DEBATE ARQUITETÔNICO – São Leopoldo quer mudar prefeitura

Projeto é contestado por estudantes de Arquitetura da Unisinos e Feevale

O novo centro administrativo de São Leopoldo virou o foco de discussões na cidade. Para centralizar secretarias e economizar cerca de R$ 1,5 milhão em aluguéis, telefone e logística, a prefeitura pretende fazer uma sede de sete andares.

A proposta é vista por estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos e Feevale como uma afronta ao centro histórico, caracterizado por prédios pequenos e antigos. Orçado em R$ 10,8 milhões, o edifício de oito mil metros quadrados deve ficar pronto em 18 meses. A ordem de início da obra já foi assinada, e a estrutura será onde hoje fica o Centro Popular de Compras.

Universitários enviaram ao prefeito um abaixo-assinado com cerca de mil assinaturas pedindo que o projeto seja discutido com a população. Um prédio no centro histórico não poderia ter mais de três andares.

– O prefeito parece não entender que a agressão ao patrimônio não se dá só pelo estilo, mas pela altura e posição do prédio no terreno – lamenta o estudante da Unisinos Maicon Schaab.

O presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Vale do Sinos, Gerson Kauer, alerta que a obra poderá inviabilizar um tombamento do centro histórico:

– Vai desqualificar a área – avalia.

Secretário-geral da prefeitura, Paulo Borba garante que o projeto já foi discutido. Outra proposta – o Revita, que previa um prédio baixo – foi elaborada, mas Borba afirma que ele não atende às necessidades.

Mudança polêmica
– O centro histórico em questão abrange a Igreja Nossa Senhora da Conceição e o antigo seminário jesuíta, hoje propriedade da Univrsidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), situados em frente à Praça do Imigrante, à beira do Rio dos Sinos. Nesse local teriam desembarcado os primeiros imigrantes alemães. Esses pontos são apontados pelos estudantes como o coração histórico da cidade.
– O atual prédio da prefeitura de São Leopoldo foi construído na década de 1940, quando a cidade tinha um terço da população, atualmente em 215 mil habitantes. Havia 200 funcionários na época. Hoje, são 1,2 mil profissionais.
– O centro administrativo de São Leopoldo não abriga todas as secretarias atualmente. A prefeitura garante que a centralização desses órgãos representaria economia de R$ 1,5 milhão para os cofres públicos. Hoje, uma empresa que dispõe de motoboys faz o transporte de documentos.
– A prefeitura quer terminar a obra até setembro de 2011. A ideia é que a estrutura esteja em pleno funcionamento em dezembro do mesmo ano.

 

Estudantes da Unisinos elaboraram perspectivas de como ficaria o centro histórico de São Leopoldo se o prédio de sete andares virar realidade. Na imagem acima, ele aparece à direita...

 

...Na perspectiva acima, a ideia que mais agrada aos universitários: um edifício baixo, que acompanhe a altura das demais construções do local

 

Zero Hora



Categorias:Prédios

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