Viaduto Otávio Rocha: lavagem trará sua cor original

 

Limpeza ocorre durante a madrugada para garantir segurança do público. Fotos: Luciano Lanes / PMPA

O Viaduto Otávio Rocha, localizado no Centro Histórico da Capital, passa por uma profunda limpeza, que vai deixá-lo de cara nova, com a cor original de seu revestimento. Para garantir a segurança de quem circula pelo local, o trabalho é realizado durante a madrugada, pela equipe de limpeza de monumentos do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Inaugurado em 1932, o Viaduto Otávio Rocha é o primeiro da cidade. Foi tombado pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC) em 1988, por suas características arquitetônicas e por sua relevância sociocultural.

Por ser monumento tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural, o viaduto requer que qualquer intervenção na estrutura seja feita com orientação técnica especializada, sob a coordenação da SMC. A limpeza não só vai atender à população da região, como será a primeira etapa do processo de restauração do monumento. A lavagem vai remover depósitos de gás carbônico, fuligem dos escapamentos de veículos, numa área que é de intenso tráfego, dejetos de animais e microorganismos como fungos, liquens, musgos e pequenas vegetações. 

Após a limpeza, que deixará a edificação com um aspecto bem claro, será possível a realização de um diagnóstico, que vai mostrar o que deverá ser feito de intervenções no local: recuperação do revestimento, impermeabilização e drenagem das infiltrações. “Esse processo permitirá a realização de um levantamento completo de todas as patologias e mostrará as condições estruturais da edificação”, explica o arquiteto Glenio Bohrer, coordenador do projeto especial Viva o Centro, parte do Programa Cidade Integrada, do modelo de gestão da prefeitura.

Revestimento – Segundo o coordenador da Memória da SMC, Luiz Antonio Custódio, encontros foram realizados com técnicos especialistas em Cirex (revestimento de mica empregado em fachadas de estilo art déco nas décadas de 1930 e 1940, que se destaca por seus pontos brilhantes), que trabalharam na restauração do Palácio Piratini e do Teatro Colón, na Argentina, para estabelecer os passos para a restauração do Viaduto Otavio Rocha, que possui o mesmo revestimento.

Revestimento em mica se destaca por apresentar pontos brilhantes

A intervenção iniciada no Viaduto Otávio Rocha conta com o trabalho integrado de diversos órgãos municipais, como o DMLU, no serviço de limpeza, a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), na recuperação de calhas e iluminação, a Cultura, com a orientação especializada na recuperação de monumentos tombados, o Gabinete de Planejamento Estratégico e a Secretaria do Planejamento Municipal (SPM), a quem está vinculado o projeto especial Viva o Centro.

Centro Histórico – uma das áreas mais antigas da cidade, é o sexto bairro mais populoso e terceiro em densidade. Apresenta o maior patrimônio arquitetônico e artístico da cidade. O Plano Diretor de 1999 estabelece o Centro Histórico como área de revitalização, por ali ter se originado a cidade e apresentar concentração de grande diversidade de atividades humanas. Está estreitamente vinculado à história da cidade e do próprio Estado, pois é o centro de decisões políticas, econômicas e culturais, o que faz com que exista uma forte identidade do cidadão porto-alegrense, que o reconhece como uma referência da cidade.



Categorias:Patrimônio Histórico, Revitalização do centro

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4 respostas

  1. Não era melhor pintá-lo com aquela TINTA ANTIPICHAÇÃO, pelo menos nas partes onde normalmente sofre ataque dessa praga urbana?

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    • A Prefeitura descartou já a utilização desta tinta para o Viaduto. Não sei se descaracterizaria o revestimento original dele ou se é muito cara. De qualquer forma, eu acho que compensaria.

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  2. Excelente iniciativa da PMPA, através do DMLU e demais órgãos municipais. Trabalho sério, mas tem que ser preservado da ação dos marginais pichadores (tem que instalar mais câmeras, que também aumentariam a segurança das pessoas que circulam na área).

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  3. Em vez de multar por multar, os funcionários da prefeitura deveriam cuidar melhor das coisas que são importantes para nossa memória. Que bom, só falta tirar o “camelódromo” e botar gente moderna pra tocar o negócio.

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