Iniciativa ousada quer tornar zona sul point da cidade

Avenida Wenceslau Escobar pode se tornar um dos mais importantes centros de compras ao ar livre da Capital

Essa é a aposta de cerca de 20 comerciantes que, desde o ano passado, participam do projeto Comércio e Serviços no Bairro Tristeza – uma iniciativa do Sebrae que pretende melhorar a infraestrutura das lojas e da própria avenida, além de qualificar o atendimento aos clientes. A meta é ousada, e a intenção é atrair o consumidor de toda a cidade para a região, que conta com mais de 700 pontos comerciais.

– Queremos valorizar a nossa avenida, torná-la mais glamourosa e fidelizar o consumidor no bairro, transformando-a em uma Padre Chagas da Zona Sul – compara a lojista Juliana Costa, uma das primeiras a aderir à ideia, referindo-se à rua do bairro Moinhos de Vento, considerado um exemplo a ser seguido.

Outra rua que servirá de base é a João Cachoeira, em São Paulo, considerada hoje um dos principais shoppings a céu aberto do país e que parte dos lojistas da Tristeza conheceram no ano passado. Além das visitas, as consultorias e os treinamentos do Sebrae trouxeram benefícios para os lojistas, como nas nas áreas gerenciais e de marketing.

– O principal foi conhecer melhor os empresários da região. A gente não se conhecia. Agora podemos indicar lojas para os nossos clientes, mantendo-os no bairro – aponta.

A associação com os vizinhos também é apontada como um dos principais trunfos por Suzana Loureiro, gerente de uma estética que integra o programa.

– O nosso objetivo é melhorar o bairro e, com isso, atrair mais gente para cá – avalia Suzana.

O Sebrae chegou à Tristeza por intermédio de Anair Alba, dona de uma loja no bairro há 15 anos.

– Já tinha feito treinamentos com eles e, de alguns anos para cá, o Sebrae se voltou para o comércio, especialmente para as lojas de rua. Existem outras experiências que estão dando certo na cidade, como na Azenha, e queremos que a Tristeza se desenvolva – aponta Anair.

Em poucos meses, os lojistas desenvolveram ações de promoção conjuntas, como a criação da campanha Tristeza – o bairro TRIlimpo, que distribuiu saquinhos de lixo para carros com a marca do grupo e dos estabelecimentos comerciais.

Para este ano, a intenção é que pelo menos 50 comerciantes participem do projeto, segundo Clarice Bratz Uberti, que coordena a iniciativa pelo Sebrae.

– Já temos cerca de 30 inscritos para este ano e queremos atrair mais. A região tem muito potencial – destacou Clarice.

Um dos desafios da iniciativa será concretizar obras que dependem dos órgãos públicos. O Sebrae dará o primeiro empurrão para que os lojistas conheçam o caminho para cobrar medidas.

– Juntos, teremos mais força e poderemos até apresentar ideias. Tem muita coisa para fazer, como obras de saneamento e de melhorias nos acessos ao bairro – afirma

Zero Hora

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Viva o Barra Shopping. E tudo que ele trouxe a reboque: chamar a atenção para a existência da orla; retirada de favelas; nova e ampla avenida Diário de Notícias e seu novo e concorrido local de caminhadas e corridas, inclusive à noite;   futuro hotel…

Também está acontecendo oferta inédita de novos pequenos comércios e serviços na região, como minimercados, bares, lan houses, lancherias, pequenos centros comerciais de bairro (paseos), restaurantes, e até mesmo muitas e boas lojas de rua.

Leia também a matéria  Mito desfeito: em vez de enfraquecer comércio de rua, Barra Shopping o impulsiona como nunca  em  https://portoimagem.wordpress.com/2009/07/10/mito-desfeito-barrashopping-impulsiona-tambem-comercio-de-rua-nas-proximidades/

RicardoH

 

Futuro empreendimento na avenida

Riversides



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