EPTC efetua uma ‘limpeza’ no Salgado Filho

Das 8h às 18h, 63 motoristas foram multados por estacionar em locais proibidos. Intervenção decorre de convênio com a Infraero
 

Empresa contará com 14 agentes nesta primeira semana de fiscalização. Foto: Carla Ruas

Empresa contará com 14 agentes nesta primeira semana de fiscalização. Foto: Carla Ruas

O primeiro dia de atuação dos agentes da EPTC nas áreas de estacionamento do Aeroporto Internacional Salgado Filho foi de muito trabalho. Em menos de quatro horas, 25 veículos foram multados por estacionar em locais proibidos. No final do dia, a soma foi de 63. O agente Fernando Dias autuou um Santana, de Gravataí, um Peugeot, da Capital, e uma EcoSport, de São Leopoldo, em apenas cinco minutos. O secretário municipal da Mobilidade Urbana, Luiz Afonso Senna, disse que a intenção é disciplinar a circulação no terminal de passageiros, fazendo com que os motoristas respeitem as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A intervenção dos agentes da EPTC foi possibilitada por causa de convênio formalizado com a Infraero. A desordem era tamanha que automóveis estacionavam nos dois lados da rampa de acesso ao embarque, impedindo o ingresso de ônibus de turismo. Nesta primeira semana, a EPTC mobilizará 14 agentes nas imediações do Salgado Filho.

A partir da próxima segunda-feira, serão oito agentes durante o dia e outros dois de madrugada. O coordenador da EPTC Região Norte, Paulo Ramires, afirmou que além das 2.020 vagas pagas, existem 140 pontos para estacionamento gratuito e 202 para embarque e desembarque. ”Chegamos no Aeroporto às 6h30min e havia 60 veículos estacionados em locais proibidos”, relatou. Segundo Ramires, inicialmente os agentes optaram pelo diálogo, orientando a retirada dos veículos, e a maioria saiu. Porém, houve casos de protestos. ”Vim trazer minha mãe e ela estava atrasada para embarcar. Deixei o carro em qualquer lugar. Se demorasse, seria autuado. É lamentável”, protestou o microempresário Luiz Ribeiro, 37 anos.

Fonte: Correio do Povo

Embora eu aprecie que a EPTC esteja fazendo seu trabalho fiscalização, eu acredito que o caso do aeroporto é mal-intencionado e meramente arrecadatório. Apenas alguns lugares específicos da rampa são estreitos o suficiente para causar problema quando alguém estaciona. Existem muitos lugares onde os carros estacionados NÃO causariam problemas de circulação mas, em nome da renda de seu caro estacionamento, a Infraero sinalizou como proibido. Agora, resolveu faturar. Deve ser a crise.

Enquanto isso, a EPTC se omite na fiscalização de estacionamento e circulação em avenidas e ruas críticas da cidade, e o estacionamento do aeroporto está transbordando de carros. A solução pro caso do aeroporto NÃO é sair multando todo mundo. A solução é prover opções. No caso do aeroporto,  que tem carência de vagas de estacionamento, enquanto não se constrói o caro novo prédio de estacionamento, poderia ser negociado com o Pepsi on Stage o aproveitamento daquele grande estacionamento durante o dia – claro que após uma qualificação do local, quem sabe com uma passarela até o aeroporto e limpeza do terreno. Além disso, sempre deveria haver uma opção de estacionamento de rua próxima aos locais que atraem muito público – é muita sacanagem o sujeito ir no Barra Shopping, por exemplo, e ser obrigado a desembolsar porque a Diário de Notícias proíbe estacionamento em toda sua extensão.

A permissão ou proibição de estacionamento deve ser decidida conforme a capacidade e necessidade da via, e não pelos interesses comerciais dos estacionamentos. A regra do bom-senso deveria imperar: se um carro estacionado não prejudica o fluxo, o estacionamento tem que ser permitido.



Categorias:aeroportos brasileiros, EPTC, Infraestrutura, Meios de Transporte / Trânsito

1 resposta

  1. Esses dias, em matéria de Zero Hora, análise feita sobre a Avenida Bento Gonçalves e outras, recomendavam que estas deveriam ter proibição de estacionamento junto ao meio fio. Perguntada sobre isso, a EPTC nos diz que não é necessária esta proibição. Porque no Aeroporto então, é necessário, se mal tem trânsito? Na Bento e outras avenidas é muito mais prejudicial do que nos acessos ao Aeroporto. É lógico que a EPTC está cedendo a pressões “externas” (externa = estacionamento privado do Aeroporto). Lamentável !

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