR-290, no bairro Navegantes, na Capital (a 1,6 quilômetro do acesso à ponte atual), até o Saco da Alemoa. Seriam duas pistas com duas faixas em cada sentido e com 40 metros de altura a partir do nível da água – altura que o vão móvel atinge hoje quando içado. Como contrapartida, a Concepa negociaria com o governo federal o aumento do prazo de concessão para mais 20 anos – o atual tem encerramento previsto para 2017.

Segundo o diretor-presidente da Concepa, Odenir José Sanches, essa obra seria concluída entre três e quatro anos, antes da Copa do Mundo.

– Há interesse da Concepa, e o ideal para a população é que isso seja feito o quanto antes – ressalta Sanches.

Passam pela ponte 30 mil veículos por dia. Quem usa com freqüência a travessia aguarda com ansiedade a decisão pelo futuro da ponte. Presidente do Movimento Ponte do Guaíba, criado há três anos, Sergio Costa enumera os problemas enfrentados pelos moradores da região com os içamentos – danos em atendimentos médicos de urgência, atrasos no trabalho, insegurança e perdas econômicas para a cidade, que deixaria de atrair empresas pelas dificuldades nesse acesso.

Durante o tempo em que ficam parados, com o vão içado e esperando a passagem de alguma embarcação, os motoristas são vítimas até de assaltos, segundo ele.

Evitar a ponte significa perda de tempo e dinheiro: a alternativa mais próxima de Porto Alegre ao sul do Estado, saindo da BR-116 e passando por municípios como Triunfo, São Jerônimo e Charqueadas, totaliza 125 quilômetros (110 a mais do que pelo vão da ponte).

– Já fizemos vários debates, e a única solução é uma nova ponte. Queremos isso de uma vez por todas – frisa Costa, morador de Eldorado do Sul.

ZERO HORA, 29/12/2008

50 anos do cartão-postal

Saiba um pouco mais da história de um dos símbolos da Capital:

  • Antes que a ponte fosse construída, a travessia do Guaíba era feita por quatro barcos, que, em viagens com cerca de uma hora de duração, percorriam o trajeto entre a Vila Assunção (zona sul de Porto Alegre) e Guaíba. O serviço era realizado apenas de dia.
  • Para atender a reivindicação dos moradores do sul do Estado, que se sentiam isolados, o governador Ernesto Dornelles, com o apoio do presidente Getúlio Vargas, planejou a construção, em 1954. O projeto foi elaborado na Alemanha e, depois, remetido para o Laboratório Dauphinois, na França.
  • As obras duraram cerca de três anos. A ponte foi inaugurada já no período de Juscelino Kubitschek na presidência.
  • A Travessia Getúlio Vargas é composta por quatro fases: a do vão móvel com 56 metros, a que liga a Ilha dos Marinheiros à Ilha do Pavão, a que cruza o canal Saco da Alemoa e a parte sobre o Rio Jacuí.
  • A construção durou 1.023 dias, com o trabalho de cerca de mil operários, cem engenheiros e o envolvimento de 20 construtoras.
  • Quando inaugurada, a obra recebeu o nome de Travessia Engenheiro Régis Bittencourt, mas, em 1959, o governador Brizola mudou para Getúlio Vargas.
  • Desde 1997, a ponte é administrada pela Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre Freeway (Concepa).
  • O total das pontes e do trevo de acesso compreendem 5,26 quilômetros de construção.
  • A cada ano, são realizados cerca de 500 içamentos do vão móvel
Maquete da nova ponte do Guaiba

Maquete da nova ponte do Guaíba

Veja outras imagens da maquete:

maquete1

maquete2

maquete3

maquete4

Imagens: Zero Hora

Página 10 VIVIAN EICHLER (interina)

À ESPERA DE OUTRA PONTE

tadeu-vilaniHá cerca de um ano, o senador Sérgio Zambiasi (PTB) chamou de “loucos” integrantes do Movimento Ponte do Guaíba (na foto, com camisetas brancas), que reúne profissionais liberais de Eldorado do Sul, quando foi procurado para apoiar a mobilização pela construção de um segundo vão sobre as águas do Guaíba.

Agora, é rara uma conversa do senador sem que ele fale sobre a necessidade da obra:

– Fui muito resistente no começo, mas não há outra saída para esse gargalo que dificulta os investimentos de Eldorado adiante.

Os R$ 10 milhões confirmados ontem pelo governo federal para a realização de estudos para a construção de uma segunda ponte sobre o Guaíba foi um dos temas tratados há cerca de 10 dias em audiência entre a ministra Dilma Rousseff, Zambiasi e os deputados Mendes Ribeiro Filho (PMDB) e Henrique Fontana (PT). Zambiasi disse que a obra, estimada em R$ 250 milhões, seria a de maior visibilidade do governo Lula no Rio Grande do Sul. Dilma concordou.

– Não interessa se os recursos serão públicos ou privados – diz o deputado José Sperotto (DEM), que lidera uma frente parlamentar na Assembléia sobre o tema.

-> Expectativa para a BR-116: Coordenador do comitê que acompanha obras na Região Metropolitana, o deputado estadual Ronaldo Zülke (PT) diz que a construção da Rodovia do Parque, anunciada em 2006 pelo governo federal para desafogar a BR-116, entre Porto Alegre e o Vale do Sinos, não é uma miragem.

Segundo Zülke, “se tudo correr bem”, a licitação será aberta em abril e as obras teriam início em agosto. No dia 14 de janeiro, às 19h, na Universidade La Salle, em Canoas, está prevista uma audiência pública para avaliar o estudo de impacto ambiental. Este seria um dos últimos pontos antes da elaboração do projeto executivo da empreitada.

-> Os planos de investimentos no porto de Rio Grande e na Metade Sul são incompatíveis com as limitações da Ponte do Guaíba.

-> Aliás, as previsões do governo federal parecem boas demais para ser verdade, já que, se virarem realidade, o caminho da Capital ao porto de Rio Grande seria todo duplicado.

______________________

Ainda bem quem quem vai  “fazer”  a ponte não vai ser nossos governos reféns dos provincianos e dos contra-tudo:  quem vai fazer é o Lula.  Obra do PAC.
 
E mais que isso: os contra-tudo não vão poder impôr 15 anos de estudos de impacto ambiental e nem votações: o Lula quer fazer a ponte JÁ , pra estar pronta em 2 anos ,  pra ajudar a Dilma a ganhar as eleições.



Categorias:Nova ponte Guaíba

Tags:

11 respostas

  1. Descobri um site muito legal que fala desa nova ponte do guaiba é movimentopontedoguaiba.ning.com

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: