Aeroportos do país beiram colapso

Ipea revela que terminais de pelo menos oito das 12 cidades que vão sediar jogos de 2014 operam no limite 

Estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que pelo menos oito das 12 cidades brasileiras que irão sediar os jogos da Copa de 2014 estão com seus aeroportos operando no limite da capacidade máxima e, em alguns casos, “beirando o colapso operacional” devido à demanda não atendida. Segundo o Ipea, há risco de um apa-gão logístico no setor aéreo caso não haja investimento.

Conforme o estudo, nenhum dos dez aeroportos pesquisados tem capacidade para dar conta dos pedidos de pousos e decolagens nos horários de pico. A grande preocupação, aponta o Ipea, é justamente o nível de ampliação da demanda que eventos como a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos (2016) irão provocar no país. Para ilustrar o cenário, o levantamento do Ipea traz uma tabela com a capacidade de cada aeroporto atender a pedidos de pouso e decolagem nos horários de pico. O caso mais grave está no aeroporto de Manaus (AM), que tem capacidade de atender a nove pedidos de pouso ou decolagem nos horários de pico, mas recebe 17 pedidos, o que é praticamente o dobro do limite. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Capital, essa relação fica em 14 (capacidade por hora) para 20 (número de solicitações de pousos e decolagens). O ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Josef Barat, que atuou como consultor da pesquisa, ressaltou que a solução do problema passa por investimentos nos aeroportos, sejam eles feitos pela Infraero – estatal responsável por aeroportos que correspondem a 97% do movimento de cargas e passageiros no país – ou por meio da iniciativa privada.

Para viabilizar esses investimentos, Barat mencionou cinco sugestões: abertura do capital da Infraero com a consequente captação de recursos no mercado financeiro, concessão à iniciativa privada por lotes de aeroportos rentáveis e não rentáveis com obrigação de investimentos, concessão à iniciativa privada apenas dos aeroportos rentáveis, construção de novos terminais nos aeroportos saturados por meio de Parceria Público-Privada (PPP) ou concessão à iniciativa privada e ainda construção de novos aeroportos por PPP ou concessão.
 

Correio do Povo



Categorias:aeroportos brasileiros, COPA 2014

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