Secretário da SMIC, Valter Nagestein, revela novidades para o centro

Em entrevista ao Jornal do Mercado Público, o Secretário da Smic, Vereador Valter Nagelstein, revela quais as próximas etapas da revitalização do centro de Porto Alegre.

Ele aspira ver rodas de chorinho no Mercado, acha que a vocação e destinos do Mercado devem ser definidos pela sociedade e permissionários, espera investir bastante na limpeza do ambiente, acha que o quadrante do andar térreo deve ser discutido e modificado, assim como a demanda de novas mesas também deve ser estudada. Diz não ter posição quanto a abertura do Mercado aos domingos, mas insiste que o importante é a requalificação do Mercado  como um todo e anuncia importantes alterações no seu entorno. Ele é Valter Nagelstein, o novo titular da Secretaria da Produção, Indústria e Comércio, um frequentador assíduo do Mercado.

Nagelstein e as novidades

“É quase um lugar comum dizer que o Mercado Público é o local mais tradicional do comércio da cidade, histórico. Representa um marco, uma referência”, diz Nagelstein. Ele tem muitos planos para o Mercado, entre eles o de trabalhar junto com a Associação no sentido de consolidar o Mercado como um polo econômico e oferecer produtos e serviços diferenciados. “O Desafio é a qualificação e buscar parcerias para isso, no sentido de ter um melhor atendimento, limpeza. O asseio é o nosso maior desafio”, diz. O novo secretário também informa que tem feito contatos com o DMLU e explica que uma das dificuldades está na questão de como é formulada a licitação, que tem como base o critério do preço mais baixo – o que não assegura qualidade.

Estacionamento subterrâneo no Largo Glênio Peres

Ele informa também que a Prefeitura vem conversando com um grupo de empreendedores espanhóis para a construção de um estacionamento subterrâneo no Largo Glênio Peres, o que solucionaria em definitivo o maior problema do Mercado Público. Para o secretário isto também redundaria numa qualificação muito grande dos produtos e atendimento, uma vez que com o estacionamento também traria um público ainda mais qualificado para o Mercado. Ele também cita outros projetos no entorno do Mercado, que vão mudar significativamente o local. Começando pelo Projeto de Revitalização do Cais do Porto, que vai incluir uma passarela subterrânea, ligando o Cais ao Mercado. Aponta também a adoção do Largo da Praça XV pela Coca Cola, além das obras do Programa Monumenta. Mas as informações mais importantes se referem ao Terminal da Praça Parobé, que deverá ser demolido. Na sua opinião, a obra forma uma espécie de muro que prejudica o acesso ao Mercado. Ali também será reformado o mercadinho de hortifrutigranjeiros, passando ao seu lado o corredor dos “ligeirinhos”, ou seja, ônibus que trarão ao centro passageiros com a instalação dos portais. Tudo isto faz parte de um programa de revitalização do Centro Histórico, da requalificação do do Mercado Público, enquanto um pornto turístico e de comércio.

A Copa do Mundo também é elemento propulsor dessa requalificação do Mercado. Para isto, Valter lembra que é preciso ir buscar os recursos do PAT, do SEBRAE, do SENAC, para treinamento e qualificar o atendimento e o manuseio dos alimentos. Se tudo se confirmar, sem dúvida o Mercado viverá novos e melhroes tempos.

Jornalista Fabrício Scalco – Jornal do Mercado Público



Categorias:COPA 2014, Projeto de Revitalização do Cais Mauá, Revitalização do centro

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5 respostas

  1. Pintem as empenas cegas!!!!!

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  2. Rafael. O que é feito pra pobre descamba pro decadente. O que é feito pra quem tem condições de escolher e comparar (classe média e classe alta) evolui. O Centro tem que se tornar atrativo como um todo. Falta o “glamour” que a Segunda Guerra Mundial e a expulsão dos alemães da região central começou a sepultar.

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  3. Eu, como um bom admirador do Centro, mesmo neste atual caso de abandono, fico maravilhado com tantos projetos relacionados com sua revitalização e/ou reformulação.

    Espero que 80% do prometido seja realmente cumprido, e poderei largar a área que desejo trabalhar (mais retorno $$) para viver do Turismo.

    “I have a dream”.

    Abraço!

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  4. Se querem um centro e um mercado público melhor que tratem de cuidar da limpeza e segurança desses locais. Meu pai vinha do interior para a capital 50 anos atrás e costumava frequentar os bares e cafés do centro. Ano passado levei ele para dar uma volta no centro e no mercado e os comentários que escutei foi: “Que decadência!”; “Que sujeira!”.

    Hoje, estamos acostumados a frequentar shoppings centers bem cuidados, com pisos bonitos, banheiros limpos, espaços seguros, vitrines elegantes (sem poluição visual). Para recuperar o centro, deve-se adotar a mesma prática no centro.

    Quando se caminha dentro do mercado, tem água de degelo das peixarias escorrendo pelo chão, as paredes estão sujas, os banheiros imundos, as lixeiras estragadas e por aí vai.

    O centro da cidade, principalmente entre o mercado público e a rodoviária é muito decadente. Calçadas desniveladas, sujeiras nas ruas, poluição visual das lojas, mercadorias expostas nas ruas, ambulantes tomando espaços dos pedestres, ônibus passando em alta velocidade por ruas cheias de pedestres…

    São críticas severas, mas necessárias. Se a gente quer uma cidade melhor pra nós e para as próximas gerações devemos ter um olhar crítico, lutar para que as coisas melhorem e cada um fazer a sua parte (afinal, só criticar não adianta).

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  5. Estacionamento subterrâneo no Largo…hahahaha!…como é que os carros conseguirão chegar e sair do centro? Voando? Vem cá será que não dá para pegar exemplos de grandes cidades,que vitalizaram o centro justamente afastando os carros dele?
    Isto parece piada!!!!

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