Uma idéia conceitual para o atracadouro da Usina do Gasômetro

Estive exercitando um pouco minha criatividade, e imaginei algo para o atracadouro da Usina do Gasômetro.

Consiste em um atracadouro duplo, com terminais cobertos de vidro, com capacidade para 2 barcos cada. Os terminais ficariam sobre o Guaíba, saindo de um grande deck. Este deck eliminaria a necessidade de pisar no barro cada vez que se fosse pegar um barco turístico.

Os terminais de vidro teriam bilheterias e salas de embarque, com cerca de 100 a 200 poltronas cada para a espera dos barcos. Estes terminais seriam baixos, com altura equivalente a no máximo 6 metros.

No deck, antes de entrar nos terminais, haveria bares/restaurantes com muitas mesas com vista para o Guaíba e o seu Por-do-Sol. Confortavelmente sentados e saboreando lanches ou produtos típicos do RS.

Ao lado dos terminais, um bar/restaurante de maior porte, com 2 andares, sendo o setor superior, panorâmico, coberto de vidro. O bar/restaurante seria ligado através de 2 rampas ao deck, onde poderia servir também para atracação de pequenos barcos. Nada de grande porte, mas com espaço para 15 a 20 barcos particulares. Em torno do estabelecimento, muitas mesas e guarda-sóis.

O grande diferencial desta idéia são os terminais para espera e bilhetagem para os passeios turísticos, com estrutura em aço e vidro, conferindo um razoável conforto aos passageiros. Toda a área receberia um paisagismo a altura de uma grande cidade, que espera um grande evento, como a Copa 2014.

O bar/restaurante teria a mesma estrutura dos terminais, formando um conjunto harmônico, e com total visão do Guaíba (e para o Por-do-Sol).

Obs.: nenhuma das estruturas concorreria com a Usina do Gasômetro, em altura.

Vejam a legenda e cliquem na imagem para ampliar:

1. Terminais de passageiros em vidro e aço;

2. Dois bares / restaurantes interligados, com mesas ao ar livre;

3. Super-deck com paisagismo;

4. Estacionamento;

5. Bar / Restaurante com rampas para ligação com o deck, com atracadouro para barcos particulares.



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16 respostas

  1. Eu não tenho nada contra pobre. Pelo contrário, luto para que ocorra o máximo de desenvolvimento possível na minha terra e assim tenhamos mais empregos com melhores salários, bem como governos com mais recursos para fornecer bons serviços públicos, principalmente educação.

    Aliás, educação foi que me possibilitou sair de baixo e conseguir a boa qualidade de vida que tenho hoje. Inclusive sempre que posso recomendo a todos: se esforcem na busca pelo meio (conhecimento, trabalho…) que, consequentemente, terão os fins (casa, automóvel…). O problema é que a maioria das pessoas querem os fins, sem passar por um caminho de esforço e dedicação.

    Mas não glamourizo a pobreza, nem acho que as pessoas devem ser tuteladas pelo estado por causa de sua condição. O estado deve oferecer, isso sim, o caminho, esse meio, para chegar a uma boa qualidade de vida. Em suma, é chavão mas é verdade; devemos ensinar a pescar e não dar o peixe.

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  2. Pois é, fiquei pensando sobre a “segurança” dessas instalações, e lembrei do que aconteceu no Hotel Intercontinental (5 estrelas) … Estive lá, creio que em 2000/2001, para palestrar (trabalhar), pois não sou “classe A” (viagem/estadia por conta da patrocinadora privada do evento internacional). É que alguns setores das elites têm um certo espírito de mecenas, e abrem espaço a técnicos especializados; por um período curtíssimo, é claro.Tempos atrás eu soube de um arrastão no Barra Shopping … Essa abordagem de vocês me deixou um pouco apavorado, e estou pensando até em adquirir um colete salva-vida; sei nadar, mas acho que isso não funciona se me atirarem lá de cima da ponte (o falecido Lacerda, fascista declarado, tentou limpar o Rio de Janeiro “desse tipo de gente”, que anda por aí esmolando e estragando o dia das pessoas mais sensíveis). A situação do Rio hoje é muito conhecida. Não sou esmoleiro, ,é verdade, mas também não sou “classe A”, ou algo “parecido” e, o que é pior, moro junto à Usina do Gasômetro (Vasco Alves, quase Rua da Praia). Então, sou candidato a ser “despejado” (lembrem-se, não sou “classe A”, nem “próximo disso”). Menos mal que não sou judeu, inobstante algum traço imperceptível das origens açorianas (Ilha de Faial, 1754), mas espero que isso possa ser tolerado. O problema é o seguinte: mesmo com a expulsão dos miseráveis para a periferia distante, restariam ainda milhares de pessoas das classes C e, especialmente da classe D, que compram nas lojinhas “1,99”, passeiam e tomam chimarrão alí na volta da Usina, junto à orla do Rio Guaiba, freqüentam a Praça Brigadeiro Sampaio (Praça da Harmonia), curtem o Parque da Harmonia, e ouvem música sertaneja/universitária (horrível, por sinal), etc. Sem falar nas excursões populares, que trazem um monte de gente de Canoas, Guaíba, Viamão, Cachoeirinha, Alvorada, etc., para passear e assistir shows no entorno da Usina. Mais, também tem as seitas religiosas populares, que batem as carteiras do povão e depois dão uma excursão “de grátis” ao Gasômetro. Como é que vocês vão fazer para desalojar esse povo todo, para reocupar/repovoar o espaço só com gente bacana, da “classe A” “ou próximo disso” (seria uma classe Classe B+?). Tenho a impressão que vocês são alienígenas, talvez de Saturno, sei lá …

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  3. JULIÃO

    Concordo plenamente.
    =D

    Isso daria mais movimento para esses lugares.
    Outra coisa, a classe que vai comprar ou alugar lojas, escritorios nesse complexo vai ser A, ou proximo disso… vai valorizar o centro, as lojinhas de 1.99 vão sair… e assim vai mudando aos poucos o tipo de gente que anda no centro.
    Nada contra os pobres, só que acho terrivel pessoas mendigando porae, camelos, lojas feias com produtos fracos…
    Os mortes lentas se vão, vai aparecer restaurantes melhores, e assim vai…

    Obs. tambem não gosto de MC.

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  4. Eu acho que as “atrações” da Usina do Gasômetro seriam beneficiadas com a construção de um Shopping e Hotel ao lado, além de todo o complexo do Cais da Mauá. Afinal quem gosta de Mac., também pode gostar de cinema, teatro, exposições de arte e feiras de artesanato. Só não frequentam com frequência, porque não tem as condições de conforto e segurança de um Shopping.

    Aliás com o projeto do Cais da Mauá, todos os prédios históricos e seus Museus e Casas de Cultura do centro (Margs, CCMQ, Memorial do RS, Santander…) seriam beneficiados com mais público, principalmente a noite.

    PS.: Comi uma vez no Mc. e não gostei, mas respeito quem gosta.

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