Capital cresceu no ranking do saneamento

De 2003 para 2008, Porto Alegre avançou da 55 para a 27 posição entre as 81 cidades mais populosas do Brasil nesse serviço básico

Porto Alegre alcançou o 27 lugar entre as 81 cidades mais populosas do país com melhores sistemas de atendimento na área de saneamento básico. Os dados fazem parte do ranking do Instituto Trata Brasil, que avalia os resultados que vêm sendo obtidos, a partir de 2003, quando da criação do Ministério das Cidades. Para o diretor-geral do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Flávio Presser, embora o posicionamento ainda não seja o ideal, já se vê uma evolução significativa, uma vez que a Capital pulou da 55 posição, em 2003, para 27, em 2008.

Somente junto à Caixa Econômica Federal, o Dmae alavancou financiamento de R$ 315 milhões para o projeto. Através do Programa Integrado Socioambiental (Pisa), ocorrerá, até 2012, uma elevação do total de esgoto tratado na Capital, passando dos atuais 27% para 77%. Segundo Presser, 50% da população porto-alegrense conta com coleta de esgoto. “Estamos avançando em áreas como as bacias do Dilúvio, onde havia a rede coletora, mas sem tratamento, e na área do Sarandi, em que passam os arroios Feijó e Passo das Pedras, onde estamos executando uma rede coletora-tronco, que vai atender a redes em localidades como a Vila Asa Branca, a Ipê-São Borja e a Nova Brasília, entre outras”, sustenta.

Outros pontos que recebem atenção são as bacias dos arroios Cavalhada e Salso. Na área da Serraria, a implantação da nova rede vai elevar em 50% a capacidade de tratamento de esgoto, principalmente no bairro Restinga. “Para atingir a universalização, o que deve ocorrer até 2030, são necessários investimentos de R$ 1,9 bilhão, recursos que precisam ser alavancados, junto a organismos governamentais, pois as aplicações com recursos próprios têm sido de R$ 60 milhões anuais, enquanto precisamos de mais de R$ 100 milhões/ano”, diz o diretor-geral do Dmae.

Para Presser, o fato de o atendimento ser feito por uma autarquia municipal auxilia a conquistar resultados melhores do que as cidades que são atendidas por organismos estaduais. Ele entende que três fatores contribuem. Primeiro, os serviços são feitos pela municipalidade, com característica local e não regional. “Quanto maior a população atendida, mais barato fica o serviço, pois há uma escala nos processos.” Depois vem uma maior efetividade na aplicação dos recursos, que é feito de uma forma conjunta com outras políticas de desenvolvimento urbano da cidade, que consolida as ações de infraestrutura e evita desperdícios. Por fim, há o controle social que é exercido pelos porto-alegrenses, segundo Presser.

“O pioneirismo na área ambiental leva a uma observação do saneamento básico com lupa, como uma questão de saúde pública, de combate à poluição e à contaminação dos mananciais, além do efeito econômico pela busca da produção de água mais barata”, pondera o diretor do Dmae.

Correio do Povo



Categorias:Meio Ambiente, Programa Sócio Ambiental

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