Prostestos e revolta contra remoção de algumas árvores na revitalização Praça da Alfândega

Eu e meus colegas de trabalho estamos indignados com o que estamos presenciando: em nome da “recuperação do traçado antigo” da Praça da Alfândega, estão pondo abaixo as frondosas árvores que não estão ali somente para embelezar nossa cidade.
Nos últimos dias, assistimos e ouvimos o barulho da serra elétrica cortando as árvores centenárias e únicas que ainda existem no Centro. Não podemos aceitar esse projeto que, segundo justificativa, tem como objetivo “resgatar o caráter histórico dos espaços centrais, ao mesmo tempo em que torna aquela área segura, acessível, e referenciada com informações históricas e turísticas, destacando os imóveis tombados e evidenciando o caráter histórico do espaço público, dos jardins e das vias”.
Entendemos que segurança se obtém através de iluminação e policiamento. Enquanto isso, árvores em péssimo estado de conservação caem sobre carros e pessoas nas ruas de Porto Alegre, sem que haja fiscalização do poder público municipal. Além disso, existem praças abandonadas que deveriam ser revitalizadas, mas, no entanto, servem como depósito de lixo e ponto de encontro de marginais.

Contraponto da Smam:

De acordo com informações da Smam, a remoção de 38 árvores na praça foi iniciada no sábado passado e está sendo acompanhada por arquitetas e por um engenheiro agrônomo. O supervisor de praças e parques da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), Carlos Py, explica:
– Estamos arrancando ligustros que estão em péssimo estado. No local, serão plantados ipês-amarelos, dentro do projeto Monumenta.
O Programa Monumenta tenta garantir à Praça da Alfândega sua formatação original. Os ligustros, por tratar-se de vegetação exótica e encontrar-se bastante prejudicada, serão substituídos pelo ipê-amarelo, nativo do Rio Grande do Sul, em função de seu porte e floração de cor intensa.
– Isso só será feito em uma fase a posteriori. Primeiro, será feito, por outras secretarias, o trabalho de calçamento, iluminação e limpeza de monumentos. Quando isso estiver pronto, voltaremos para fazer o plantio e ajeitar o jardim – ressaltou Py.

 Zero Hora



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10 respostas

  1. Moro em Lages (SC), onde ainda temos diversas ruas contando com os ligustros que, não sei quando, tornou-se um tipo de febre na arborização de ruas urbanas. Em nossa cidade, aos poucos se faz substituiçãopor espécies bem mais nativas e até frutiferas silkvestres, uma vez que os pássaro voltaram a querer bem o espaço urbano. Por alguma razão, estão fugindo do campo… A prefeitura lageana, por suia Secretaria do Meio Ambiente, não só faz a troca de espécies, como distribui milhares de mudas para a população. Espero que a floresta também faça parte da cidade!

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  2. ZH como sempre criando polemicas bobas, eta jornalzinho sem vergonha.

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  3. Todo o apoio à Prefeitura neste caso.
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    Como diz o Rodrigo Marques: “Bando de gente que acha que sabe algo, mas só fala merda. Árvore não é sinômico de qualificação urbana. Ajuda, embeleza, mas em muitos casos atrapalha. O que há de cidades européias lindíssimas e que não possuem uma árvore se quer. E antes de se ter árvores, deve se ter PLANEJAMENTO. Porto Alegre é uma das cidades mais arborizadas do país. Fato. Assim como é fato que Porto Alegre é uma das cidades com maior suruba arbórea, com árvores inadequadas a espaços urbanos e sem nenhuma regulamentação, cuidado, poda.”
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    E também:
    “Deixem que gritem e escrevam textos contraditórios. Só estarão mostrando o quão pseudo-intelectuais são. Ignorância mais arrogância dá nisso. Para preservar o aspecto urbano e as edificações TOMBADAS do MARGS e do Memorial, eu derrubaria sem dó várias árvores. Antes o urbanismo e a arquitetura qualificados do que uma ou outra árvore que não farão diferença alguma para POA, a não ser limpar a imagem e evidenciar verdadeiros cartões postais.

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  4. Afinal uma atitude sensata e corajosa de nossas autoridades, mas sou capaz de apostar meu rim esquerdo como logo teremos uma liminar impetrada por alguns destes jagunços travestidos de ambientalistas… Tivessem um pouquinho mais de seriedade e menos preguiça, poderiam pesquisar e constatar que em vária capitais deste mundo (Roma, por exemplo) a poda dos galhos baixos para permitir a pasagem de luz nas praças é uma constante: assim, não se vê jardins ou parque públicos escuros servindo de esconderijo para a marginália sofrida e desassistida…

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  5. ótimo!!!ipês amarelos….vamos pensar pra frente galera é lá que está o pote de ouro….vamos!

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  6. Os CONTRA TUDO mais uma vez atacando… preferem a cidade com o centro tapado de árvores FRONDOSAS, tapando um patrimônio histórico riquíssimo totalmente escondido. Qualquer cidade importante do mundo faria isso, tornando esse local mais seguro e com melhor visibilidade pra os prédios. Porto Alegre já tem parques e áreas verdes suficientes NÃO frequentados por não oferecer segurança, apenas lixo e mau cheiro se acumulam em locais assim.

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  7. Como disse o JULIÂO “Acho que seria mais interessante uma praça seca naquela região, com visão privilegiada de todos aqueles belos prédios antigos.”
    Não sei a data de criação da praça…mas certamente aquelas árvores não saõ centenárias…até porque na sua concepção original era uma praça seca..com arbustos baixos…que cresceram e viraram árvores por não haver controle…hoje a praça não eh muito frequantada..por ser escura…fedorenta e perigosa….tudo isso pq existe um “mato” que tomo conta…as pessoas não sabem que no prédio da caixa existe uma enorme enpena cega com uma obra de arte….

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  8. A prefeitura e o Monumenta estão mais do que certos na recuperação desse espaço histórico de Porto Alegre, hoje jogado e mergulhado em eterna sombra. Tolos foram aqueles que destruíram o projeto original, mudando o desenho da praça e permitindo o desenvolvimento de ligustros (árvore exótica péssima para arborização urbana, uma vez que destrói passeios, pode entrar em tubulações, etc.) e outros. Um dos poucos espaços importantes e realmente de qualidade na cidade (ao contrário dos tão amados armazéns do cais e gasômetro) deve receber o tratamento de qualificação que merece.

    Levar o ecodiscurso da poda ao pé da letra é uma insanidade; todas as árvores são seres vivos e então não poderíamos cortar uma ramo sequer; qualquer outra cidade do mundo, com uma consciência de patrimônio faria o mesmo (e todos elogiariam, sem pestanejar, por ser algo feito em países ‘culturalmente mais desenvolvidos)’.

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  9. Acho que seria mais interessante uma praça seca naquela região, com visão privilegiada de todos aqueles belos prédios antigos.

    Mas, só de alguém tocar nesse assunto, já provocaria suicídios em massa dos eco-fanáticos.

    Adoro árvores, mas tenho uma relação natural com o meio ambiente, por isso acho que existem locais adequados para tudo e todos.

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  10. Neste ponto estou com a prefeitura.

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