Empresa desiste de prédios residenciais no Pontal

Decisão deve inviabilizar consulta popular sobre o projeto.

E Porto Alegre perde oportunidade única de ter área de lazer na orla ABERTA ao público.

A empresa responsável pelas obras da área do antigo Estaleiro Só voltou atrás e desistiu de construir prédios residenciais na região. A decisão foi tomada nesta quinta-feira pelo empresa pela BMPar Empreendimentos e comunicada oficialmente ao prefeito José Fogaça, que agora deve vetar integralmente o projeto que prevê consulta popular para decidir sobre o Pontal do Estaleiro.

O advogado da BMPar Empreendimentos, Milton Machado, explica que o empreendedor ficou insatisfeito com o resultado das discussões públicas sobre o projeto. A proposta para convocação de um consulta popular, aprovado na Câmara dos Vereadores, chegou ontem à prefeitura e terá 15 dias para ser sancionado ou vetado pelo prefeito.

O projeto arquitetônico, que agora prevê a construção de somente prédios comerciais na orla do Guaíba, será encaminhado nas próximas semanas à prefeitura. A área conhecida como Pontal do Estaleiro foi adquirida pela BMPar em 2005 através de leilão, por R$ 7,5 milhões.

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OK, agora vamos colocar os pingos nos is.

O projeto  que seria votado nunca foi o Pontal do Estaleiro, mas sim a construcao mista. Qual é a diferança? O empreendedor teria um lucro maior com a construção mista e, por isso, deveria dar uma contrapartida à cidade, que é a área  de laser, a área pública. Não mudando a lei, não haverá contrapartida. Em outras palavras, o local não será público. Teremos alguns prédios sem acesso público. O público não perderá acesso à orla, pois já não tinha. Mas deixará de ganhar.

A quem devemos agradecer por isso? À AGAPAN, ao Porto Alegre Vive, ao senhor Juremir Machado da Silva e tantos outros que queimaram tanta energia contra o Pontal. Graças a eles, perdemos a primeira oportunidade que apareceu em tanto tempo, com custo zero para o poder público, de dar acesso livre e gratuito à orla para a população.

O que eles dirão, agora, que o Pontal será edificado e área pública não será construída? Vão reconhecer que, por mais que eles tenham dito que a Pontal privatizaria a orla, conseguiram o contrário, impediram que ela seja tornada pública? Ou vão fechar os olhos e dizer que eles não sabiam que desde que o começo seria possível construir comerciais e eles não sabiam disso? E que, só com comerciais, ficamos sem a área de lazer?



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6 respostas

  1. Fogaça teve atitudes MUITO condenáveis.
    Eu estou muito mal e muito triste com essa situação toda. Mesmo assim consigo enchergar que Fogaça não foi o maior responsável por essa situação. Ele tem muita cultpa no cartório, sim, mas precisamos enchergar que tudo que ele fez (ou não fez) acenteceu dentro de um CONTEXTO.
    Que contexto é esse? É o contexto de uma cidade muito crítica.
    Uma cidade praticamente do contra (lembram de uma matéria que saiu no jonral há pouco mais de um mês? Aquela matéria que dizia que o gaúcho e principalmente o portoalegrense, se tiverem que tomar uma posição, escolherão ser CONTRA).

    Uma cidade que teve muitos anos de governos que incentivavam o rebeldismo e a ojeriza aos “grandes”.

    Uma cidade que, em 2008, gerou muitos episodios de quase guerra por causa desse projeto.
    Uma cidade que, mesmo esse projeto sendo táo maravilhoso, tão bonito, tão invejável para qualquer cidade do MUNDO, aqui inúmeras enquetes em rádios, tv, etc, sempre deram 50% de cidadãos CONTRA o projeto, como se ele fosse uma encarnação do Diabo na Terra.

    Foi Porto Alegre que mandou o Pontal embora. Fogaça teve atitudes fracas, mesmo, mas não é ele que há um ano faz guerra e escândalos demonizando o projeto.

    Fogaça teve sua atitude condenável produzida pelo contexto portoalegrense.

    O prefeito nunca teria tido todas suas decisões lamentáveis contra o Pontal se ele governasse no contexto de uma Curtiba da vida, de uma Fortaleza da vida, de uma Montevideo da vida.

    Fogaça teve sua atitude condenável produzida pelo contexto portoalegrense.

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  2. Tem que parabenlizá o nosso prefeito José Fogaça por ter ficado em cima do muro.

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  3. E eu ainda me perguntava pq os responsáveis pelo Oceanário não o constroem aqui. hahaha. Imagina a choradeira que seria. Se um ESPIGÃO de 12 andares já causa tanto alvoroço, imagina uma torre de mais de 200 metros. Na verdade eu deveria me perguntar como é que um empresário ainda tenta investir em Porto Alegre… uma cidade que tem uma orla que poderia ser belíssima, ponto turístico, cartão postal e motivo de orgulho… otalmente ABANDONADA!!! Só quero ver as reações ao projeto de revitalização do Cais do Porto. EU ODEIO A AGAPAN!!!!!!!!!!!!

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  4. Porto Alegre tem oq seus governantes fracassados merecem, e a populaçao em partes perde. VIVA a AGAPAN e outras entidades abostadas da cidade, conseguiram oq queriam, q o empreendedor tivesse menos lucro, pura inveja por n ter mais oq fazer na vida, a n ser parasitar os outros. So torço que ergam predios do tipo Barra Tower ou mais altos, acima de 100m de preferencia, quem sabe com uns espigoes nascendo no Pontal eles tenham um treco e desistam de Poa e se mudem para Cuba e afins…

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  5. Voce falou tudo Filipe!!….E eh por causa dessa cambada deignorantes retrogrados que Porto Alegre, mais uma vez, acaba siando perdendo.

    PS: Espero que els ergam espigoes comerciais ainda mais altos la!!

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  6. eu tenho impressão que o Juremir Bostado já andou se dando conta disso, pois ele mudou seu discurso recentemente, entrando na picuinha rio vs. lago e suas respectivas áreas de preservação

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