Foi boa para o RS a venda da Aracruz

A Aracruz confirmou nesta quarta-feira, em Fato Relevante, que começou as negociações com o grupo chileno CMPC, visando a venda da fábrica de Guaíba, RS. O martelo será batido dentro de 90 dias.

A Aracruz admitiu que é um negócio de US$ 1,5 bilhão.

A Aracruz venderá não apenas a fábrica de Guaíba e suas florestas, mas também as licenças e autorizações para o projeto de expansão da fábrica de celulose, que elevará a produção anual para 1,8 mil toneladas.

Trata-se de uma notícia muito boa para a economia do RS:

1) Ao comprar a Aracruz, a VCP (hoje, Fibria) teria dificuldade para retomar o projeto de Guaíba e além disto seu projeto de Rio Grande (granja 4 irmãos), de igual valor, dificilmente iria adiante.

2) A StoraEnso, que tentou comprar a fábrica e o projeto de Guaíba, caso obtivesse êxito, cancelaria seu projeto igual da Metade Sul.

Isto significa que o RS respirará aliviado, já que a CMPC executará a ampliação de Guaíba, a VCP terá caixa de sobra para tocar seu empreendimento de Rio Grande e a StoraEnso só terá espaço se confirmar o negócio que anunciou para a Metade Sul.

São valores fantásticos. Algo como US$ 4,5 bilhões entre as três gigantes do papel e celulose.

CMPC tem consórcio com a chinesa Bahia Pulp para o caso da Aracruz de Guaíba

logo-cmpcEmbora o Fato Relevante publicado pela Aracruz sequer toque no nome do Grupo Sateri International, o que se sabe no mercado é que a CMPC já alinhavou consórcio com o grupo de Xangai para controlar a Aracruz de Guaíba.

A chinesa Sateri opera a Bahia Pulp, Camaçari, Bahia, onde produz celulose solúvel especial.

US$ 2 trilhões de dólares em caixa é o que os chineses têm para comprar o que quiserem

Políbio Braga



Categorias:Economia Estadual

Tags:,

%d blogueiros gostam disto: