GM surpreende com mega-investimento de US$ 1 bilhão no RS

 

Nascedouro de Celta e Prisma, a linha de montagem da General Motors (GM) em Gravataí também deverá produzir um utilitário esportivo compacto da marca. Iniciada com o Prisma Y, um conceito apresentado hácarro-gm pouco mais de dois anos, a proposta evoluiu e deve agora se concretizar como resultado do investimento de US$ 1 bilhão que a companhia prevê no complexo gaúcho.

Como inspiração do novo modelo, a GM deverá buscar as linhas do também conceitual GPiX, um crossover cupê que foi destaque da montadora no Salão do Automóvel de São Paulo 2008, no Anhembi. Não será tão ousado e sofisticado quanto o protótipo, de visual arrojado e avançada tecnologia, típicos dos carros-conceito, e ainda distante das linhas de montagem do país como os faróis de leds (diodos emissores de luz).

Mas, da arquitetura-conceito do GPiX, será desenvolvida a nova família de veículos. Além do utilitário esportivo a ser produzido no complexo da GM em Gravataí, a gama incluirá um hatch, um sedã e talvez ainda uma picape em unidades ainda não definidas. A opção pela produção na planta gaúcha seria por sua alta produtividade, a segunda maior da corporação e só superada por uma unidade chinesa. A linha de montagem de Gravataí produz o Celta e o Prisma, mas tem capacidade para até cinco modelos diferentes.

O conceito GPiX foi desenvolvido pela engenharia brasileira no Centro de Design da GM, em São Caetano do Sul, da Divisão LAAM, que abrange as regiões da América Latina, África e Oriente Médio. O protótipo foi montado sobre uma nova arquitetura-conceito também desenvolvida no país e que servirá de base para futuros veículos compactos Chevrolet – seguindo as linhas dos últimos lançamentos mundiais da montadora com ampla grade frontal e vincos fortes marcando a carroceria.

O recurso de começar a nova família pelo utilitário esportivo será para enfrentar o Ford EcoSport, que lidera praticamente sozinho um segmento que não para de crescer no mercado brasileiro.

Ao apresentar o GPiX no ano passado, o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardilla, já adiantara que o conceito poderia resultar, no futuro, no desenvolvimento de vários modelos a partir de uma mesma arquitetura. Na ocasião, o comando da montadora também revelou que pretendia investir US$ 1 bilhão na produção de três novos modelos sem definir os locais de produção. Como os recursos são próprios, aguardava apenas aprovação técnica do projeto pela GM em Detroit. Prevista para janeiro deste ano, a liberação do projeto foi adiada pelas dificuldades enfrentadas pela matriz nos Estados Unidos.

No começo deste mês, um alto executivo da montadora, que veio a Porto Alegre para um encontro com a governadora Yeda Crusius, disse a ZH que ainda era cedo para falar sobre o projeto do novo modelo gaúcho. Mas diferentemente da situação da GM americana, o cenário nacional permite outros planos para o Brasil. Há poucos dias, o presidente da empresa, Rick Wagoner, destacou que pelo excelente desempenho, as três unidades mais rentáveis da corporação – Brasil, China e Índia – teriam os investimentos priorizados, pois foram os mercados menos atingidos pela crise econômica mundial.
Zero Hora

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Há mais de um mês a governadora Yeda Crusius vem guardando o maior segredo sobre investimentos novos que estão desembarcando no RS, mas neste domingo o jornal Zero Hora deu o “furo” e revelou que o segredo tão bem guardado é do projeto de US$ 1 bilhão previsto pela GM para Gravataí. O complexo automotivo da empresa aumentará a produção em 50%. Com isto, a produção para 250 mil automóveis por ano, segundo apurou a repórter Marta Szefredo, de ZH. Yeda deu o sinal verde em dezembro.

Apesar da crise mundial, a GM decidiu que fará seu novo carro no Rio Grande do Sul.

O surpreendente investimento previsto pela GM no RS veio em boa hora, porque o Estado não pode contar com tres enormes empreendimentos na área florestal – Aracruz, VCP e StoraEnso – adiados em função da crise mundial. Os tres investimentos, gigantescos, são tres vezes maiores do que aquele previsto agora pela GM, mas o poder multiplicador, exponencial e dinâmico sobre o conjunto da atividade industrial do Estado é infinitamente maior.

 

Políbio Braga



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2 respostas

  1. E eles continuam com raiva.
    Hoje, o que eles querem expulsar daqui é Pontal do Estaleiro.

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  2. Boa notícia, no aniversário de 10 anos do desastre de Olívio que expulsou a Ford.

    Aquele governo raivoso e desastroso nunca daria uma boa notícia como essa.

    Aquele “governo” foi o maior câncer do Rio Grande do Sul nas últimas décadas, e que deixa sequelas até hoje.

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