Comitê debate formas de desafogar as vias de entrada na Capital

Novas estradas devem aumentar fluxo na chegada à cidade

Tendo a Capital gaúcha como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o Rio Grande do Sul vem recebendo uma série de investimentos em infraestrutura rodoviária. São obras que já se faziam necessárias mesmo sem a perspectiva de sediar jogos do Mundial de futebol da Fifa.

Uma delas é a BR-448, que deve desafogar o fluxo de veículos que trafega pela BR-116. Também chamada de Rodovia do Parque, a estrada federal está em fase de construção.

Além dela, a Região Metropolitana deverá contar ainda com a nova RS-010. O governo do Estado projeta construir a rodovia estadual ligando Porto Alegre ao município de Sapiranga.

É certo que as duas grandes obras vão facilitar o acesso dos gaúchos do Interior à Capital. No entanto, já existe o temor de que o aumento no fluxo de automóveis irá causar um impacto negativo no já saturado trânsito porto-alegrense.

Pensando em antecipar o planejamento, como forma de evitar maiores dificuldades, o Comitê de Acompanhamento das Obras de Infraestrutura Viária da Região Metropolitana esteve reunido ontem com o prefeito José Fortunati. Em pauta, alternativas para tentar resolver os gargalos na entrada da Capital. “Essas novas obras estruturantes vão gerar a necessidade de novos acessos ou de melhoria dos atuais. Queremos levantar o problema para que a gente identifique os óbices para superá-los”, explica João Hermes Junqueira, assessor de transporte da Unisinos.

Castelo Branco pode ser ampliada. Foto: Gilberto Simon

O deputado Ronaldo Zülke (PT) apresentou uma proposta de ampliação da avenida Castelo Branco. “É tecnicamente possível que se crie uma nova faixa em cada lado da pista. Isso aumentaria a capacidade em 25%”, analisa.

Diferentes alternativas surgiram, como a de “enterrar o Trensurb“, fazendo com que os trens trafeguem em túneis subterrâneos na região central da Capital. “Seria uma boa, porque teríamos a possibilidade de ampliar a Castelo Branco sobre onde está o metrô, hoje na chegada de Porto Alegre. Pelo que foi colocado pela prefeitura, os valores seriam bem razoáveis. Mas é preciso estudar a viabilidade e elaborar o projeto primeiramente”, comenta Hermes.

O prefeito reconheceu que é importante agir para reduzir os gargalos na entrada da Capital. Para elaborar os projetos necessários, Fortunati quer retomar a parceria com o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Ciergs). “Foi graças ao Ciergs que conseguimos apresentar a tempo os projetos básicos para a Caixa Econômica Federal sobre mobilidade urbana visando à Copa do Mundo de 2014. Vou procurar o presidente Paulo Tigre para ver se existe a disposição de continuarmos com a parceria.”

Com relação aos recursos para investir, Fortunati afirma que a prefeitura não tem mais condição de buscar financiamento. “Já esgotamos nossa capacidade de endividamento e de pagamento para obras de mobilidade urbana.”

A saída para dar andamento aos projetos passaria então por buscar o apoio do governo federal. “Vamos procurar a bancada gaúcha no Congresso para que se possa incluir essa demanda no orçamento geral da União de 2011”, disse. “Temos tempo ainda. A partir dos projetos básicos, teremos os custos definidos e poderemos estabelecer esta relação direta com o Ministério dos Transportes”, destaca Fortunati.

Jornal do Comércio

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A alternativa de “enterrar” o Trensurb na área central da cidade seria ótima mesmo, uma solução inclusive para a área da Mauá, entre a Rodoviária e o Mercado. Poderia se enterrar o metrô desde o trevo da ponte até o Mercado. Segundo os técnicos, os custos seriam razoáveis, ou seja, bem possíveis.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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4 respostas

  1. Deveriam ter pensado nisso antes de fazerem aquela reforma “meia boca” na estacao Mercado….

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  2. Este assunto já foi palco de meus comentários neste blog, eu costumo fazer quando assumo compromissos, de levá-los adiante, ou então não abraço um evento dessa natureza, se não poderei cumpri-lo. Já que os senhores se enganjaram nesta causa(copa 2014) já está na hora de começar a trabalhar…Não me venham com desculpas esfarrapadas de não conseguir verbas. O fluxo de saída e entrada de Porto Alegre é prioritário para 2014, senão nosso acesso a Porto Alegre se tornará um caos. por py3cvs.

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  3. Boa idéia enterrar o Trensurb.

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  4. Aterrar o Trensurb é uma ideia que pode ajudar a melhorar o projeto do Cais do Porto.

    Do mercado até a rodoviária, o trem segue ao lado do Cais.

    De que adianta reduzir o muro para 1,5m se os trilhos do trensurb permanecerem ali.

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