PROTESTO: galinheiro aparece em parada de ônibus em Porto Alegre

galinheiroUm galinheiro substituiu uma parada de ônibus do bairro Rio Branco, em Porto Alegre, no início da manhã desta quarta-feira. A estrutura, feita de madeira e de uma tela metálica, abrigava três galinhas num suposto protesto contra o estado de conservação da parada.

A instalação foi feita durante a madrugada por pessoas desconhecidas. Testemunhas informaram à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) terem visto dois homens montando o galinheiro após chegarem em um carro branco comercial.

O galinheiro da Avenida Goethe chamou a atenção de pedestres e motoristas. “Achei uma forma bem bolada de protestar. Essa parada é pequena demais para abrigar as pessoas que tomam ônibus aqui em dias de chuva”, avaliou o empresário Mario de Araujo, 38 anos, que atua em um prédio localizado em frente à parada.

Além das galinhas, a estrutura era composta por fotos de paradas de ônibus de Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. O galinheiro foi desmontado pela EPTC, com apoio da Polícia Militar, por volta das 9h.

O diretor-presidente da EPTC, Luiz Afonso Senna, considerou o ato uma “palhaçada”, ainda mais por ter sido registrado em uma área nobre da cidade e não em um bairro carente.

“É uma brincadeira de mau gosto. Para nós, é um ato de vandalismo como os outros que as paradas de ônibus da cidade sofrem todos os dias. É um caso de polícia”, definiu Senna.

A EPTC registrou ocorrência na Polícia Civil para que os responsáveis pelo ato sejam identificados. As galinhas foram encaminhadas ao Batalhão Ambiental.

O internauta Mario de Araujo, de Porto Alegre (RS), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.

vc repórter, 18/03/2009



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9 respostas

  1. Acho que a repressão contra quem vandaliza não é solução.

    Aliás, mandar a Brigada reprimir é algo que todo mundo tem feito por anos e anos a fio em PoA, e nunca parou o problema do vandalismo.

    Primeiro que os vândalos nunca pagam pelo que estragam… mesmo que a Brigada os pegue no flagra, o máximo que um brigadiano faz numa situação dessas é humilhar, bater, destratar, e depois deixar solto. Nenhum policial vai levar um cara preso por estar quebrando um pedaço de fibra.

    E, olhando sob o aspecto de quem vandaliza… isso só vai gerar mais ódio contra tudo o que é público, que representa o sistema. O vandalismo acontece porque as pessoas não enchergam a coisa pública como sendo SUA – e eles até tem um pouco de razão… vivem abandonados pelo sistema, o Estado é só um eco distante, que aparece somente através das viaturas da polícia.

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  2. Também achei muito bem bolado o protesto. Válido e pacífico.
    Não acho que o portoalegrense é mais relaxado que o resto. É tão relaxado quanto. A diferença é que há patrulhamento nessas outras cidades. Reclamação que eu postei no blog tristepoa. S ehouvesse patrulhamento ostensivo, iria inibir qualquer atitude de vandalismo. Não acabaria, como sabemos, mas inibiria. E pelo menos a vida útil das paradas iria aumentar.
    Outro destaque que acho que merece reflexão é o lixo na cidade. Em anos anteriores eu sempre achei que a LIMPEZA uma característica de Poa, uma cidade limpa. E ouvia isso de turistas também. Hoje é um absurdo… Não há grandes lixeiras. Os condomínios precisam depositar seus sacos de lixo na rua, alvo de mendigos que arrebentam esses sacos em busca de qualquer coisa de valor ou comida. Aí os sacos ficam abertos, ao vento, espalhando papéis, plásticos e restos de comida. Lamentável.

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  3. Mais um exemplo de que a TRADIÇÃO PORTOALEGRENSE de

    paradas hediondas – e dos PÉSSIMOS HÁBITOS da população portoalegrense – são as paradas mais modernas da Bento Gonçalves, tipo do ano 2000, que logo que implantadas, já estavam quebradas, sujas e avacalhadas.

    Outro exemplo que eu havia citado foram as da Assis Brasil, em 1998, que numa semana já viraram um lixo.

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  4. Não sou só eu que comparo com outras cidades!!!

    Acabei de ver na TV que o autor do galinheiro – um cara muito bem informado – também botou no local fotos de belas paradas de ônibus de várias capitais brasileiras.

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  5. Concordo com Rafael: é um protesto pacífico, e muito bem bolado.

    Parabéns ao autor do galinheiro.

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  6. —“É uma brincadeira de mau gosto. Para nós, é um ato de vandalismo como os outros que as paradas de ônibus da cidade sofrem todos os dias. É um caso de polícia”, definiu Senna.—

    em que mundo esse cara vive? Protesto pacífico, muito bem bolado.

    Patética a atitude da EPTC. Ao invés de encher o saco de quem protestou, que tratem de agir bem pro povo não precisar protestar!

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  7. As paradas de onibus portoalegrenses são das piores do país. E a educação do povo que as avacalha, também.
    E essa vergonha não é de hoje: lembro muito bem que quando foram feitos os novos corredores da Assis Brasil, em 1998, logo em seguida já estavam jujos, pixados, derretidos, etc.
    Outro dia vi uma senhora de classe média alta colando um monte de cartazes numa parada, para achar seu cachorro. Ou seja, o cidadão portoalegrense (mesmo o rico) também trata suas paradas com desprezo.

    Noutras capitais, vejo (e fotografo) paradas cuidadíssimas. MESMO EM BAIRROS POBRES.

    E tem BANCOS. E são limpas. Bonitas.

    E tem mapas da cidade – que não são pixados.

    ****

    Paradas de ônibus horríveis: UMA TRADIÇÃO PORTOALEGRENSE.

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  8. Também achei uma boa. Pena não ter passado no Jornal Nacional. Na questão apontada pelo “fmobus” sobre falta de mapas e horários, tb achei que seria necessário mapas e horários no novo terminal do Camelódromo. São coisas REALMENTE SIMPLES que ajudariam, e muito, Porto Alegre…

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  9. Boa! Realmente, é uma vergonha a estrutura e o estado de conservação das paradas de ônibus de Porto Alegre. As paradas são sempre do mesmo tamanho, mesmo em lugares de alta demanda, e não parece haver ninguém responsável pela conservação delas. Mapas e horários de ônibus então, nem pensar!

    Meio relacionado: eu vi uma parada na 24 de Outubro, perto da Félix da Cunha, onde o (abandonado) espaço de propaganda foi substituído por uma estante coletiva de livros e revistas. É uma ótima idéia de uso para aquelas estruturas feias, que foram recentemente desmontadas em massa. Uma outra possibilidade adaptar aquilo para que as pessoas podessem se sentar ali.

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