Navio fica à deriva no Guaíba

Embarcação do Paraguai está abandonada desde 1997

Ancorado desde 1997, o Mariscal José Félix Estigarribia se desprendeu na tarde de ontem do Cais do Porto da Capital e ficou à deriva no meio do canal, provocando riscos à navegação.

O navio fantasma, uma das três embarcações de bandeira do Paraguai abandonadas no local, não resistiu à degradação provocada pelo tempo. As amarras, que não sofrem manutenção há mais de dez anos, romperam-se depois de um outro barco passar em alta velocidade, provocando uma forte onda. Com o balanço, o navio paraguaio se soltou e foi parar no meio do Guaíba. Só não avançou mais porque bateu numa boia.

A Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) solicitou ajuda a um rebocador particular para retirar o navio do canal e evitar um acidente. De acordo com o superintendente da SPH, Gilberto Cunha, o problema pode voltar a ocorrer:

– Eles não têm nenhum tipo de conservação, e estamos impedidos até de entrar neles porque são território do Paraguai. Só entramos hoje (ontem), pois era uma emergência.

Ao ser rebocado de volta, o navio ainda bateu no atracadouro, aumentando a tensão na operação de resgate. Uma inspeção da Marinha feita em dezembro havia descartado qualquer risco de incidentes com o José Félix Estigarribia. Ontem, o delegado da Capitania dos Portos, Ricardo Pereira da Silva, afirmou que deverá diminuir os prazos das vistorias:

Para retirar os navios paraguaios do porto, a SPH estuda um projeto para prescrever as dívidas portuárias acima de cinco anos. Atualmente, as embarcações devem juntas mais de R$ 3,8 milhões em tarifas.

Além das três paraguaias, a SPH tenta definir o destino de outras oito embarcações abandonadas no cais.

ZH



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1 resposta

  1. Os escombros do Estaleiro Só é o equivalente em terra dos navios abandonados.
    Pena que os escombros do Estaleiro não provoquem algum grande perigo, tb, pra que seja demolido.

    Eh, Poa é a Havana brasileira.

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