Segundo Paulo Sant’Ana, rótula da Nilo com Carazinho pede uma elevada

Já que andou ontem aqui pelo prédio de ZH e Gaúcha o prefeito José Fortunati, encareço como porto-alegrense a necessidade urgente de construção de uma elevada na esquina da Rua Carazinho com Avenida Nilo Peçanha, solucionando o grave problema de engarrafamento que se verifica naquele local.

A rotatória que ali existe, com os próprios motoristas administrando as passagens de veículos, é ainda a melhor solução; caso fossem ali instaladas sinaleiras, o engarrafamento seria ainda pior.

No entanto, o prefeito concordou ontem comigo de que a elevada é a solução ideal e definitiva para aquele grave acontecimento.

Eu disse ao prefeito Fortunati que a elevada naquele local é barata, custa pouco.

Ele me objetou que não é barata, custa R$ 10 milhões.

Eu contraobjetei que, se custa só R$ 10 milhões, é barato para uma cidade que se insinua como metrópole, Porto Alegre.

Mas o prefeito exclamou: “A Prefeitura não tem este dinheiro, Paulo Sant’Ana”.

Tenha ou não tenha o dinheiro, estimado prefeito, terá de construir. A situação naquele entroncamento está ficando cada vez mais dramática.

E a cada dia que passa, eu que passo ali todos os dias verifico tremulamente que fica pior a situação.

Acontece que há dois grandes shoppings engarrafando a qualquer horário a Nilo Peçanha no sentido bairro-Centro.

E os motoristas já estão saindo dos shoppings e enveredando no sentido da Protásio Alves para fugir da rotatória da Nilo Peçanha. E alguns, por temor daquela glorieta sinistra, já começam a enveredar até para a Avenida Ipiranga.

Vejam então que a elevada da Nilo com a Carazinho atenua o drama do trânsito até no que se refere ao nó górdio lancinante da Protásio Alves, outro mal que vai a cada dia mais calcinando de metástase o trânsito já quase caótico daquele lado da cidade.

Digamos que custe R$ 15 milhões a elevada da Nilo com Carazinho, o senhor fez um cálculo apressado quando topou comigo aqui em ZH, prefeito.

Ainda assim vai ter de construir essa elevada.

Porque, caso contrário, a cidade vai ficar aleijada.

Quem avisa, amigo de Porto Alegre é.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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9 respostas

  1. A solução que propões com um viaduto tem os seguintes problemas:

    1) é mais cara
    2) alteraria a carga das duas ruas “calmas” to entorno da Praça da Encol
    3) a vantagem é pequena se comparada a solução que eu propus com dois tempos de sinaleira

    Adicionalmente, a minha solução poderia ser expandida no futuro com um túnel para Nilo Centro-Bairro (traçado verde no desenho), com a possibilidade de simplificar o traçado azul escuro.

    > […]
    > criar mais uma pista para os carros.

    Por favor, não. A pior forma de aumentar capacidade de trânsito é destruir um canteiro em nome de mais uma faixa de trânsito. Obsolescência programada de dois anos, no máximo.

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  2. Mobus,
    não entendi sua crítica ao viaduto. Como você falou, se construíssemos da av. Carazinho sobre a Nilo, justamente por ela ser a via menos importante ele pododeria ser pequeno, tipo uma faixa apenas. O fluxo da Nilo estaria livre de interrupções. Quanto as conversões da Nilo, primeiro, no sentido centro-bairro, a única conversão que há é para esquerda que poderia ter a mesma solução do projeto da prefeitura para sinaleiras, ou seja, o desvio pela Cel. Antonio Pinto e a consequente utilização do viaduto. No sentido bairro centro, a conversão a direita na Carlos Trein seira feita diretamente como é hoje. As conversões da Carlos Trein nessecitaria da inversão rua Jaraguá, quem vem pela Carazinha e quisesse converter a esquerda teria que usar o viaduto, entrar na Jaragua e depois descer na primeira a esquerda ao lado da praça e então na Nilo diretamente. Quem vem pela Carazinho e quisesse a Nilo entraria direto com é hoje. Quem desce a Carlos Trein teria que entrar na Jaraguá obrigatoriamente descendo na primeira esquerda para entrar na Nilo, quem quisesse pegar a Nilo a esquerda teria que fazer a conversão pelo canteiro central mais adiante como na frente do Parija del Sur, esses certamente seriam os mais prejudicados mas em compensação teríamos o fluxo da Nilo livre e algumas medidas compesatórias poderiam ser tomadas como acabar com os estacionamentos nesse trecho, como o do canteiro central antes de chegar na Encol, para criar mais uma pista para os carros.

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  3. quais outras alternativas para o transporte são possíveis usando os mesmos 10 milhões?

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  4. Bem interessante esta discussão, eu não tinha esta visão exposta pelo “Mobus” sobre alternativas ao viaduto, bom post!

    Acho que o maior problema da Borges hoje é a conversão à esquerda para quem vendo centro e quer pegar a Ipiranga. Aquela sinaleira ser 3 tempos está criando um gargalo muito grande ali. Será que não poderia ser criada uma ponte mais ou menos entre os prédios do fórum que estão sendo construídos lá agora e o terreno baldio na esquina das duas avenidas?

    Seria uma opção para quem quiser pegar a Ipiranga.

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  5. Que mania de quererem fazer elevadas em tudo! Essas elevadas viram residências de mendigos, atraem bandidagem e paisagisticamente é um monstro! Existem soluções mais baratas e até mais simples, basta fazer alguns estudos. Vários países estão derrubando essas construções e adotando outros meios. Elevadas são soluções, mas não pra tudo!

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  6. Também acho que a solução para essa área é um viaduto ou uma rótula com raio maior. Ou seja, de qualquer forma teria de haver desapropriação de terrenos vizinhos e a diminuição em alguns metros da praça da Encol – aliás esse deve ser o entrave maior, para se preferir a instalação de sinaleiras.

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  7. Aliás, um outro desperdício de dinheiro que a Zero Hora andou propondo era a construção de um viaduto no cruzamento da Ipiranga com a Borges de Medeiros. Falharia pelo mesmo motivo que expus acima. A solução pra Borges é o binário com a Praia de Belas, que já está em projeto pela prefeitura.

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  8. Paulo Sant’anna, mais uma vez, está errado.

    A construção de viadutos se presta, majoritariamente, à eliminação do conflito de dois fluxos que se cruzam. Em outras palavras, um viaduto permite que uma avenida de fluxo intenso cruze outra avenida de fluxo intenso sem interrupção.

    Ocorre que, entre a Av. Nilo Peçanha e a Av. Carazinho, não temos dois fluxos perpendiculares fortes. O problema primordial ali são os fluxos de conversão à esquerda. A rótula, hoje, permite quatro movimentos de conversão à esquerda, quatro à direita e oito em frente. Que outra confluência hoje permite essa flexibilidade em POA?

    Se construirmos um viaduto no local, supondo que seja a Av. Carazinho sobre a Av. Nilo Peçanha (mais óbvio pelo relevo), estaríamos priorizando um fluxo que não é pesado (Carazinho sem conversões). As conversões certamente tornar-se-iam laços de quadra, e eu sinceramente não vejo quais laços de quadra poderiam ser adotados no local. Um segundo ponto negativo para um viaduto no local é o impacto urbanístico negativo. Temos ali uma bela praça, um mini-shopping, enfim, vida. Viadutos sóem destruir esse tipo de cenário.

    O Paulo Sant’Anna também erra ao demonizar a opção do semáforo. A bem da verdade, instalando-se um semáforo simples no local (dois tempos, somente fluxo à frente e à direita), o desempenho seria excelente, pois bastaria aumentar a prioridade da Nilo em horário de pico. Os acidentes limitariam àqueles que já vemos nas sinaleiras normais.

    No entanto, como expus acima, a confluência necessita das conversões a esquerda. Em função disso, a prefeitura projetou algo que permite essas conversões, com a adoção de um laço de quadra (Nilo BC – Carazinho SN), um tempo extra de sinaleira (Carazinho – Nilo). Percebam aqui que uma das conversões (Nilo CB – Carazinho NS) foi impossibilitada – uma perda menor, se considerarmos que era apenas acesso local.

    O grandissísimo problema dessa solução está na adoção de um semáforo de três tempos, e justamente dedicando-se dois tempos para o lado com menor fluxo!

    Um rascunho da solução que eu acho mais eficiente (e segura) está em http://i35.tinypic.com/ezlnxd.png . Notem que só precisaríamos de dois tempos de sinaleira, pois teríamos um “buffer” para quem converte da Carazinho NS para a Nilo BC, e a conversão da Carazinho SN para Nilo CB estaria “protegida”. Precisaríamos de uma sinaleira entre o desvio da Nilo e a Carazinho (para desfazer o X), mas poderíamos compensar canalizando a conversão da Carazinho SN para a Nilo CB (sem sinaleira).

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  9. Esse é exatamente meu ponto. Podemos sonhar em criar arranha-céus de 30 andares e um shopping center a cada quadra, mas enquanto não houver investimento em mobilidade urbana, nossa qualidade de vida só vai cair com estas construções.

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