A Feira do Livro morreu!

Morreu, sim, mas as carpideiras, mesmo lavadas de lágrimas, acreditam na ressurreição.

Os números das vendas são impossíveis de contestar:

2005 – 530.980 exemplares;
2006 – 472.348 exemplares;
2007 – 459.521 exemplares;
2008 – 424.046 exemplares;
2009 – 354.892 exemplares.

De 2008 para a última edição foram vendidos menos 69.154 livros.

Se não é o fundo do poço, é quase. Um horror!
Será que os gênios que mandam na Feira não se dão conta disso?
Ah, os gênios estão contentíssimos porque o número de pessoas que passou pela praça da Alfândega aumentou. Tóing!

José Luiz Prévidi



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7 respostas

  1. Guilherme, eu tb sempre consigo bons descontos na feira. E sempre faço uma listinha pra época da feira. Mas, no geral, os livros estão mais caros. E nisso, só os governos – cortando impostos – podem ajudar. E tb concordo que é mto bom curtir o evento: o centro cheio de gente, pessoas de todas as classes, apresentações artísticas, visitar a praça… eu adoro a Feira!!!

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  2. O problema não é a feira em si, e sim os jovens de hj em dia, da geração internet q não gosta de jornais e revistas, muito menos livros.

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  3. Do meu ponto de vista, não sou muito fã de livros, me desculpem os defensores da mesma, mas essa feira nesse local só serve para estragar o piso da praça, deixa sequelas após a feira q n são arrumados devidamente, e tira todo o visual do local que assim ja está poluido pelo ecesso de grandes árvores que tapam todos os belos prédios do seu entorno. Acho que se bem pensado, um outro local seria melhor.

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  4. Isso é muito relativo…. eu esperei até a feira do livro para comprar meus livros de arquitetura, que são caros, e consegui um super desconto. Investi R$380,00 em 5 livros na feira, e ganhei + 3 , sem falar no baita desconto que consegui negociar…saí super feliz de lá. Pelo menos para mim valeu e muito a feira, sem falar que é trilegal curtir o evento. Não deve mudar de local, mas o cais deve ser revitalizado e aproveitado como uma grande extensão do evento.

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  5. Na mesma reportagem/nota do Prévidi, ele escreve que aumentou o número de pessoas que passam pela praça durante a feira. Ora, se tem mais gente na feira e queda nas vendas, é pq as pessoas vão e não compram. Se não compram, um dos principais motivos é o preço dos livros. Acho que esse é o principal problema.

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  6. Creio que uma alternativa é Porto Alegre ter um moderno Centro de Eventos e a Feira se mudar para este centro de eventos, mas não para um centro tão longe do centro como o da Fiergs. Um centro de eventos na orla ou no cais do porto, quem sabe… Mas creio que esta idéia vai contra a idéia de consenso na cidade de revitalizar o centro. E não se revitaliza retirando um evento importante e tradicional da área. O que deve ser feito, pela organização da Feira do Livro, é uma análise profunda do que está acontecendo e procurar solucionar os problemas e talvez, adequa-la aos novos tempos. Sem falar nos preços que são iguais aos das lojas na mesma época em que é realizada a Feira.

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  7. Eu discordo. A Feira tem que continuar na praça. Pra mim, esse é um dos atrativos dela. E esse Prévidi, ao invés de esculachar e dizer que a feira morreu, deveria apresentar sugestões pra melhorá-la. Eu sou um fã da feira, todos os anos vou várias vezes à Praça. E, por experiência própria, creio que o motivo da queda nas vendas é o preço dos livros… R$ 30 um livro? Com esse dinheiro se almoça por seis dias num buffet livre do centro!!! Se as pessoas já não tem o hábito de comprar livros, com preços altos elas não comprarão mesmo! Concordo que o evento deve ser repensado, mas dizer que ele morreu é um absurdo!!! E tirá-lo da praça não deve ser nem cogitado. Até pq, depois da reforma, a Alfãndega ficará ainda melhor.

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