Histórico preocupante de quem quer investir

A via cruxis da Aracruz
8 de março de 2006 – Cerca de 1,5 mil agricultores, a maioria mulheres, invadem e danificam um laboratório, experimentos científicos, oito estufas e pelo menos 3 milhões de mudas de eucaliptos na Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro
6 de março de 2007 – A Via Campesina decide antecipar o aniversário de um ano de sua mais barulhenta ação, no ano anterior. Militantes invadem quatro áreas de empresas florestais no Estado, uma delas da Aracruz, em Eldorado do Sul
6 de março de 2008 – Integrantes da Via Campesina realizam manifestações em seis municípios gaúchos em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Uma delas é em frente à Fazenda da Bota, pertencente à Aracruz, em Encruzilhada do Sul
21 de maio de 2008 – Cerca de cem integrantes dos movimentos dos Pequenos Agricultores (MPA) e dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) – ligados à Via Campesina – invadem por 24 horas propriedade adquirida pela Aracruz em Canguçu
17 de outubro de 2008 – Depois de registrar perdas de R$ 1,95 bilhão com operações de câmbio por conta da crise financeira, a empresa anunciou a suspensão da construção da nova fábrica em Guaíba. Não há previsão para início da operação da unidade
A Empresa
A Aracruz Celulose é a maior fabricante mundial de celulose branqueada de eucalipto, com capacidade de produção anual de 3,2 milhões de toneladas e receita líquida de R$ 3,6 bilhões em 2007
O grupo planeja aplicar US$ 2,8 bilhões na implantação da nova fábrica em Guaíba, com capacidade para 1,3 milhão de toneladas/ano

Cresce suspeita de incêncio criminoso

A possibilidade de ação criminosa no incêndio que consumiu 1,5 mil toneladas de madeira em área da Aracruz Celulose, em Butiá, ganhou combustível ontem. Em depoimento à Polícia Civil, testemunhas enumeraram pelo menos três fatos que levam os investigadores a acreditar que o fogo tenha sido provocado.

As chamas atingiram simultaneamente três pontos do Horto Florestal Butiá, em descontinuidade – entre dois dos focos do incêndio há uma faixa de aproximadamente cem metros que não queimou.

– Os três pontos queimaram juntos – relatou um homem que atua na área à Polícia Civil e que pediu para não ser identificado.

A área estava úmida, inviabilizando uma combustão espontânea.

– Nem toco de cigarro iria acender fogo aqui, porque havia muita umidade, devido à chuva dos últimos dias. As cascas e folhas que sobram formam uma camada no chão, o que mantém a umidade por até 15 dias – disse a testemunha, em depoimento.

O fato de a Aracruz já ter tido áreas invadidas e depredadas diversas vezes no Estado (veja ao lado) reforçam a principal linha de investigação do delegado Cleandro André Jarczewski, responsável pelo caso.

– Caberá à perícia encontrar evidências que indiquem o uso de algum acelerante para o início do fogo. Como o caso é complexo, a emissão do laudo pode levar mais de 30 dias – informou.

A área atingida tem 1.594 hectares e fica junto à rodovia Porto Alegre-São Gabriel (BR-290), a cerca de cinco quilômetros da área urbana de Butiá. O local é cercado, mas não há portão na entrada principal, o que pode ter facilitado a entrada de algum carro. Controlado após 13 horas, o fogo consumiu cerca de 75 mil toras de eucalipto. O material estava empilhado e pronto para ser transportado à fábrica de Guaíba.

Zero Hora

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Podemos considerar a hipótese de o Oceanário (com sua torre) tivessem sondado a capital.  Mesmo que não se saiba a resposta, temos outras via-cruxis em Porto Alegre: Dado Bier no Gasômetro, torre panorâmica do futuro shopping Belvedere, Pontal do Estaleiro…

Ricardo Haberland



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