Lamaçal Farroupilha

 

Orgulho ,   barro   e   tradição

O barro está se consolidando como patrimônio extraoficial do Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre. Prometidas desde 2006 pela comissão que organiza o evento símbolo dos gaúchos, as obras de drenagem não sairão do papel para a edição que começa oficialmente em setembro.

Ano a ano, a chuva mexe com a rotina dos acampados e dos visitantes do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. As ruelas enlameadas ou alagadas dificultam o deslocamento a pé, fazendo com que parte dos visitantes desista de conhecer as atrações após dias de chuva. Para contornar a situação, os participantes recorrem à abertura de valetas para escoar a água ou criam trilhas com pedras e tábuas.

No ano passado, uma emenda chegou a ser aprovada na Câmara de Vereadores garantindo R$ 500 mil do orçamento municipal para obras de drenagem no parque, mas, devido a ajustes nas contas, a verba não saiu.

– Enfrentaremos os problemas. Obras de drenagem, por enquanto, não teremos por falta de recursos – diz Vinícius Brum, presidente da Comissão Municipal da Semana Farroupilha.

A proposta de pavimentar as vias internas do parque chegou a ser apresentada em anos anteriores, mas    foi rechaçada    por descaracterizar o evento. Entre os gaudérios, há quem ache que o barro é uma forma de resgate histórico da trajetória dos gaúchos.

Em preparação para acampar no parque pelo 13º ano, a microempresária Gislei Scheffer, 37 anos, do Piquete Laços de Sangue, discorda:

– A drenagem seria importante. Como vamos receber bem os visitantes com todo esse barro?  Daqui a pouco vamos ter de dar botas de borracha para quem chega – diz.

Presidente da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, Cézar Prestes acha que um pouco de barro é normal durante o evento:

– Acredito que a prefeitura está tomando providências para evitar problemas, mas um pouco de barro para manter o charme e o ritual deve continuar – avalia Prestes, também secretário estadual da Cultura.

Zero Hora



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5 respostas

  1. Hotel na orla, esqueça. Pontal, esqueça. Marinas, esqueça. Belvedere, esqueça.
    Querem atrair turistas com estudos sobre “turismo” de eventos e negócios, fazendo placas novas, fazendo Casa do Mercosul, fazendo novos hóteis lá dentro dos bairros.
    Triste.

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  2. Sim, de novo, eu gosto de ir todos os anos no Acampamento Farroupilha, porém nesta época sempre chove, e sempre nos deparamos com os problemas de muito barro, os Acampados que permanecem alí, já estão acostumados com a lama, mais e os visitantes? aí é brabo, meus caros, o gaucho ainda continua com
    o “atrazo” na cabeça, voces estão numa metrópole, e não nos campos. Vamos pensar nos visitantes, gente, a não ser que voces não querem ser visitados, ainda mais daquí pra frente, com o evento da Copa do Mundo. Py3cvs.

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  3. Porque não aproveitar o evento da copa e montar uma fazenda modelo definitiva para o local ? Seria uma grande jogada do ponto de vista turístico. Afinal, gaudérios é o que mais temos aqui.

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  4. Na real, não era nem pra perguntar se pode eu não pode pavimentar as vias do parque. Os caras usam durante menos de um mês ao ano e se acham donos da área? Tem que pavimentar, com umas pedras rústicas, e fazer um projeto de parque temático da cultura gaúcha.

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  5. Ora, parece piada isso aí, isso é puro descaso, deixar de fazer drenagem por falta de orçamento???!!! para outras coisas menos importante sempre se tem dinheiro, agora para fazer uma beifeitoria no parque para que os visitantes possam passear sem se preocupar se vai chover ou não é um baita descaso com a nosso tradição. Isso me deixa indignado.

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