Fortunati assina contratos de financiamento para Copa

A prefeitura de Porto Alegre e a Caixa Econômica Federal assinam nesta quinta-feira, 29, os contratos de financiamento no valor de R$ 426 milhões para realização de dez ações de mobilidade urbana. As iniciativas vão preparar a cidade para receber os jogos da Copa de 2014. O ato será realizado às 11h, na Usina do Gasômetro (avenida presidente João Goulart, 551), com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do prefeito José Fortunati, e dos ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos e das Cidades, Márcio Fortes.

 
As obras que receberão os recursos foram definidas na Matriz de Responsabilidades, assinada em janeiro deste ano (veja Box abaixo). O valor total dos investimentos nestas intervenções será de R$ 480 milhões, sendo que R$ 53 milhões são contrapartida do município.
  • Avenida Tronco – O projeto compreende a realização da obra viária e todo o conjunto de ações de desenvolvimento urbano. 
  • Duplicação da av. Beira-Rio e intervenções na Padre Cacique 
  • Sistema Viário da III Perimetral – Construção de dois viadutos e três passagens de nível. 
  • Complexo da Rodoviária – Construção de viaduto para desafogar o trânsito na região.
  • Rua Voluntários da Pátria – Duplicação do trecho entre a ponte do Guaíba e o Túnel da Conceição.
  • Ampliação do sistema de monitoramento de trânsito
  • Construção e remodelamento do sistema de transporte da av. Protásio Alves dentro do projeto Portais da Cidade.
  • Construção e remodelamento do sistema de transporte da av.Assis Brasil dentro do projeto Portais da Cidade.
  • Ampliação da construção e remodelamento do sistema de transporte da av. Avenida Bento Gonçalves
  • Prolongamento da Rua Severo Dulius

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:COPA 2014

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31 respostas

  1. Oi Julião!

    Escreveste: Qual político colocaria essa idéia em prática: cobrar pedágios urbanos?

    Esse é o nosso problema e o problema em geral em todo planeta:

    Pessoas realmente inteligentes tendem a evoluir espiritualmente e não desenvolvem ambição por poder.

    Aí acabamos com caras que só vão fazer o mínimo pela democracia e muito por grandes empresários para puxar saco e ao mesmo tempo se esforçar ao máximo em camapnhas multi-milionárias para se manterem no poder, glorioso poder!

    A solução para o transporte realmente não é só a ciclovia. É diversificar as opções possibilitando que as pessoas utilizam a bike ranquilamente e que todos tenham direito a um exelente transporte público.

    Por que o T9 que passa por bairros chiques é tão melhor que outros ônibus. Eu sou independente desses meios, faço tudo de bici, então alguém poderia me dizer se a tarifa do T9 é muito maior que das outras linhas?

    Alguém assistiu as vídeos?

    Não parem então de investir, de repente, em vias mas alguma hora ha de se começar a investir em meios de transporte inteligentes. Aí novamente vem aquele problema de que se as pessoas que hj estão no poder fossem inteligentes elas não teriam ambição por poder e por consequência não estariam onde estão hoje.

    Eu garanto que a população tem o potencial de tomar atitudes como optar por outros meios de transporte caso eles estejam ao menos em igual nível de estrutura que hoje o transporte privado tem. Isso é totalmente anti-democrático e fomenta a violência com a qual convivemos pois quem não pode ter carro tem que se infiar muitas vezes em péssimos coletivos que estão caindo as pedaços, fazem muito barulho e tem condutores que pensam estarem em uma corrida de F1. A sensação para o ser humano ali dentro é terrível e logo que ele puder ele vai financiar um carro para sair daquela situação.

    Agora cheguei onde queria e no que complementa o que outros escreveram acima: os governantes não são inteligentes e trabalham visando obter cada vez mais receita e por isso tem muito medo de investir em coletivos descentes e ciclovias pois aí menos pessoas irão andar de carro sendo que como mencionado a indústria automobilistica é a locomotiva da economia. Locomotiva essa que levaria ao caos. Digo levaria pois mesmo tendo que me esforçar eu sou otimista.

    O grande problema é que no fim só os ignorantes acabam acreditando que vivemos uma democracia. Quem esta numa boa como eu tem mais dificuldade de perceber isso mas quem tem que conviver com os terríveis coletivos e com a total falta de estrutura para a bicicleta que sente na pele que os governantes são EGOxiitas e investem sua energia em maquinar como permanecer no inebriante poder.

    Não peço que se ponha nenhuma utopia em prática. Vivemos o inverso. O mínimo é que se distribuam equalitariamente os recursos. ISSO É O MÍNIMO!!!

    Nada contra que revitalizem a orla, nada contra nada. Agora que se faça o que for de maneira inteligente.

    Chega de praticar o capitalismo selvagem que visa o lucro a qualquer custo e as pessoas que se explodam.

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  2. Porto Alegre tinha bonde e depois teve ônibus elétricos. Foram políticos realmente visionários que acabaram com eles. Assim como o idiota do JK acabou com as ferrovias do Brasil.

    rhr50,
    Não precisamos derrubar o governo Lula. Basta a cidade não incentivar a circulação de veículos que as pessoas não vão gastar milhares de reais em carros.

    Olavo,
    Outra medida ótima para desincentivar automóveis e deixar as ruas mais seguras para pedestres, são lombadas e sonorizadores, infelizmente cada dia menos utilizadas pela prefeitura.

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  3. Se não querem carros, derubem o governo Lula.
    É de política pétrea do governo estimular a locomotiva econômica que é a indústria automobilística.

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  4. Concordo parcialmente, mas eu só adotaria uma medida primeiro – MELHOR O TRANSPORTE PÚBLICO, e depois as outras, bem depois e aos poucos, porque precisaríamos de no mínimo uns 20 anos para intalar em Porto Alegre um sistema de tranporte coletivo elétrico, com 3 ou 4 linhas de metrôs radiais ligando algumas cidade da Grande POA e outras de VLTs e trolebus transversais e em subustituição aos corredores de ônibus.

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  5. São várias as medidas para solução, e a gente não precisa inventar nada, é só seguir os exemplos, de grandes cidades mundo a fora que conseguiram resolver ou estão começando a resolver, como Compenhague, Amsterdam, Londres, etc.

    1) Estreitar algumas ruas, não alargá-las;
    2) Cobrar taxa de estacionamento cara e taxa de congestionamento;
    3) Incentivar as pessoas andarem a pé e de bicicleta;
    4) Melhorar o transporte público
    5)) Proibir estacionamento de carros ao longo de várias vias;
    6) Região central da cidade fechada para carros;
    7) Educar as crianças, mostrando como usar a bicicleta no trânsito;
    8) Campanhas para educar os motoristas;
    9) tolerância zero com o não cumprimento da legislação de trânsito;
    10) Transporte público elétrico, para reduzir a poluição

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  6. Que eu sei o rodízio de carros em SP fez com que se vendesse mais carros. A família que tinha um carro de uma placa, comprou o segundo de outra para poder circular sempre.

    Rodízio de placas de carros ou pedágios urbanos, ao meu ver não são a solução, mas aumentar o IPVA, por exemplo de 3% para 5%, aplicando essa diferença num FUNDO específico para aplicar em transporte público, poderia ser uma saída que, além de inibir a necessidade de possuir automóveis, financiaria a existência de opções aos transporte individual.

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  7. Julião,

    Como disso o Gilberto, os políticos em Londres fizeram isso, mas nem é preciso ir tão longe, até o próprio rodízio de veículos, como fazem em SP já é uma boa para desincentivar o uso do carro.

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  8. Não é inviável, Gilberto. Sabem como o prefeito de Lyon melhorou o trânsito da cidade? A primeira dica que ele dá é dificultar ao máximo a circulação de automóveis particulares.

    Em POA é justamente o contrário, faz-se de tudo para facilitar a circulação deles, inclusive dificultando a circulação de pedestres, o que não incentiva NINGUÉM a deixar o carro em casa.

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  9. Qual político colocaria essa idéia em prática: cobrar pedágios urbanos?

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  10. Julião,
    A partir do momento em que as vias estiverem congestionadas, não tiver mais onde enfiar carro, as pessoas vão parar de usar carro, é simples assim. Enquanto a prefeitura gastar o nosso dinheiro para acabar com o que ainda sobra de espaço público para dar para o monstro carro, daí sim as pessoas vão continuar comprando carro.

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  11. Uma coisa é o fato, o mundo real, e outra é o sonho, o mundo que queremos. Para se mudar a realidade, deve se mudar os pressupostos que levam a essa realidade. Não adianta querer viver em outro mundo, sem construí-lo antes.

    As pessoas compram carros e vão continuar comprando, enquanto não tiverem uma opção melhor – um tranporte público eficiente e seguro, mas nunca pela opção pior, esperando que ela melhore um dia. Isso é contra a natureza humana, não tem jeito.

    Também dificilmente existirá um mundo em que a maioria dos cidadãos troquem esses meios de transporte (carros, ônibus, metrôs) por bicicletas. Essas alternativas deve ser posta a disposição da população através de ciclovias, concordo, mas nunca serão a solução do problema de transporte.

    Para construir um mundo em que as pessoas prefiram o transporte coletivo ao individual é preciso investir pesado nessa opção mais eficiente antes. Daí surge a questão de financiamento desses investimentos, de onde retirar recursos públicos, já escassos, para construir linhas de trens, metrôs, VLTs, etc?

    O setor industrial automobilístico e petrolífero gera centenas de bilhões de impostos e isso continuará ainda muitas décadas. Mas, ao meu ver, essa indústria pode gerar mais impostos, só que esses valores a mais devem ser carimbados, sendo usados especificiamente nos investimentos públicos em transportes coletivos e na pesquisa de energias alternativas mais limpas (como carros elétricos) e assim, aos poucos poderia se fazer a transição.

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  12. Julião,

    Inviável é a quantidade cada vez maior de carros nas ruas, o governo gasta uma fortuna para tentar melhorar o fluxo, e só faz é piorar cada vez mais, quanto mais se alargar ruas mais carros aparecem.

    Duas medidas que resolveriam logo o problema:

    1) Proibição de estacionamento ao longo das vias, pois quem quer estacionar seu carro que pague um estacionamento particular;

    2) Cobrança de taxa de congestionamento. Quer andar de carro em certas ruas e em certos horários, tem que pagar muito caro por isso.

    Se as pessoas que andam de carro hoje, começassem a usa o transporte coletivo, e começassem a exigir melhora de transporte coletivo, ao invés de pedir alargamento de avenidas, tudo ficaria muito melhor para todos.

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    • Gostei desta tua idéia Olavo. Cobrar pedágios em certas áreas é uma solução bem interessante. Me parece que algumas cidades na Europa, como Londres, já estão aplicando esta solução. Eu sou a favor deste tipo de medida. Mas parar de investir em vias na cidade, de repente, é inviável.

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  13. Acho que o Poder Público deve investir prioritariamente no sistema de transporte público e incentivar o uso do transporte alternativos, mas é inviável deixar o transporte individual abandonado de uma hora para outra, sem que se tenha instalada eficientemente as alternativas propostas.

    Pelo contrário, para fazer frente aos imensas necessidades de investimentos em transportes coletivos (metrôs, VLTs, trolebus) o governo deve se capitalizar, combrando mais impostos dos automóveis e seus combustíveis (ipva, cide, ipi, icms..), o que por si só já desestimularia seu uso.

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  14. A parte especial dos vídeos é do segundo vídeo em 2:29 em que o ex-prefeito Enrique Peñalosa da capital da Colômbia fala sobre como mudou para melhor a realidade de Bogotá em poucos anos.

    O importante aqui é que Bogotá é uma cidade como Porto Alegre com pessoas como os portoalegrenses e o quero dizer com isso é que não precisamos esperar nada. Basta dar a oportinudade das pessoas sentirem o gostinho do que é uma sociedade democrática que será amor a primeira vista!

    []ç`s !

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  15. Das Utopias (Mario Quintana)

    Se as coisas são inatingíveis…ora!
    Não é motivo para não queê-las…
    Que triste os caminhos, se não fora
    A presença distante das estrelas!
    __//__

    O uso da bicicleta como meio de transporte não é uma utopia, é uma realidade para grande parte da população de Porto Alegre, uns por falta de opção, mas cada vez mais por escolha e conscientização.
    Agora eu tenho que pegar a bicicleta e ir buscar meu filho na creche!!!!Tchau!!!!

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