Chega de mais shoppings em Porto Alegre, por Polibio Braga

Os lojistas gaúchos ainda sob o trauma da falta de vendas e dos altos custos do BarraShoppingSul, articulam-se agora para evitar que novos shopping center abram em Porto Alegre. É muito shopping para pouco lojista. No minimo mais três grandes grupos ja estão com projetos aprovados, conforme já avisou o editor desta página.
Alto-Norte Shopping, na área da antiga fábrica da Matarazzo

Alto-Norte Shopping, na área da antiga fábrica da Matarazzo

1) Shopping Floresta.

2)Beralv, no local da antiga Matarazzo, na avenida Assis Brasil (Alto Norte Shopping)

3) Um terceiro na Salvador França / Estrada do forte.

Tem mais a ampliação do Praia de Belas e do Bourbon Ipiranga.

Essa conversa de livre iniciativa, de que o mercado regula a oferta e a procura não funciona bem assim. Na realidade atraem lojistas de fora, subsidiados, e usados como iscas, fazem com que os locais não possam perder “share” e se submetam a dividir mais ainda o bolo.

A pergunta que não quer calar é a quem interessa mais shoppings center em Porto Alegre?

Se a recente pesquisa “Atlas do Varejo” elaborada pela CDL junto a conceituada empresa do ramo, deixa claro que não há espaço, muito menos renda, o que querem?

Grandes predadores, os shoppings, tem suas atividades controladas na Europa pela preservação de um sadio comercio de rua.

Está na hora da Câmara de Vereadores rever esse assunto e assim como limitou a área dos hipermercados dentro da cidade, deverá limitar também os shoppings.

Polibio Braga
______________
1. Concordam com isso leitores ?
2. Pergunto: como assim um shopping na Salvador França com Estrada do Forte?


Categorias:Shopping Centers

Tags:

7 respostas

  1. A prefeitura poderia investir em turismo.
    Poderia criar atrações pra cidade.
    Alguma grande atração.
    Poderia deixar construir uma torre-mirante (adeus torre do Belvedere e Oceanario)
    Poderia deixar construir pelos menos uns 2 bonitos hotéis em nossa orla de 72 km.
    Poderia deixar construirem alguma marina com atrações nela.
    Poderia liberar o gabarito em algum ponto que seja.
    Poderia DEIXAR os empresários fazerem um monte de coisas. Claro que com cuidados, etc, isso ninguem discute.
    Mas aqui tudo não pode fazer.
    Depois perguntam porque aqui não há uma avenida como a Beira Mar Norte de Floripa, ou uma Marina como a da caital C e D, um hotel como na cidade E, predios novos como em F, depois perguntam porque aqui não ha turismo se nossa paisagem é tão privilegiada…
    Depois erguntam como pode acontecer uma novela tão NOJENTA e revoltante como a do Pontal…
    Todas as respostas são: Porto Alegre deixou de ter coisas legais e bacanas como outras cidades do Brasil e do mundo, porque aqui decidiu-se ser uma cidade melhor do que todas as outras, proibindo-se tudo. Desestimulando todos que querem investir. Asfiziando a cidade. Proibindo tudo.

    Curtir

  2. Rodrigo é um grande entendedor do assunto, e não vou discordar dele. O que ele falou é verdade, é claro.
    O que quero lembrar é outra coisa: ESTÁ HAVENDO MUITOS EMPRESÁRIOS QUERENDO INVESTIR EM PORTO ALEGRE !.
    Talvez chame atenção que o que, aparentemente, mais querem fazer em Poa são shoppings. Será que é porque seja uma das poucas coisas que ainda não são proibidas na Capital do Não ??????

    “Proibir não. Incentivar, sim.”

    Curtir

  3. Em relação ao comentário do Jackson, nenhuma cidade deve alcançar voo de forma desenfreada. Mas sim estar planejada para que voe por consequência.

    Não será um shopping que trará melhorias econômicas à cidade. Os ‘males’ deste equipamento urbano sobrepõem qualquer mérito deles. Temos que pensar em Porto Alegre como cidade, e para isto devemos levar em consideração tudo o que gira em torno e dentro dela.

    Qual a necessidade de encher Porto Alegre de shoppings? O que a cidade ganha com isto? E o que ela perde? Quem se beneficia e quem não se beneficia? O que acontece com a cidade real, que está lá fora? Qual o rumo que esta cidade vai tomar se crescer burra, sem planejamento?

    São Paulo alcançou voo. Sempre. Urbanisticamente é cheia de problemas, os quais hoje são reconhecidos e custarão fortunas astronômicas para que sejam resolvidos. Se é que serão. Devemos nos inspirar em São Paulo ou em outras cidades que souberam crescer de forma qualificada?

    Não compartilho esta necessidade de investir no lucro econômico somente. Sustentabilidade vai muito além disto. Quero que Porto Alegre seja uma ótima cidade, daquelas que vale a pena andar pelas ruas, contemplar a paisagem urbana, do que uma cidade feia que sugere que todos se escondam em caixas de concreto até quando for necessário fazer compras. Me digam: para que lado a cidade está indo?

    Tirem suas conclusões. Não é à toa que nenhum arquiteto ou urbanista aposta em shoppings como melhorias urbanas. Não é à toa que quem ‘cuida’ da cidade, o ‘médico urbano’, sugere que estes equipamentos (que não passam de um comércio alternativo de beira de estrada) sejam moderados.

    Pensem nisto. Vale a pena.

    Curtir

  4. Concordo completamente. Isto é uma cidade ou um painel de negócios a la Excel? O que Porto Alegre ganha com a proliferação deste tipo de equipamento urbano o qual sabe-se ser uma praga urbana?

    Resposta: retorno financeiro, não público, mas particular e exclusivo.

    Empregos, renda? Não é um shopping que vai gerar, e se gerar, qualquer outra forma de comércio geraria.

    Como outra vez dei uma alternativa à questão dos shoppings, tá na hora de regrar isto, antes que o futuro urbano da cidade seja ainda mais ameaçado. Basta limitar a quantia de áreas brutas locáveis (ABL), e o número de equipamentos na cidade. Não precisa deixar que o meio privado estabeleça estes índices, isto é papel da prefeitura e de um Plano Diretor que seja no mínimo DECENTE!

    Em nada Porto Alegre ganha com enormes shoppings e gigantescos hipermercados. A não ser uma deslumbrada população que luta por uma pseudo e utópica ‘modernização’. Quero ver qual será a defesa destes quando a cidade estiver em colapso urbano.

    Não é simplesmente proibir o investimento privado, mas fazer que este traga melhorias à cidade, ao invés de sugá-la ainda mais em troca de enriquecimento particular.

    Se ao invés de investir em shoppings, por que não investir em uma coisa real, como as ruas, a infra-estrutura urbana, a cidade? Vamos todos nos esconder em caixas de concreto e deixar que tudo lá fora caia por consequência. Que bela era moderna…

    Curtir

  5. Ele deve ter procurado o único lojista do shopping que não tá vendendo pra passar essa informação.
    Até onde sei o shopping vai de vento em popa. IMagina se não vendesse?
    Já é difícil achar vaga pra estacionar, cinema vazio.. Nem pra comer na praça de alimentação sobra mesa.
    Imagina se o shopping estivesse indo mal!!

    Curtir

  6. São argumentos válidos, mas… ter que considerar que o autor desse texto vem fazendo uma campanha sistamática contra o Barra Shopping. São comentários claramente maldosos, ácidos, cruéis, agressivos – e insistentes. Ele deve estar tendo algum interesse contrariado. Isso deve ser considerado ao analisar seus textos e suas campanhas.
    Porém deixo claro que mesmo assim considero Polibio um colunista de respeito. Mesmo sendo muito tendencioso e errando a mão muitas vezes, noutros momentos ele ainda continua a falar grandes verdades.
    Ah, sobre minha opinião: sou contra proibir MAIS UMA coisa em Porto Alegre. Deixem a cidade tentar alçar vôo!

    Curtir

  7. Pode haver uma certa verdade nesses argumentos. Mas PROIBIR iniciativas em Porto Alegre, eu acho perigoso.
    A cidade já sofre com proibições, e desestímulos de toda ordem, e o resultado foi se tornar a Capital do Não.

    As consequências estão aí:

    – A orla é um VEXAME, pois tudo é proibido nela

    – Os predios são nanicos em toda a cidade, sem nenhuma exceção, o que torna a cidade parada e cara, estimulando o crescimento nas cidades das redondezas.
    É um exemplo de que proibições extremas no urbanismo podem ser desestimuladoras, acabando com a pujança e ousadia da cidade.

    – Não pode ter hotel na orla. Porque ???

    – Querem que tudo seja proibido na revitalização do cais do porto

    – Na prática, não pode-se fazer a torre mirante do futuro shopping Belvedere (e a proibição de tudo que deve ter desestimulado o Oceanário e sua torre irem pra bem longe, afinal não se pode fazer nada ousado na Capital)

    – Tudo é proibido no afã de proteger tais e tais setores, em vez de permitira que iniciativas venham para Porto Alegre e assim a cidade e sua economia cresçam num inédito circulo virtuoso…

    Chega de proibir tudo em Porto Alegre. Se a cidade quer crescer, quer ter atitudes de metrópole, deixa! Talvez assim ela vire uma metrópole de fato e de direito, com turismo, com dinheiro entrando, com intenso intercâmbio de pessoas, com pujança.

    O contrário, é querer uma cidade ideal com o método de proibir tudo – e asfixiando e desestimulando a cidade.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: