Rua João Alfredo é entregue revitalizada

Trabalho foi efetivado em parceria com a comunidade

Foto: Cristine Rochol / PMPA

O prefeito José Fortunati participa nesta quinta-feira, 12, a partir das 16h, do evento da entrega oficial do projeto Tudo de Cor para você em Porto Alegre, no Museu Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, 582). A iniciativa da empresa Tintas Coral tem o objetivo de “transformar comunidades”. São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro foram algumas das cidades por onde o projeto já passou. Às 12h de hoje, a Coral promove encontro dos colaboradores do projeto, do qual Fortunati também participa. No evento da tarde, haverá mutirão de 50 funcionários e integrantes da comunidade para finalizar a pintura dos imóveis.

O projeto, inspirado nas cores do pôr-do-sol no Guaíba, transformou a paisagem da Rua João Alfredo, bairro Cidade Baixa. Foram pintadas 75 edificações (a partir da Rua da República, passando pelo Museu até a Rua Joaquim Nabuco). No total, cinco mil metros quadrados de fachadas foram revitalizados, a com utilização de 2,5 mil litros de tinta. A ação na capital gaúcha está sendo realizada desde junho e teve a participação de 25 pintores, incluindo moradores da cidade.

Para Fortunati, o projeto da Coral caracteriza uma ação de governança solidária local, que integra esforços da iniciativa privada, administração pública e participação da comunidade. “A rua João Alfredo congrega história, simbologia e a juventude da cidade. Quanto mais casas, edifícios e prédios forem renovados estaremos elevando a autoestima dos porto-alegrenses. A partir desse projeto vamos estimular a população a pintar outros locais.”

Veja mais fotos, clicando aqui.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Revitalização do centro

Tags:,

21 respostas

  1. Uma bela foto 360º antes e depois, pode-se ver as cores pouco foram alteradas, mas hoje com muito mais vida e mais convidativo para que seja frequentado.
    http://www.tudodecorparavoce.com.br/estados/rs/poa/360/

    Curtir

  2. Seria lindo também na Lima e Silva se não fosse os comerciantes derrubarem os prédios antigos como fez a alguns meses o Cavanhas de dois pisos para ampliar seus negócios. Os ignorantes aind não entenderam que cultura tanbém traz dinheiro, turistas.. é triste. E o caso do cavanhas ninguem fez nada, simplismente foi derrubaoo prédio e colocado um paredão acimentado no lugar.

    Curtir

  3. @fmobus

    Não sou contra pintar edificações antigas, mas enquanto historiadora especialista em patrimônio edificado, não posso concordar que isso ocorra de forma leviana como foi feito na João Alfredo. Pintar não é o problema, mas sim de que forma isso é feito. O certo seria fazer uma retrospecção para saber a cor original da edificação. Pense comigo, não seria muito mais interessante se aquelas construções pudessem voltar a ter a sua cor original? A comunidade do entorno e todos os demais que lá frequentam poderia ter uma real idéia de como era aquela parte da cidade no início do século passado. Em termos de memória e preservação seria uma ação muito mais válida do que simplesmente sair pintando com cores aleatórias.
    E mais uma coisa, preservação significa manter, desenvolver ações que garantam a sobrevida do que chegou até nós de modo que as proximas gerações possam usufruir daquele bem tbm. Pintar é uma intervenção externa, que como tal, deve ser pensada e planejada muito bem, e é claro, sempre reversível.

    Curtir

  4. Fmobus

    Utilizando a mesma forma de resposta

    “Minha opinião diverge completamente da sua nesse ponto. A rua ficou com outra cara. Pode melhorar ainda, mas foi uma excelente mudança.”

    Acho que você não familharizado com o termo, caro Fmobus, revitalização e pintura não é a mesma coisa. Não foi a rua que ficou com outra cara, foi algumas edificações que tiveram a sua cor alterada.

    “Ahn? Você achou que a empresa estava tocando esse projeto no amor? É óbvio que o principal dividendo disso pra eles era divulgação da marca.” Não, eu que sou uma pessoa esclarecida, nunca achei que fosse por amor. Mas a empresa vende a ideia de auxilio solidario, e isso cola muito facil entre a população que nao se preocupa com os motivos, só com a ação em si.

    “Até porque a única outra opção seria o poder público financiar esses embelezamentos – coisa que, convenhamos, certamente não é prioridade para nossa combalida e pobre prefeitura.” Não sao predios públicos para ficar a cargo da prefeitura, a responsabilidade de preservação e manutenção é do proprietario.

    “Eu discordo que haja uma descaracterização das fachadas dos prédios. A região ganhou muita vida com a pintura e a iluminação. O uso de cores marcantes RESSALTA as características das fachadas renovadas. É por isso que a iniciativa teve aceitação pública.”

    Eu pergunto, quem é você pra achar alguma coisa? Se tu discorda que houve descaracterização da fachada, só mostra que não é uma pessoa ligada ao patrimônio arquitetônico. e sua preservação. Caso, você não tenha percebido, as edificações pintadas são as mais antigas, do inicio do século passado, por isso mecereciam uma atenção especial.

    Ressalta as características ou anula o seu valor de antiguidade??? Você sabe o que é isso? Pesquise antes de deixar outro post.

    “VIVA A ESTAGNAÇÃO!” E mais uma vez, é comprovado a sua falta de conhecimento sobre o assunto de patrimônio e preservação. Preservar não é congelar, é respeitar o que chegou ate nós.

    E viva a Alienação! Ela é muito mais reconfortante do que o conhecimento, não é mesmo Fmobus?

    Curtir

    • @Carla

      O que tu propões então? Que as construções antigas não recebam nenhuma pintura? Isso é preservação arquitetônica pra ti?

      Curtir

  5. Caro Gilberto

    A Rua João Alfredo NÃO foi revitalizada pelo projeto desenvolvido pela empresa Coral. Esse termo que você usou esta incorreto. A rua não estava morta para ser revitalizada.
    Além disso, creio que nesse artigo, informações cruciais deixaram de ser apontadas. O projeto “Tudo de Cor para você” da coral, se apresenta de uma forma muito democrática e porque não dizer quase filantrópica. Mas as coisas não são tão “coloridas” assim! A empresa escolheu as capitais que possuem um apelo midiatico que mais lhe convém. É fato que a escolha das áreas a serem pintadas é feita pela própria Coral, diferente da idéia que eles vendem no site, onde afirmam que a escolha é feita por voto popular, através do twitter ou do site da Coral. O mesmo pode se afirmar a respeito da cor, em cada região é elegido um símbolo, e dentro deste são escolhida as cores, aqui em Porto Alegre, seria o famoso por-do-sol. Todavia, basta olhar as cores empregadas na rua, para ver que à cores ali que não se encaixam nessa definição que me parece muito mais “romântica” do que realista. O fato é que as cores utilizadas são as mesmas de lançamento da empresa. Outro fator relevante, é que não foi a Rua João Alfredo, mas apenas uma parte dela que foi pintada. Por coincidência, são em 90% prédio comerciais e todas construções são antigas, datadas do início do século XX, que mesmo não sendo tombadas, apenas listadas como interesse de preservação volumétrica, mereciam um pouco mais de consideração. Fica mais do que claro, que a intençao da empresa, era promover essa pintura em uma rua que de alguma forma pudesse servir como um grande out-door. Como todos sabemos, a João Alfredo é um conhecido “point” da noite da cidade, por onde circulam muitas pessoas e de diferentes grupos.
    O que mais me surpreende, é ver como a ação de uma empresa privada que descaracteriza a fachada dos prédios pode ter uma aceitação popular tão grande, isso sem mencionar o apoio da prefeitura! O que esta faltando é mais educação patrimonial, quem sabe assim, ações desse tipo sejam ao menos discutidas e não passem tão facilmente pelos órgaos públicos. O desconhecimento da importância dos bens da nossa cidade é o que condena estes ao desaparecimento ou descaraterização.

    Curtir

    • @Carla,

      > A Rua João Alfredo NÃO foi revitalizada pelo projeto desenvolvido pela empresa
      > Coral. Esse termo que você usou esta incorreto. A rua não estava morta para
      > ser revitalizada.

      Minha opinião diverge completamente da sua nesse ponto. A rua ficou com outra cara. Pode melhorar ainda, mas foi uma excelente mudança.

      > Fica mais do que claro, que a intençao da empresa, era promover essa pintura
      > em uma rua que de alguma forma pudesse servir como um grande out-door

      Ahn? Você achou que a empresa estava tocando esse projeto no amor? É óbvio que o principal dividendo disso pra eles era divulgação da marca. Na minha opinião, se eles puderem alcançar a divulgação de sua marca com bom gosto, mais força para eles – que façam mais disso. Até porque a única outra opção seria o poder público financiar esses embelezamentos – coisa que, convenhamos, certamente não é prioridade para nossa combalida e pobre prefeitura.

      > O que mais me surpreende, é ver como a ação de uma empresa privada que
      > descaracteriza a fachada dos prédios pode ter uma aceitação popular tão grande,
      > isso sem mencionar o apoio da prefeitura!

      Eu discordo que haja uma descaracterização das fachadas dos prédios. A região ganhou muita vida com a pintura e a iluminação. O uso de cores marcantes RESSALTA as características das fachadas renovadas. É por isso que a iniciativa teve aceitação pública.

      > O que esta faltando é mais educação patrimonial, quem sabe assim,
      > ações desse tipo sejam ao menos discutidas e não passem tão facilmente
      > pelos órgaos públicos. O desconhecimento da importância dos bens da
      > nossa cidade é o que condena estes ao desaparecimento ou descaraterização.

      VIVA A ESTAGNAÇÃO!

      Curtir

  6. Bom, acho que no mínimo isso é algo que os moradores devem decidir. A prefeitura poderia oferecer as mudas e a consultoria para quem quiser plantar uma árvore na frente da sua casa.

    Curtir

  7. Sol é tudo que essas casas e prédios antigos úmidos e mofentos precisam.

    Curtir

  8. Sobre árvores e como elas tornam as temperaturas de zonas urbanas mais agradáveis:
    http://ambiente.hsw.uol.com.br/arvores-afetam-clima1.htm

    E ainda é dum site que não tem nada de “ecoxiita”.

    Curtir

  9. Julião,

    Como podemos pedir que os povos da região amazônica preservem a Amazônia se nós não conseguimos preservar a natureza à nossa volta? Muito fácil.

    È comprovado que árvores resfriam a temperatura dos prédios e pavimento ao seu redor, ajudando a regular os microclimas da cidade. Isso é fato e não há como negar, assim como é fato que árvores ajudam sim a “preservar a natureza” como disseste, em primeiro lugar porque elas SÃO natureza, em segundo lugar porque fornecem alimento e abrigo para pássaros, insetos, morcegos e outros animais que constituem fauna nativa da nossa cidade e ajudam a controlar pragas, como ratos, baratas e mosquitos.

    Depois eu que sou contra-tudo, pelo amor de zeus. Se vocês querem preservar a fachada dos prédios da João Alfredo, ótimo, eu também acho bonito, mesmo assim na própria João Alfredo existem prédios que não são históricos e são feios. Pode-se começar plantando na frente desses prédios. E como eu já disse também, palmeiras e guapuruvus não vão tapar a fachada das casas históricas e também e são lindas, ajudam a valorizar qualquer rua. Pode-se também plantar árvores de porte pequeno e arbustos que não irão obstruir a visão de ninguém.

    Pensando um pouco, é possível aliar arborização com arquiteturas bonitas.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: