Infraero pede ajuda a Yeda para não atrasar obras do aeroporto Salgado Filho

Só muito depois que combinou com a prefeitura a remoção total dos 3 mil moradores das vilas Dique e Nazaré,  é que a Infraero deu-se conta de que também teria que remover as 150 famílias da Vila Floresta. A Infraero sempre está um ponto atrasada.

Foi por esta razão que o convênio com o governo estadual saiu apenas nesta segunda-feira. A Infraero pagará os R$ 61 milhões necessários.

A rigor, a penosa remoção das famílias das vilas Dique e Nazaré nem era responsabilidade da prefeitura, mas na época o governo estadual não conseguiu assinar os convênios com a Caixa Federal e o caso acabou com o então prefeito José Fogaça. De outra forma o negócio não sairia.

Até o final do mês, ganharão novo ritmo as obras de ampliação da pista (2.280 metros para 3.180 metros), como também as obras de construção do novo terminal de cargas, do novo edifício garagem e da ampliação do terminal de passageiros, além dos equipamentos ILS2 (navegação por instrumentos).  A Infraero investirá R$ 1 bilhão nas obras e equipamentos, o que inclui o Aeromóvel. O aeroporto movimentou 5,6 milhões de passageiros no ano passado, 30% acima da capacidade.

Quando a obra estiver concluída, dentro de três anos, a tempo de pegar a Copa das Confederações (Porto Alegre será uma das quatro sedes) aviões de grande porte poderão sair e chegar sem problemas.

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Pra entender:

As vilas envolvidas:

Simulação de como ficaria sem as vilas e com a pista ampliada, tanto em comprimento como em largura:

Foto mostrando máquinas estacionadas ao longo da pista, esperando chegar a meia-noite para trabalhar:


Foto de Daniel Serafim

Montagens sobre imagens do Google Earth: Blog Porto Imagem



Categorias:aeroportos brasileiros, COPA 2014

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8 respostas

  1. Gilberto,
    Saberia nos informar quando serão notificadas as famílias da Vila Floresta?

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  2. Viajante, a Vila Floresta, hoje com o nome de Jardim Floresta é LEGAL e totalmente REGULAR, possuímos escrituras, habite-se e pagamos IPTU, além de todos os outros impostos.
    Estamos no Plano Diretor hà mais de vinte anos, não podendo fazer reformas em nossas casas, na expectativa desta desapropriação.

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  3. A ampliação da pista já é caso de polícia. Faz tanto tempo que é necessária, e até agora a municipalidade não conseguiu reassentar as famílias que moram na cabeceira da pista. Uma vergonha! Assim como é vergonhosa a tentativa de conseguir dinheiro público para uma obra privada, como o chamado charutinho, do Sr. Coester. Essa não vai sair mesmo, eu garanto e assino embaixo!!! De fonte segura.

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  4. Gilberto, infelizmente, como em inúmeros outros aeroportos, a prefeitura de POA não respeitou os limites mínimos de segurança para instalçação de imóvies na cercania de um aeroporto. Simplesmente vão deixando as áreas serem ocupadas indiscriminadamente, e quando percebem o erro, botam a culpa no aeroporto. Basta você olhar a situação dos aeroporos no Google Earth, que verá que as operações oferecem risco a população sim, mas não por culpa da Infraero, mas sim por promessas de políticos em dar casa aos pobres, em loteamentos “paradisíacos”, blá, blá, blá, e no fimdas contas, expulsam as pessoas dali jogando a culpa numa ou noutra empresa. Já vi muito disso no brasil.

    Quanto a questão da remoção, não sei de que órgão é a responsabilidade, porém, o planejamento urbano é da prefeitura e com toda certeza do mundo não foi a Infraero que invadiu a área pública, já que todo o processo é regido por rígidas tramitações entre os órgãos, inclusive passando pela prefeitura. É o cúmulo agora a prefeitura vir dizer que não sabia. E o reporter veio dizer que a Infraero foi pedir ajuda. Talvez até tenha pedido algo, mas não foi ajuda, mas sim que a prefeitura cumprisse o dever que lhe é cabido, e removessem as famílias dalí para locais mais seguros. Nem sei se essas vilas estão “legais”, mas sei que o tráfico de drogas e a criminalidade são altíssimos.

    Abraço!

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  5. Engraçado ler essa matéria, pois até onde andei acompanhando as reportagens do aeroporto de POA, a Infraero tinha se reunido com a prefeitura para exibir o plano de expansão do aeródromo, e a prefeitura se comprometeu a fazer a retirada, sendo que a Infraero apenas ficaria com a segurança do local. Agora a reportagem atribui atraso na ação da Infraero, e coloca um certo político como salvador da pátria. kkkkkk…. só rindo mesmo… a política local avacalha o processo todo, emperra os planos de ampliação do aeroporto, e agora a culpada é uma empresa que não tem obrigação pública de retirar famílias do local. E se essa responsabilidade não é da prefeitua da cidade, de quem é então??

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    • Tem razão Viajante. Ao meu ver e pela constituição, a responsabilidade de remover as familias seria da Prefeitura (e/ou do Estado), através do DEMHAB. Mas posso estar enganado.

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  6. Bem interessante a montagem sobre a ampliação da pista. Ficaria ainda melhor mostrando a prolongação da Av. Severo Dullius.

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