Corredores de ônibus de Porto Alegre

O  CORREDOR  DO TERROR

Esses ônibus não estão andando: estão PARADOS

Esses ônibus não estão andando: estão PARADOS

De ônibus, na rota do suplício

Viagem massacrante de 10 quilômetros entre centro e zona norte da Capital levou uma hora e meia

Para milhares de usuários do sistema de transporte coletivo que circulam por uma das principais rotas entre o centro e a zona norte de Porto Alegre, voltar para casa após um dia de estudo ou trabalho não é um alívio, mas um suplício. A superlotação de veículos nos corredores de ônibus no eixo formado pelas avenidas Farrapos e Assis Brasil faz com que uma viagem de apenas 10 quilômetros dure uma hora e meia – tempo suficiente para se deslocar da Capital ao Litoral Norte, por exemplo.

A reportagem de Zero Hora testemunhou, das 18h2min às 19h32min, o drama dos passageiros que chacoalham diariamente na rota do suplício e da paciência.

O longo tempo decorrido entre a saída, no terminal do Centro Popular de Compras, no coração da cidade, até o Terminal Triângulo, na Zona Norte, é resultado da velocidade média a que os ônibus estão limitados pelas condições de trânsito: míseros 7 km/h. Isso equivale a uma pessoa caminhando em ritmo intenso.

Entre as vítimas da lentidão coletiva se encontram estudantes, funcionários de empresas, profissionais liberais e funcionários públicos como a professora Beatriz Gutierrez, 52 anos. O massacre viário a que ela é submetida a cada final de tarde provocou hábitos peculiares na vida da educadora, como aproveitar o tempo de viagem para corrigir as provas de seus alunos.

– Consigo corrigir as provas de duas turmas até chegar em casa, na Ary Tarragô – revela.

Segundo passageiro, suplício se agravou nos últimos anos

Quando não há testes a serem revisados, ela desenvolve outras técnicas para driblar o tédio e o cansaço. Uma delas é não repetir o lugar do ônibus onde se senta. Assim, tenta criar a ilusão de que faz uma viagem diferente.

– É muito difícil passar tanto tempo fazendo a mesma viagem, dia após dia. Tento variar o que dá, mas não adianta. Sei de cor a localização de cada prédio desse trajeto – lamenta.

A rotina de casa, onde costuma chegar por volta das 20h, depois de quase duas horas de sacolejo pelas vias da Capital, também é afetada pela lentidão nos corredores de ônibus – que, segundo ela, vem se agravando nos últimos dois anos. É o marido que organiza as tarefas domésticas e a aguarda com a janta pronta. Agora, Beatriz quer comprar um rádio portátil para deixar mais toleráveis os demorados deslocamentos.

No final da tarde de ontem, era isso que distraía boa parte dos ocupantes do ônibus que fazia a linha Planalto/Sabará.

Outros dormiam com a cabeça encostada no vidro do veículo. Alguns, porém, se limitavam a observar através da janela carros e pessoas a pé passarem à frente.

O motorista que os conduzia, Luís Eduardo Rodrigues, 33 anos e quatro de profissão, explica que o trânsito exige paciência profissional.

– Não pode se irritar, tem de ficar sempre calmo. Só assim se consegue trabalhar todo dia nessas condições – explica o motorista.

Os pontos de maior lentidão se concentram ao longo de aproximadamente três quilômetros da Avenida Farrapos, até um breve desafogo a partir da Avenida Brasil, e nas imediações do Viaduto Obirici, onde são necessários 15 minutos para vencer um trecho de não mais do que um quilômetro.

Entre as principais razões para o congelamento do fluxo nos corredores estão:

 – Concentração excessiva de linhas de ônibus urbanos e intermunicipais no percurso, que supera a capacidade dos corredores

 – Número excessivo de linhas municipais e intermunicipais que utilizam a rota Farrapos/Assis Brasil para se deslocar

 Zero Hora

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A situação no corredor é  chocante, absurda, surreal até. 

Como bem diz o texto acima, é um massacre andar no corredor da zona norte na hora do rush. É  desesperador.      Forma-se um comboio de ônibus – parados – de uma parada à outra.

 Esse abusurdo dos comboios parados já vem da outra década: não sei como as pessoas são tão passivas, não fazem nada, não reclamam.

 Nessas horas gosto mais ainda de morar na zona sul. As avenidas de lá são largas, não foram dominadas praga, pela mania,  dos (horríveis) corredores de ônibus  e, mesmo sob trânsito pesado, os ônibus verdadeiramente correm.

 RicardoH



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2 respostas

  1. Porto Alegre carece de políticos competentes para dirimir os problemas do trânsito caótico sobretudo nos corredores da Assis Brasil.. Não concordo quando a culpa desta situação é atribuida as empresas de ônibus da zona norte pois as mesmas desenvolvem um trabalho de muito profissionalismo, qualidade e pontualidade. As mesmas não tem culpa se a cidade não oferece estrutura para que as viagens de õnibus sejam mais ágeis.

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  2. O metrô que tem passar na Assis Brasil !!!
    Que aopassar no Centro, dê uma espichada até o Beira rio, por causa da copa, mas a Assis Brasil precisa de metrô um milhão de vezes mais que a Bento Goncalves!

    Só morrendo alguem dentro de om onibus trancado no corredor, la em cima do viaduto Obirici, que vai ser feito alguma coisa.

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