Carroças: um dos símbolos do jeito de ser porto-alegrense, de sua política e do pensamento de sua sociedade

Em Medellin, ACABARAM com as carroças

E os carroceiros ainda melhoraram de vida

Wilson Berrío não trocaria de lugar com ninguém mais, ontem, quando deixou de ser carroceiro e passou a dirigir seu próprio motocarro, no qual, de agora em diante, transportará lixo de forma mais ágil e sem provocar engarrafamentos em Medellin.

Apesar do curso de direção que recebeu para manejar seu novo “animal de três rodas”, como o chama, Wilson ainda não se habituou ao fato de que trocou rédeas por direção e acelerador, e que irá substituir os baldes de melaço e farinha de milho que dava a “El Mono”, seu cavalo, por gasolina.

“Olhe só, o presente do Menino Jesus me chegou adiantado, e espero que este cavalinho dure”, comenta Wilson, sem descer do veículo. O seu é um dos 141 motocarros entregues a igual número de condutores, enquanto outros 87 optaram por um novo trabalho.

Esta experiência de substituição de veículos de tração animal é um projeto piloto no país e partiu de um levantamento que identificou 228 carroceiros em Medellin.

A prefeitura investiu 2.896 milhões de pesos na compra de motocarros, capital inicial para outros negócios, acompanhamento social e capacitação em desenvolvimento humano.

Os animais agora receberão cuidados veterinários e serão encaminhados a um programa de adoção da Sociedade Protetora de Animais.

A medida foi regulada por decreto. Existem uns 5.000 veículos de tração animal no país. Agora que se despediram delas em Medellin as autoridades de trânsito não terão tolerância com as carroças que encontrarem.

A medida é acompanhada pelo Ministério dos Transportes, para ser replicada em outras cidades, como a capital do país.

Blog Adeli Sell



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2 respostas

  1. Esse seria um modelo excelente para ser seguido em Porto Alegre. Eu até já vi triciclos utilitários sendo usados para fins comerciais, e me parecem bastante adequados como alternativa para eliminar as carroças. E seria interessante haver uma maior fiscalização para inibir abusos como os carroceiros que ainda deixam lixo espalhado nas calçadas.

    http://cripplerooster.blogspot.com/2010/10/carrocas-crueldade-e-motivo-de-vergonha.html

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  2. Ao meu ver todo lixo da cidade (reciclável ou não) deveria ser recolhido obrigatoriamente pela Prefeitura ou empresa por ela contratada com esse objetivo.

    Lixo é uma questão de saúde pública e a população deveria pagar (MAIS) para que ele fosse acondicionado, recolhido e separado com toda cautela e técnicas necessárias.

    Com isso teríamos milhares de empregos com carteira assinada para esses carroceiros, ou não, que executariam seus serviços em locais adequados, com segurança e as proteções exigidas por lei.

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