Prefeito empossa comitê para projeto da avenida Tronco

 

A solenidade ocorreu nesta quarta-feira, no Salão Nobre do Paço Municipal. Foto: Ivo Gonçalves - PMPA / JC

O prefeito José Fortunati empossou nesta quarta-feira, 8, o Comitê Gestor Específico para o projeto da duplicação da avenida Tronco. A solenidade ocorreu no Salão Nobre do Paço Municipal.

De acordo com o prefeito, a obra terá um comitê próprio pela importância estratégica da ação para a cidade, devido ao conjunto de intervenções urbanísticas que ocorrerão no local, como a implantação do corredor de ônibus, de ciclovias, do realocamento das famílias que hoje moram no leito da rua, entre outras. “A Tronco é uma das mais complexas obras para a Copa do Mundo. Mas a sua importância vai muito além da abertura da via, hoje acanhada e com vários obstáculos, faremos ali uma forte revitalização social”, destacou.

Na ocasião, Fortunati fez um apelo aos membros do comitê para que trabalhem com celeridade, dando atenção especial ao projeto. “Este é um ato emblemático, mas de extrema importância para a cidade. Significa uma comunhão de esforços para uma obra que é vital para a cidade”, afirmou.

Segundo o presidente do comitê, o secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico Newton Baggio, o grupo se reunirá com regularidade para que as decisões e encaminhamentos sejam feitos de maneira conjunta e coordenada.

O plano urbanístico da avenida Tronco prevê a realização da obra viária de 4,4 quilômetros e todo o conjunto de ações de desenvolvimento urbano que mudará o atual cenário habitacional da região. Será alterado o trecho entre a avenida Teresópolis, passando pela Carlos Barbosa, até a Icaraí. As ações proporcionarão uma nova rota de tráfego para a Zona Sul.

Durante a Copa de 2014, a via receberá o trânsito de veículos que normalmente utilizariam as avenidas Edvaldo Pereira Paiva e Padre Cacique, pois ambas deverão ter a circulação interrompida durante os jogos.

Jornal do Comércio



Categorias:COPA 2014, Infraestrutura

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8 respostas

  1. Lei e ordem ; Prédios com seus condominios fechados e todos com suas próprias CONVENÇÕES !

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  2. De qualquer maneira essas famílias desapropriadas receberão uma casa nova e tentar escondê-las em assentamentos populares distantes, já se comprovou, não é a solução para a questão urbana de moradia.

    Minha ideia visa manter essas pessoas nos seus locais de origem e mudar o aspecto visual de parte da via que será duplicada, tornando-a menos inóspita. É muito melhor construir no local prédio novos, organizados e bem acabados do que a manter casebres em ruas estreitas.

    Isso não impede que aja projetos paralelos de adaptação desses cidadãos para vida social e condominial. Todos merecem uma chance!

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  3. sim, em 6 meses esse prédio vira uma favela vertical…

    Ja viram como estão as casas populares?

    Imagina um prédio…

    ta louco…

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  4. É de 40 mil reais o custo médio de uma casa para cada família que será reassentada, conforme os últimos reassentamentos. Ou seja, 2 mil famílias significam um custo total de 80 milhões e com esse dinheiro poderiam se erguer bons prédios, talvez até com unidades habitacionais maiores do que tradicionalmente fazem; isso com, ou sem, a parceria da iniciativa privada.

    Esses dias escutem uma entrevista de um arquitetura chileno ou peruano, sei lá, que dizia mais ou menos o seguinte: ao invés de se construir 50 casas populares de 40 metros quadrados, deveria se construir um prédio com 50 unidades habitacionais de de 60 metros quadrados, com o mesmo dinheiro.

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  5. Essa proposta é o mais recomendável, mas a prefeitura pensa somente em como fazer gastando menos. Manter as pessoas ali seria o mais barato a longo prazo. Mandar as pessoas para longe, encarece o transporte coletivo, dificulta o acesso a saúde, educação. Pensar a longo prazo não faz muito o tipo dos nossos governantes.

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  6. Excelente a proposta do Julião.

    Ao meu ver, construir prédios haveria de requisitar menos área; em outras palavras, a quantidade de terrenos que a prefeitura precisaria para construir casas populares é maior que a área necessária para os prédios. Dependendo de como fossem construídos, os prédios poderiam caber onde antes estava a vila.

    Essa me parece ser a solução mais humana – nem que tenha que se gastar dinheiro nisso.

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  7. Ta ai uma avenida que realmente precisa desta obra.
    Julião, a tua proposta é muito boa, só duvido que a iniciativa privada queira construir estes prédios de 4 andares, só o poder público para bancar isso, pois é um negócio sem lucro, mesmo com essa possível exploração do comércio no térreo.

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  8. PROPOSTA:

    Segundo consta, 1800 famílias serão desapropriadas e reassentadas, provavelmente em outra região da cidade, para a duplicação da Av. Tronco. Então, porque a Prefeitura não desapropria uns 10 metros a mais em cada lado da via para ali erguer prédios de 4 andares, por exemplo, para realocar essas famílias no seu próprio bairro de origem.

    Não sei quanto isso encareceria o projeto, mas acho que valeria a pena pensar nessa ideia, já que beneficiaria os moradores e valorizaria o bairro com construções mais ordenadas. Esses pequenos prédios poderiam ser construídas pela iniciativa privada, que explorando o comércio no térreo barateariam o projeto e o custo de manutenção dos condomínios.

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