Começa obra de usina eólica na Fronteira (Livramento)

Começam sexta-feira, inclusive com hora marcada (14h30min), as obras de construção da Usina Eólica Cerro Chato, na divisa de Livramento com Rivera (Uruguai). O evento terá a presença do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e das diretorias da Eletrosul e da Wobben, sócias no empreendimento, a estatal com 90% dos R$ 400 milhões que serão investidos no complexo. As duas empresas constituíram a Eólica Cerro Chato S/A, responsável pela implantação, manutenção e operação da usina, que integra o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Serão três parques eólicos, cada um com capacidade para gerar 30MW. O início da montagem dos 45 aerogeradores está previsto para janeiro de 2011. Uma subestação coletora e uma linha de transmissão levarão a energia produzida até a Subestação Livramento 2, a partir da qual será distribuída para o Sistema Interligado Nacional. O prazo para entrada em operação comercial é julho de 2012.
 

Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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8 respostas

  1. De qualquer maneira essa conta terá de ser paga por alguém. Vocês pagaria, eu pagaria, agora pergunta para as pessoas e empresas se elas querem pagar mais por sua energia.

    Tenho certeza que 90% não aceitariam arcar com essa diferença.

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  2. Aqui uma outra alternativa para produção de energia, longe de ser boa como a eólica e solar, mas menos pior que os biocombustíveis.

    http://olavolu.blogspot.com/2010/08/algas-podem-substituir-metade-do.html

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  3. O grande problema é que não entra no custo de uma hidrelétrica e outras formas tradicionais de produção de energia o cálculo do impacto ambiental. Na verdade queremos pagar o menor preço possível e que se dane o ambiente. Enquanto essa mentalidade for prioridade nos enterraremos cada vez mais,ou quem sabe nos afogaremos num futuro próximo.

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    • Tem razão Olavo. As hidrelétricas, principalmente como são construídas no Brasil, sobre grandes áreas florestais, ainda tem o incoveniente de, no lago formado, acidificar enormemente a água que passará pelas turbinas para geração de energia, causando uma diminuição considerável do limite de vida útil da usina (encarecendo-a ainda mais). Além do que a manutenção será maior também. Sem falar na enorme quantidade de vida que sucumbirá com a péssima qualidade da água. Sou totalmente a favor de investirmos somente em modos alternativos (que ao meu ver não são mais tão alternativos) como a eólica, a solar e outras que tem sido desenvolvidas por aí. Elas permanecem sendo chamadas de alternativas pois não tem o mesmo esquema de incentivo que as formas tradicionais.

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    • Uma coisa que não entendo por que não é feito ainda, é o incentivo a painéis solares nas residências. Ainda é muito caro, mas representaria uma economia de energia grande se fosse usada massivamente.

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  4. O problema é que um PCH (Pequena Central Hidrelétrica) que produzisse 30MW custaria no máximo uns 40 milhões de reais, ou seja, com o investimento nessa Usina eólica daria para produzir 10 vezes mais energia em usinas Hidreléticas.

    A menos que tenhamos consumidores propícios a pagar essa conta maior (não só na conta de casa, mas em produtos mais caros), é impossível sustentar uma participação muito grande desse tipo de energia na produção total. Por enquanto segue como uma energia alternativa e complementar, assim como a energia solar.

    Com o tempo, no máximo em 20 anos, esse investimento inicial para uma Usina eólica ou solar diminuirá, mas o Brasil deve começar desde agora investir também na pesquisa dessas formas limpas de energia para não ficarmos dependente da TECNOLOGIA, serviços e de materiais comprados no exterior.

    Alias, se espera há algum tempo uma lei concedendo isenções e incentivos para a pesquisa e venda de automóveis movidos a energias alternativas (híbridos, elétricos, hidrogênio…); mas, como vivemos no Brasil sob o forte domínio lobie da Petrobrás e de Usineiros do álcool, essas medidas não são feitas e estamos ficando para trás, também nessa questão.

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    • Com certeza! Eu queria ver dezenas dessas usinas eólicas espalhadas por este estado e por este país. Os governos tem que estimular mais este tipo de geração de energia. E não sou a favor de usinas nucleares não só aqui, mas em nenhum lugar do Brasil (e do mundo). Até podemos estar dominando mais a tecnologia hoje em dia, deixando muito mais seguras as usinas. Mas e o lixo atômico ? O que fazer com ele? Colocar em caixões no fundo do mar ? Quanto tempo levará pra arrebentar estes caixões ? Deixaremos isto para quem resolver ? Por mim deveria se desativar todas as usinas e substituir gradativamente por eólicas e outros meios alternativos.

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