EPTC quer reforçar a fiscalização contra vândalos

A recuperação de danos provocados por vândalos contra pontos de embarque e desembarque de passageiros de coletivos urbanos em Porto Alegre demanda investimento anual de R$ 1 milhão. “Os recursos são aplicados na reposição e na revitalização das estruturas danificadas”, disse o diretor de Operações da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari. Segundo ele, esses recursos poderiam ser aplicados em campanhas educativas e na qualificação da sinalização. “Infelizmente, temos que empregar dinheiro público para recuperar patrimônio depredado”, diz.

A intenção de Cappellari é reforçar a fiscalização, com apoio da Brigada Militar e da Guarda Municipal, de modo a coibir a ação de vândalos, principalmente em bairros nobres da Capital ou que registram grandes concentrações de casas noturnas. Na Cidade Baixa, por exemplo, os danos não ficaram restritos às paradas de ônibus. Nessa região, nem as placas de sinalização escapam. Problemas também são registrados na área central e nos bairros Moinhos de Vento, Mont”Serrat e Chácara das Pedras, onde “a incidência de danos é elevada”. Cappellari avalia que os maiores transtornos são causados pelos pichadores. Por outro lado, admite que as ocorrências de danos e depredações são igualmente elevadas. “Onde há vida noturna intensa, o quadro é grave”, afirmou o diretor. Ele lembrou que recentemente foram substituídas as placas de sinalização das ruas Lima e Silva e João Alfredo, mas três dias depois, muitas já estavam pichadas e danificadas.

Nos bairros mais afastados, os danos também são frequentes. O pintor automotivo Delson Souza adotou uma medida nada convencional para intimidar o descarte de resíduos domésticos, de poda de árvores e da construção civil em parada de ônibus na rua Graciano Camazzotto, na Vila Farrapos. Primeiro, para solucionar o problema da falta de cobertura, ele implantou no local parte de uma parada depredada em outro ponto, mas nem o abrigo improvisado inibiu o surgimento de um lixão a céu aberto nas imediações. “Escrevi na parte frontal da parada que é proibido largar lixo”, mas o apelo não surtiu o efeito desejado. “O pessoal descarta o lixo durante as madrugadas, e fica difícil identificá-los.” Ele admitiu estar cansado de, sozinho, recuperar o ponto de ônibus. “O ideal seria acionar a BM.”

Correio do Povo
Foto: Mateus Bruxel
 



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1 resposta

  1. Com essa verba de 1 milhão não dá pra pagar seguranças anualmente?
    Além de cuidarem do mobiliário urbano contra vândalos, ainda deixariam os passageiros mais seguros.

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