Copa 2014

Em nome da Copa de 2014, o Rio Grande do Sul pode conquistar obras que já deveriam estar servindo à população, mas continuam em estágios que variam do sonho ao projeto. É o caso do metrô, em relação ao qual o prefeito José Fogaça não guarda ilusões, da Rodovia do Parque, da ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho e da nova ponte do Guaíba.

Em nenhum momento o metrô foi tratado como obra imprescindível à escolha de Porto Alegre como uma das sedes da Copa. Será ótimo se sair, mas se continuar apenas nos discursos de campanha ou não estiver pronto até lá, pode-se resolver o problema do transporte local pelos ônibus mesmo. Como o governo federal alardeia que existem recursos, é a hora de os gaúchos aproveitarem a oportunidade para lutar, sem distinção de partido, por essa obra que será vital para o transporte no futuro.

É diferente o caso da Rodovia do Parque, que já está em estágio mais adiantado, com o projeto praticamente pronto. Sem essa alternativa para desafogar a BR-116, em Canoas, o acesso a Porto Alegre em um evento como a Copa do Mundo entrará em colapso.

A BR-116 está há muito tempo estrangulada e não pode esperar mais por uma solução. Hoje, em uma audiência pública em Canoas, será conhecido o relatório de impacto ambiental da Rodovia do Parque, que começa em Sapucaia, passa por trás do Parque de Exposições de Esteio e vem desembocar no bairro Humaitá, em Porto Alegre. Há dinheiro do PAC previsto para a obra e a licitação está programada para agosto, mas convém não vacilar: só a pressão política pode garantir que a obra saia do computador para a vida real.

 

Rosane Oliveira



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3 respostas

  1. Eu fui parar sem querer dentro da rodoviária de São Paulo uma vez (me perdi e fui parar la) e demorou pra eu perceber que estava numa rodoviaria. Pensava que era um shopping.

    Isso ja o o suficiente para responder a tua pergunta 🙂

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  2. Será que Porto Alegre não precisa de uma nova rodoviária? Mais moderna, bonita, segura e confortável; com estacionamento e hotel (econômico?) integrados??? Com certeza muitos turistas que visitarão a cidade na copa chegarão de ônibus, vindos do interior e, até mesmo, do Uruguai e da Argentina. Além disso, independente de Copa do Mundo, se a cidade tem alguma pretensão turística, precisa de equipamentos melhores.

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  3. Falando em “obras que já deveriam estar servindo à população, mas continuam em estágios que variam do sonho ao projeto”, na ZH de hoje, tem um texto chamado “Teatro da Ospa, afinal” que cabe perfeitamente nesse caso.

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