Milésima morte no trânsito alerta para descaso com pedestre na faixa de segurança

Onze meses depois de lançado, o gesto criado para reduzir acidentes e mortes na Capital parece ter caído no esquecimento

Além de comoção e revolta, a milésima morte no trânsito gaúcho este ano, registrada nesta quinta-feira, em Porto Alegre, desencadeou dúvidas. Prestes a completar um ano, o sinal de trânsito criado pela prefeitura da Capital para facilitar a travessia enfrenta dificuldades para se impor, e a tímida adesão inquieta especialistas e autoridades.

Às 7h30min de quinta-feira, o professor André da Rosa, 23 anos, tornou-se a milésima vítima da guerra travada nas vias do Estado. Ao atravessar um corredor de ônibus sobre a faixa de segurança, ele foi atropelado.

Para incentivar uma nova postura no trânsito, a prefeitura lançou uma campanha em 9 de setembro de 2009. Pedestres passaram a estender o braço para atravessar na faixa, onde não havia sinaleira. Motoristas foram orientados a dar passagem. A adesão surpreendeu.

Onze meses depois, o resultado é aquém do esperado. Para o professor João Fortini Albano, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o problema está na falta de continuidade da campanha. Outra hipótese é que condutores e pedestres temam acidentes, pelo uso do sinal. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação, Vanderlei Cappellari, aposta na educação para quebrar a resistência.

Fonte: Zero Hora

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Realmente era impressioanente a adesão à campanha no começo,  assim como é impressionante ver como se pode  jogar fora  o dinheiro da campanha por sua falta de continuidade.

A campanha precisa voltar, urgente, e continuar até que o respeito à faixa  esteja totalmente agregado à cultura porto-alegrenses. Mas não basta isso. Enquanto realmente os que desrespeitarem a faixa sejam punidos,  os resultados satisfatórios nunca ocorrerão, pois não podemos apostar na boa-fé dos motoristas , apenas de alguns deles.  Por que todos reduzem a velocidade ao passar por um pardal ou lombada eletrônica? Pela certeza da multa. Se não houver o mesmo em relação à faixa, uma campanha educativa séria terá resultados, porém, nunca realmente satisfatórios .E uma campanha educativa sem  continuidade não trará resultado algum.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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26 respostas

  1. Ah, e sabem o que mais causa mortes no trânsito também??!!! Aquele pessoal que se bobear anda com celular até pendurado na, no…., bom, deixa pra lá. Mas enfim, já que querem tanto aumentar a arrecadação de impostos. Coloca multas altissimas para quem dirigir falando nessas “biroscas tecnológicas”. Mais fácil né???!!!! Pelo menos assim não aumenta impostos, e vai aumentar um “TANTÃO” a arrecadação, sem onerar ninguém. Pelo menos aqueles que fazem o certo.

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  2. Julião,
    Certamente há 500 anos atrás alguém disse a mesma coisa sobre as carroças.

    Mas concordo que tem que se incluir o carro na discussão sobre transporte urbano, mas a discussão deve se focar em como minimizar os danos causados pelo automóvel, o que fazer para que mais e mais pessoas deixem o carro e utilizem formas alternativas de transporte.

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  3. O fato é que, de uma forma ou outra, o automóvel fara parte da vida dos seres humanos para sempre, então qualquer discussão sobre a circulação nas cidade que não envolva também os automóveis é sem sentido.

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  4. Guilherme,
    Entendo perfeitamente a tua indignação com a qualidade do transporte coletivo em Porto Alegre, porque realmente deixa muito a desejar e a passagem ainda é cara.

    Mas é infinitamente mais fácil resolver o problema do transporte coletivo do que o problema do congestionamento. E os dois estão interligados (os congestionamentos afetam a eficiência dos ônibus).

    Hoje assisti um documentário interessante que mostra como Londres vem encarando o problema de uma forma que está revitalizando a cidade:

    http://www.torrents.net/torrent/513889/E2.Transport.1of6.London.The.Price.of.Traffic.Xvid.Ac3.MVGroup.Forum.avi

    No mais, sinto muito que alguém não queira dialogar comigo só porque criou um rótulo para me encaixar nele.

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  5. Guilherme,
    Entendo perfeitamente a tua indignação com a qualidade do transporte coletivo em Porto Alegre, porque realmente deixa muito a desejar e a passagem ainda é cara.

    Mas é infinitamente mais fácil resolver o problema do transporte coletivo do que o problema do congestionamento. E os dois estão interligados (os congestionamentos afetam a eficiência dos ônibus).

    Hoje assisti um documentário interessante que mostra como Londres vem encarando o problema de uma forma que está revitalizando a cidade:

    http://www.torrents.net/torrent/513889/E2.Transport.1of6.London.The.Price.of.Traffic.Xvid.Ac3.MVGroup.Forum.avi

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  6. Eu pretendia dizer algo mas, desisti tem muito econocrata de plantão, opa será que esta palavra vai ofender alguém, acho que não porque segundo o dicionário ela nem existe inventei ela agora pouco, portanto é impossivel alguem ofender-se com algo que não existe.

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  7. cara, acho muito mais estressante pegar um bus lotado e desconfortavel do que dirigir… alias, amo dirigir.

    Acho que eu deixaria de usar um carro (se tivesse um para o dia a dia) só com metrô, por que onibus, eu não aguento mais.

    Esses onibus estão cada vez mais desconfortaveis, quem senta na janela vai bem confortavel, quem senta no corredor, parece que o banco é mal feito e empurra o cara em direção a janela, onde tem alguem sentado.
    Chega a doer a perna pra se manter no lugar.

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  8. Bah, imagina Poa sem carros, imagina ir para a zona sul de bus… ainda mais em dia de passe livre.

    sahusahuhasuhasuhuashuas

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  9. Chimpanzés também realizam guerras. 🙂

    Julião, a diferença é que é perfeitamente possível existirem cidades sem carros. Imagina só:

    1) Mais espaço público (imagine se a maioria das ruas fossem espaço para pedestres, com ciclovias e jardins e bancos)
    2) Menos poluição atmosférica (estima-se que 70% da poluição atmosférica de POA seja causada pelos carros);
    3) Menos poluição sonora (o barulho da cidade é o barulho dos carros)
    4) Menos mortes (acidentes de trânsito é o que mais mata jovens no Brasil)
    5) Economia de dinheiro (uma pessoa gasta em torno de R$30 por dia para adquirir e manter seu carro até o dia da troca; os governos gastam fortunas para manter os carros circulando, mais do que conseguem investir em transporte público).
    6) Economia de energia e de recursos naturais (é difícil pensar num veículo mais ineficiente que o carro para o transporte urbano).
    7) Economia de tempo (quanto tempo você gasta no trânsito diariamente? Não esqueça de contabilizar o tempo que você passa trabalhando para pagar todas suas dívidas do carro. Isso é tempo perdido: ao usar o tranporte público, você pode ler, interagir com outros seres humanos, se você for de bicicleta você está se exercitando, se divertindo e curtindo a cidade.
    8) Menos estresse (sério, eu tenho PENA dos motoristas, ninguém é mais miserável e estressado que um motorista preso dentro de um carro sem ter para onde ir)
    9) Menos violência (sim, carros geram violência. As pessoas quando entram no carro se transformam, se sentem todx-poderosxs, qualquer coisa mínima já é motivo para sair xingando, meter o carro por cima ou sair no tapa. Outro dia eu fui xingado por avisar um motorista de táxi que ele deveria para na faixa de segurança. A resposta dele? “Ah, vaitomarnocu!
    10) Mais liberdade! Sim, imagine poder caminhar por toda a cidade, sem se preocupar em ser atropelado, sem ter que parar quando uma lâmpada acende, sem ter que contornar cercas te de dizem onde podes e onde não podes caminhar.

    Está claro que a tecnologia do automóvel não funciona. Qualquer outra tecnologia que causasse 40 mil mortes diretas por ano já teria sido proibida há décadas. Mas tudo bem, se ela morreram para a indústria vender mais e gerar mais renda tá valendo!

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  10. Ou seja, a partir desse pensamento, se acabarmos com os seres humanos, terminamos tambem com as guerras, a pestes, a violência urbana, o desmatamento, etc…

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  11. Essa é a tendência. Mas é um processo muito lento e gradual. Um bom começo é dificultar o uso de automóveis e investir em alternativas mais eficientes e seguras.

    Alguém aqui duvida que cidades sem trânsito de automóveis particulares seriam muito mais agradáveis de se viver e passear?

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