Desequilíbrio às vésperas da consulta sobre o Pontal do Estaleiro

 

Foto: Genaro Joner

Foto: Genaro Joner

Destino da área às margens do Guaíba será definido no próximo dia 23

 

 

A menos de 20 dias da Consulta Popular que definirá o destino do antigo Estaleiro Só, na Capital, a capacidade de mobilização das frentes indica um desequilíbrio na competição.

As únicas duas organizações cadastradas oficialmente para defender o Sim (que apoia a construção de obras residenciais e comerciais no local), indicam que vão mudar de lado, enquanto o Não soma 13 adesões.

No dia 23, toda a cidade é convidada a decidir se, além da atividade comercial, devem ser permitidas construções residenciais no local. Para acompanhar o processo eleitoral e garantir sua lisura, a prefeitura credenciou duas frentes de entidades, a do Sim (a favor também de residências) e a do Não (a favor somente do uso comercial). Apesar de cadastradas pelo Sim, nesta semana, a União Estadual dos Estudantes (UEE) e a Força Sindical/RS negaram o apoio.

– Acredito que houve uma falha de comunicação entre nós e a prefeitura. Somos a favor do uso somente para prédios comerciais, não para uso residencial – afirma Cláudio Janta, presidente da Força Sindical.

A UEE, com nova gestão, promete reunir-se amanhã para tirar uma posição definitiva, mas a tendência é adotar o Não.

– Fomos até surpreendidos, não sabíamos que a UEE estava na frente do Sim. A tendência é ficarmos no lado do Não – diz Luiz Rafael Rodrigues, presidente da UEE.

Até ontem à noite, a prefeitura desconhecia a mudança de posição. Mesmo sem elas, qualquer associação ou cidadão pode adotar a bandeira e fazer campanha para o Sim ou para o Não.

É o caso da ONG Move Poa, que informalmente já se mobiliza pelo Sim

– Nosso grande argumento é que a construção mista, com prédios comerciais e residenciais, conseguirá revitalizar aquele local de forma completa – afirma Gilberto Simon, integrante da ONG Move POA.

Quem abraçou a disputa promete colocar material nas ruas.

– Em caso de vitória do Sim, pode haver gente querendo construir prédios residenciais em outros locais da orla – teme Nestor Nadruz, da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), do Não.

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ZERO HORA



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2 respostas

  1. Se a lei já permite a ocupação da orla do Guaíba com prédios comerciais a pesquisa se torna inócua.
    Interessante seria definir uma largura mínima de preservação da orla, onde não pudesse ter edificações de espécie alguma. Que então essa faixa de terra na orla pudesse ser usada para lazer pela população em geral.
    Pelo que sei o projeto do Pontal do Estaleiro prevê o trânsito livre pela orla, apenas teria que se ver se essa largura prevista de área livre é adequada.
    Também ainda tem vários locais na orla, depois do Cristal e na Tristeza, onde não se pode chegar na beira do rio. Essas áreas sim devem ser liberadas para o público.

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  2. Sem apoio de nenhuma dessas entidades fajutas, pelo jeito o SIM só pode contar com o apoio de pessoas esclarecidas sobre o projeto, que são a minoria em Porto Alegre.

    Também com peões de obras e desempregados interessados em garantir as centenas de empregos que serão gerados com esse empreendimento.

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