Energia eólica aquém do que poderia no RS

Muitos dos mais de 30 projetos de geração de energia eólica previstos para o Rio Grande do Sul poderão não sair do papel. A culpa será da burocracia estatal que trouxe confusão e dúvidas ao setor interessado com a criação da Portaria 391, da Agência Nacional de Energia Elétrica, que, ao tentar disciplinar a autorização para explorar usinas eólicas, criou a figura da Área de Sombreamento, uma exigência da comprovação da não interferência de um parque sobre outro dentro da região de turbulência provocada pelos aerogeradores de cada projeto. Preocupados, os agentes do setor, em parceria com a OAB-RS, estudam a criação de um movimento para solicitar à Aneel melhor esclarecimento deste ponto.

O presidente da Comissão de Energia e Mercado de Capitais da OAB-RS e coordenador da Área de Energia e infraestrutura do Escritório Scalzilli, Fernando Flach, informou que a situação está causando muita surpresa, principalmente, em investidores estrangeiros, que são a maioria no setor, porque “é uma exigência que não existe em outros países, uma decisão sem embasamento técnico”. Segundo ele, regiões do Estado que planejam cinco ou mais usinas terão que desistir de algumas, com grandes prejuízos para os investidores, que já aplicaram R$ 2 milhões, R$ 3 milhões ou R$ 4 milhões em estudos sobre as áreas escolhidas e até no arrendamento para sua utilização na produção de energia.

Danilo Ucha, Jornal do Comércio



Categorias:Economia Nacional

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