Estado terá um novo ‘linhão’ de energia até final de 2013

Estrutura será necessária para abastecimento no verão de 2014

Nos próximos três anos, o Rio Grande do Sul deverá ganhar o reforço de uma linha de transmissão de 525 kV, empreendimento que também é chamado no setor elétrico como “linhão” devido ao grande volume de energia que pode movimentar. O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, adianta que a estrutura será necessária para que o fornecimento de energia no Estado durante o verão de 2014 não precise ser suprido a partir do aumento da geração térmica, que é mais cara do que a hídrica.

O dirigente calcula que uma linha como essa, com uma extensão de 200 a 300 quilômetros, implicará investimento de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões. Ele argumenta que outra possibilidade para aumentar o abastecimento de energia na região Sul é a implantação de uma geração local. Chipp ressalta que não existem restrições legais quanto à realização de leilões de energia regionais. “A questão que se avalia é quanto à expectativa de perda de competitividade”, afirma o diretor-geral do ONS. Ele explica que quando é feito um certame nacional para a comercialização de energia de novas usinas a concorrência aumenta e, no caso de um leilão dirigido, o número de empreendedores diminui.

Outra preocupação do ONS é quanto ao fornecimento de energia durante a Copa do Mundo de 2014. Chipp destaca que será necessária uma ação conjunta das secretarias estaduais de energia, das empresas de geração, transmissão e distribuição, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para garantir a segurança do atendimento durante o evento.

No caso do Rio Grande do Sul, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, concorda que é fundamental aumentar a oferta de energia. Chipp e Andrade, que também é presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia, participaram na quinta-feira, no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, do encontro desse grupo. O secretário relata que a reunião possibilitou a discussão da descentralização do planejamento do setor energético.

Outro participante foi o diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, que defendeu a diversificação da matriz energética do País. “Nesse cenário, a energia nuclear não pode ser descartada, ela tem que estar nessa cesta”, argumenta Silva. De acordo com ele, o Rio Grande do Sul pode, futuramente, sediar um complexo nuclear. No entanto, em curto prazo, ele aponta outras opções como, por exemplo, o carvão. O dirigente lembra que o planejamento energético nacional prevê a implantação de quatro a oito termelétricas nucleares, cada uma com capacidade de cerca de 1 mil MW, até 2030. Atualmente, conforme dados da Aneel, a potência instalada de energia nuclear no Brasil é de aproximadamente 2 mil MW, correspondendo a 1,8% da capacidade total de geração de energia.

Jornal do Comércio



Categorias:Energia

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