Garantido investimento bilionário em Gravataí

Investimento de US$ 1 bi deve ser anunciado pela GM este mês

Deve ocorrer até o final do mês o anúncio oficial do investimento bilionário da General Motors em Gravataí. A data final ainda depende de um complexo xadrez institucional que envolve a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a diplomacia necessária depois do pedido de reestruturação judicial da matriz da companhia nos Estados Unidos.

Ontem, em São Caetano do Sul, sede da General Motors do Brasil (GMB), o presidente da divisão nacional e do Mercosul, Jaime Ardila, confirmou oficialmente que a empresa prepara “para as próximas semanas” o anúncio de um investimento adicional de US$ 1 bilhão no Brasil. Ardila evitou dar mais detalhes sobre o projeto, anunciado com exclusividade por Zero Hora em 22 de março, mas assegurou que a criação da nova GM não altera a decisão já chancelada pelo conselho de administração da montadora.

– Entre 2007 e 2012, a GM do Brasil vai investir US$ 2,5 bilhões, dos quais US$ 1,5 bilhão já foram anunciados e aprovados e outros US$ 1 bilhão adicionais serão anunciados nas próximas semanas – afirmou Ardila.

Embora o empréstimo de US$ 150 milhões do Banrisul já tenha sido praticamente aprovado, Ardila frisou que a subsidiária brasileira não depende de financiamento por ter um caixa robusto nas mãos – o valor não foi revelado. Segundo negociadores gaúchos, há intenção de obter US$ 350 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mas a GM evita se comprometer com essa meta.

– As decisões de financiamento serão tomadas depois, quando já começarmos o investimento – disse Ardila.

Na entrevista convocada para dar esclarecimentos sobre a situação da GMB frente à divisão da antiga GM, Ardila confirmou que a unidade brasileira será um dos principais ativos da nova GM. A multinacional deverá se tornar menor e mais eficiente e dar continuidade à produção das marcas Chevrolet, Cadillac, GMC e Buick. A velha GM ficará com as marcas que serão extintas ou vendidas – Saab, Saturn, Hummer e Pontiac.

O anúncio da ampliação no Estado não deverá contar com a presença do presidente mundial da GM, Fritz Henderson. Como o processo de divisão da empresa envolve fechamento de unidades e demissões nos EUA, a direção nacional avalia que é melhor evitar a exposição de novos projetos a curto prazo. Isso não quer dizer, porém, que o projeto gaúcho dependa da autorização do novo conselho de administração que será montado até agosto para comandar a nova GM.

– Já temos as aprovações necessárias – assegurou Ardila.

Para demonstrar a capacidade da GM do Brasil de se autossustentar nos próximos anos, Ardila citou a venda de tecnologia brasileira – carros flex e compactos – para outras subsidiárias, que rendeu à unidade US$ 430 milhões nos últimos três anos – dos quais US$ 165 milhões em 2008.

 

ZH



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