RS dobrará energia eólica

O Rio Grande do Sul vai dobrar a capacidade de gerar energia a partir dos ventos, agregando 186 megawatts (MW) aos atuais 150 MW. Osório, Palmares do Sul e Santana do Livramento devem receber investimentos estimados em R$ 1,6 bilhão até 2012, resultado do leilão de energia eólica realizado em São Paulo. “Mais do que dobramos o que o Estado tem hoje, é um resultado razoável. Pode estimular mais a indústria de base”, comentou o secretário Daniel Andrade. Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, que participa em Copenhague da conferência sobre Mudanças Climáticas, comemorou: “O resultado mostra que a diferença de preço entre as fontes eólica e térmica vem se aproximando e hoje é pequena”. A retração dos demais projetos gaúchos – eram 67 ao total -, assim como de outros Estados, ocorreu devido à queda vertiginosa dos preços de venda, a partir de um preço máximo considerado já muito baixo. Apesar disso, o resultado ficou dentro do esperado pelo mercado, contratação entre 1 mil MW e 2 mil MW. Mesmo o número reduzido de empreendedores que conquistaram contratos no Estado representa um considerável avanço na capacidade instalada e consolida o RS como polo de geração eólica. Conforme o secretário Andrade, a CEEE Geração tem acordo com a Elecnor/Enerfín para participar em até 27% nos projetos de Osório e de Palmares.

Energia eólica da Eletrosul

A Eletrosul foi contemplada no leilão de energia eólica com projeto de três usinas de 30 megawats, totalizando 90, em Santana do Livramento, chamado Coxilha Negra, capaz de abastecer 140 mil residências. Segundo o diretor técnico, Ronaldo Custódio, a estatal deve investir nelas R$ 400 milhões. As obras começarão assim que o projeto obtiver a licença de instalação da Fepam, o que deve ocorrer no segundo semestre de 2010. O empreendimento já tem licença prévia, condição para participar do leilão. O projeto foi o que teve menor preço, R$ 131,00 o MWh. “Para nós, dá rentabilidade adequada. É um preço de quem trabalhou com um projeto bem estruturado, máquinas compradas e obra civil contratada”, resumiu Custódio. Mas, segundo os especialistas, é equivalente ao de pequenas centrais hid! relétricas, já com tecnologia mais estabelecida.

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Ótima notícia, está mais que na hora de termos alternativas na produção de energia e o Brasil pode ainda se destacar nesta área. Somos um grande território, pronto para receber dezenas de usinas eólicas e/ou outras alternativas energéticas.. O Rio Grande do Sul ainda importa energia, esta seria uma ótima forma de auxiliarmos para tirarmos do atraso o nosso desenvolvimento.



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