CAIS MAUA: Prefeitura busca parcerias para qualificação da orla do Guaíba

Após sancionada a lei que estabelece regras para utilização do Cais Mauá, o representante do Banco Mundial, Sameh Wahba, junto ao vice-prefeito e secretário da Copa 2014, José Fortunati, do secretário da Copa do Estado, Paulo Odone, além de técnicos da prefeitura e do governo do estado, fez, durante o final de semana, em passeio de barco, um reconhecimento técnico da orla do Lago Guaíba.

Visita Técnica de Reconhecimento pela Orla do Guaíba com o técnico do Banco Mundial Sr. Sameh Wahba, vice-prefeito José Fortunati e secretário Paulo Odone. Foto: Ricardo Giusti

Fortunati destacou que o objetivo do passeio era dar uma visão plena de todo Lago Guaíba e sua orla para tentar buscar, junto ao Banco Mundial, recursos para qualificação do espaço. “Diferente de muitos lugares, temos nossa orla subutilizada, estamos aqui para mostrar as potencialidades turísticas, de geração de riqueza e emprego. Queremos que a população possa usufruir desse belíssimo espaço”, destacou.

Na ocasião, o vice-prefeito entregou ao técnico do Banco Mundial o projeto para qualificação urbana e resgate da orla, realizado pela prefeitura, através do Grupo de Trabalho da Orla coordenado pelo arquiteto urbanista Marcelo Allet, da Secretaria do Planejamento Municipal (SPM). O trabalho, que iniciou em 2005, contempla uma área de 7,2 quilômetros, da Usina do Gasômetro até a ponta do Dionísio. “Esta é a principal base de contato com a cidade, esse projeto permite iniciar obras desde que tenhamos recursos”, destacou.

Fortunati disse, ainda, que está em negociação com o governo federal para que não contigenciem R$ 20 milhões de emenda da bancada federal gaúcha para a revitalização do Cais. “Estamos fazendo todo esforço para aproveitarmos as oportunidades da Copa do Mundo e modernizarmos a nossa cidade”.

De acordo com o prefeito José Fogaça, a prefeitura fez a sua parte, com acompanhamento do governo do Estado, para criar as condições legais e urbanas e os licenciamentos para a execução da obra. Após a sanção da lei municipal, que ocorreu no dia 4, o governo do Estado pode iniciar o processo de licitação para a obra, cujo edital deverá ser publicado em 60 dias.

 www.portoalegre.rs.gov.br



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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5 respostas

  1. Esperem para ver no que vai dar.
    Existem ações contra as obras de edificios na orla do Rio Guaíba.
    O termo lago é um blefe e não tem sustentação jurídica e portanto vale os 500 m de preservação.
    Em alguns Estados, por ação dos MP, a justiça esta mandando demolir prédios conbstruídos após 1965 nas áreas de preservação permanente (Lei 4771/65).

    Os investidores nas margens do Guaíba podem ter surpreza, ela pode tardar mas chegará, e terão que se adquar á Lei 4771/65.

    A Lei co Código Ambiental do Estado do R%io Grande do Sul proibe parcelamento do solo em áreas sujeitas á inundações, caso do Estaleiro, da Volta do Gasômetro edo Cais da Mauá (e não faz nenhuma ressalva para proteger e depois ocupar).
    Construir edificios é fazer parcelamento e portanto é proibido.

    Mudem as Leis mas não fiquem raivosos comigo, não as fiz.

    Qualquer dia matar político não será crime, basta mudar a Lei.
    Mensalão pode não ser crime, basta mudar a Lei.

    Ora lutem para mudar as Leis mas não façam projetos mentirosos para se ver, façam dentro da realidade e dentro das Leis.

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  2. Como sempre tudo à sete chaves! Depois vem nos falar que Porto Alegre é exemplo de participação popular (?).
    Interessados existem para propor ideias mas só isso não adianta. Ninguém fala para o vento!

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  3. E deveríamos ter infra e lazer, assim com uma orla bem bonita, NO MÍNIMO na Diário de Notícias, que já tem marinas bonitas, avenida bonita, e ainda terá hotel .
    Sem falar no possivel Pontal do Estaleiro comercial, e o cartão postal museu Iberê Camargo.
    E, importante, tudo isso está quase ao lado do estádio da Copa.

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  4. Também tenho medo. O que tanto discutem durante 5 anos, e ninguem até hoje sabe de nada? O que não estarão proibindo? Claro que nos 72 km de orla há muitos trechos que tem de ser preservados. Porém, dado o histórico de como as coisas vem acontecendo (ou NÃO vem acontecendo) em Porto Alegre nos ultimos anos, temo que vá se PROIBIR TUDO na orla.
    Não falo de predios que, ao contrario do que os contra-tudo falam, mesmo hoje não são permitidos na orla, mas sim nas vias que por lea passam – e do outro lado da rua, naturalmente.
    Falo de empreendimentos de lazer e de infraestrutura, como restaurantes, bares, quiosques, paradouros, lugares de lazer, marinas, etc. Temo que nem isso termos um dia.

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  5. Há 5 anos esse Grupo de Trabalho da orla está decidindo e decretando o que fazer – e o que proibir – com a orla. O que será que estão decidindo ???
    Medo.

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